Category: Internacional

Aeroporto da Flórida reabre após tiroteio que matou 5 pessoas

Pessoas são vistas na pista do Aeroporto Internacional de Fort Lauderdale-Hollywood, na Flórida, após um atirador abrir fogo dentro do terminal 2. Cinco pessoas morreram e oito ficaram feridas no ataque (Foto: Al Diaz/Miami Herald via AP)
Pessoas são vistas na pista do Aeroporto Internacional de Fort Lauderdale-Hollywood, na Flórida, após um atirador abrir fogo dentro do terminal 2. Cinco pessoas morreram e oito ficaram feridas no ataque (Foto: Al Diaz/Miami Herald via AP)

O aeroporto de Fort Lauderdale reiniciou suas operações neste sábado (7) depois de ser palco de cenas caóticas nesta sexta (6), quando um homem abriu fogo contra a multidão, deixando cinco mortos e oito feridos.

Durante toda a tarde e noite de sexta, o local ficou fechado e milhares de pessoas retidas no terminal enquanto as autoridades verificavam a cena do crime. “Calculamos que havia umas 10 mil pessoas”, disse o diretor do aeroporto, Mark Gale.

As autoridades também tiveram de organizar às pressas a complicada devolução de cerca de 20 mil malas e outros artigos pessoais aos passageiros que foram evacuados temporariamente.

Em seu Twitter, o aeroporto informou que neste sábado todas as pistas já estão operacionais para os passageiros e recomendou que os viajantes contatassem suas companhias aéreas.

O atirador foi identificado como Esteban Santiago, um americano de 26 anos que combateu na Guerra do Iraque, segundo informaram as autoridades do condado de Broward, 50 Km ao norte de Miami, na Flórida. Ele utilizou uma pistola semiautomática 9mm para abrir fogo indiscriminadamente contra pessoas que esperavam pelas malas no terminal 2 do aeroporto.

“Tinha uma pistola, estava disparando contra as pessoas. Todo mundo estava esperando sua bagagem”, contou uma testemunha, John Schlicher, à Fox News.

Santiago chegou a Fort Lauderdale em um voo vindo do Alasca, segundo as autoridadades, e pegou a arma de sua própria bagagem. Após os disparos, ele se entregou sem opor resistência, foi detido e interrogado e deve ser indiciado, afirmou o chefe do FBI em Miami.

Além dos 5 mortos e 8 feridos pelos tiros, mais de 30 pessoas foram levadas a hospitais locais com contusões ou ossos quebrados devido ao caos causado pelo atirador, segundo a agência de notícias Reuters.

Pessoas correm na pista do Aeroporto Internacional de Fort Lauderdale-Hollywood, na Flórida, nos EUA, após um atirador abrir fogo dentro do terminal 2. Cinco pessoas morreram e oito ficaram feridas no ataque (Foto: Wilfredo Lee/AP)
Pessoas correm na pista do Aeroporto Internacional de Fort Lauderdale-Hollywood, na Flórida, nos EUA, após um atirador abrir fogo dentro do terminal 2. Cinco pessoas morreram e oito ficaram feridas no ataque (Foto: Wilfredo Lee/AP)

Investigação

O agente especial do FBI em Miami, George Piro, disse que “a investigação está em uma fase muito preliminar ainda” e que não se pode determinar se foi, ou não, um atentado terrorista. “Nesse ponto, parece que agiu sozinho”, disse aos jornalistas.

Um vídeo gravado por uma testemunha com seu celular e exibido pelo canal Fox mostra uma pessoa sangrando no chão do terminal 2 e outras caídas ou ajoelhadas.

O doutor Ralph Guarnieri, do centro de traumatologia do hospital de Broward, disse em entrevista coletiva que recebeu cinco pacientes em estado grave, sendo que três estão estáveis e dois são submetidos a cirurgias.

Problemas mentais

Piro confirmou que Esteban foi a um escritório do FBI em Anchorage (Alasca) em novembro, agindo erraticamente, e foi entregue à polícia local – que o levou a um centro médico para avaliação mental.

Um oficial afirmou à Reuters que ele disse a agentes no escritório de Anchorage que sua mente estava sendo controlada por uma agência de inteligência dos EUA, que ordenava que ele assistisse a vídeos do Estado islâmico.

Esteban serviu de 2007 a 2016 na Guarda Nacional de Porto Rico e na Guarda Nacional do Alasca, incluindo um destacamento para o Iraque de 2010 a 2011, segundo o Pentágono.

Engenheiro privado de primeira classe e combate, ele recebeu meia dúzia de medalhas antes de ser transferido para a reserva inativa em agosto. Uma porta-voz militar disse à agência de notícias Associated Press (AP) que Esteban foi desligado da Guarda Nacional do Alasca por performance insatisfatória.

Bryan Santiago, irmão do atirador, afirmou também à AP que Esteban já recebeu tratamento psicológico no Alasca, onde morava. Bryan disse que, embora tenha nascido em Nova Jérsei, o irmão cresceu em Porto Rico, para onde foi aos dois anos.

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/aeroporto-da-florida-reabre-apos-tiroteio-que-matou-5-pessoas.ghtml

“Voto de confiança” em Trump: Ford desiste do México e investe 700 milhões nos EUA

Mark Fields, presidente-executivo da Ford, anunciou a decisão nesta terça-feira
Foto Mark Fields, presidente-executivo da Ford, anunciou a decisão nesta terça-feira REUTERS/REBECCA COOK

A Ford Motor Company anunciou esta terça-feira que vai cancelar os seus planos de construção de uma estrutura de 1300 milhões de dólares (1235 milhões de euros) no México para investir 700 milhões de dólares (665 milhões de euros) na construção de uma fábrica no Michigan nos EUA. A decisão foi tomada com base nas políticas “pró-crescimento” defendidas pelo Presidente eleito, Donald Trump.

À CNN, o presidente-executivo (CEO) do fabricante automóvel americano, Mark Fields, explicou que a decisão é um “voto de confiança” em relação ao ambiente favorável ao investimento que está a ser criado por Trump. Desta feita, ficam salvaguardados pelo menos 700 postos de trabalho que iriam passar para o México.

Apesar disso, Fields desmente que tenha negociado qualquer tipo de acordo com o futuro Presidente dos EUA: “Nós não fechámos um acordo com Trump. Fizemo-lo pelo nosso negócio”, diz o responsável da Ford, acrescentando, no entanto, que a empresa esteve em contacto com Donald Trump e com o próximo vice-presidente Mike Pence na manhã desta terça-feira.

Sem se conhecer ainda a verdadeira influência da equipa de Donald Trump no volte-face da Ford, a verdade é que em Novembro o Presidente eleito chamou a si os louros por evitar que a empresa transferisse uma fábrica inteira do Kentucky também para o México.

 

Fonte: https://www.publico.pt/2017/01/03/mundo/noticia/ford-desiste-do-mexico-e-vai-investir-700-milhoes-nos-eua-num-voto-de-confianca-em-trump-1756967

Trump acusa China de não ajudar os EUA com a Coreia do Norte

O Presidente eleito dos Estados Unidos da América, Donald J.Trump, na Florida a 28 de dezembro de 2016. | Jonathan Ernst – Reuters

Já lhe chamam a ‘diplomacia-por-tweet‘. Donald Trump continua a dar indicações na rede social Twitter sobre a políticas que irá seguir como Presidente dos Estados Unidos da América. Nas últimas horas, em doistweets, empurrou para canto a mais recente ameaça norte-coreana e aproveitou a questão para atacar a China.

“A China tem tirado enormes quantidades de dinheiro e riqueza dos EUA num comércio completamente unilateral mas não ajuda com a Coreia do Norte. Simpático!”, publicou Trump.

China has been taking out massive amounts of money & wealth from the U.S. in totally one-sided trade, but won’t help with North Korea. Nice!

Tradução: “A China tem retirado enormes quantidades de dinheiro e riqueza dos EUA em um comércio totalmente unilateral, mas não vai ajudar com a Coréia do Norte. Agradável! “

Não é a primeira vez que Trump dá a entender que, consigo na Casa Branca, as relações entre Washington e Pequim poderão tornar-se extremamente tensas.

O mês passado, também num tweet, o Presidente eleito denunciou por exemplo a apreensão pela China de um drone norte-americano de pesquisa subaquática em águas internacionais, chamando-lhe ‘roubo’.

China steals United States Navy research drone in international waters – rips it out of water and takes it to China in unprecedented act.

 Tradução: “A China rouba o drone de pesquisa da Marinha dos Estados Unidos em águas internacionais – rasga-a fora da água e leva-a para a China em um ato sem precedentes.”

No início de dezembro, Trump acusara a China de manipular moeda e de militarizar o Mar do Sul da China.

“Será que a China nos perguntou se podia desvalorizar a sua moeda (tornando mais difícil às nossas empresas competir), taxar fortemente os nossos produtos importados pelo país (os EUA não os taxa) ou construir um enorme complexo industrial no meio do mar do Sul da China. Não me parece!” referiu Donald Trump.

Did China ask us if it was OK to devalue their currency (making it hard for our companies to compete), heavily tax our products going into…

Tradução: “A China perguntou-nos se era OK para desvalorizar a sua moeda (tornando difícil para as nossas empresas a competir), pesadamente impostos nossos produtos entrando em …”

their country (the U.S. doesn’t tax them) or to build a massive military complex in the middle of the South China Sea? I don’t think so!

 Tradução: “Seu país (os EUA não os taxam) ou para construir um complexo militar maciço no meio do Mar da China Meridional? Eu não penso assim!”

O primeiro sinal de que nada seria como dantes já tinha sido dado logo após a eleição, quando Trump aceitou o telefonema do Presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, que falou para lhe dar os parabéns.
Ameaça norte-coreana
Não se sabe quanto tempo irá durar a paciência chinesa com estas declarações. Ou se irá aguentar eventuais dificuldades que a Administração Trump consiga impor ao comércio de produtos chineses nos EUA.

Significativo também que pareça estar a desenvolver-se um entendimento entre a Rússia e os EUA. Pelo menos em matéria de arsenais nucleares, Vladimir Putin e Donald Trump parecem pensar da mesma maneira. Já Pequim opõe-se ao reforço de tais armas

A Coreia do Norte parece estar a posicionar-se como palco privilegiado das escaramuças politicas e diplomáticas entre os dois gigantes mundiais, embora esteja a tentar tornar-se um jogador em pleno.

Este domingo, o Presidente Kim Jong Un, na sua mensagem de Ano Novo transmitida pela televisão para toda a Coreia do Norte, anunciou que o pais está pronto a testar um míssil balístico intercontinental, capaz, em teoria, de atingir território dos Estados Unidos com impacto nuclear.

“A pesquisa e desenvolvimento de ponta em equipamento militar estão a avançar ativamente e a preparação do lançamento de teste do foguete ICBM está nos estágios finais”, anunciou o Presidente norte-coreano.

O Pentágono reagiu, avisando Pyongyang contra “ações provocatórias”.

Trump foi mais categórico: “não vai acontecer”, tweetou.
Coreia do Sul otimista
“A Coreia do Norte acabou de anunciar que está nos estágios finais do  desenvolvimento de uma arma nuclear capaz de atingir os Estados Unidos. Não vai acontecer!”

North Korea just stated that it is in the final stages of developing a nuclear weapon capable of reaching parts of the U.S. It won’t happen!

 Tradução: “A Coréia do Norte acaba de afirmar que está em fase final de desenvolvimento de uma arma nuclear capaz de alcançar partes dos EUA. Não vai acontecer!”

A Coreia do Sul reagiu ao tweet de Trump com otimismo.

O ministério sul coreano dos Negócios Estrangeiros interpretou as palavras do Presidente eleito como um “claro aviso” aos seus vizinhos do Norte.

O “aviso claro” dado pelo Presidente eleito a Coreia do Norte mostra que ele está “ciente da gravidade da ameaça colocada pelo programa nuclear norte-coreano” e que irá “adotar uma posição inabalável sobre a necessidade de manter a política de sanções contra a Coreia do Norte e a cooperação próxima entre a Coreia do Sul e os E.U.A.”, considerou numa conferência de imprensa o porta-voz do ministério, Cho June-hyuck.

Este foi o mais recente tweet de Trump sobre a Coreia do Norte. O Presidente eleito ainda não delineou a forma como irá lidar com Pyongyang mas, durante a campanha eleitoral, deu indicações que estaria disposto a conversar com o seu líder, Kim Jong Un, se tivesse oportunidade.

Fonte: http://www.rtp.pt/noticias/mundo/trump-acusa-china-de-nao-ajudar-os-eua-com-a-coreia-do-norte_n973262

Atirador mata 39 e fere 69 em casa noturna em Istambul, diz ministro

O ataque de um atirador em uma casa noturna em Istambul, na Turquia, deixou ao menos 39 mortos e 69 feridos durante a comemoração do Ano Novo, segundo o ministro do interior, Suleyman Soylu. Oito dos feridos estão em estado crítico, segundo a emissora de televisão Al Jazeera.

De acordo com Soylu, há 16 estrangeiros entre os 21 mortos já identificados: pessoas da Arábia Saudita, Marrocos, Líbano, Líbia e Israel. Uma jovem israelense morta no ataque já teve a identidade revelada pela imprensa: Leanne Nasser, de 19 anos. Ela estava no local com três amigos de sua cidade, Tira, que fica na região central de Israel. Um deles ficou ferido. Ao menos três feridos no ataque são de nacionalidade francesa.

Ainda segundo Soylu, o atirador segue foragido e está sendo procurado em uma operação policial. O governador de Istambul, Vasip Sahin, afirmou que o atirador agiu sozinho e classificou o caso de “ataque terrorista”.

O ataque aconteceu no Reina, um dos clubes mais populares de Istambul, que também tem uma área de bar e restaurante. Os tiros começaram por volta da 1h30 da madrugada de domingo na Turquia (20h30 de sábado em Brasília), quando havia cerca de 700 de pessoas no estabelecimento.

 Foto mostra casa noturna Reina na manha deste domingo (1º), depois de ataque que deixou mortos e feridos  (Foto: Reuters/Umit Bektas)
 Foto mostra casa noturna Reina na manha deste domingo (1º), depois de ataque que deixou mortos e feridos  (Foto: Reuters/Umit Bektas)
Foto mostra casa noturna Reina na manha deste domingo (1º), depois de ataque que deixou mortos e feridos (Foto: Reuters/Umit Bektas)

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou neste domingo (1º) que o atentado teve por objetivo “semear o caos no país”. “Agem para destruir a moral do país e semear o caos com esses ataques de ódio contra civis”, declarou Erdogan em sua primeira reação ao massacre, segundo um comunicado publicado pela presidência.

O gabinete do primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, impôs uma proibição temporária à cobertura da imprensa sobre o caso “por razões de segurança nacional e manutenção da ordem pública”. Por isso as autoridades não estão divulgando informações além dos comunicados oficiais.

Mulher ferida é retirada por paramédicos do clube Reina, em Istambul, após ataque durante comemoração do Ano Novo (Foto: Murat Ergin/Ihlas News Agency via Reuters)
Mulher ferida é retirada por paramédicos do clube Reina, em Istambul, após ataque durante comemoração do Ano Novo (Foto: Murat Ergin/Ihlas News Agency via Reuters)
Mulher ferida é retirada por paramédicos do clube Reina, em Istambul, após ataque durante comemoração do Ano Novo (Foto: Murat Ergin/Ihlas News Agency via Reuters)

Veículo da polícia bloqueia rua em Istambul, na Turquia, após tiros na boate Reina (Foto: Ismail Coskun/Reuters)
Veículo da polícia bloqueia rua em Istambul, na Turquia, após tiros na boate Reina (Foto: Ismail Coskun/Reuters)
Veículo da polícia bloqueia rua em Istambul, na Turquia, após tiros na boate Reina (Foto: Ismail Coskun/Reuters)

Testemunhas

Testemunhas chegaram a dizer que dois homens fantasiados de Papai Noel entraram no local e atiraram aleatoriamente, sem escolher vítimas específicas, segundo a CNN turca. Porém imagens de câmeras de segurança mostram apenas um suspeito do lado de fora da boate e ele vestia um casaco preto. Um policial que estava na porta foi o primeiro a ser baleado e morrer.

Sinem Uyanik, que estava no local e cujo marido foi ferido, disse à agência de notícias Associated Press (AP) que teve a impressão de ter visto mais de um atirador. “Meu marido me disse para deitar no chão, e então um homem veio. Estávamos perto das janelas. Deitamos no chão e meu marido ficou por cima de mim. Eles atiraram. Duas ou três pessoas atiraram. Então tinha uma espécie de névoa e eu desmaiei. Eles atiraram até nós sairmos de lá. Pessoas estavam no chão. Forças Especiais chegaram e nos tiraram dali. Meu marido foi baleado em três lugares”, afirmou Uyanik.

Horas depois dos tiros, testemunhas diziam que o atirador ainda estaria escondido dentro do clube, enquanto outros acreditavam que ele tenha fugido sem ser identificado. Dezenas de ambulâncias e viaturas policiais foram ao local, que fica no bairro de Ortakoy.

Segundo a agência estatal turca Anadolu, medidas especiais de segurança foram adotadas nas principais cidades turcas para as festas de fim de ano. Apenas em Istambul, 17 mil policiais foram acionados, alguns deles disfarçados de Papai Noel ou vendedores ambulantes.

Ataques anteriores

Em 2016, Istambul sofreu uma série de ataques atribuídos por autoridades turcas ao grupo terrorista Estado Islâmico ou reivindicados por militantes curdos. Um estado de emergência está em vigor no país após uma tentativa fracassada de golpe de estado contra o presidente, Recep Tayyip Erdogan, em 15 de julho de 2016.

A Turquia é parceira da coalizão liderada pelos EUA contra o Estado Islâmico e suas forças armadas na Síria e no Iraque. O país também enfrenta militantes curdos no sudeste do país.

Atirador abriu fogo no Clube Reina, famosa boate de Istambul, na noite de Ano Novo e deixou 35 mortos, segundo governador (Foto: Editoria de Arte/G1)Atirador abriu fogo no Clube Reina, famosa boate de Istambul, na noite de Ano Novo e deixou 35 mortos, segundo governador (Foto: Editoria de Arte/G1)

Fonte:http://g1.globo.com/mundo/noticia/tiros-sao-disparados-em-casa-noturna-em-istambul.ghtml

Putin surpreende ao anunciar que não expulsará diplomatas dos EUA

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O presidente russo Vladimir Putin surpreendeu nesta sexta-feira ao decidir “não expulsar ninguém” em resposta à expulsão decidida pelo presidente americano, Barack Obama, de 35 “agentes russos” nos Estados Unidos, acusados por Washington de ingerência em suas eleições presidenciais.

Pouco depois de o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, propor ao presidente “declarar persona non grata 31 diplomatas da embaixada dos Estados Unidos em Moscou e quatro diplomatas do consulado geral americano em São Petersburgo” (noroeste), Putin preferiu acalmar os ânimos garantindo que a Rússia “não criará problemas aos diplomatas americanos”.

“Não vamos expulsar ninguém. Não vamos cair em uma diplomacia irresponsável”, ressaltou Putin em um comunicado, no qual, ao mesmo tempo, classificou as novas sanções de Washington de “provocadoras” e dirigidas a “minar ainda mais as relações russo-americanas”.

Além disso, o presidente rejeitou a proposta de Lavrov, que defendia a aplicação do princípio de “reciprocidade” e proibia que os diplomatas americanos utilizassem uma casa de campo perto de Moscou e um edifício utilizado como depósito na capital.

– Esperando Trump –

De qualquer forma, a Rússia se reserva “o direito de tomar medidas de represália” e “restaurará as relações russo-americanas em função da política do presidente eleito Donald Trump”, disse Putin.

Obama anunciou na quinta-feira sanções contra duas agências de inteligência russas e a expulsão de 35 agentes, em uma grande reprimenda contra Moscou, acusado de interferir nas últimas eleições a favor do vencedor Donald Trump.

Concretamente, a administração americana acusa a Rússia de hackear e divulgar e-mails do Partido Democrata e da equipe de sua candidata presidencial, Hillary Clinton.

As medidas em resposta a estes supostos ciberataques, batizados de “Grizzly Steppe” por funcionários americanos, se dirigem contra o Departamento Central de Inteligência (GRU), serviço secreto militar, e o Serviço Federal de Segurança (FSB), a ex-KGB soviética.

O Kremlin nega categoricamente estas “acusações infundadas” e acusa Washington de querer “destruir definitivamente” suas relações com Moscou.

Trump, que não parou de repetir que não acredita nas acusações de ingerência russa, se absteve de criticar as sanções anunciadas por Obama.

No entanto, sua assessora Kellyanne Conway criticou as sanções, dizendo que o objetivo de Obama é “encurralar” seu sucessor na Casa Branca.

“Não acredito que no apogeu da Guerra Fria este país tenha expulsado tantos agentes”, disse na noite de quinta-feira Conway à CNN, classificando as sanções de “sem precedentes”.

Segundo Conway, muitos acreditam que estas sanções estão destinadas a colocar obstáculos à gestão de Donald Trump e reduzir sua margem de manobra ante a Rússia quando assumir o cargo.

“Seria lamentável que a principal motivação (das sanções) seja política”, disse. “Não é assim que funciona uma administração pacífica em nossa grande democracia”, ressaltou.

– Outras sanções à vista –

Mas as sanções não se deterão nas expulsões, disse Obama, advertindo que a resposta americana também chegará na forma de operações secretas que não serão informadas publicamente.

As medidas tomadas também respondem ao “nível inaceitável de perseguição” sofrida há um ano pelos diplomatas americanos em Moscou, por parte da polícia e dos serviços de segurança russos, de acordo com Washington.

O presidente em fim de mandato americano fez um apelo internacional para levar Moscou de volta ao bom caminho e impedi-lo de realizar medidas de desestabilização em países estrangeiros.

Os “amigos e aliados” dos Estados Unidos devem “trabalhar juntos para contrabalançar os esforços da Rússia para minar as boas práticas internacionais e ingerir no processo democrático”, declarou.

As sanções decididas por Obama menos de um mês antes de abandonar a Casa Branca são uma pedra no sapato de Trump, que não acredita na ingerência de Moscou e quer melhorar as relações russo-americanas.

Mas muitas autoridades republicanas não compartilham esta visão e são favoráveis às sanções contra Moscou.

Paul Ryan, republicano presidente da Câmara de Representantes, celebrou as medidas anunciadas, considerando que já “estavam demorando”.

John McCain e Lindsey Graham, dois “falcões” republicanos no Senado, prometeram impor “sanções mais duras”.

Barack Obama ordenou, enquanto isso, um relatório completo sobre os supostos ciberataques. Observadores consideram que o objetivo das ingerências russas era minar a confiança na legitimidade das eleições americanas para debilitar a futura administração.

Um relatório da CIA vazado à imprensa ia ainda mais longe, afirmando que Moscou realizou operações com o objetivo de que Trump, admirador das qualidades como líder do presidente Vladimir Putin, saísse vitorioso da disputa.

Este caso de ciberataques também preocupa a Europa, onde tanto a França quanto a Alemanha realizarão eleições cruciais em 2017.

Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2016/12/30/interna_internacional,836064/putin-surpreende-ao-anunciar-que-nao-expulsara-diplomatas-dos-eua.shtml

”Não há sobreviventes”, afirma governo russo sobre ocupantes do avião que caiu

Nenhuma das 92 pessoas a bordo do Tupolev, avião militar russo, que caiu no Mar Negro neste domingo, sobreviveu.

Entre elas, estavam cerca de sessenta membros do coro do Exército Vermelho, que iam celebrar o Ano Novo com as tropas russas na Síria.

Segundo o ministério da Defesa, o Tupolev Tu-154 sumiu dos radares logo após sua decolagem às 5h27 (00h27 no horário de Brasília) do aeroporto da cidade de Adler, ao sul do balneário de Sochi, no Mar Negro. Ele voaria para a base aérea de Hmeimim, perto de Latakia, no noroeste da Síria.

“A zona da catástrofe do Tu-154 foi determinada. Não há sinais de sobreviventes”, declarou o porta-voz do Exército russo, Igor Konanchenkov, durante uma coletiva de imprensa.

Ele indicou que destroços do avião foram encontrados a 1,5 quilômetro da costa, a cerca de 70 metros de profundidade, por quatro navios responsáveis pelas operações de busca, assistidos por quatro helicópteros, um avião e um drone.

O presidente russo, Vladimir Putin, expressou “suas mais profundas condolências” aos parentes das vítimas.

Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2016/12/25/interna_internacional,835054/nao-ha-sobreviventes-afirma-governo-russo-sobre-queda-de-aviao.shtml

Resolução contra Israel pode levar país a adotar postura mais intransigente

A decisão dos Estados Unidos de se absterem em votação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), permitindo a aprovação de uma resolução que condena assentamentos israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, pode desencadear novas ações com o objetivo de encerrar o conflito entre Israel e Palestina. Mas também pode complicar a situação da ONU com a administração Trump e fazer com que Israel adote uma postura mais intransigente.

A resolução do Conselho de Segurança classifica os assentamentos como “uma nítida violação das leis internacionais”. A abstenção dos EUA soou como uma reprimenda a um antigo aliado e marcou uma ruptura com uma série de vetos anteriores.

Washington costuma vetar todas as resoluções relacionadas ao conflito entre israelenses e palestinos, alegando que as diferenças devem ser resolvidas por meio de negociações. Esta foi a primeira resolução sobre o conflito aprovada durante os quase oito anos do governo de Barack Obama, e colocou em evidência a fria relação entre os EUA e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, advertiu o Conselho de Segurança que a resolução não vai desencadear esforços de paz. “Ao votarem ‘sim’ a favor dessa resolução, vocês na verdade votaram ‘não'”, disse. “Vocês votaram ‘não’ a negociações. Vocês votaram ‘não’ ao progresso, e a uma chance de uma vida melhor para israelenses e palestinos. E vocês votaram ‘não’ à possibilidade de paz.”

Netanyahu reagiu imediatamente contra alguns dos países que propuseram a resolução. Ele chamou de volta para consultas os embaixadores de Israel na Nova Zelândia e no Senegal, cancelou uma visita que o ministro de relações exteriores do Senegal faria a Israel em janeiro e encerrou programas de assistência ao país da África Ocidental. “Israel rejeita essa vergonhosa resolução anti-israelense e não vai respeitar seus termos”, disse o gabinete de Netanyahu em comunicado.

O líder israelense responsabilizou Obama por “não proteger Israel dessa conspiração na ONU” e até acusou o presidente norte-americano de formar um conluio com os detratores do país. “Israel espera trabalhar com o presidente eleito Trump e com todos os nossos amigos no Congresso, tanto republicanos quanto democratas, para anular os efeitos prejudiciais dessa resolução absurda.”

O principal negociador palestino, Saeb Erekat, disse que o resultado é uma “vitória para a justiça da causa palestina”. Segundo ele, Trump deve escolher agora entre a “legitimidade internacional” ou se aliar a “colonos e extremistas”.

O embaixador palestino na ONU, Riyad Mansour, pediu que o Conselho de Segurança “se mantenha firme em sua decisão” e “não se deixe intimidar por ameaças ou distorções negativas”.

Ao deixar passar a resolução, o governo Obama ignorou as exigências do presidente eleito Donald Trump de que os EUA exercessem seu poder de veto. Após a votação, Trump escreveu no Twitter: “As coisas vão ser diferentes depois de 20 de janeiro”, quando ele toma posse. Dada a oposição mundial aos assentamentos, no entanto, a ação será quase impossível de reverter. Seria necessária uma nova resolução com apoio de pelo menos nove dos 15 membros do Conselho de Segurança, e nenhum veto dos outros membros permanentes – Rússia, China, Grã-Bretanha ou França -, que apoiaram a resolução aprovada na sexta-feira.

Republicanos, que controlam o Congresso, advertiram imediatamente para possíveis consequências. O senador Lindsay Graham, que preside a comissão do Senado encarregada de pagamentos para a ONU, disse que formaria “uma coalizão bipartidária para suspender ou reduzir consideravelmente” os recursos. Ele disse também que países que recebem ajuda dos EUA poderão ser penalizados por apoiar a resolução.

A resolução desencadeou discussões nos bastidores do Conselho de Segurança sobre o que mais pode ser obtido na questão entre israelenses e palestinos enquanto Obama ainda estiver na Casa Branca. A Nova Zelândia vem pressionando o conselho a considerar uma resolução que estabeleceria os parâmetros para o encerramento do conflito, e as ideias continuam na mesa. Fonte: Associated Press.

Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2016/12/24/interna_internacional,834956/resolucao-contra-israel-pode-levar-pais-a-adotar-postura-mais-intransi.shtml

Conselho de Segurança da ONU exige que Israel ponha fim a assentamentos

O Conselho de Segurança da ONU exigiu nesta sexta-feira que Israel ponha fim aos assentamentos em território palestino, em uma resolução adotada depois de que os Estados Unidos se abstiveram, não usando seu direito a veto em apoio ao seu aliado mais próximo no Oriente Médio.

Em uma manobra pouco usual, Washington se absteve, permitindo que a medida passasse com os votos a favor dos 14 membros restantes do Conselho. Os integrantes de cada país-membro aplaudiram a resolução.

O Conselho atingiu seu objetivo apesar dos esforços de Israel e do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, para bloquear o texto da resolução.

Trump não demorou a reagir, e alertou no Twitter que “as coisas serão diferentes na ONU a partir de 20 de janeiro”, dia em que assumirá o cargo.

A embaixadora americana na ONU, Samantha Power, disse que seu país se absteve porque a expansão das colônias israelenses põe em risco a solução dos dois Estados.

“Não acreditamos que terceiras partes possam impor uma solução que não tenha sido negociada pelas duas partes, mas também não podemos reconhecer de forma unilateral um futuro Estado palestino”, declarou a diplomata.

“O problema dos assentamentos piorou tanto que agora está colocando em risco a viabilidade de uma solução de dois Estados”, acrescentou.

O porta-voz da presidência palestina, Nabil Abu Rudeina, afirmou em Ramala que a resolução do Conselho é “um grande golpe para Israel”, porque “se trata de uma condenação internacional unânime da colonização e de um claro apoio a uma solução de dois Estados”.

“Não têm validez legal”

A ONU, que afirma que as colônias são ilegais com base no direito internacional, alertou nos últimos meses sobre a proliferação das edificações.

Cerca de 430.000 israelenses vivem atualmente ma Cisjordânia, e outros 200.000 em Jerusalém Oriental, que para os palestinos deve ser a capital de seu futuro país.

A resolução exige que “Israel cesse imediatamente e completamente os assentamentos nos territórios palestinos ocupados, incluído Jerusalém Oriental”.

Além disso, ressalta que as colônias israelenses “não têm validez legal” e “estão pondo em perigo a viabilidade da solução dos dois Estados”.

O embaixador israelense na ONU, Danny Danon, reconheceu que seu governo esperava que os Estados Unidos vetassem “esta vergonhosa resolução”.

“Não tenho dúvidas de que a nova administração americana e o próximo secretário-geral da ONU (Antonio Guterres) acertarão o passo em direção a uma nova era na relação da ONU com Israel”, declarou.

“Israel não acatará”

“Israel rejeita esta resolução anti-israelense vergonhosa das Nações Unidas, e não a acatará”, advertiu em um comunicado o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

“O governo Obama não apenas falhou em proteger Israel desta conspiração na ONU, senão que conspirou com ela nos bastidores”, acrescentou a nota.

“Israel espera trabalhar com o presidente eleito (Donald) Trump e com todos os nossos amigos no Congresso, tanto republicanos como democratas, para eliminar os efeitos prejudiciais desta resolução absurda”, concluiu.

Nova Zelândia, Malásia, Senegal e Venezuela impulsionaram a votação, depois que o Egito decidiu postergá-la, na quinta-feira.

O presidente egípcio, Abdel Fatah al Sissi, deu um passo atrás na sua condenação às colônias, depois de que Trump ligou para ele e falou da possibilidade de que os Estados Unidos vetassem o texto.

De acordo com a organização Security Council Report, os Estados Unidos usaram 30 vezes seu direito ao veto em votações sobre Israel e os palestinos.

A última vez que o país se absteve foi em 2009, para exigir um cessar-fogo em Gaza.

Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2016/12/23/interna_internacional,834886/conselho-de-seguranca-da-onu-exige-que-israel-ponha-fim-a-assentamento.shtml

Inteligência dos EUA conhecia suspeito de ataque em Berlim

A polícia alemã divulgou fotos do suspeito de ter cometido o atentado em Berlim: o tunisiano Anis Amri, de 24 anos / Imagem capturada do Google.

O tunisiano Anis Amri, de 24 anos, principal suspeito do atentado contra o mercado de Natal de Berlim, já estava na lista dos serviços de inteligência dos Estados Unidos, informou o jornal The News York Times. De acordo com o diário, o jovem tunisiano tinha feito buscas on-line de como fabricar uma bomba e “teria se comunicado com o Estado Islâmico (EI) pelo menos uma vez”.

A polícia alemã confirmou ontem a identidade de Anis Amri como o principal suspeito do ataque terrorista que matou 12 pessoas e feriu 48 na noite de segunda-feira (19). Nesta manhã, os agentes de segurança da Alemanha deflagraram operações antiterroristas em Emmerich am Rhein e em Dortmund.

Segundo a imprensa local, ao menos quatro pessoas teriam sido presas, mas ainda não se sabe em quais operações. “Quatro pessoas que mantinham contato com Anis Amri foram presas”, informou a Procuradoria Geral. Em entrevista ao jornal Bild, o tunisiano Abdelkader Amri, um dos irmãos do suspeito, afirmou que “talvez ele tenha se radicalizado na prisão, na Itália, após deixar a Tunísia”.

“Se for comprovado que ele está envolvido no atentado, não fará mais parte da nossa família”, prometeu o irmão, após a família fazer um apelo para o jovem se entregar à polícia. Pegadas e um documento seus foram encontrados na porta do caminhão usado para o atentado. O veículo, com placa da Polônia, teria sido sequestrado e jogado contra o público do mercado de Natal de Berlim.

O grupo extremista Estado Islâmico assumiu a autoria do ataque. A polícia alemã está oferecendo 100 mil euros de recompensa para quem passar informações que levem à localização do extremista. A Alemanha confirmou que Anis Amri tinha sido preso e interrogado no ano passado sob suspeita de planejar um ataque contra o Estado. Em seguida, o jovem foi morar no campo de refugiados de Kleve e as autoridades alemãs trocaram informações sobre seu paradeiro pela última vez em novembro de 2016.

Em junho deste ano, Anis Amri teve seu pedido de asilo na Alemanha negado, mas sua extradição à Tunísia foi impedida por falta de documentos que compravassem que ele era cidadão tunisiano. Antes de chegar à Alemanha, o jovem viveu na Itália. Ele desembarcou em 2011 no território italiano e foi detido por irregularidades e crimes menores. Ao sair da prisão, em 2015, Anis Amri deveria ser extraditado, mas fugiu para a Alemanha. Segundo a agência independente de monitoramento de terrorismo SITE, Anis Amri seguia no Twitter o perfil do grupo terrorista Ansar al-Sharia. Ele também mantinha uma conta ativa no Facebook.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2016-12/inteligencia-dos-eua-conhecia-suspeito-de-ataque-em-berlim

Avião cargueiro é flagrado em queda na Colômbia

Colombianos que estavam na região de Puerto Carreño filmaram nesta quarta-feira, 21, a queda de um avião de carga minutos depois da decolagem. As imagens mostram o avião se aproximando dos jovens e passando ao lado deles. Cinco pessoas morreram e uma ficou ferida no acidente.

A aeronave havia decolado do Aeroporto Germán Olano, em Puerto Carreño, capital do Departamento (Estado) de Vichada e fronteira com a Venezuela, segundo informações da Aeronáutica Civil Colombiana (Aerocivil).

O único sobrevivente foi identificado como Diego Armando Vargas Bravo, técnico de voo, que foi levado para o hospital San Juan de Deus, em Puerto Carreño. As causas do acidente estão sendo investigadas.

Robson Pires

ASSASSINO DE EMBAIXADOR RUSSO FOI SEGURANÇA DO PRESIDENTE DA TURQUIA

 Mevlüt Mert Altintas, o jovem policial turco que matou o embaixador russo em Ancara, trabalhou oito vezes como segurança protegendo o presidente Recep Erdogan desde julho de 2016, de acordo com declarações da imprensa local nesta terça-feira (20).

Sob a lente de câmeras, Mevlüt Mert Altintas, um policial de 22 anos, matou com nove disparos de revólver nesta segunda-feira (19) o embaixador russo em Ancara, Andrei Karlov, antes de se suicidar.

De acordo com um colunista de um jornal turco, o jovem policial que serviu em Ancara na polícia de choque durante dois anos e meio era um membro do dispositivo de segurança que cerca o presidente Erdogan, tendo trabalhado oito vezes em sua segurança pessoal desde o golpe fracassado de julho de 2016. “Ele era um membro da equipe que garantia a segurança do presidente”, escreveu Abdulkadir Selvi, um jornalista que conhece bem os bastidores do governo turco.

Após atirar no embaixador russo, Mevlüt Altintas gritou “Allah Akbar (“Deus é grande”, em árabe) e disse que o ato se destinava a vingar a cidade síria de Aleppo. Apesar destas declarações parecerem ligar o assassinato à situação na Síria, o chefe da diplomacia turca disse a seu homólogo norte-americano que Moscou e Ancara “sabem” que Fethullah Gülen, principal opositor do presidente turco, “está por trás” do assassinato. Gülen, no entanto, nega categoricamente a informação e disse que ficou “chocado e entristecido” com o assassinato do embaixador russo.

De acordo com a imprensa turca, as autoridades mantém sob custódia 13 pessoas nesta quarta-feira (21), incluindo vários parentes e pessoas próximas ao atirador.

Numa iniciativa inédita, a Turquia aceitou a participação de 18 investigadores russos enviados por Moscou e que participaram em Ancara da autópsia do embaixador Andrei Karlov, cujo corpo foi repatriado nesta terça-feira (20) para a Rússia.

Assista a reportagem sobre o assassinato de Andrei Karlov:

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/mundo/271563/Assassino-de-embaixador-russo-foi-seguran%C3%A7a-do-presidente-da-Turquia.htm

Merkel diz que atropelamento em feira de Natal em Berlim foi atentado terrorista

Chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que atropelamento em feira de Natal em Berlim foi um ataque terrorista (Foto: Hannibal Hanschke/Reuters)
Chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que atropelamento em feira de Natal em Berlim foi um ataque terrorista (Foto: Hannibal Hanschke/Reuters)

A chanceler alemã, Angela Merkel, classificou nesta terça-feira (20) de atentado terrorista o atropelamento que deixou 12 mortos e 48 feridos em uma feira natalina em Berlim, na Alemanha. O suspeito preso é um paquistanês de 23 anos que entrou no país em fevereiro e que, provavelmente, era um solicitante de asilo. Ele nega envolvimento com o ataque.

“Sei que para nós seria particularmente difícil de suportar se for confirmado que este ato foi cometido por uma pessoa que pediu proteção e asilo na Alemanha”, afirmou na televisão, em sua primeira reação após o atentado.

Merkel é bastante criticada por defensores da extrema direita por abrir as portas do país aos refugiados. A Alemanha recebeu 1,1 milhão de solicitantes de asilo só em 2015 e os migrantes não param de chegar as suas fronteiras.

O ministro do interior alemão, Thomas de Maizière, afirmou que “a priori” o suspeito é um paquistanês. “Ele chegou na Alemanha, em Saint Sylvestre, em 31 de dezembro de 2015, e foi registrado antes de ir para Berlim em fevereiro. Ele nega o crime. A investigação continua”, acrescentou o ministro. O ataque não foi reivindicado por organizações terroristas.

O jornal alemão “Die Welt” informou que as autoridades acreditam que ele tenha entrado na Alemanha em fevereiro como refugiado pela rota dos Balcãs, uma das mais comuns entre os refugiados que tentavam fugir da Síria e do Iraque. Uma fonte do departamento alemão de segurança afirmou à Reuters que o suspeito era conhecido pela polícia por delitos menores e chegou a usar vários nomes. O homem teria vivido em um alojamento para refugiados em Berlim.

O jornal Bild citou fontes da segurança dizendo que o suspeito se chama Naved B., segundo a Reuters. Em casos como esses, as autoridades alemães normalmente não divulgam o sobrenome completo, mas citam apenas uma inicial.

Mais cedo, a polícia de Berlim informou que o caminhão que atropelou os visitantes da feira “foi conduzido deliberadamente em direção a multidão” e tratou o caso, pela primeira vez, como um “suposto atentado terrorista”. “Toda ação policial contra o suposto atentado terrorista em Breitscheidplatz continua a toda velocidade e com o cuidado necessário”, informou a polícia através de sua conta oficial no Twitter.

O paquistanês foi preso perto do local do ataque. Dentro do caminhão, que tinha placa polonesa e transportava vigas de aço, foi encontrado um polonês morto. Ele não estava na direção no momento do atropelamento. A polícia suspeita que o veículo tenha sido roubado na Polônia em um local de construção.

A revista alemã “Focus Online” informou que uma pessoa foi encontrada morta após o atropelamento. Existe a suspeita de que seria o polonês.

Um total de 48 pessoas ficaram feridas, algumas delas com gravidade, e foram levadas para diversos hospitais da região. Na manhã desta terça, 29 permaneciam internadas, segundo a Reuters, citando Ministério da Saúde.

Angela Merkel conversou com Barack Obama, por telefone, nesta terça. A Casa Branca disse estar pronta para ajudar nas investigações sobre o atentado, segundo a Associated Press.

Apesar do atentado, as feiras natalinas em Berlim permanecerão fechadas em luto pelas vítimas do ataque de segunda-feira, mas elas contiuarão a funcionar em outras cidades, segundo a Reuters. As medidas se segurança serão tomadas de acordo com cada região. Na manhã desta terça-feira o caminhão preto ainda era visível no local do incidente e algumas velas e rosas foram colocadas na entrada de uma estação próxima.

O ato fez lembrar um ataque de julho em Nice, na França, quando um tunisiano dirigiu um caminhão de 19 toneladas ao longo da calçada da praia, atropelando pessoas que assistiam à queima de fogos no Dia da Bastilha. O ataque reivindicado pelo Estado Islâmico matou 86 pessoas, segundo a Reuters.

Em julho, a Alemanha foi palco de dois ataques jihadistas, onde morreram os dois terroristas (um menor refugiado afegão em um trem de cercanias em Wurzburg e um solicitante de asilo sírio em Ansbach) e cerca de 20 pessoas ficaram feridas.

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/12/suspeito-de-ter-atacado-feira-natalina-em-berlim-e-paquistanes-diz-imprensa.html

Embaixador da Rússia na Turquia é assassinado em galeria de arte

Foto: Da capturada da Rede Globo.
Foto: Da capturada da Rede Globo.

Nesta segunda-feira (19), o embaixador da Rússia na Turquia foi assassinado em Ancara, a capital do país. Durante o ataque, o atirador indicou que seria uma resposta à situação de Aleppo, a cidade devastada pela guerra na Síria. A Rússia é a principal aliada do governo sírio no conflito, que dura quase seis anos.

A exposição de fotografias ganhou imagens mais impressionantes. Um homem surpreendeu todos os presentes e assassinou o representante da Rússia.

Um flagrante também em vídeo mostrado na reportagem. O som seco de nove tiros interrompe o discurso russo. O embaixador baleado pelas costas agoniza no chão. O atirador rouba os microfones do mundo. Grita para não se esquecerem de Aleppo, para não se esquecerem daSíria.

O homem, vestido como os seguranças, ameaça: “Enquanto nossos irmãos não estiverem a salvo, vocês também não estarão seguros”. Os convidados e jornalistas da exposição, acuados, ouvem o atirador mandar ficarem onde estão. Diz que só sai dali morto e promete: “Quem está envolvido nessa crueldade, um por um, vai pagar por isso”.

Do lado de fora uma agitação monumental. O atentado aconteceu perto da Embaixada dosEstados Unidos. A polícia invadiu a galeria e matou o atirador.

A imprensa turca identificou o suspeito como Mert Altintas. Ele seria um ex-policial do batalhão de choque da polícia, um dos milhares de militares afastados depois do golpe de estado frustrado de julho. Teria sido um crachá policial que abriu caminho até que ele se posicionasse exatamente atrás do embaixador.

Andrei Karlov foi retirado às pressas, mas não resistiu. Outras pessoas ficaram feridas no mesmo ataque. O Ministério do Exterior russo vai tratar o caso como terrorismo. O Conselho da Federação Russa falou em “grave falha do sistema de segurança turco”.

O assassinato aconteceu em um raro período de entendimento entre Rússia e Turquia, nos mais de cinco anos de guerra síria. Os dois países que estão em lados opostos nesse conflito sentaram à mesa e negociaram um corredor humanitário para milhares de pessoas. O aumento da tensão agora tudo aquilo que a diplomacia mundial não quer.

Representantes das maiores potências mundiais mostraram solidariedade. O governo alemão disse que a luta contra o terrorismo é comum. O francês condenou fortemente o assassinato. O porta-voz do Pentágono disse que o pensamento de todos está com as vítimas e suas famílias.

O embaixador Andrei Karlov tinha 62 anos e uma carreira diplomática de mais de quatro décadas. Ele se destacou na diplomacia com as duas Coreias e passou a atuar no diálogo entre os envolvidos da guerra síria. O presidente da Rússia declarou que o assassinato do embaixador na Turquia foi uma provocação. Vladimir Putin afirmou que o objetivo é tirar dos trilhos o processo de paz.

Fonte: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2016/12/embaixador-da-russia-na-turquia-e-assassinado-em-galeria-de-arte.html

Polícia trava primeira manifestação da oposição após morte de Fidel

Foto: REUTERS/ALEXANDRE MENEGHINI

A polícia cubana impediu no domingo a organização de manifestações, as primeiras desde a morte de Fidel Castro em 25 de novembro, e prendeu dezenas de opositores, afirmaram à agência France-Presse diversos responsáveis da oposição.

Uma operação simultânea da polícia em duas cidades do leste do país impediram as marchas, que tinham sido convocadas para pedir a libertação de opositores.

“Ocorreram operações simultâneas às seis horas da manhã em Santiago de Cuba e Palma Soriano”, no sudeste da ilha. “Entraram em quatro habitações e por agora já contabilizamos 42 detenções, 20 em Santiago, 12 em Palma e 10 em Havana”, declarou José Daniel Ferrer por telefone à agência noticiosa.

Líder da União patriótica de Cuba (Unpacu), uma das organizações da oposição, Ferrer tinha apelado a uma manifestação pela libertação de “presos políticos” e ficou retido várias horas num posto da polícia em Santiago de Cuba.

“Ameaçaram-me, disseram que este apelo era suscetível de provocar crimes e delitos como perturbação da ordem pública, atentados, ofensas e espionagem”, declarou Ferrer após a sua libertação.

O Governo socialista de Raúl Castro nega a existência de presos políticos em Cuba e afirma que os membros da oposição detidos violaram a lei. O poder socialista cubano, que assenta num partido único, não emitiu no domingo qualquer comentário sobre estas declarações.

As detenções em Cuba são em geral temporárias e têm por vezes como objetivo, à semelhança das de domingo, impedir que os opositores se manifestem na rua.

Em Havana, o grupo de oposição das Damas de Branco afirmou em paralelo à AFP que pelo menos 20 casas de membros deste movimento foram “cercadas” no domingo pela polícia.

“Temos informações que indicam que pelo menos 20 casas foram cercadas para impedir qualquer saída [no domingo], entre elas a sede” do movimento, indicou a sua responsável, Berta Soler.

Fonte: http://www.dn.pt/mundo/interior/policia-cubana-impede-primeira-manifestacao-da-oposicao-apos-morte-de-fidel-castro-5559973.html

Eleição de Dilma na lista de mulheres mais influentes de 2016 causa surpresa no Brasil

O jornal britânico Financial Times incluiu a ex-presidente Dilma Rousseff na lista das mulheres com maior influência de 2016 ao lado de nomes como a primeira-ministra britânica, Theresa May, a democrata Hillary Clinton e a ginasta olímpica americana Simone Biles.

Segundo a publicação, a ex-presidente “foi a mulher que finalmente quebrou o teto de vidro na política brasileira, que se colocou como campeã das minorias e dos pobres”. A indicação de Dilma na lista foi comemorada no Brasil, mas causou também estranheza.

Em entrevista à Sputnik Brasil, o consultor político e diretor da Consultoria Meta e Comunicação, Nilson Melo, diz que a indicação não deixa de ser surpreendente, mas ressalta que a inclusão do nome da ex-presidente tem muito a ver com a importância do Brasil hoje no cenário mundial.

“Importância que, por mais paradoxal que possa ser, sofreu um grande abalo no governo justamente dela por conta da debacle que a economia brasileira sofreu nesses últimos anos. Não tenho como esconder minha surpresa e meu tom crítico, sobretudo quando se fala que ela teria ‘quebrado o teto de vidro da política brasileira ao fazer um governo em prol dos pobres’. É curioso isso porque a renda média do brasileiro caiu nos últimos anos do governo Dilma, a inflação galopante, que só agora começa ceder, também foi incendiada durante sua gestão. E a gente sabe que quem mais sofre com a inflação são as camadas mais pobres da população.”

Melo afirma que, além disso, o Brasil vive uma crise prolongada de cinco, seis anos, talvez seja a maior da história republicana do país.

“Esta crise foi fomentada por uma política econômica irresponsável que destruiu os pilares de uma economia que estava consolidada. Com todo o respeito que tenho à ex-presidente, acho que é uma escolha muito curiosa, sobretudo por dar a ela o título de protetora dos pobres. Acho até que ela tinha interesse em proteger os pobres, mas a sua condução da área econômica foi de tal forma desastrosa que o efeito foi justamente o contrário. Hoje temos, 12, 13 milhões de desempregados, uma inflação fortíssima e uma incerteza total nos negócios, o que inibe os investidores.”

Fonte: https://br.sputniknews.com/brasil/201612097117938-midia-eleicao-personalidade-politica-economia-pobreza/