Bastidores apontam que Bolsonaro pode ir para o PTB, de Roberto Jefferson

Roberto Jefferson diz que partido acionará OEA contra STF por prisão de  Silveira | O TEMPO
Foto da Internet

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deve confirmar nesta segunda-feira (26) o nome do senador Ciro Nogueira (PP-PI) como chefe da Casa Civil. Depois desse indicativo de aumento de espaço para o Progressistas no governo e após algumas declarações do presidente, muita gente acha que ele deve se filiar à legenda.

Mas algumas fontes do PP afirmam que isso não vai acontecer e que a tendência maior, se Jair Bolsonaro se filiar a uma sigla tradicional, é que ele vá para o PTB, de Roberto Jefferson. O que o próprio Roberto Jefferson disse, em entrevista à Itatiaia, no podcast Abrindo o Jogo, que trabalharia para que acontecesse.

O PTB, partido do qual Bolsonaro também já fez parte, prepara-se para isso. A conversa de bastidores em Brasília é que o partido é uma possibilidade real.

Como Jefferson foi preso no mensalão, se essa migração do presidente acontecer acenderá outra polêmica, pois uma das bandeiras de Bolsonaro foi o combate à corrupção.

A leitura de alguns integrantes do Progressistas é que a ida para de Bolsonaro para o PP seria ruim para o partido, porque a campanha dele levaria parte importante do Fundo Eleitoral, diminuindo o valor destinado à campanha de deputados federais.

Sendo assim, a aproximação de Bolsonaro com o PP, dando a Casa Civil para o senador Ciro Nogueira, reafirma o lugar do Progressistas na base. Mas, mais do que indicar que Bolsonaro possa ir para a legenda, revela a intenção do presidente de melhorar a relação com o Senado e a Câmara Federal, aprovar pelo menos as pautas positivas e eliminar qualquer possibilidade de andamento de processo de impeachment — a Casa Civil é uma pasta que faz a articulação do governo com o Parlamento.

Ciro Nogueira é a pessoa perfeita para cuidar da relação com o Congresso Nacional. Ele é extremamente influente, muito habilidoso e transita entre a esquerda e a direita como Gisele Bündchen desfila no Fashion Week. Ele foi base de governos petistas, de Michel Temer e, agora, de Bolsonaro. 

Por Edilene Lopes