Category: Internacional

Um número recorde de países assina acordo do clima na ONU

John Kerry assina acordo com sua neta: "Nunca antes tantos países assinaram um acordo internacional em um único dia"
John Kerry assina acordo com sua neta: “Nunca antes tantos países assinaram um acordo internacional em um único dia”

Exame – Um número recorde de países, incluindo Estados Unidos e China, os maiores poluidores do mundo, assinaram nesta sexta-feira na ONU o histórico acordo para desacelerar o aquecimento global, negociado em dezembro passado em Paris.

Simbolicamente, o presidente francês, François Hollande, foi o primeiro a assinar o acordo, entre os 175 países que já assinaram.

“Nunca antes tantos países assinaram um acordo internacional em um único dia”, comemorou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, saudando um “momento histórico”.

China e Estados Unidos estiveram representados, respectivamente, pelo vice-premiê Zhang Gaoli e o secretário de Estado americano John Kerry. Este último assinou o acordo com sua neta em seus braços e foi muito aplaudido.

Os signatários desta sexta-feira representam mais de 93% das emissões de gases do efeito estufa, responsáveis ​​pelo aquecimento global, de acordo com a ONG World Resources Institute.

“Já no ano passado, os investimentos em energias renováveis registraram uma alta histórica, quase 330 bilhões de dólares. E espera-se investimentos de trilhões de dólares até o final do século”, declarou Kerry nesta sexta-feira.

A assinatura é apenas o primeiro passo. O acordo entrará em vigor apenas quando 55 países responsáveis ​​por pelo menos 55% das emissões de gases do efeito estufa o ratificarem.

Na ONU, Dilma não cita golpe, mas fala de “retrocesso”

Dilma Rousseff: "Sou grata a todos os líderes que expressaram solidariedade"
Dilma Rousseff: “Sou grata a todos os líderes que expressaram solidariedade”

Por Rita Azevedo da Exame.com

São Paulo — A presidente Dilma Rousseff  discursou na manhã dessa sexta-feira na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Ela participa da cerimônia de assinatura do Pacto de Paris, um acordo sobre mudanças climáticas fechado durante a COP 21, realizado no ano passado.

A expectativa era se Dilma falaria ou não sobre a crise política e o processo de impeachment, aprovado na Câmara dos Deputados no último domingo. Ela centralizou todo o discurso sobre o acordo climático, mas, ao final, disse que não poderia terminar sua fala “sem mencionar o grave momento que vive” o país.

Ela citou os brasileiros como um povo “com grande apreço pela liberdade” e que saberá “impedir qualquer retrocesso”:

“A despeito disso, quero dizer que o Brasil é um grande país, com uma sociedade que soube vencer o autoritarismo e construir uma pujante democracia. Nosso povo é um povo trabalhador, e com grande apreço pela liberdade. Saberá, não tenho dúvidas, impedir quaisquer retrocessos”.

Durante a tarde, a presidente dará entrevista a jornalistas estrangeiros. Depois, ela volta ao Brasil.

A íntegra do discurso no vídeo abaixo

“Senhor secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon,

Senhor presidente da França e presidente da COP21, presidente François Hollande,

Senhoras e senhores chefes de Estado e de governo participantes dessa cerimônia de assinatura do Acordo de Paris,

Senhoras e senhores integrantes de delegações,

Senhoras e senhores,

Dilma chega a NY para afrontar a “Constituição Brasileira” dizendo que há golpe contra seu governo

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A presidente Dilma Rousseff foi aos Estados Unidos para denunciar ao mundo que está havendo um golpe em curso no Brasil; Isto é, a presidente não só acusa os deputados federais e senadores do Brasil, como não deixa de acusar na ONU, o Superior Tribunal Federal, já que o processo da Impeachment contra ela foi analisado pelos ministros do Supremo.

images-cms-image-000493377Dilma foi recebida na noite de ontem (21) em Nova York de forma calorosa por um grupo de pessoas que a esperavam com rosas e cartazes contra o impeachment, em frente à residência do embaixador do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Patriota, onde ficará hospedada.

Dilma também vai, de forma indireta, acusar o povo que se veste de verde e amarelo e vão às ruas contra a corrupção e seu governo, e gritam à favor do Brasil.

Milhões de brasileiros querem Dilma, Temer e Cunha, fora do poder do Brasil.

O povo brasileiro estão contra todos os políticos que não respeitam a nação do Brasil, e ferem a Constituição.

A presidente vai prestar um dos maiores desserviço a pátria brasileira, falando mal de seu povo em reunião com vários representantes internacionais.

Segundo notícias já divulgada nas grandes mídias, no discurso de Dilma que fará nesta manhã (22), na assinatura do Pacto de Paris na Organização das Nações Unidas (ONU), ela deverá dizer que é vítima de um processo ilegal de destituição presidencial, comandado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), com o aval do vice Michel Temer (PMDB), a quem acusa de traição.

Ela esqueceu que o povão foram às ruas contra sua má administração e contra a corrupção.

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Povão quer todos os corruptos fora da política brasileira.

Boko Haram utiliza cada vez mais crianças em seus ataques suicidas

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G1 – O número de crianças envolvidas em ataques suicidas na região do lago Chade, área de atuação do grupo islamita nigeriano Boko Haram, multiplicou por 10 em 2015, de acordo com estimativas doUnicef.

De quatro crianças utilizadas em ataques suicidas em 2014, o número chegou a 44 um ano depois, segundo o Unicef, que reúne dados da Nigéria, Camarões, Chade e Níger, os países de atuação do grupo que jurou fidelidade ao grupo Estado Islâmico (EI).

Mais de 75% dos menores nestes ataques são meninas, de acordo com o Unicef. O relatório tem o título “Beyond Chibok” (“Além de Chibok”), em referencia à localidade da Nigéria onde o Boko Haram sequestrou 276 meninas há dois anos.

“É necessário ser claro: estas crianças são vítimas, não autores”, afirma Manuel Fontaine, diretor regional do Unicef para os países do oeste e centro da África.

“Enganas as crianças e forçá-las a cometer atos mortais é um dos aspectos mais horríveis da violência na Nigéria e nos países vizinhos”, completa.

Desde janeiro de 2014, o extremo norte de Camarões, cenário recorrente dos ataques do Boko Haram, é o local com o maior número de atentados suicidas com crianças (21), seguido por Nigéria (17) e Chade (2).

Este fenômeno “cria uma atmosfera de medo e de suspeita que tem consequências devastadoras” para as crianças, sobretudo as que foram libertadas depois de viver em cativeiro de grupos armados, indica o Unicef.

Estas crianças, assim como as nascidas em casamentos forçados ou em consequência de estupros, “enfrentam a estigmatização e a discriminação” em seus vilarejos e nos campos de deslocados.

O Boko Haram, que nos últimos meses sofreu várias derrotas para os exércitos da região, multiplicou os atentados suicidas utilizando mulheres e crianças para aterrorizar a população.

No ano passado, este tipo de ataque, até então concentrado na Nigéria, atingiu os países vizinhos, principalmente Camarões. De acordo com o Unicef foram registrados 89 atentados com ‘homens-bomba’ na Nigéria, 39 em Camarões, 16 no Chade e sete em Níger.

Sem receber, soldados que lutam contra Estado Islâmico fazem ‘bicos’

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Rawf Mahmoud, 30, soldado peshmerga, trabalha como taxista para complementar sua renda

Folha de São Paulo – A crise econômica no Governo Regional do Curdistão (KRG, na sigla em inglês), a área semiautônoma dos curdos no norte do Iraque, está levando os soldados peshmerga a arrumar novos empregos para complementar a renda.

O soldado Rawf Mahmoud, 30, normalmente ficava dez dias no front de batalha, descansava dez em casa e voltava a trabalhar. Agora, sai da linha de frente do conflito, vai para sua casa na cidade de Suleimani e assume o volante de um táxi. Trabalha das 7h às 19h, sem pausa.

Como soldado, ganha 500 mil dinares iraquianos por mês (cerca de R$ 1.600). Mas, no ano passado, ficou três meses sem receber. Neste ano, o salário de fevereiro só foi pago em 18 de março.

“Temos a missão de proteger nossa terra, então damos um jeito, arrumamos uns bicos”, diz Mahmoud, que tem dois filhos: uma menina de oito anos e um menino de quatro.

MOSSUL

Os peshmerga participam da ofensiva para a retomada de Mossul, a “capital” do EI no Iraque, ao lado do Exército iraquiano, que comanda a operação. Eles estão retomando vilarejos perto de Mossul, e a ofensiva deve durar meses. O EI tomou a cidade, a segunda maior do Iraque, em junho de 2014.

“Por causa da situação econômica, quase todos os soldados têm um segundo emprego”, admite Halgord Hikmet, porta-voz dos peshmergas. Os “bicos” não são autorizados, mas tolerados.

Após a derrubada do ditador Saddam Hussein, em 2003, a região curda passou por um boom econômico, com muito investimento estrangeiro. Mas, desde 2014, o governo central em Bagdá vem congelando ou atrasando os repasses para a região curda.

Para completar, o preço do petróleo, que responde por 90% das receitas do governo, desabou: em fevereiro de 2014, era US$ 103 o barril; agora, é cerca de US$ 35. Além disso, o governo está em plena guerra contra o EI e tem grandes despesas com armamentos e reconstrução.

Em fevereiro, soldados e funcionários públicos protestaram e bloquearam estradas em Sulaimaniyah por causa dos salários atrasados.

A mulher do capitão Mahmoud Jalal, 40, é funcionária pública e não recebe há quatro meses. Jalal, que também está sem receber, começou a trabalhar em uma padaria quando os salários começaram a atrasar, em 2014. Ele ganha 10 mil dinares por dia (cerca de R$ 36).

“Tenho três filhos em idade escolar, meu aluguel está três meses atrasado, e eu preciso pedir dinheiro emprestado”, diz Jalal.

Todos eles afirmam que não vão deixar as Forças Armadas. Eles pagam suas armas do próprio bolso. Para comprar os armamentos, fazem “vaquinha” entre os familiares e amigos ou descontam do salário todo mês.

“Enquanto não recebermos de Bagdá uma fatia maior do Orçamento, vai ser difícil resolver o problema”, diz o general Sirwan Barzani, comandante dos peshmerga no front de Makhmour.

Segundo ele, o país sofre também com o inchaço no setor público, herança do regime de Saddam Hussein. Cerca de 60% da população do Curdistão iraquiano é dependente do Orçamento público.

Fidel critica discurso de Obama em Cuba

O ex-presidente cubano Fidel Castro: Cuba não precisa que "o império" lhe presenteie nada, disse Fidel
O ex-presidente cubano Fidel Castro: Cuba não precisa que “o império” lhe presenteie nada, disse Fidel

A fala de Obama em seu discurso quando pediu para que os cubanos esquecessem o passado e olhassem para o futuro causou uma certa indignação no ex-líder cubano Fidel Castro.

O maior líder de Cuba, de 89 anos, disse que os cubanos quase que “tinham um infarto” ao ouvir do líder do país que determinou o “bloqueio impiedoso que durou 60 anos” e a invasão da Baía dos Porcos em 1961.

Não dar para apagar a história da forma que os EUA deseja. Que se faz necessário novos avanços, novas negociações para o bem das nações é indiscutível. Mas apagar das memorias as frustrações tanto de um lado quanto do outro, é impossível.

Exame

Grampo revela ‘fragilidade total’ de proteção a dados no Planalto, diz especialista

Thiago Guimarães da BBC Brasil em Londres

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Presidente Dilma ao telefone na casa da filha em Porto Alegre, em foto de outubro de 2011; para especialista, grampos revelaram “fragilidade total” das comunicações da Presidência

As gravações de conversas telefônicas da presidente Dilma Rousseff com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mostram que a segurança da informação da principal instituição do Brasil varia entre “frágil” e “inexistente”.

Para Silvio Meira, professor do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco, é “inconcebível” que a líder de um dos maiores países do mundo “fale com um telefone que não sabe de quem é nem a quê esse aparelho está submetido”.

“A fragilidade é total. Você tem uma situação em que o presidente da República corre o risco de ser gravado por alguém vigiado pela Polícia Federal numa das maiores investigações criminais da história do Brasil e onde claramente existia um potencial gigantesco dessa conversa ser gravada”, disse Meira à BBC Brasil.

As conversas de Dilma captadas pela PF integram uma série de interceptações telefônicas de Lula, incluídas no inquérito da Operação Lava Jato.

A Justiça Federal do Paraná divulgou os áudios e as transcrições na semana passada. No diálogo mais polêmico, Dilma diz a Lula que enviará seu “termo de posse” como novo ministro da Casa Civil, para uso “em caso de necessidade”. Investigadores interpretaram o diálogo como tentativa da presidente de evitar eventual prisão do antecessor.

Para Meira, o Brasil deveria se espelhar nos EUA, onde todas as conversas de interesse do Estado mantidas pelo presidente são seguras (criptografadas). Os diálogos não são gravados, segundo o especialista, mas a Casa Branca produz transcrições informais.

O presidente Barack Obama fala com a assessoria de segurança nacional Lisa Monaco sobre os ataques em Bruxelas; ligação foi feita da casa do chefe da missão dos EUA em Havana, Cuba

“O presidente americano fala em comunicações seguras, como o primeiro-ministro da Inglaterra, França e Alemanha, mas não tem o direito de falar o que quiser sozinho. Ele não pode, por exemplo, ligar para outro e combinar um ataque nuclear, há todo um protocolo de comunicações de Estado, um grau de sofisticação alto”, afirma.

Sistemas de proteção

Criptografia é uma maneira de aprimorar a segurança de uma mensagem ou arquivo. A tecnologia embaralha o conteúdo para que ele só possa ser lido por quem tenha a chamada chave de criptografia, necessária para desembaralhá-lo.

A Abin (Agência Brasileira de Segurança) oferece uma série de equipamentos que podem garantir a segurança da comunicação da presidente e de funcionários de alto escalão. Há, por exemplo, telefone fixo e aplicativo para smartphones com criptografia de voz e dados, que empregam algoritmo matemático de propriedade e uso exclusivo do Estado brasileiro.

Questionada sobre os motivos pelos quais a presidente não usa a tecnologia oferecida pela Abin, como o telefone seguro, a Secretaria de Imprensa do Planalto informou apenas que “não comenta assuntos que possam interferir na privacidade ou na segurança da Presidência da República”.

Prof. da UFPE sugere discussão de segurança da Presidência

Procurada pela reportagem, a Abin, que é sucessora no período democrático do SNI (Serviço Nacional de Informações), órgão de espionagem da ditadura militar (1964-1985), também não comentou.

Segundo Meira, para a conversa entre Lula e Dilma ser considerada segura, ambos teriam que ter usado telefones criptografados ou aplicativos de criptografia no smartphone. Segundo a Justiça Federal do Paraná, o telefone grampeado era usado com frequência pelo ex-presidente e pertence a um assessor do Instituto Lula.

Ironia de Snowden

O grampo envolvendo Dilma e Lula foi alvo de um comentário irônico de Edward Snowden, ex-assessor da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês).

Em 2013, Snowden divulgou documentos ultrassecretos que mostram que a NSA teria espionado comunicações de Dilma e de outros líderes mundiais. Na época, os vazamentos causaram revolta no govenro brasileiro e esfriaram as relações entre Brasil e EUA – Dilma chegou a cancelar uma visita de Estado a Washington em razão do episódio.

“Going dark (ficando no escuro, na tradução em português) é um conto de fadas. Três anos depois das manchetes de grampos de @dilmabr ela ainda está fzendo chamadas não criptografadas”, escreveu Snowden no Twitter. A expressão “going dark” remete ao uso de criptografia.

Edward Snowden criticou falta de segurança nas comunicações da Presidência do Brasil

Meira afirma que o Brasil não avançou – e provavelmente até retrocedeu – em segurança da informação desde as revelações de Snowden. “De lá para cá, por exemplo, o sistema de e-mail de agentes de Estado que deveria ter mudado para sistema fechado, criptografado, continua igual. Continuamos mandando e-mail para agentes públicos em ministérios, em nível bastante alto, usando serviços como Gmail.”

O especialista diz que não se trata de um problema de tecnologia, mas de implementação de processos, pois os recursos para tornar as comunicações seguras estão disponíveis. Ele cita, por exemplo, que há aplicativos simples para criptografar troca de informações (voz e dados) por smartphones.

“Não é um problema tecnológico, esse está resolvido há muito tempo. É de processos, métodos, compliance (política interna), responsabilização. É outro problema.”

Segurança nacional

Na primeira viagem após a divulgação dos grampos de Lula, na semana passada, a presidente Dilma criticou a interceptação de suas conversas e afirmou que se trata de um crime contra a Lei de Segurança Nacional.

Para Meira, engenheiro eletrônico pelo ITA, mestre em informática pela UFPE e doutor em computação pela Universidade de Kent (Inglaterra), o problema é outro.

“O problema que deveria estar sendo discutido por causa dessas gravações é como as comunicações da Presidência da República são tão rudimentares e estão sujeitas a tão poucos crivos a ponto de a presidente estar falando com telefones de quem a priori não se sabe nem de quem são?”, questiona.

Informada sobre as declarações do professor, a Presidência da República não comentou.

PARA BBC, CUNHA AFASTAR DILMA É UM ESCÂNDALO

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Referência em imprensa independente e imparcial, a British Broadcasting Corporation, a BBC, conglomerado público de radiodifusão da Grã-Bretanha não consegue entender para além de um escândalo o fato de que o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) possa ocorrer pelas mãos do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O parlamentar responde a um processo no Conselho de Ética na Câmara pretérito ao do afastamento da líder petista e tem sobre suas costas um processo no Supremo Tribunal Federal e um pedido da Procuradoria Geral da República determinando seu imediato afastamento.

A BBC, a exemplo de uma série de veículos de comunicação internacionais, entendem como uma tentativa de golpe o rito do processo contra Dilma. Reportagem da jornalista Mariana Schreiber, da BBC Brasil em Brasília, publicada neste sábado (26) ouve congressistas que sustentam a tese de que a presidente eleita é vítima de um julgamento sumário, movido pelo interesse de Cunha de esconder seus próprios malfeitos e de uma oposição que fecha os olhos para o devido processo legal.

“A tentativa de cassar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por meio de um processo no Conselho de Ética começou em 13 de outubro, 50 dias antes de ele aceitar um pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, em 2 de dezembro – dando início ao trâmite que pode culminar na derrubada do governo petista. Apesar disso, a presidente corre risco real de ser afastada do cargo antes de o julgamento de Cunha ser concluído”, surpreende-se a BBC, logo no  início do texto (aqui).

A BBC sustenta que, longe de um julgamento justo, com fato determinado e provas que sustentem o cometimento de algum crime, o ritmo de análise dos dois procedimentos (de Cunha e de DIlma) tem variado simplesmente movido pelos interesses do enrolado presidente da Câmara, cujo cargo lhe confere poder de acelerar ou retardar o funcionamento do plenário e das comissões da Casa.

“Um deputado que é réu (em processo no Supremo Tribunal Federal) é isento para conduzir o processo de impeachment da presidente? Eu acho que não”, disse à BBC o deputado José Carlos Araújo (PR-BA), presidente do Conselho de Ética.

“Ele (Cunha) não estava preocupado com o futuro do país, com a economia. Quis acirrar os ânimos para sair da vitrine”, critica também o deputado Julio Delgado (PSB-MG).

“O importante para eles é protelar (o processo do Cunha) até resolver o caso da Dilma aqui na Câmara. Eles priorizaram. A questão principal é derrubar a Dilma, e Cunha é o fiador da celeridade dos trabalhos da comissão especial e da apreciação (do impeachment) em plenário”, disse Chico Alencar (PSol-RJ).

Já os líderes da oposição, que não raro aparecem em denúncias de financiamento ilegal de campanha, sustentam que o processo de impeachment segue o rito normal.

“No caso da comissão do impeachment, o rito foi determinado pelo Supremo. Então você tem uma regra bem definida. No caso do Eduardo Cunha, o que acontece é que o presidente do Conselho de Ética comete uma série de irregularidades, não cumprindo o regimento da Casa e, consequentemente, o processo acaba voltando (ao início, devido aos recursos que questionaram essas supostas irregularidades)”, disse Paulinho da Força, um dos principais aliados de Cunha, para quem o rito do impeachment e o funcionamento do Conselho de Ética são coisas diferentes.

O líder do DEM, Pauderney Avelino, diz que seu é preciso abordar uma coisa de cada vez. “Independentemente do Cunha, o processo de impeachment anda. O Cunha não tem mais nada a ver com o processo de impeachment, a questão hoje é institucional”, afirmou.

Suíça

O processo contra Cunha que corre no Conselho de Ética pede sua cassação pois ele teria mentido na CPI da Petrobras, quando foi questionado sobre se possuía contas no exterior. Dados repassados pela Suíça à Procuradoria-Geral da República no ano passado revelaram cinco milhões de dólares em contas naquele país ligadas ao presidente da Câmara.

Cunha apresentou na segunda-feira sua defesa, quando começou a correr o prazo de 40 dias úteis para o conselho levantar provas e ouvir testemunhas. Cunha apontou oito pessoas para serem ouvidas, sendo dois advogados seus na Suíça.

Brasil247

EUA recomendam que casais expostos ao zika esperem seis meses para engravidar

1458991748225-zikaO Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA emitiu, nesta sexta-feira (25), orientações recomendando a casais expostos ao zika vírus para esperarem para engravidar. A doença tem sido associado a um surto de casos de microcefalia, malformação grave que causa lesões irreparáveis e pode levar bebês à morte, cujo epicentro é o Brasil.

As autoridades de saúde destacaram que as recomendações foram baseadas em dados limitados sobre a persistência do zika no sangue e no sêmen.

Ainda não foi provado que o vírus causa microcefalia em bebês, mas evidências crescentes sugerem a ligação. A condição retarda o crescimento da cabeça e do cérebro, levando a problemas de desenvolvimento.

O Brasil diz ter confirmado mais de 900 casos de microcefalia e considera que a maior parte deles estão relacionados a infecções causadas pelo zika nas mães. O País ainda investiga mais 4.300 suspeitas da malformação.

Ig

“Eu não sou uma mulher fraca”, diz Dilma ao ‘The Guardian’

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Jornal do Brasil – Em entrevista ao jornal The Guardian desta quinta-feira (24), a presidente Dilma Rousseff disse que qualquer tentativa de retirá-la do seu cargo seria ilegal e prejudicial para o país.

Segundo a reportagem, Dilma Rousseff reitera, com a fala firme e um tom corajoso, que não há justificativa legal para o impeachment e adverte que qualquer tentativa de removê-la do poder ilegalmente pode deixar cicatrizes profundas na democracia brasileira.

Em uma entrevista de 90 minutos com seis veículos da imprensa estrangeira, realizada no Palácio do Planalto, Dilma afirmou que “a paz voltará a reinar” no Brasil até o início dos Jogos Olímpicos deste ano, que acontecerá no Rio de Janeiro, em agosto.

Ao longo das últimas semanas, o Brasil tem sido abalado por enormes protestos contra o governo, após revelações sobre corrupção que envolvem não apenas o Poder Executivo, embora Dilma não seja citada em nenhuma denúncia, mas também o Congresso Nacional, o que acabou impulsionando o processo de impeachment da presidente, iniciado em dezembro.

O jornal comenta que a tentativa de nomear o ex-presidente Lula como ministro da CasaCivil, ato considerado por muitos como uma medida de proteção ao líder petista, aumentou a indignação de parte da sociedade em relação à impunidade dos políticos e levou setores da população a pedir a renúncia de Rousseff.

Londres: Revista Economist pede renúncia de Dilma

A presidente Dilma Rousseff: publicação diz que a troca na Presidência da República abriria caminho para um "novo começo" no Brasil
A presidente Dilma Rousseff: publicação diz que a troca na Presidência da República abriria caminho para um “novo começo” no Brasil

Londres – A revista britânica The Economist defende, em editorial, que é hora de a presidente Dilma Rousseff deixar o cargo.

A escolha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Casa Civil foi uma “tentativa grosseira de impedir o curso da Justiça”, diz o editorial que será publicado na nova edição que chega às bancas nesta quinta-feira.

Por isso, Dilma está inapta a permanecer na Presidência, argumenta o texto. A publicação diz que a troca na Presidência da República abriria caminho para um “novo começo” no Brasil.

“A indicação de Lula parece uma tentativa grosseira de impedir o curso da Justiça. Mesmo que isso não fosse sua intenção, esse seria o efeito. Esse foi o momento em que a presidente escolheu os limitados interesses da sua tribo política por cima do Estado de Direito”, diz o editorial que tem o título “Hora de ir”.

“Assim, ela tornou-se inapta a permanecer como presidente”, cita o editorial que defende que “a presidente manchada deveria renunciar agora”.

O editorial nota que sempre defendeu que apenas a “Justiça ou os eleitores – e não políticos com interesses próprios tentando impedi-la – podem decidir o destino da presidente”.

Essa percepção, porém, mudou com a decisão tomada por Dilma de indicar Lula, argumenta o editorial.

No final de semana, o jornal The New York Times já havia classificado como “ridículas” as explicações de Dilma para a nomeação de Lula. A saída de Dilma Rousseff, diz o editorial da Economist, “ofereceria ao Brasil a oportunidade de um novo começo”.

A revista afirma que continua acreditando que o processo de impeachment pelas pedaladas fiscais segue parecendo injustificado.

Assim, a revista nota que há três caminhos para a saída da presidente: 1) mostrar que Dilma Rousseff obstruiu o trabalho de investigação na Petrobrás; 2) por decisão do Tribunal Superior Eleitoral que resultaria em novas eleições ou 3) a renúncia.

“A maneira mais rápida e melhor para a senhora Rousseff deixar o Planalto seria a renúncia antes de ser empurrada para fora”, defende o editorial. No último dia 20, o britânico The Guardian disse que a presidente deveria renunciar se não conseguir controlar a agitação social, que representa risco de intervenção militar.

Sem Dilma, a Economist acredita que o Brasil poderia ter um governo de coalizão liderado por Michel Temer para executar reformas necessárias para estabilizar a economia e acabar com o déficit público próximo de 11% do Produto Interno Bruto.

O editorial nota, porém, que Temer também está “profundamente envolvido no escândalo da Petrobrás como o PT”. Assim, apenas “novas eleições presidenciais poderiam dar aos eleitores uma oportunidade de confiar as reformas a um novo líder”.

Suicidas do aeroporto de Bruxelas eram irmãos

Os irmãos que respondem ao sobrenome El Bakraoui andam em aeroporto de Zaventem, na Bélgica
Os irmãos que respondem ao sobrenome El Bakraoui andam em aeroporto de Zaventem, na Bélgica

Agência Brasil – Bruxelas – Dois irmãos de apelido El Bakraoui, que já tinham ficha na polícia mas não por terrorismo, foram identificados entre os supostos homens-bomba dos atentados dessa terça-feira (22) no aeroporto de Zaventem, em Bruxelas, informou hoje (23) a emissora pública RTBF.

Um deles, Khalid, tinha alugado, com identidade falsa, a casa na Rue du Dries, no bairro de Forest. No local, no último dia 15, ocorreu um tiroteio em que um dos suspeitos morreu e dois fugiram, incluindo Salah Abdeslam, envolvido nos atentados de Paris e posteriormente detido.

Khalid e Ibrahim El Bakraui, ambos de Bruxelas, estavam nos registros da polícia por atos de vandalismo, mas não por crimes ligados a terrorismo, acrescentou a RTBF.

Duas explosões foram registradas no aeroporto de Zaventem, com um intervalo de vários segundos, na área de venda de bilhetes das empresas Brussels Airlines e American Airlines.

Quatorze pessoas  morreram e 100 ficaram feridas. Na estação do metrô de Maalbeek, a 200 metros da sede da Comissão Europeia, uma terceira explosão provocou a morte de pelo menos 20 pessoas e ferimentos em cerca de 100.

Confira vídeos de momentos seguintes aos atentados terroristas em Bruxelas

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Correria no aeroporto de Zaventem, em Bruxelas

Pelo menos 34 pessoas morreram e outras 136 ficaram feridas nos ataques desta terça-feira (22) no aeroporto de Zaventem e na estação de metrô de Maalbeek, no centro de Bruxelas, segundo confirmou a ministra da Saúde belga, Maggie De Block.

Os dois ataques do aeroporto provocaram pelo menos 11 mortes e feriram 55 pessoas, enquanto o atentado na estação de metrô, localizada no bairro onde se encontra a maior parte das sedes das instituições europeias, deixou pelo menos 15 mortos e 81 feridos.

Confira abaixo algumas gravações desse momento de terror no aeroporto e no metrô:

 

Operador da Lava Jato foragido é preso em Lisboa

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Raul Schmidt, foragido da justiça e investigado pelo escândalo na Petrobras, foi detido nesta segunda-feira em Lisboa dentro da operação “Lava Jato”.

A Procuradoria portuguesa confirmou a detenção de um cidadão luso-brasileiro por suposto envolvimento nesse escândalo, embora foi a imprensa lusa que revelou a identidade de Schmidt, sócio de um antigo diretor da Petrobras.

A polícia judiciária (PJ) se limitou a indicar, em comunicado, que o detido deverá prestar declaração no Tribunal de Relação de Lisboa, e que é suspeito de “ter atuado como intermediário em operações da Petrobras que levaram à cobrança indevida de comissões no valor de vários milhões de reais”.

Schmidt é investigado pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal do Brasil, e desde julho do ano passado havia um mandado de detenção internacional.

A imprensa portuguesa revelou que a detenção de Schmidt aconteceu hoje em um apartamento de luxo situado no centro de Lisboa, e que ele havia fugido e estava escondido na capital portuguesa, onde contava com a ajuda de vários familiares.

Schimdt tem dupla nacionalidade, brasileira e portuguesa.

A justiça brasileira tinha solicitado oficialmente a cooperação das autoridades portuguesas, por isso que na detenção de hoje participaram policiais e promotores dos dois países.

O Ministério Público português revelou, além disso, que as autoridades brasileiras já “manifestaram intenção de iniciar um processo de extradição” para que Schmidt seja julgado no Brasil.

Obama passeia com a família em Havana

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, encerrou o primeiro dia de visita a Cuba com um passeio e um jantar com a família em Havana Velha. Ele foi saudado por cubanos que, apesar da chuva, saíram às ruas para acompanhar sua passagem.

Há várias semanas não chovia com tanta intensidade em Havana, mas isso não impediu muitos cubanos de ir às ruas da área histórica da cidade para dar as boas-vindas ao presidente norte-americano, o primeiro a visitar a ilha em quase 90 anos.

Devido ao mau tempo, o encontro com o corpo diplomático norte-americano em Cuba não ocorreu na embaixada dos Estados Unidos, ao ar livre, como estava previsto, mas em um hotel.

Teve também de ser modificado o passeio planejado em Havana Velha. Ainda assim, Obama, sua mulher Michelle, as duas filhas, Malia e Sasha, e a sogra, Marian Robinson, passearam pela Praça de Armas, onde a família pôde ver a estátua de Carlos Manuel de Céspedes, um dos líderes da independência da ilha.

Todo o percurso, que continuou pelo Palácio dos Capitães Generais, o edifício do antigo governo colonial que agora abriga o Museu da Cidade, foi conduzido por Eusebio Leal, o historiador oficial de Havana e responsável pela restauração dessa região da capital.

Debaixo de chuva intensa e protegida por guarda-chuvas, a família presidencial chegou à Praça da Catedral, onde Obama cumprimentou algumas pessoas que o esperavam. Dentro da catedral eles tiveram encontro com o cardeal cubano e arcebispo de Havana, Jaime Ortega.

Depois, a comitiva presidencial passou pelas estreitas ruas de Havana Velha e do centro da capital, onde centenas de moradores tiraram fotos das varandas e portas, saudando a família.

O dia terminou no restaurante San Cristóbal, no centro de Havana.

Hoje, Obama deverá encontrar-se com Raúl Castro no palácio presidencial, o terceiro encontro entre os dois desde que foi anunciada a reaproximação entre os países.