Archive for janeiro 13th, 2021

Chevrolet retoma investimento de R$ 10 bi para produzir novo modelo no Brasil

Chevrolet S10 2021 é a primeira picape do país com wi-fi a bordo

CHEVROLET S10 2021 VIRA A PRIMEIRA PICAPE DO PAÍS COM WI-FI A BORDO/ RENYERE TROVÃO

Após o baque sofrido por toda a indústria mundial por conta do novo coronavírus, a Chevrolet anuncia que irá retomar o investimento de R$ 10 bilhões nas fábricas do Estado de São Paulo para a produção de novos veículos sobre a plataforma GEM. A família de mercados emergentes da marca já conta com Onix , Onix Plus e Tracker , mas outros dois modelos devem ser lançados nos próximos anos, com produção dividida entre Brasil e Argentina.

De olho no sucesso da Fiat Toro , a Chevrolet terá uma  picape inédita entre Montana e S10 . Ao lado da futura Volkswagen Tarok, antecipada pela marca alemã no Salão do Automóvel de 2018, o modelo promete colocar fogo em um segmento que só cresce no Brasil.Com a chegada da nova picape da GM, a Montana deverá se despedir do mercado.

Nova picape da GM
Kleber Pinho da SilvaProjeção antecipa possível visual da nova picape da GM, que será feita na mesma plataforma do Tracker

Entre os crossovers, a Chevrolet tem plano de renovar a Spin, mudando seu posicionamento de mercado. A minivan se tornará um crossover , baseado no utilitário Orlando que foi apresentado na China em 2019, com espaço para sete ocupantes. Quando for lançada no Mercosul, a nova Spin será posicionada entre Tracker e Equinox.

Com base nos outros lançamentos feitos sobre a plataforma GEM, pode-se assumir que ambos os modelos terão seis airbags de série, carregador de celular por indução e conectividade Wi-Fi no sistema MyLink. Abaixo do capô, os utilitários terão motores turbo.

Onde serão feitos?

Fábrica
DivulgaçãoOs dois novos lançamentos da marca terão suas produções divididas entre Brasil e Argentina

Apesar da adequação para produzir novos modelos, a Chevrolet ainda não revelou qual deles será feito no Brasil e qual irá para a Argentina . Em fevereiro do ano passado, a marca paralisou a fábrica de Santa Fe, no país vizinho, para adaptar sua linha de montagem à plataforma GEM. Logo, pode-se assumir que o modelo argentino chegará primeiro às concessionárias.

O outro utilitário será alocado em uma das duas fábricas da Chevrolet no Estado de São Paulo, que recebem o aporte bilionário. Dessa forma, o modelo pode ser feito em São Caetano do Sul – ao lado dos irmãos Onix Joy, Montana e Spin –  ou em São José dos Campos – com os utilitários S10 e Trailblazer.

Futuro incerto do Cruze

Cruze
DivulgaçãoDescontinuado em todo o mundo, Chevrolet Cruze logo deverá deixar de ser fabricado na Argentina para dar lugar ao novo modelo

Descontinuado nos Estados Unidos e na China, o Chevrolet Cruze continua sendo produzido na Argentina em suas versões hatch e sedã. A marca ainda não lançou o modelo 2021, revelando que não há pressa em renová-lo.

Com as categorias dos sedãs e hatches médios em baixa e o crescimento do interesse em SUVs por toda a América Latina, tudo indica que o Chevrolet Cruze está próximo do fim. Segundo o site Argentina Autoblog, a marca cogita lançar o chinês Monza para substituir o Cruze em alguns mercados globais. A informação não foi confirmada pela fabricante.

IG Mail

Vacina CoronaVac tem eficácia global de 50,38% nos testes feitos no Brasil, diz Instituto Butantan


A CoronaVac registrou 50,38% de eficácia global nos testes realizados no Brasil, informou nesta terça-feira (12) o Instituto Butantan, que desenvolve a vacina contra a Covid-19 em parceria com o laboratório chinês Sinovac. O anúncio ocorreu em coletiva de imprensa em São Paulo.

O índice de eficácia global aponta a capacidade do imunizante de proteger em todos os casos – sejam eles leves, moderados ou graves. O número mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e também pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é de 50%.

Na semana passada, o Butantan havia divulgado que, nos testes no Brasil, a CoronaVac atingiu 78% de eficácia na prevenção de casos sintomáticos leves, mas que precisaram de cuidados médicos. Aquele anúncio, portanto, descartou os infectados que não precisaram de atendimento.

Porém, quando esse grupo também foi levado em conta, aumentou o total de casos no cálculo – chegou-se, assim, à eficácia global de 50,38% (leia, abaixo, sobre a classificação usada pela OMS).

Na prática, significa que a CoronaVac tem potencial de:

  • reduzir pela metade (50,38%) os novos registros de contaminação em uma população vacinada;
  • reduzir a maioria (78%) dos casos leves que exigem algum cuidado médico.

Além disso, nenhum dos vacinados ficou em estado grave, foi internado ou morreu.

“Esta vacina tem segurança, eficácia e todos os requisitos que justificam o uso emergencial”, defendeu o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, durante o anúncio.

Os testes da CoronaVac no Brasil foram feitos em 12.508 voluntários – todos profissionais de saúde da linha de frente do combate ao coronavírus – e envolveram 16 centros de pesquisa. Após o anúncio desta terça, especialistas disseram que a vacina é segura, evita casos graves e ajuda a frear a epidemia.

Diretor de pesquisa do Butantan, Ricardo Palácios apresentou os dados do estudo e afirmou que já estava prevista “uma eficácia menor em casos mais leves e uma eficácia maior em casos moderados e graves”.

“Nós conseguimos demonstrar esse efeito biológico esperado. Esta é uma vacina eficaz. Temos uma vacina que consegue controlar a pandemia através deste efeito esperado, que é a diminuição da intensidade da doença clínica”, disse Palácios.

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‘Temos uma vacina que consegue controlar a pandemia’, diz Ricardo Palácios

Na sexta-feira (8), o Butantan – que é vinculado ao governo de São Paulo – encaminhou à Anvisa o pedido para uso emergencial da vacina. No dia seguinte, Dimas Covas confirmou a incorporação de todas as doses da CoronaVac ao Plano Nacional de Imunização (PNI), do governo federal, que deve gerir o calendário de distribuição das vacinas em todo o país.

Já o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse nesta segunda-feira (11) que vai ser mantido o cronograma de vacinação definido pelo Plano Estadual de Imunização (PEI), com previsão de iniciar a campanha até 25 de janeiro. Ele também cobrou do Ministério da Saúde uma definição de data para o PNI.

A CoronaVac é uma vacina contra a Covid-19 que usa vírus inativados. De acordo com pesquisadores chineses, o imunizante não apresentou “nenhuma preocupação com relação à segurança”. A maioria das reações foram leves, sendo dor no local da injeção a mais comum.

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Eficácia da CoronaVac

Veja, abaixo, os principais pontos sobre a eficácia:

  • A taxa de eficácia é uma medida relativa, que mostra a diferença entre o número de casos registrados no grupo que recebeu a vacina e o número de casos no grupo que recebeu placebo (uma substância neutra).
  • Não se trata, portanto, do percentual de pessoas que ficam imunes após a vacinação.
  • Nos testes da CoronaVac no Brasil, 1,8% dos vacinados acabaram pegando a doença. No grupo placebo, esse percentual foi de 3,6%. É uma diferença de 50,4% – vem daí o índice de eficácia global.
  • No entanto, entre os contaminados que demandaram algum tipo de atendimento médico, essa discrepância foi maior. No grupo vacinado, 0,15% das pessoas precisaram de assistência. No grupo placeboesse percentual foi de 0,7%. É uma diferença de 78% – vem daí o índice de eficácia apresentado na semana passada.
Eficácia da CoronaVac — Foto: G1

Eficácia da CoronaVac — Foto: G1

A eficácia de uma vacina contra Covid-19 é calculada com o auxílio de um protocolo da OMS que classifica os casos da doença entre os voluntários dos testes.

Essa tabela da OMS separa os voluntários em dez níveis, sendo que o nível 0 corresponde a um paciente não infectado pelo coronavírus e o nível 10 equivale a um voluntário que morreu em decorrência da Covid-19.

taxa de eficácia de 78%, apresentada pelo Butantan na última semana, foi calculada considerando somente casos da doença com pontuação maior ou igual a 3. Esse cálculo leva em conta a comparação entre o número de casos no grupo vacinado e número de casos no grupo que recebeu placebo.

Portanto a eficácia de 78% demonstra o quanto a vacina é capaz de prevenir casos em que é confirmada a infecção pelo coronavírus sintomática e com necessidade de intervenção médica.

Protocolo da Organização Mundial da Saúde (OMS) que classifica os casos da doença entre os voluntários dos testes de uma vacina. — Foto: Jornal da USP

Protocolo da Organização Mundial da Saúde (OMS) que classifica os casos da doença entre os voluntários dos testes de uma vacina. — Foto: Jornal da USP

Outro dado apresentado pelo governo estadual na última semana, a eficácia de 100% em casos graves corresponde à capacidade CoronaVac de evitar casos de Covid-19 que exigem hospitalização, ou seja, superiores a 4 na escala da OMS.

No entanto, o percentual de 100% na prevenção de casos graves não tem significância estatística no estudo. Isso porque o número de casos graves entre todos os voluntários, incluindo aqueles que receberam placebo, foi muito pequeno. Por isso, a diferença estatística entre esses dois grupos não é relevante para a pesquisa.

A eficácia de 50,38% divulgada nesta terça refere-se também pacientes com Covid-19 considerados independentes, isto é, que apresentam apenas sintomas leves, sem necessidade de intervenção médica – esse grupo compõe a o grau 2 da OMS.

O estudo não aponta a eficácia para evitar casos de pacientes assintomáticos da Covid-19, ou seja, não estima quantos voluntários receberam a vacina e tiveram a doença, mas não apresentaram nenhum sintoma, o que corresponde ao grau 1 da OMS.

Na Indonésia, dados preliminares de testes de fase 3 mostraram uma eficácia de 65,3% para a CoronaVac. O país aprovou o uso emergencial, e o presidente Joko Widodo deve receber a primeira dose nesta quarta-feira (13).

Fantástico entra no Instituto Butantan e mostra em 1ª mão produção da CoronaVac  — Foto: Fantástico

Fantástico entra no Instituto Butantan e mostra em 1ª mão produção da CoronaVac — Foto: Fantástico

Detalhes dos testes

Segundo Ricardo Palácios, diretor de pesquisa do Butantan, a CoronaVac foi testada com os profissionais de saúde porque eles têm exposição ao vírus muito maior que a população em geral.

“[O teste] não é a vida real exatamente. É um teste artificial, no qual selecionamos, dentro das populações possíveis, aquela [em] que a vacina poderia ser testada com a barra mais alta. Fizemos deliberadamente para colocar o teste mais difícil para esta vacina [CoronaVac]. Porque, se a vacina resistisse a esse teste, iria se comportar infinitamente melhor em níveis comunitários”, disse o pesquisador.

“A gente quer comparar os diferentes estudos, mas é o mesmo que comparar uma pessoa que faz uma corrida de 1km em um trecho plano e uma pessoa que faz uma corrida de 1 km em um trecho íngreme e cheio de obstáculos”, comparou.

O diretor disse ainda que a definição de caso sintomático de Covid-19 no estudo captou os sintomas “mais leves possíveis”. O critério era apresentação de um ou mais sintomas da doença por dois ou mais dias – e, então, foi feita confirmação por exame diagnóstico do tipo RT-PCR.

Segundo Palacios, essa característica “prejudica a comparabilidade deste estudo com outros estudos” de vacinas para Covid-19. O diretor apresentou a classificação da OMS para falar sobre os casos de Covid-19 entre os voluntários.

“Esta é a forma que a OMS classifica os casos de Covid-19. Ela funciona como uma pirâmide, na qual a gente tem uma base larga de pessoas que não apresentam sintoma nenhum. E, aqui nós tínhamos que fazer uma escolha: onde colocar o limite”, disse Palacios.

“Nós estamos numa definição de caso [a partir do grau da OMS] 2, de casos extremamente leves. E, aí, a gente sabia que isso era uma negociação. A eficácia vacinal, ela ia baixar, quanto mais baixássemos o score [para a definição de caso], mas a gente ia ter maior número de casos”, explicou Palácios.

‘Risco quase zero’, diz cientista

Na avaliação da bióloga e presidente do Instituto Questão de Ciência, Natalia Pasternak, que também esteve presente na coletiva desta terça, a vacina cumpre o papel de iniciar a saída do Brasil da pandemia (veja mais no vídeo abaixo).

“Temos uma vacina que é potencialmente capaz de prevenir doença, doença grave e morte. E, afinal das contas, era tudo o que a gente queria desde o começo. A gente nunca falou no começo da pandemia: ‘Eu quero a vacina perfeita'”, afirmou Pasternak.

Vacina CoronaVac tem eficácia global de 50,38% nos testes feitos no Brasil

Vacina CoronaVac tem eficácia global de 50,38% nos testes feitos no Brasil

Ela destacou que, além de diminuir as chances de contaminação, o imunizante se mostrou eficiente para reduzir as complicações provocadas pela Covid-19.

“Fazendo cruamente uma análise de risco e benefício desta vacina – eu tenho uma vacina cujo risco, pessoal, [é] quase zero, porque os efeitos adversos são irrisórios”, completou a pesquisadora.

“Mas eu tenho um benefício, que não é só para mim, mas um benefício coletivo de saúde pública, de reduzir o risco de doença em 50%. Eu quero esse benefício. Não tem justificativa de não usar uma vacina com essa condição de risco e benefício.”

Documentação entregue à Anvisa

‘Temos urgência no pedido de uso da CoronaVac, um dia faz diferença’, diz diretor do Butantan
‘Temos urgência no pedido de uso da CoronaVac, um dia faz diferença’, diz diretor do Butantan

No sábado, a Anvisa afirmou que o Butantan entregou documentação incompleta dos testes feitos no país e cobrou o envio das informações.

Na ocasião, o instituto disse que a solicitação faz parte do processo e que seria prontamente atendida. Nesta segunda, o Butantan afirmou que 48% do processo já foi concluído e que a agência já analisou cerca de 40% dos documentos enviados.

A solicitação feita pelo Butantan é para 6 milhões de doses prontas vindas da China. O instituto ainda deve fazer um novo pedido para as doses envasadas no instituto em São Paulo.

Em entrevista à GloboNews nesta terça, Dimas Covas afirmou: “Nós entramos com o pedido de uso emergencial no última dia 8 – esse pedido está em análise. Foram solicitados documentos adicionais, nós estamos oferecendo em fluxo contínuo, e esperamos que em dez dias, até o dia 18, nós tenhamos uma resposta da Anvisa” (veja mais no vídeo acima).

Plano estadual de vacinação

O Plano Estadual de Imunização (PEI) foi elaborado pelo governo paulista considerando justamente a aplicação da CoronaVac.

Questionado sobre como a data de início do plano estadual pode estar mantida – já que o Instituto Butantan assinou um contrato de exclusividade para fornecer a CoronaVac para o governo federal –, Doria disse apenas que “a exclusividade é pela vida”.

O governador alegou ainda que “o sistema nacional de imunização será respeitado e atendido por São Paulo se atender São Paulo, dentro de critérios científicos”.

A promessa de Doria é utilizar os 5,2 mil postos de vacinação já existentes nos 645 municípios do estado e ampliar a rede para até 10 mil locais de vacinação por meio da utilização de escolas, quartéis da PM, estações de trem e terminais de ônibus, além de farmácias e de pontos de vacinação no sistema drive-thru.

G1SP

Covid-19: RN tem 60% de UTIs ocupadas, as privadas estão em 71,3%, já esteve bem pior

A matemática das UTIs: 3 desafios para evitar que falte cuidado intensivo  durante a pandemia no Brasil - BBC News Brasil
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O boletim indica ainda que o RN tem atualmente 465 pessoas internadas por causa da Covid-19, sendo 302 na rede pública e 163 na rede privada. A taxa de ocupação dos leitos críticos (semi-intensivo e UTIs) é de 60% na rede pública e de 71,3% na rede privada.

O número de testes realizados para Covid-19 no estado segue desatualizado em 385.269, sendo 205.269 RT-PCR (conhecidos também como Swab) e 180.000 sorológicos.

Mas já esteve pior, pois em notícias da Uol de junho de 2020, o RN chegou a colocar a polícia na rua para fechar o comércio, o que não irá acontecer nos dias vindouro, uma vez que o vírus está seguindo seu curso natural provocando anticorpos em pessoas assintomáticas.

Então, todo cuida é importante para que se siga com a vida econômica em crescimento. O RN não pode parar!

Covid-19: RN tem 375.050 de recuperados e descartados da doença, ontem (12) registraram 7 óbitos, síndrome gripal inconclusivo são 65.806

RN ultrapassa 125 mil casos confirmados e tem 3.115 mortes por Covid-19 |  Rio Grande do Norte | G1
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O Rio Grande do Norte chegou a 125.338 casos de Covid-19 e tem 3.115 mortes pela doença desde o início da pandemia. Os dados foram atualizados boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) desta terça-feira (12). Outros 511 óbitos seguem em investigação.

São 375.050 pacientes que apresentaram os sintomas, entre esses estão, segundo o boletim, 64.608 casos suspeitos e outros 286.840 descartados. O número de confirmados recuperados continua em 88.210, e o de inconclusivos, tratados como “Síndrome Gripal não especificada”, está em 65.806.

G1RN

Vídeo mostra tentativa de assalto a ex-prefeita de Natal

Criminoso aponta arma em direção à ex-prefeita Micarla de Sousa, enquanto ela reage a abordagem dando ré no carro. — Foto: Reprodução
Criminoso aponta arma em direção à ex-prefeita Micarla de Sousa, enquanto ela reage a abordagem dando ré no carro. — Foto: Reprodução

Dois criminosos tentaram realizar um assalto à ex-prefeita de Natal, Micarla de Sousa, na noite desta terça-feira (12) no bairro San Vale, na Zona Sul de Natal. A jornalista e empresária reagiu à abordagem na frente de sua casa e conseguiu fugir acelerando o veículo. A ação foi registrada por câmeras de segurança.

A tentativa de assalto aconteceu em frente à casa da ex-prefeita, na rua Eletricista Elias Ferreira. No momento em que Micarla e a mãe dela, a empresária Miriam de Sousa chegaram à rua, abriram o portão da casa e pararam em frente à garagem. Foi nesse instantes que os dois assaltante chegaram e cercaram o veículo.

O crime aconteceu por volta das 18h30, embora o horário mostrado na câmera esteja errado. O vídeo mostra Micarla chegando em casa. Ela dirigia o veículo. A mãe dela, Miriam de Sousa, estava no banco de passageiro. No momento em que o portão abre, uma motocicleta se aproxima e dois criminosos armados cercam o veículo.

Os criminosos pararam no meio da rua. O que estava na garupa desceu e correu apontando a arma em direção a Miriam. Enquanto o piloto da moto manobrava, o comparsa, ainda com arma em punho, deu a volta no carro se dirigindo para o lado do motorista, em que Micarla estava. Foi nesse momento que a ex-prefeita reagiu, arrancando o veículo em marcha-a-ré. Ela subiu a calçada e depois foi embora. O bandido corre apontando a arma em direção ao veículo em que estavam mãe e filha e depois foge.

Em um vídeo postado nas redes sociais após o crime, a ex-prefeita afirmou que sabe que reagir é errado, mas agiu por instinto, para proteger a mãe ao lado e o filho dela, que saia de casa no momento em que o portão estava abrindo. A ex-prefeita ainda afirmou que o bandido que correu atrás dela apertou o gatilho quatro vezes, mas não conseguiu disparar a arma.

“Eu não recomendo ninguém a reagir, mas foi instinto de proteger minha mãe, foi instinto de fechar a porta. ‘Eu vou, se não ele vai entrar e fazer coisa com meus filhos’. O instinto foi esse. Jamais diria para fazer isso, mas foi instinto de filha e mãe”, disse.

Micarla tem 50 anos e é jornalista e empresária. Foi vice-prefeita, deputada estadual e prefeita de Natal entre 2009 e 2012. Depois da tentativa de assalto, ela disse que ficou com a pressão alterada, mas decidiu ir com a família pregar em um culto na igreja que frequenta no bairro Candelária, também na Zona Sul.

G1RN

Veja o Vídeo:

SEM ADIAMENTO: ENEM acontecerá nas datas marcadas

Foto da Internet

A Justiça Federal negou, nesta terça-feira (12/1), o pedido de adiamento das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A solicitação foi feita na última sexta-feira (8/1), pela Defensoria Pública da União e pelo Ministério Público Federal.

Na ação, o defensor João Paulo Dorini alegava que o recente pico de infecções por Covid-19 era um risco aos estudantes.

“Temos agora uma prova agendada exatamente no pico da segunda onda de infecções, sem que haja clareza sobre as providências adotadas para evitar a contaminação dos participantes da prova, estudantes e funcionários que a aplicarão”, assinalou Dorini.
Em decisão divulgada durante a manhã desta terça, a Justiça afirmou que as medidas de segurança contra a Covid-19, anunciadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), são suficientes para garantir a segurança dos participantes durante as provas.

Portanto, as datas seguem as mesmas: 17 e 24 de janeiro para as provas impressas e 31 de janeiro e 7 de fevereiro para o exame digital. Aproximadamente 5,78 milhões de pessoas confirmaram a participação no Enem.

Medidas de biossegurança:


O Inep respondeu à Justiça alegando que tomou uma série de medidas para evitar a contaminação dos participantes, garantindo que a aplicação será “perfeitamente possível e segura para todos os envolvidos”. Entre as ações, estão o distanciamento social, a redução da capacidade máxima das salas, a higienização dos ambientes e a exigência de máscaras de proteção facial.

Na decisão desta terça-feira, a Justiça entendeu que o Inep comprovou, por meio de documentos anexados à ação e publicados no site do instituto, “que há informações suficientes sobre as medidas de biossegurança para a realização da edição 2020 do Enem”.

“Há informações quanto à necessidade de utilização de máscaras que cubram o nariz e a boca, a obrigatoriedade de o candidato levar mais de uma máscara para a troca ao longo do dia, a orientação para higienização das mãos com álcool em gel antes de entrar na sala de provas, a disponibilização de álcool em gel nas salas de provas e nos banheiros, as regras para lanches, a necessidade de distanciamento entre os participantes e os procedimentos de ida ao banheiro e vistoria de materiais”, consta na decisão.

Além disso, foi observado que pessoas com sintomas da doença ou infectadas pela Covid-19 poderão fazer a prova em outras datas, e que o Inep investiu 25% a mais em recursos para a segurança, em relação ao Enem anterior. “Portanto, não há como acolher a alegação de falta de clareza quanto os procedimentos de biossegurança”, afirmou a Justiça.