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Sem receber, soldados que lutam contra Estado Islâmico fazem ‘bicos’

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Rawf Mahmoud, 30, soldado peshmerga, trabalha como taxista para complementar sua renda

Folha de São Paulo – A crise econômica no Governo Regional do Curdistão (KRG, na sigla em inglês), a área semiautônoma dos curdos no norte do Iraque, está levando os soldados peshmerga a arrumar novos empregos para complementar a renda.

O soldado Rawf Mahmoud, 30, normalmente ficava dez dias no front de batalha, descansava dez em casa e voltava a trabalhar. Agora, sai da linha de frente do conflito, vai para sua casa na cidade de Suleimani e assume o volante de um táxi. Trabalha das 7h às 19h, sem pausa.

Como soldado, ganha 500 mil dinares iraquianos por mês (cerca de R$ 1.600). Mas, no ano passado, ficou três meses sem receber. Neste ano, o salário de fevereiro só foi pago em 18 de março.

“Temos a missão de proteger nossa terra, então damos um jeito, arrumamos uns bicos”, diz Mahmoud, que tem dois filhos: uma menina de oito anos e um menino de quatro.

MOSSUL

Os peshmerga participam da ofensiva para a retomada de Mossul, a “capital” do EI no Iraque, ao lado do Exército iraquiano, que comanda a operação. Eles estão retomando vilarejos perto de Mossul, e a ofensiva deve durar meses. O EI tomou a cidade, a segunda maior do Iraque, em junho de 2014.

“Por causa da situação econômica, quase todos os soldados têm um segundo emprego”, admite Halgord Hikmet, porta-voz dos peshmergas. Os “bicos” não são autorizados, mas tolerados.

Após a derrubada do ditador Saddam Hussein, em 2003, a região curda passou por um boom econômico, com muito investimento estrangeiro. Mas, desde 2014, o governo central em Bagdá vem congelando ou atrasando os repasses para a região curda.

Para completar, o preço do petróleo, que responde por 90% das receitas do governo, desabou: em fevereiro de 2014, era US$ 103 o barril; agora, é cerca de US$ 35. Além disso, o governo está em plena guerra contra o EI e tem grandes despesas com armamentos e reconstrução.

Em fevereiro, soldados e funcionários públicos protestaram e bloquearam estradas em Sulaimaniyah por causa dos salários atrasados.

A mulher do capitão Mahmoud Jalal, 40, é funcionária pública e não recebe há quatro meses. Jalal, que também está sem receber, começou a trabalhar em uma padaria quando os salários começaram a atrasar, em 2014. Ele ganha 10 mil dinares por dia (cerca de R$ 36).

“Tenho três filhos em idade escolar, meu aluguel está três meses atrasado, e eu preciso pedir dinheiro emprestado”, diz Jalal.

Todos eles afirmam que não vão deixar as Forças Armadas. Eles pagam suas armas do próprio bolso. Para comprar os armamentos, fazem “vaquinha” entre os familiares e amigos ou descontam do salário todo mês.

“Enquanto não recebermos de Bagdá uma fatia maior do Orçamento, vai ser difícil resolver o problema”, diz o general Sirwan Barzani, comandante dos peshmerga no front de Makhmour.

Segundo ele, o país sofre também com o inchaço no setor público, herança do regime de Saddam Hussein. Cerca de 60% da população do Curdistão iraquiano é dependente do Orçamento público.

Fidel critica discurso de Obama em Cuba

O ex-presidente cubano Fidel Castro: Cuba não precisa que "o império" lhe presenteie nada, disse Fidel
O ex-presidente cubano Fidel Castro: Cuba não precisa que “o império” lhe presenteie nada, disse Fidel

A fala de Obama em seu discurso quando pediu para que os cubanos esquecessem o passado e olhassem para o futuro causou uma certa indignação no ex-líder cubano Fidel Castro.

O maior líder de Cuba, de 89 anos, disse que os cubanos quase que “tinham um infarto” ao ouvir do líder do país que determinou o “bloqueio impiedoso que durou 60 anos” e a invasão da Baía dos Porcos em 1961.

Não dar para apagar a história da forma que os EUA deseja. Que se faz necessário novos avanços, novas negociações para o bem das nações é indiscutível. Mas apagar das memorias as frustrações tanto de um lado quanto do outro, é impossível.

Exame

Grampo revela ‘fragilidade total’ de proteção a dados no Planalto, diz especialista

Thiago Guimarães da BBC Brasil em Londres

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Presidente Dilma ao telefone na casa da filha em Porto Alegre, em foto de outubro de 2011; para especialista, grampos revelaram “fragilidade total” das comunicações da Presidência

As gravações de conversas telefônicas da presidente Dilma Rousseff com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mostram que a segurança da informação da principal instituição do Brasil varia entre “frágil” e “inexistente”.

Para Silvio Meira, professor do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco, é “inconcebível” que a líder de um dos maiores países do mundo “fale com um telefone que não sabe de quem é nem a quê esse aparelho está submetido”.

“A fragilidade é total. Você tem uma situação em que o presidente da República corre o risco de ser gravado por alguém vigiado pela Polícia Federal numa das maiores investigações criminais da história do Brasil e onde claramente existia um potencial gigantesco dessa conversa ser gravada”, disse Meira à BBC Brasil.

As conversas de Dilma captadas pela PF integram uma série de interceptações telefônicas de Lula, incluídas no inquérito da Operação Lava Jato.

A Justiça Federal do Paraná divulgou os áudios e as transcrições na semana passada. No diálogo mais polêmico, Dilma diz a Lula que enviará seu “termo de posse” como novo ministro da Casa Civil, para uso “em caso de necessidade”. Investigadores interpretaram o diálogo como tentativa da presidente de evitar eventual prisão do antecessor.

Para Meira, o Brasil deveria se espelhar nos EUA, onde todas as conversas de interesse do Estado mantidas pelo presidente são seguras (criptografadas). Os diálogos não são gravados, segundo o especialista, mas a Casa Branca produz transcrições informais.

O presidente Barack Obama fala com a assessoria de segurança nacional Lisa Monaco sobre os ataques em Bruxelas; ligação foi feita da casa do chefe da missão dos EUA em Havana, Cuba

“O presidente americano fala em comunicações seguras, como o primeiro-ministro da Inglaterra, França e Alemanha, mas não tem o direito de falar o que quiser sozinho. Ele não pode, por exemplo, ligar para outro e combinar um ataque nuclear, há todo um protocolo de comunicações de Estado, um grau de sofisticação alto”, afirma.

Sistemas de proteção

Criptografia é uma maneira de aprimorar a segurança de uma mensagem ou arquivo. A tecnologia embaralha o conteúdo para que ele só possa ser lido por quem tenha a chamada chave de criptografia, necessária para desembaralhá-lo.

A Abin (Agência Brasileira de Segurança) oferece uma série de equipamentos que podem garantir a segurança da comunicação da presidente e de funcionários de alto escalão. Há, por exemplo, telefone fixo e aplicativo para smartphones com criptografia de voz e dados, que empregam algoritmo matemático de propriedade e uso exclusivo do Estado brasileiro.

Questionada sobre os motivos pelos quais a presidente não usa a tecnologia oferecida pela Abin, como o telefone seguro, a Secretaria de Imprensa do Planalto informou apenas que “não comenta assuntos que possam interferir na privacidade ou na segurança da Presidência da República”.

Prof. da UFPE sugere discussão de segurança da Presidência

Procurada pela reportagem, a Abin, que é sucessora no período democrático do SNI (Serviço Nacional de Informações), órgão de espionagem da ditadura militar (1964-1985), também não comentou.

Segundo Meira, para a conversa entre Lula e Dilma ser considerada segura, ambos teriam que ter usado telefones criptografados ou aplicativos de criptografia no smartphone. Segundo a Justiça Federal do Paraná, o telefone grampeado era usado com frequência pelo ex-presidente e pertence a um assessor do Instituto Lula.

Ironia de Snowden

O grampo envolvendo Dilma e Lula foi alvo de um comentário irônico de Edward Snowden, ex-assessor da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês).

Em 2013, Snowden divulgou documentos ultrassecretos que mostram que a NSA teria espionado comunicações de Dilma e de outros líderes mundiais. Na época, os vazamentos causaram revolta no govenro brasileiro e esfriaram as relações entre Brasil e EUA – Dilma chegou a cancelar uma visita de Estado a Washington em razão do episódio.

“Going dark (ficando no escuro, na tradução em português) é um conto de fadas. Três anos depois das manchetes de grampos de @dilmabr ela ainda está fzendo chamadas não criptografadas”, escreveu Snowden no Twitter. A expressão “going dark” remete ao uso de criptografia.

Edward Snowden criticou falta de segurança nas comunicações da Presidência do Brasil

Meira afirma que o Brasil não avançou – e provavelmente até retrocedeu – em segurança da informação desde as revelações de Snowden. “De lá para cá, por exemplo, o sistema de e-mail de agentes de Estado que deveria ter mudado para sistema fechado, criptografado, continua igual. Continuamos mandando e-mail para agentes públicos em ministérios, em nível bastante alto, usando serviços como Gmail.”

O especialista diz que não se trata de um problema de tecnologia, mas de implementação de processos, pois os recursos para tornar as comunicações seguras estão disponíveis. Ele cita, por exemplo, que há aplicativos simples para criptografar troca de informações (voz e dados) por smartphones.

“Não é um problema tecnológico, esse está resolvido há muito tempo. É de processos, métodos, compliance (política interna), responsabilização. É outro problema.”

Segurança nacional

Na primeira viagem após a divulgação dos grampos de Lula, na semana passada, a presidente Dilma criticou a interceptação de suas conversas e afirmou que se trata de um crime contra a Lei de Segurança Nacional.

Para Meira, engenheiro eletrônico pelo ITA, mestre em informática pela UFPE e doutor em computação pela Universidade de Kent (Inglaterra), o problema é outro.

“O problema que deveria estar sendo discutido por causa dessas gravações é como as comunicações da Presidência da República são tão rudimentares e estão sujeitas a tão poucos crivos a ponto de a presidente estar falando com telefones de quem a priori não se sabe nem de quem são?”, questiona.

Informada sobre as declarações do professor, a Presidência da República não comentou.

PARA BBC, CUNHA AFASTAR DILMA É UM ESCÂNDALO

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Referência em imprensa independente e imparcial, a British Broadcasting Corporation, a BBC, conglomerado público de radiodifusão da Grã-Bretanha não consegue entender para além de um escândalo o fato de que o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) possa ocorrer pelas mãos do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O parlamentar responde a um processo no Conselho de Ética na Câmara pretérito ao do afastamento da líder petista e tem sobre suas costas um processo no Supremo Tribunal Federal e um pedido da Procuradoria Geral da República determinando seu imediato afastamento.

A BBC, a exemplo de uma série de veículos de comunicação internacionais, entendem como uma tentativa de golpe o rito do processo contra Dilma. Reportagem da jornalista Mariana Schreiber, da BBC Brasil em Brasília, publicada neste sábado (26) ouve congressistas que sustentam a tese de que a presidente eleita é vítima de um julgamento sumário, movido pelo interesse de Cunha de esconder seus próprios malfeitos e de uma oposição que fecha os olhos para o devido processo legal.

“A tentativa de cassar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por meio de um processo no Conselho de Ética começou em 13 de outubro, 50 dias antes de ele aceitar um pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, em 2 de dezembro – dando início ao trâmite que pode culminar na derrubada do governo petista. Apesar disso, a presidente corre risco real de ser afastada do cargo antes de o julgamento de Cunha ser concluído”, surpreende-se a BBC, logo no  início do texto (aqui).

A BBC sustenta que, longe de um julgamento justo, com fato determinado e provas que sustentem o cometimento de algum crime, o ritmo de análise dos dois procedimentos (de Cunha e de DIlma) tem variado simplesmente movido pelos interesses do enrolado presidente da Câmara, cujo cargo lhe confere poder de acelerar ou retardar o funcionamento do plenário e das comissões da Casa.

“Um deputado que é réu (em processo no Supremo Tribunal Federal) é isento para conduzir o processo de impeachment da presidente? Eu acho que não”, disse à BBC o deputado José Carlos Araújo (PR-BA), presidente do Conselho de Ética.

“Ele (Cunha) não estava preocupado com o futuro do país, com a economia. Quis acirrar os ânimos para sair da vitrine”, critica também o deputado Julio Delgado (PSB-MG).

“O importante para eles é protelar (o processo do Cunha) até resolver o caso da Dilma aqui na Câmara. Eles priorizaram. A questão principal é derrubar a Dilma, e Cunha é o fiador da celeridade dos trabalhos da comissão especial e da apreciação (do impeachment) em plenário”, disse Chico Alencar (PSol-RJ).

Já os líderes da oposição, que não raro aparecem em denúncias de financiamento ilegal de campanha, sustentam que o processo de impeachment segue o rito normal.

“No caso da comissão do impeachment, o rito foi determinado pelo Supremo. Então você tem uma regra bem definida. No caso do Eduardo Cunha, o que acontece é que o presidente do Conselho de Ética comete uma série de irregularidades, não cumprindo o regimento da Casa e, consequentemente, o processo acaba voltando (ao início, devido aos recursos que questionaram essas supostas irregularidades)”, disse Paulinho da Força, um dos principais aliados de Cunha, para quem o rito do impeachment e o funcionamento do Conselho de Ética são coisas diferentes.

O líder do DEM, Pauderney Avelino, diz que seu é preciso abordar uma coisa de cada vez. “Independentemente do Cunha, o processo de impeachment anda. O Cunha não tem mais nada a ver com o processo de impeachment, a questão hoje é institucional”, afirmou.

Suíça

O processo contra Cunha que corre no Conselho de Ética pede sua cassação pois ele teria mentido na CPI da Petrobras, quando foi questionado sobre se possuía contas no exterior. Dados repassados pela Suíça à Procuradoria-Geral da República no ano passado revelaram cinco milhões de dólares em contas naquele país ligadas ao presidente da Câmara.

Cunha apresentou na segunda-feira sua defesa, quando começou a correr o prazo de 40 dias úteis para o conselho levantar provas e ouvir testemunhas. Cunha apontou oito pessoas para serem ouvidas, sendo dois advogados seus na Suíça.

Brasil247

EUA recomendam que casais expostos ao zika esperem seis meses para engravidar

1458991748225-zikaO Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA emitiu, nesta sexta-feira (25), orientações recomendando a casais expostos ao zika vírus para esperarem para engravidar. A doença tem sido associado a um surto de casos de microcefalia, malformação grave que causa lesões irreparáveis e pode levar bebês à morte, cujo epicentro é o Brasil.

As autoridades de saúde destacaram que as recomendações foram baseadas em dados limitados sobre a persistência do zika no sangue e no sêmen.

Ainda não foi provado que o vírus causa microcefalia em bebês, mas evidências crescentes sugerem a ligação. A condição retarda o crescimento da cabeça e do cérebro, levando a problemas de desenvolvimento.

O Brasil diz ter confirmado mais de 900 casos de microcefalia e considera que a maior parte deles estão relacionados a infecções causadas pelo zika nas mães. O País ainda investiga mais 4.300 suspeitas da malformação.

Ig

“Eu não sou uma mulher fraca”, diz Dilma ao ‘The Guardian’

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Jornal do Brasil – Em entrevista ao jornal The Guardian desta quinta-feira (24), a presidente Dilma Rousseff disse que qualquer tentativa de retirá-la do seu cargo seria ilegal e prejudicial para o país.

Segundo a reportagem, Dilma Rousseff reitera, com a fala firme e um tom corajoso, que não há justificativa legal para o impeachment e adverte que qualquer tentativa de removê-la do poder ilegalmente pode deixar cicatrizes profundas na democracia brasileira.

Em uma entrevista de 90 minutos com seis veículos da imprensa estrangeira, realizada no Palácio do Planalto, Dilma afirmou que “a paz voltará a reinar” no Brasil até o início dos Jogos Olímpicos deste ano, que acontecerá no Rio de Janeiro, em agosto.

Ao longo das últimas semanas, o Brasil tem sido abalado por enormes protestos contra o governo, após revelações sobre corrupção que envolvem não apenas o Poder Executivo, embora Dilma não seja citada em nenhuma denúncia, mas também o Congresso Nacional, o que acabou impulsionando o processo de impeachment da presidente, iniciado em dezembro.

O jornal comenta que a tentativa de nomear o ex-presidente Lula como ministro da CasaCivil, ato considerado por muitos como uma medida de proteção ao líder petista, aumentou a indignação de parte da sociedade em relação à impunidade dos políticos e levou setores da população a pedir a renúncia de Rousseff.

Londres: Revista Economist pede renúncia de Dilma

A presidente Dilma Rousseff: publicação diz que a troca na Presidência da República abriria caminho para um "novo começo" no Brasil
A presidente Dilma Rousseff: publicação diz que a troca na Presidência da República abriria caminho para um “novo começo” no Brasil

Londres – A revista britânica The Economist defende, em editorial, que é hora de a presidente Dilma Rousseff deixar o cargo.

A escolha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Casa Civil foi uma “tentativa grosseira de impedir o curso da Justiça”, diz o editorial que será publicado na nova edição que chega às bancas nesta quinta-feira.

Por isso, Dilma está inapta a permanecer na Presidência, argumenta o texto. A publicação diz que a troca na Presidência da República abriria caminho para um “novo começo” no Brasil.

“A indicação de Lula parece uma tentativa grosseira de impedir o curso da Justiça. Mesmo que isso não fosse sua intenção, esse seria o efeito. Esse foi o momento em que a presidente escolheu os limitados interesses da sua tribo política por cima do Estado de Direito”, diz o editorial que tem o título “Hora de ir”.

“Assim, ela tornou-se inapta a permanecer como presidente”, cita o editorial que defende que “a presidente manchada deveria renunciar agora”.

O editorial nota que sempre defendeu que apenas a “Justiça ou os eleitores – e não políticos com interesses próprios tentando impedi-la – podem decidir o destino da presidente”.

Essa percepção, porém, mudou com a decisão tomada por Dilma de indicar Lula, argumenta o editorial.

No final de semana, o jornal The New York Times já havia classificado como “ridículas” as explicações de Dilma para a nomeação de Lula. A saída de Dilma Rousseff, diz o editorial da Economist, “ofereceria ao Brasil a oportunidade de um novo começo”.

A revista afirma que continua acreditando que o processo de impeachment pelas pedaladas fiscais segue parecendo injustificado.

Assim, a revista nota que há três caminhos para a saída da presidente: 1) mostrar que Dilma Rousseff obstruiu o trabalho de investigação na Petrobrás; 2) por decisão do Tribunal Superior Eleitoral que resultaria em novas eleições ou 3) a renúncia.

“A maneira mais rápida e melhor para a senhora Rousseff deixar o Planalto seria a renúncia antes de ser empurrada para fora”, defende o editorial. No último dia 20, o britânico The Guardian disse que a presidente deveria renunciar se não conseguir controlar a agitação social, que representa risco de intervenção militar.

Sem Dilma, a Economist acredita que o Brasil poderia ter um governo de coalizão liderado por Michel Temer para executar reformas necessárias para estabilizar a economia e acabar com o déficit público próximo de 11% do Produto Interno Bruto.

O editorial nota, porém, que Temer também está “profundamente envolvido no escândalo da Petrobrás como o PT”. Assim, apenas “novas eleições presidenciais poderiam dar aos eleitores uma oportunidade de confiar as reformas a um novo líder”.

Suicidas do aeroporto de Bruxelas eram irmãos

Os irmãos que respondem ao sobrenome El Bakraoui andam em aeroporto de Zaventem, na Bélgica
Os irmãos que respondem ao sobrenome El Bakraoui andam em aeroporto de Zaventem, na Bélgica

Agência Brasil – Bruxelas – Dois irmãos de apelido El Bakraoui, que já tinham ficha na polícia mas não por terrorismo, foram identificados entre os supostos homens-bomba dos atentados dessa terça-feira (22) no aeroporto de Zaventem, em Bruxelas, informou hoje (23) a emissora pública RTBF.

Um deles, Khalid, tinha alugado, com identidade falsa, a casa na Rue du Dries, no bairro de Forest. No local, no último dia 15, ocorreu um tiroteio em que um dos suspeitos morreu e dois fugiram, incluindo Salah Abdeslam, envolvido nos atentados de Paris e posteriormente detido.

Khalid e Ibrahim El Bakraui, ambos de Bruxelas, estavam nos registros da polícia por atos de vandalismo, mas não por crimes ligados a terrorismo, acrescentou a RTBF.

Duas explosões foram registradas no aeroporto de Zaventem, com um intervalo de vários segundos, na área de venda de bilhetes das empresas Brussels Airlines e American Airlines.

Quatorze pessoas  morreram e 100 ficaram feridas. Na estação do metrô de Maalbeek, a 200 metros da sede da Comissão Europeia, uma terceira explosão provocou a morte de pelo menos 20 pessoas e ferimentos em cerca de 100.

Confira vídeos de momentos seguintes aos atentados terroristas em Bruxelas

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Correria no aeroporto de Zaventem, em Bruxelas

Pelo menos 34 pessoas morreram e outras 136 ficaram feridas nos ataques desta terça-feira (22) no aeroporto de Zaventem e na estação de metrô de Maalbeek, no centro de Bruxelas, segundo confirmou a ministra da Saúde belga, Maggie De Block.

Os dois ataques do aeroporto provocaram pelo menos 11 mortes e feriram 55 pessoas, enquanto o atentado na estação de metrô, localizada no bairro onde se encontra a maior parte das sedes das instituições europeias, deixou pelo menos 15 mortos e 81 feridos.

Confira abaixo algumas gravações desse momento de terror no aeroporto e no metrô:

 

Operador da Lava Jato foragido é preso em Lisboa

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Raul Schmidt, foragido da justiça e investigado pelo escândalo na Petrobras, foi detido nesta segunda-feira em Lisboa dentro da operação “Lava Jato”.

A Procuradoria portuguesa confirmou a detenção de um cidadão luso-brasileiro por suposto envolvimento nesse escândalo, embora foi a imprensa lusa que revelou a identidade de Schmidt, sócio de um antigo diretor da Petrobras.

A polícia judiciária (PJ) se limitou a indicar, em comunicado, que o detido deverá prestar declaração no Tribunal de Relação de Lisboa, e que é suspeito de “ter atuado como intermediário em operações da Petrobras que levaram à cobrança indevida de comissões no valor de vários milhões de reais”.

Schmidt é investigado pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal do Brasil, e desde julho do ano passado havia um mandado de detenção internacional.

A imprensa portuguesa revelou que a detenção de Schmidt aconteceu hoje em um apartamento de luxo situado no centro de Lisboa, e que ele havia fugido e estava escondido na capital portuguesa, onde contava com a ajuda de vários familiares.

Schimdt tem dupla nacionalidade, brasileira e portuguesa.

A justiça brasileira tinha solicitado oficialmente a cooperação das autoridades portuguesas, por isso que na detenção de hoje participaram policiais e promotores dos dois países.

O Ministério Público português revelou, além disso, que as autoridades brasileiras já “manifestaram intenção de iniciar um processo de extradição” para que Schmidt seja julgado no Brasil.

Obama passeia com a família em Havana

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, encerrou o primeiro dia de visita a Cuba com um passeio e um jantar com a família em Havana Velha. Ele foi saudado por cubanos que, apesar da chuva, saíram às ruas para acompanhar sua passagem.

Há várias semanas não chovia com tanta intensidade em Havana, mas isso não impediu muitos cubanos de ir às ruas da área histórica da cidade para dar as boas-vindas ao presidente norte-americano, o primeiro a visitar a ilha em quase 90 anos.

Devido ao mau tempo, o encontro com o corpo diplomático norte-americano em Cuba não ocorreu na embaixada dos Estados Unidos, ao ar livre, como estava previsto, mas em um hotel.

Teve também de ser modificado o passeio planejado em Havana Velha. Ainda assim, Obama, sua mulher Michelle, as duas filhas, Malia e Sasha, e a sogra, Marian Robinson, passearam pela Praça de Armas, onde a família pôde ver a estátua de Carlos Manuel de Céspedes, um dos líderes da independência da ilha.

Todo o percurso, que continuou pelo Palácio dos Capitães Generais, o edifício do antigo governo colonial que agora abriga o Museu da Cidade, foi conduzido por Eusebio Leal, o historiador oficial de Havana e responsável pela restauração dessa região da capital.

Debaixo de chuva intensa e protegida por guarda-chuvas, a família presidencial chegou à Praça da Catedral, onde Obama cumprimentou algumas pessoas que o esperavam. Dentro da catedral eles tiveram encontro com o cardeal cubano e arcebispo de Havana, Jaime Ortega.

Depois, a comitiva presidencial passou pelas estreitas ruas de Havana Velha e do centro da capital, onde centenas de moradores tiraram fotos das varandas e portas, saudando a família.

O dia terminou no restaurante San Cristóbal, no centro de Havana.

Hoje, Obama deverá encontrar-se com Raúl Castro no palácio presidencial, o terceiro encontro entre os dois desde que foi anunciada a reaproximação entre os países.

Di Caprio recebe prêmio de melhor ator e Spotlight é escolhido melhor filme

Leonardo Di Caprio recebe o prêmio de melhor ator no Oscar 2016Agência Lusa
Leonardo Di Caprio recebe o prêmio de melhor ator no Oscar 2016

Agência Brasil – As atenções se voltaram nesse domingo (28), na cerimônia de entrega do Oscar, realizada no Teatro Dolby, em Los Angeles, nos Estados Unidos, para o prêmio de melhor ator, que finalmente fez justiça a Leonardo Di Caprio, após quatro indicações frustradas. O ator foi laureado por seu trabalho em O Regresso, em que incorpora o explorador vingativo Hugh Glass.

O filme brasileiro O Menino e o Mundo, do diretor Alê Abreu, perdeu, na categoria animação, para Divertida mente, produzido pela Pixar Animation Studios e dirigido por Pete Docter.

A entrega do Oscar aos melhores atores, técnicos e filmes de 2015 foi transmitida para todo o mundo, ao vivo, pela emissora de televisão norte-americana ABC.

Ao receber a premiação, Di Caprio deu um tom ambientalista ao seu discurso. “A mudança climática é real. Isso está acontecendo agora. Esta é a ameaça mais urgente para toda a nossa espécie”, disse. “Precisamos apoiar os líderes de todo o mundo que falam para os povos indígenas, para a humanidade, as vozes que foram abafadas pela política de ganância”, completou.

 

O Regresso também rendeu o prêmio de melhor diretor a Alejandro González, que recebeu seu segundo Oscar, e o de melhor fotografia a Emanual Lubezki, único na história da premiação a receber a estatueta por três anos consecutivos.

O título de melhor filme ficou para Spotlight – segredos revelados, de Tom McCarthy. também foi considerado o melhor roteiro original. “Este filme deu voz aos sobreviventes”, disse o produtor Michael Sugar, ao comentar a denúncia feita pelo filme que conta a história de um grupo de jornalistas, em Boston, que consegue levantar documentos comprovando a prática de pedofilia praticada por padres católicos. “Esse filme amplifica essa voz que, esperamos, venha a se tornar um coro que vai ressoar por todo o caminho até o Vaticano”, acrescentou.

Ennio Morricone, o lendário compositor de trilhas sonoras de filmes como O Bom, o Mau e o Feio e Os Intocáveis, finalmente ganhou um Oscar, seu primeiro em seis indicações. Aos 87 anos, Morricone se tornou o mais idoso vencedor na história do Oscar, pela trilha do filme Os 8 Odiados, de Quentin Tarantino.

Indicada pela primeira vez, Brie Larson levou a estatueta de melhor atriz por O Quarto de Jack. A sueca Alicia Vikander foi melhor atriz coadjuvante por A Garota Dinamarquesa. Mark Rylance foi melhor coadjuvante por Ponte dos Espiões.

Mad Max: Estrada da Fúria, de George Miller, foi o mais contemplado, com seis prêmios: mixagem de som, edição de som, montagem, cabelo e maquiagem, design de produção e figurino.

O anfitrião, o comediante negro Chris Rock, tratou com piadas irônicas os protestos feitos à academia de cinema pela ausência de negros nas principais indicações. “A grande questão é: por que estamos protestando? Por que neste Oscar? É a 88ª edição do prêmio. Quer dizer que essa coisa toda de não indicarem negros aconteceu pelo menos outras 71 vezes. Você imagina que poderia ter acontecido nos anos 50, nos 60… e tenho certeza de que não houve indicações. Sabe por quê? Porque nós tínhamos coisas de verdade para protestar naquela época”, disse Rock em sua fala inicial.

Duplo atentado mata dezenas na Síria

Um duplo atentado que aconteceu neste domingo (21) na cidade de Homs, na Síria, matou dezenas de pessoas, informa o Observatório Sírio de Direitos Humanos. Segundo a ONG, ao menos 46 morreram e dezenas ficaram feridos no centro da cidade.

A ONG informou que os atentados foram realizados com dois veículos carregados de explosivos, no bairro Al Zahraa, de maioria alauíta, um minoritário credo xiita ao qual pertence o presidente sírio, Bashar al Assad.

Além disso, afirmou que entre os mortos estão pelo menos 28 civis, enquanto os demais se desconhece se são civis ou pertencem às milícias do regime.

Segundo a Reuters, a televisão estatal cita o governador de Homs, Talal al Sarazi, que afirma que pelo menos 25 pessoas morreram no duplo atentado. Talal al Sarazi disse que o atentado aconteceu na rua 60, perto da entrada do bairro de Al Armam.

O Observatório não excluiu a possibilidade de que aumente o número de vítimas fatais entre as dezenas de feridos, vários dos quais estão em estado grave.

No dia 26 de janeiro, a mesma rua foi cenário de um duplo atentado realizado pelo EI com um carro-bomba, que foi seguido de outro cometido por um suicida com um cinto de explosivos.

A Síria sofre há quase cinco anos com um conflito que causou mais de 260 mil mortos, segundo o Observatório.

Duplo atentado neste domingo (21) na cidade de Homs, na Síria (Foto: REUTERS/SANA/Handout via Reuters)
Duplo atentado neste domingo (21) na cidade de Homs, na Síria (Foto: REUTERS/SANA/Handout via Reuters)
 

5 Coisas que você precisa saber sobre o Zika

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O canal de notícias norte-americano CNN (Cable News Network), publicou em seu site no dia 05 de fevereiro, um artigo para tirar algumas dúvidas sobre o Zica vírus, onde é respondida 5 perguntas fundamentais.

Abaixo um resumo do texto original:

1. O que é Zika e por que é tão sério?

O vírus Zika é parte da mesma família como a febre amarela, chikungunya e dengue, mas ao contrário desses, para o o vírus Zica não há nenhuma vacina para prevenir, tampouco medicamento para tratar a infecção.

O Zika vírus está sendo ligado a alarmantes casos de microcefalia – uma desordem neurológica que resulta em bebês que nascem com cabeças pequenas, de forma anormal. Isso causa problemas de desenvolvimento graves e, não poucas vezes, óbito. 

2. Como ocorre a propagação do Zika vírus?

O vírus, geralmente é transmitido quando o mosquito Aedes Aegypti pica uma pessoa com uma infecção ativa, e depois espalha o vírus ao picar outras pessoas. Há também, casos suspeito de transmissão por via sexual.

O vírus está no sangue por cerca de uma semana. Quanto tempo ele permaneceria no sêmen é algo que está sendo estudado.

3. Onde está o vírus Zika agora?

O vírus Zika está agora a ser localmente transmitidos em Barbados, Bolívia, Brasil, Cabo Verde, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana Francesa, Guadalupe, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica, Martinica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Porto Rico, St. Martin, Suriname, Samoa, Tonga, Ilhas Virgens americanas e Venezuela, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).

4. O que você pode fazer para se proteger contra Zika?

Com nenhum tratamento ou vacina disponível, a única proteção contra Zika é evitar viajar para áreas com uma infestação ativa. Se você quiser viajar para um país onde o Zika estiver presente, o CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) recomenda a adesão estrita às medidas de proteção contra mosquitos: use um repelente aprovado pela EPA (Agência de Proteção Ambiental), usar calças compridas, camisas longas, de manga e grossa o suficiente para bloquear uma picada de mosquito, e dormir em ar-condicionado, quartos blindados, entre outros.

OBS: No caso do Brasil, a agência reguladora sobre as questões dos repelentes, é a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

5. O que está sendo feito para parar Zika?

Os investigadores estão a trabalhar arduamente em laboratórios de todo o mundo que tentam criar uma vacina Zika. Um ensaio clínico de uma vacina de vírus Zika poderia começar este ano, de acordo com Fauci.

Autoridades de saúde estão a implementar técnicas de controle de mosquito tradicionais, como a pulverização de pesticidas e esvaziamento de pé recipientes de água onde os mosquitos se reproduzem. O CDC incentiva proprietários, proprietários do hotel e visitantes de países com surtos Zika também para eliminar qualquer água parada que veem, como em baldes ao ar livre e vasos de flores.

 

CNN

 

Parte dos recursos dos EUA será enviado para países afetados pelo zika

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R7 Notícias – O presidente Barack Obama anunciou na segunda-feira (8), que pedirá US$ 1,8 bilhão (R$ 7,2 bilhões) ao Congresso americano para o combate do zika e o desenvolvimento de vacina contra o vírus, mas afirmou que não há razão para pânico. “A boa notícia é que isso não é como ebola, as pessoas não morrem com zika”, disse Obama em entrevista à rede de TV CBS.

A maior parte dos recursos — US$ 828 milhões (R$ 3,3 bilhões) — será destinada ao combate do mosquito transmissor do vírus, treinamento de pessoal expansão dos testes da doença e pesquisa da relação entre zika e microcefalia. Outros US$ 200 milhões (R$ 800 milhões) serão destinados ao desenvolvimento de vacina contra o vírus, atualmente inexistente. A proposta prevê ainda a destinação de US$ 335 milhões (R$ 1,3 bilhões) a ações em países afetados pelo mosquito transmissor do zika, em especial na América Latina.

O Brasil é um dos principais focos de transmissão do vírus. No fim de janeiro, Obama conversou sobre o assunto com a presidente Dilma Rousseff e ambos concordaram intensificar a cooperação bilateral no combate da doença. Cientistas brasileiros viajaram ao Texas para participar do esforço de desenvolvimento da vacina contra o zika.

Mas avanços concretos nessa frente ainda demandarão alguns anos, disse ontem Anthony Fauci, que dirige o instituto de doenças infecciosas do CDC (Centro de Controle de Doenças). Segundo ele, a fase inicial de teste pode ser concluída em 2016. Depois disso seriam necessários pelo menos mais dois anos até a comercialização da vacina.

Fauci disse não esperar contaminação por zika em grande escala nos EUA. Na semana em que conversou com Dilma por telefone, Obama convocou seus principais assessores da área de saúde para reunião na Casa Branca na qual se discutiu os riscos de expansão do vírus. 

Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, 26 países e territórios das Américas registraram transmissão local de zika. Apesar de os EUA não terem contaminação pelo mosquito dentro da região continental, a Casa Branca disse ontem que há registro de aumento da atividade do Aedes aegpyti em territórios e regiões mais quentes do país, como Porto Rico.

“O governo federal está monitorando o vírus zika e trabalhando com nossos parceiros domésticos e internacionais de saúde pública para alertar os provedores de assistência médica e o público sobre o zika”, disse nota da Casa Branca. Entre dezembro e o dia 5 de fevereiro, os EUA confirmaram 50 casos de pessoas que contraíram o vírus em viagens a outros países. A preocupação das autoridades é que o aumento das temperaturas na primavera e no verão favoreça a reprodução do Aedes e facilite a transmissão da doença dentro do país, especialmente nos Estados do Sul.

Na entrevista à CBS, Obama destacou a atenção com as gestantes. “O que nós sabemos é que parece haver algum risco significativo para mulheres grávidas ou que estão pensando em ficar grávidas”, observou. “Mas não deve haver pânico em relação a isso.”