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Milhares de pessoas protestam contra Trump em Washington

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Lideradas por mulheres, centenas de milhares de pessoas tomara as ruas de Washington neste sábado para exigir que o presidente Donald Trump respeite seus direitos e os das minorias.

Em Washington, onde se celebra a maior Marcha das Mulheres, um mar de gente, muitos gorros rosas com orelhas, se concentrou perto do Congresso para ouvir fortes gritos de resistência e luta pelos direitos das mulheres e de todas as minorias.

A Independence Avenue de Washington, uma das maiores da cidade, estava repleta de manifestantes ao longo de mais de 1,5 km, e era impossível cruzá-la, constatou um jornalista da AFP.

Os organizadores estimam a presença de 500.000 pessoas.

Após ouvir vários cantores e oradores, alguns famosos como o cinesta Michael Moore e a atriz Scarlett Johansson, os manifestantes marcharão até os arredores da Casa Branca.

“A marcha é uma demonstração de nossa solidariedade e um pedido para que Trump respeite todas as pessoas, de todos os credos e cores”, declarou à AFP Lisa Gottschalk, uma cientista de 55 anos que viajou da Pensilvânia para protestar.

Grandes multidões protestaram também em Nova York, Chicago e Boston. Centenas de protestos aconteceram em outras cidades do país.

Os organizadores acreditam que aproximadamente 2,5 milhões de pessoas foram às ruas em mais de 600 marchas contra Trump realizadas no exterior.

– “Vamos lutar pelo justo” –

“Não podemos passar de uma nação de imigrantes a uma nação de ignorantes”, alertou uma das primeiras oradoras, a atriz de origem hondurenha América Ferrera, em referência à promessa de Trump de deportar entre dois e três milhões de imigrantes e construir um muro na fronteira com o México.

Uma das oradoras que mais recebeu aplausos foi Sophie Cruz, uma menina americana-mexicana de seis anos cujos pais se encontram em situação irregular e que ficou famosa em 2015, quando foi abraçada pelo papa Francisco.

“Estamos aqui juntos para formar uma rede de amor que proteja as nossas famílias”, disse no palco, enquanto sua mãe, ao seu lado e vestida com uma roupa indígena, enxugava as lágrimas. “Também quero dizer às crianças que por favor não tenham medo porque não estamos sós (…) Vamos lutar pelo justo!”, pediu a menina.

A democrata Hillary Clinton, que perdeu para a Trump a chance de ser a primeira presidente mulher dos Estados Unidos, agradeceu aos manifestantes em sua conta do Twitter.

“Obrigada por estar aí, por falar e marchar por nós valores @womensmarch. Mais importante do que nunca. Realmente acho que sempre somos mais fortes juntos”, tuitou.

“Presidente Trump, não votei em você, mas apoie minha filha, que, como resultado das suas nomeações, pode crescer em um país que está retrocedendo, não avançando, e que talvez não terá o direito de tomar decisões para o seu corpo e o seu futuro como a sua filha Ivanka teve o privilégio de poder”, pediu Scarlett Johansson.

A diva do pop, Madonna, supreendeu os presentes ao se juntar ao protesto e subir no palco para se pronunciar sobre o novo governo.

“Bem-vindo à revolução do amor”, disse a cantora, encerrando horas de discursos por celebridades e ativistas. “À rebelião. À nossa recusa como mulheres em aceitar essa nova era da tirania”.

– Uma visão sombria –

Trump assumiu na sexta-feira a presidência com um discurso inaugural com um forte tom nacionalista e populista, no qual traçou uma sombria visão do declínio dos Estados Unidos sob o governo de seu antecessor, o democrata Barack Obama.

Ele falou das escolas ruins, da pobreza crônica, do aumento dos crimes, e garantiu que vai dar fim a “esta carniceria” e que só se guiará por um princípio: “Os EUA em primeiro lugar”. “Compre (um produto) americano, contrate americanos”, pediu.

“Estamos aqui determinados a frear a carniceria de Trump”, respondeu neste sábado Michael Moore na Marcha das Mulheres.

Houve protestos em todo o país. Mais de milhão de pessoas foram às ruas em Los Angeles, segundo o porta-voz da Polícia local. De acordo com os organizadores, a multidão reuniu 750 mil pessoas.

“Foi um lindo mar de humanidade. Foi fantástico”, disse Andrew Neiman, porta-voz da polícia.

O presidente visitou neste sábado a sede da CIA, um gesto carregado de simbolismo após suas fortes críticas às agências de inteligência americanas, anunciou seu porta-voz, Sean Spicer.

Também houve protestos anti-Trump na sexta-feira, durante a posse. Em alguns deles foram registrados choques violentos entre manifestantes e vandalismo, com mais de 215 detenidos.

– Um gorro rosa para pedir mais respeito –

Milhares de manifestantes vestiram gorros de lã cor de rosa com orelhas de gato, que se tornaram símbolo do desafio ao novo governo.

Os gorros, ou “pussy hats”, como são chamados em inglês, têm um trocadilho, porque a palavra em inglês “pussy” tanto pode significar gatinho quanto a forma pejorativa de se referir ao órgão sexual feminino.

A palavra faz referência direta a um áudio de 2005 vazado durante a campanha eleitoral em que Trump, conhecido por sua retórica controversa e divisionista, afirma que “quando você é uma estrela, (as mulheres) deixam você fazer o que quiser. Pode agarrá-las pela buceta”.

Trump ofendeu as mulheres em numerosas ocasiões -incluindo uma ex-Miss Venezuela por seu sobrepeso- julgando-a por sua aparência. Foi acusado por várias mulheres de assédio e de ter tido um comportamento inapropriado.

 

Fonte:http://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2017/01/21/interna_internacional,841471/milhares-de-pessoas-protestam-contra-trump-em-washington.shtml

Barack Obama deixa a presidência dos Estados Unidos acumulando sucessos e polêmicas

Quando subiu no palanque montado no McCormick Place, em Chicago, e falou como presidente dos Estados Unidos pela última vez, certamente um filme deve ter passado na cabeça Barack Obama. Filho de mãe americana com ascendência inglesa e pai queniano, o homem nascido no Havaí marcou a história mundial por ser o primeiro homem negro a assumir a presidência dos Estados Unidos, posição que deixará de ocupar nesta sexta-feira (20) quando termina seu segundo mandato.

Barack Hussein Obama II chegava ao posto cercado de expectativa pelo slogan ‘Yes, we can (Sim, nós podemos), marca durante a sua campanha. Obama estudou em escolas da Indonésia, país ao qual sua família se mudou após sua mãe, Ann Dunham, se separar do seu pai e se casar com o indonésio Lolo Soetoro, um estudante de pós-graduação em geografia que ela conheceu na Universidade do Havaí. Em 1971, ele voltou ao Havaí para viver com seus avós maternos. Seus primeiros passos rumo ao sucesso político foram dados em Los Angeles, na Califórnia, para onde migrou em 1979, quando fez seu primeiro discurso público contra a política do apartheid na África do Sul.

Cercado de expectativas, Obama assumiu a Casa Branca sob o slogan: ‘Yes, we Can’ (Sim, nós podemos) (Foto: AFP)

Nos anos que se passaram, Obama acumulou as graduações em ciência política pela Universidade Columbia e em direito pela Universidade de Harvard, onde foi presidente da Harvard Law Review, uma revista criada por estudantes. Para garantir sua candidatura à Casa Branca, em 2007 e ao longo de 2008, ele enfrentou uma longa batalha com a senadora Hillary Clinton, quem tempos depois ele apoiaria na disputa contra Donald Trump. Até então, o homem negro acumulava pouca experiência política – foi senador por apenas quatro anos e, antes disso, legislador de Illinois por oito -, mas ao ouvir os aplausos e gritos de ‘fique’ das 54 mil pessoas que acompanhavam o evento, Obama sentiu que o seu trabalho estava cumprido.

“Hoje é minha vez de dizer obrigado. Todos os dias, aprendi com vocês. Vocês fizeram de mim um presidente melhor e fizeram de mim um homem melhor”, disse Obama.   Nos oito anos em que permaneceu na Casa Branca, Barack conseguiu aplicar o seu discurso positivo em algumas questões, como a reforma do sistema de saúde americano, que ficou conhecido como Obamacare, mas que pode ser extinto pelo seu sucessor, Donald Trump, ou o endosso ao casamento gay. Obama foi considerou uma ‘vitória da América’ a decisão da corte americana de aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo em todos os estados do país.

Por outro lado, o carisma do presidente não conseguiu ser transformado nos votos que a republicana Hillary Clinton necessitava para vencer o democrata Trump na eleição. Se o governo terminou sem escândalos e com a popularidade alta – em mais de 50% -, a trajetória também acumulou pontos polêmicos como a não conclusão do fechamento da base militar de Guantánamo, a retirada de tropas do Iraque e Afeganistão e a tensão entre policiais e a população negra.

Fonte:http://www.correio24horas.com.br/detalhe/mundo/noticia/barack-obama-deixa-a-presidencia-dos-estados-unidos-acumulando-sucessos-e-polemicas-relembre/?cHash=dd985eafe0b1beae7d93744ca683801c

Trump assumirá cargo com taxa de aprovação mais baixa entre presidentes recentes, diz pesquisa

Donald Trump vai assumir a presidência dos EUA na sexta-feira (20) com uma taxa de aprovação de apenas 40%, a menor entre os presidentes recentes e 44 pontos percentuais abaixo de Barack Obama. A pesquisa foi feita pela CNN/ORC e divulgada nesta terça-feira (17).

O futuro presidente dos EUA, Donald Trump, concede 1ª entrevista coletiva desde a eleição (Foto: Reprodução)
O futuro presidente dos EUA, Donald Trump, concede 1ª entrevista coletiva desde a eleição (Foto: Reprodução)

Após um período de transição tumultuado, o índice de aprovação de Trump ficou mais de 20 pontos abaixo do que os de seus três predecessores mais recentes. Obama tomou posse em 2009 com 84% de aprovação, 67% aprovavam Bill Clinton no fim de dezembro de 1992 e 61% aprovavam a transição de George W. Bush logo antes de ele tomar posse, em janeiro de 2001.

Segundo a pesquisa, cerca de 53% dos americanos disseram que os comunicados e as ações de Trump desde o dia da eleição os deixaram menos confiantes em sua habilidade de conduzir a presidência. Os entrevistados se dividiram igualmente quando questionados se Trump vai ser um presidente bom ou ruim (48% para cada lado).

Apesar disso, muitos americanos continuam confiantes de que Trump vai cumprir muitas das promessas de campanha. A maioria disse que é provável que ele imponha tarifas às empresas que transferirem suas fábricas para o México (71%), renegociar o Nafta (61%) e criar empregos qualificados em áreas desafiadoras (61%).

Reação de Trump

Em sua conta no Twitter, Trump fez críticas à pesquisa, sem citar a CNN. “As mesmas pessoas que fizeram as falsas pesquisas eleitorais, e estavam tão erradas, estão agora fazendo pesquisas de taxa de aprovação. Eles estão sendo parciais como antes”, escreveu.

The same people who did the phony election polls, and were so wrong, are now doing approval rating polls. They are rigged just like before.

Tradução: As mesmas pessoas que fizeram as falsas pesquisas eleitorais, e estavam tão erradas, agora estão fazendo sondagens de aprovação. Eles são manipuladores como antes”.

Obama pede empenho pela democracia em discurso de despedida

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O presidente afirma que os Estados Unidos são um lugar melhor do que há oito anos, mas vê riscos à democracia americana e pede mais solidariedade e respeito às opiniões dos outros.Num discurso marcado pela emoção, o presidente Barack Obama afirmou nesta terça-feira (10/01) que os Estados Unidos são hoje um lugar melhor e mais forte do que quando ele chegou ao poder, em 2009, e atribuiu isso aos esforços da população, que confiou em sua mensagem de esperança e mudança. “Vocês foram a mudança e, graças a vocês, em quase todas as medidas, os Estados Unidos são um lugar melhor e mais forte do que quando começamos”, disse Obama, em seu último discurso como presidente, diante de 18 mil pessoas em Chicago, cidade onde começou sua carreira política.

Obama, que deixará o cargo no próximo dia 20, reconheceu que o progresso durante sua presidência não foi uniforme. “Trabalhar a democracia sempre foi duro, disputado e, às vezes, sangrento. Para cada dois passos adiante, às vezes parece que damos um passo para atrás”, mas que os Estados Unidos sempre se caracterizaram por andar para frente. “A democracia pode se dobrar quando cedemos ao medo”, disse Obama. “Assim como nós, cidadãos, precisamos nos manter vigilantes contra agressões externas, precisamos impedir um enfraquecimento dos valores que nos fazem ser o que nós somos.”

Ele alertou para os riscos oferecidos à democracia americana pela chamadas fake-news (notícias falsas divulgadas na internet) e pelo efeito bolha da redes sociais, ou seja, a crescente tendência de as pessoas se relacionarem apenas com aqueles com quem já concordam. “Se você está cansado de debater com estranhos na internet, tente falar com um na vida real”, disse Obama. O presidente afirmou que a democracia sempre está ameaçada se ela for vista como algo garantido e disse aos americanos para considerarem o ponto de vista dos outros. “Devemos prestar atenção e ouvir.”

Ele pediu a todos os cidadãos para serem guardiões da democracia, não somente quando houver eleições, mas durante toda a vida. “Eu cheguei pela primeira vez a Chicago quando tinha 20 e poucos anos, ainda tentando entender quem eu era, tentando encontrar um sentido para a minha vida”, disse Obama. “Foi então que eu aprendi que mudanças apenas acontecem quando pessoas comuns se envolvem, se engajam e se unem para exigi-las.”

Obama fez um balanço positivo do seu governo e afirmou que, se há oito anos tivesse prometido que o país “deixaria para trás uma grande recessão”, abriria “um novo capítulo com o povo cubano, encerraria o programa nuclear do Irã”, conseguiria a legalidade do casamento homoafetivo e reformaria o sistema de saúde, “teriam me falado que eu estava sonhando demais”.

O primeiro presidente negro dos EUA reconheceu que, apesar do caráter histórico de sua eleição, o racismo segue vivo no país e que ainda há “muito trabalho por fazer” para eliminar os preconceitos contra as minorias e imigrantes. “Depois da minha eleição, muito foi falado de um Estados Unidos pós-racial. Essa visão, embora bem intencionada, nunca foi realista. Porque o racismo continua sendo uma força potente e um fator de divisão em nossa sociedade”, admitiu Obama.

Obama fez poucas referências ao seu sucessor, o republicano Donald Trump. Quando falou que será, em breve, substituído pelo magnata, o público começou a vaiar. “Não, não, não”, disse Obama, afirmando que esta será uma transferência de poder pacífica, para que o próximo governo “possa nos ajudar a enfrentar os muitos desafios que ainda teremos”. Antes, quando o público pedira mais quatro anos, Obama sorriu e comentou: “Não posso fazer isso”.

Apesar das diferenças entre suas ideias e as de Trump, Obama disse deixar o poder “ainda mais otimista em relação ao país” do que quando assumiu por saber que seu governo não apenas “ajudou muitos americanos, mas também inspirou” muitos outros, especialmente aos jovens. “O futuro está em boas mãos”, disse Obama, ao classificar a nova geração como “altruísta, criativa e patriótica”.

Obama encerrou seu discurso com uma série de agradecimentos a sua família e sua equipe na Casa Branca e prometeu seguir lutando por aquilo em que acredita quando deixar o poder. “Yes, we can. Yes, we did” (“Sim, nós podemos. Sim, nós fizemos”), afirmou o presidente.

AS/efe/ap/lusa/rtr

Fonte:https://noticias.terra.com.br/obama-pede-empenho-pela-democracia-em-discurso-de-despedida,7c25950f2f941258dfef0d25d55e39a2g2rm42r3.html

Atirador de Charleston é condenado à morte

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Em julgamento, Dylann Roof não mostrou arrependimento pelo massacre numa igreja nos EUA, que deixou nove mortos, em 2015. Júri decide pela pena máxima para os crimes, com motivações racistas, cometidos pelo atirador.O atirador de Charleston, Dylann Roof, foi condenado à morte nesta terça-feira (10/01) pelo ataque à Igreja Metodista Episcopal Africana Emanuel, que deixou nove mortos, em junho de 2015. Em dezembro, o júri declarou Roof culpado por todas as acusações que enfrentava.

Entre as 33 acusações estão crimes de ódio que resultaram em morte e obstrução de religião. O atirador, de 22 anos, não mostrou remorso durante o julgamento.

“Ainda acho que tinha que fazer isso”, disse Roof pouco antes do júri se reunir para decidir a pena pelas condenações. O atirador recusou ser representado por advogados nesta última fase do julgamento, contrariando a recomendação de sua defesa e do juiz.

O promotor Jay Richardson pediu a pena de morte pois o atirador não mostrou em nenhum momento remorso ou arrependimento por seu ato.

Roof foi acusado de executar um crime planejado friamente contra as pessoas que participavam de um grupo de estudo na igreja. O atirador confessou o ataque e suas motivações racistas. Durante as investigações, ele disse que, ao abrir fogo contra os fiéis, desejava incitar um conflito racial no país.

Antes do ataque na igreja, uma das mais antigas frequentadas pela comunidade negra nos EUA, Roof chegou a se sentar com os presentes por cerca de uma hora. Apenas três pessoas sobreviveram ao massacre.

O interesse de Roof por uma supremacia branca ficou registrado em sua página no Facebook, onde ele exibiu fotos posando com uma bandeira dos Estados Confederados da América (unidade política formada por estados do sul dos EUA, notoriamente agrários e escravistas, em 1861).

O ataque em Charleston foi um dos piores a um local de culto nos EUA dos últimos anos. O massacre levou à remoção da controversa bandeira confederada, considerada símbolo de racismo e do orgulho sulista nos Estados Unidos, da área do capitólio da Carolina do Sul.

A pena de morte e sua execução é rara no âmbito federal. Desde 1976, autoridades federais executaram apenas três condenados.

CN/afp/ap

Fonte:https://noticias.terra.com.br/atirador-de-charleston-e-condenado-a-morte,80e20615941a8bc5e1f9e69e3a409ee4ka98cmne.html

Quais são os potenciais conflitos de interesse de Trump como presidente?

Qunado assumir a Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump terá que tomar decisões que podem afetar suas empresas e negócios internacionais – algo que pode motivar críticas de conflitos de interesse.

As Organizações Trump englobam centenas de investimentos em imóveis, marcas e outros negócios.

Como chefe do poder Executivo e empresário, em tese Trump teria condições de influenciar a política americana em benefício próprio (Foto: Reuters)
Como chefe do poder Executivo e empresário, em tese Trump teria condições de influenciar a política americana em benefício próprio (Foto: Reuters)

Assim, ao acumular as vidas de chefe do Poder Executivo e empresário, ele teria – em tese – condições de influenciar a política americana e as agências do governo em benefício próprio.

Presidentes não são objeto das regras que regulam os conflitos de interesses envolvendo outros funcionários do governo, mas ocupantes anteriores do cargo nos EUA já colocaram suas empresas e negócios a cargo dos chamados blind trusts – fundações que gerem bens e que, em linhas gerais, não podem ser alvo de interferências do beneficiário – para evitar eventuais acusações de corrupção.

O republicano havia dito anteriormente que três de seus filhos adultos administrariam as Organizações Trump, mas eles também são membros de sua equipe de transição e participaram de reuniões e telefonemas a líderes estrangeiros.

O presidente eleito está recebendo orientações de assessores sobre o assunto e diz que em breve detalhará a questão em uma entrevista coletiva.

Especialistas em ética pediram que Trump liquide suas empresas holdings para evitar o aparecimento de qualquer conflito.

Veja abaixo uma lista dos conflitos de interesse conhecidos envolvendo Trump, tanto internacionais como domésticos – devido ao caráter privado de seus negócios, a extensão total de suas posses é desconhecida.

Wall Street

Inquilinos de edifício das Organizações Trump são investigados nos Estados Unidos.

As Organizações Trump alugam escritórios no edifício em Manhattan.

Segundo a Bloomberg News, há cinco investigações federais em curso sobre inquilinos atuais ou antigos do imóvel de número 40 na Wall Street, muitos deles por fraudes.

Essas investigações são conduzidas por uma comissão que terá um membro apontado por Trump assim que ele tomar posse da Presidência.

Oleoduto de Dakota

Tribos Sioux e seus aliados protestaram por meses contra a construção do oleoduto Dakota Access sob os suprimentos de água da reserva Standing Rock.

Trump tinha um investimento parcial – algo entre R$ 500 mil e US$ 1 milhão (cerca de R$3,2 milhão) – na empresa holding da Dakota Access pipeline, a Energy Transfers Partners.

A porta-voz do republicano, Hope Hicks, disse que ele vendeu suas ações da companhia Energy Transfer Partners. Mas outra holding do presidente eleito, a Phillips 66, controla 25% das ações do projeto.

Não ficou claro na época se Trump vendeu também suas ações da Phillips 66.

O Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos e o Departamento de Interior do governo postergaram a decisão sobre o oleoduto enquanto consultam outras comunidades da região.

Quem for apontado por Trump para chefiar o Departamento de Interior deve ser o responsável final pela decisão.

Deutsche Bank

Um dos maiores credores de Trump em seus projetos imobiliários é o Deutsche Bank.

A instituição financeira está atualmente em negociação com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para resolver um caso envolvendo problemas com compradores quando vendeu hipotecas financiadas por empréstimos de risco.

Se o assunto não for resolvido até a posse, a administração de Trump assumirá as negociações.

Hotel

As Organizações Trump têm a concessão do prédio antigo dos Correios da Administração Geral de Serviços para o Trump International Hotel em Washington.

Trump como presidente se torna ao mesmo tempo locatário e locador do prédio, segundo Steven Schooner que, com Daniel Gordon, solicitou que Trump encerrasse o contrato.

O aluguel de 60 anos provavelmente envolverá negociações – e a pessoa responsável por estipular o preço do contrato no fim responderá à Administração Geral de Serviços, que será controlada por alguém apontado por Trump.

Enquanto isso, o hotel foi apontado a diplomatas estrangeiros como um lugar para se hospedar em Washington. Isso levantou preocupações de que governos internacionais poderiam pagar as caras diárias do estabelecimento para ganhar a simpatia da administração de Trump.

Problemas trabalhistas

Em Novembro, o Painel Nacional de Relações de Trabalho decidiu que o Trump International Hotel Las Vegas – do qual Trump é um dos donos – violou as leis ao se recusar a negociar com um sindicato de trabalhadores.

O hotel recorreu, mas outras disputas trabalhistas chegaram ao conhecimento do órgão.

Trump vai apontar dois representantes do painel – que é formado por cinco membros.

Passagens para o Serviço Secreto

É normal que o Serviço Secreto pague as passagens de seus agentes quando eles voam em uma companhia aérea privada para proteger candidatos ou o presidente e seus familiares.

Trump viajou em sua própria companhia aérea durante campanha presidencial  (Foto: Reuters)
Trump viajou em sua própria companhia aérea durante campanha presidencial (Foto: Reuters)

Se Trump ou seus familiares decidirem voar em sua companhia aérea, a TAG Air, sob proteção de agentes, o Serviço Secreto terá que reembolsar a TAG Air e, em última instância, o próprio Trump pelos voos.

Holdings internacionais

De acordo com a prestação de contas de Trump, ele tem investimentos ou é dono de empresas em ao menos 20 países. Diferente do que ocorre com negócios dentro dos Estados Unidos, o republicano pode infringir a Constituição americana ao continuar lucrando com esses negócios.

A cláusula de lucros previne que qualquer alto funcionário receba presentes, pagamentos ou qualquer benefício de nações estrangeiras.

A lei diz também que as decisões de política estrangeira de Trump podem ser questionadas em qualquer país que as Organizações Trump tenham negócios, especialmente se essas decisões beneficiarem as empresas ligadas ao presidente. Veja a seguir alguns dos negócios de Trump que passam pela política externa americana.

Argentina

Uma TV argentina afirmou que Trump teria pedido o apoio do presidente Mauricio Macri para construir um prédio de escritórios em Buenos Aires durante um telefonema entre os dois já no período de transição para a Presidência.

Assessores de Macri e de Trump negaram que o pedido tenha acontecido.

Porém, algum tempo depois, a empresa que deve construir o prédio anunciou que o projeto continuaria, depois de anos de atrasos.

Brasil

Um prédio inacabado de frente para o mar no Rio de Janeiro com a marca de Trump (devido a um acordo de licença) se tornou alvo de um inquérito após dois pequenos fundos de pensão do Brasil terem feito grandes investimentos, que supostamente envolveram pagamentos de propina.

China

O Banco da China é um dos maiores daquele país e sua maior parte pertence ao Estado. Ele tem o título de um empréstimo de US$ 950 milhões (cerca de R$ 3 bilhões) para uma empresa americana da qual Trump é um dos donos.

Outro banco chinês controlado pelo Estado – o Banco Industrial e Comercial da China – ocupa um espaço na Trump Tower e paga aluguel para as Organizações Trump.

Índia

Trump tem um acordo de licenciamento para prédios em Mumbai e Pune.

Um desses acordos é com o Grupo Lodha, cujo fundador, Mangal Lodha, é também vice-presidente do partido governista BJP.

Japão

Trump está atualmente finalizando um acordo de licença com a empresa de roupas japonesa Sanei International.

O principal acionista da empresa é o governo do Japão, através do Banco de Desenvolvimento do Japão. O presidente eleito disse que a negociação já vinha acontecendo há muito tempo e os termos do acordo foram estabelecidos antes da eleição.

Filipinas

O mais novo enviado de comércio para os Estados Unidos é o mesmo homem que está construindo a Trump Tower Manila.

Como em muitos de seus projetos de licenciamento, Trump não é o dono do edifício, mas licencia seu nome para o prédio em troca de pagamentos regulares.

Membros da família de Trump chegaram a gravar um vídeo promocional do projeto.

O enviado teria voado aos Estados Unidos para ter uma reunião privada com Trump depois da eleição.

Arabia Saudita

Durante a campanha presidencial, Trump criou oito empreendimentos vinculados a um potencial negócio imobiliário na Arábia Saudita.

Taiwan

Em setembro, uma mulher que afirmou ser uma enviada das Organizações Trump discutiu negócios imobiliários em Taiwan com o prefeito da região de Taoyuan.

As Organizações Trump negaram planos de expansão em Taiwan e disseram que não houve “visitas autorizadas” para discutir negócios no país.

Assessores do prefeito de Taoyuan disseram que a mulher tinha “documentos de autorização”, mas não especificaram quais, segundo o jornal americano New York Times.

Turquia

Trump pode ter conflito de interesses devido a projeto imobiliário em Istambul.

Em 2008, ele entrou em uma parceria de licenciamento com o conglomerado turco Dogan Holdings, que planejava construir dois edifícios residenciais e comerciais em Istambul.

Mas as relações entre a Dogan Holdings e o presidente turco Tayyip Erdogan azedaram desde que as torres abriram em 2012.

A família Dogan também é dona de um jornal que critica Erdogan.

Segundo uma reportagem da Newsweek, a difícil relação entre Erdogan e os Dogans significa que Trump terá um conflito direto entre seus negócios e seu relacionamento como presidente com um importante aliado dos Estados Unidos.

Pistas de golfe na Grã-Bretanha

Trump teria pedido a político britânico para fazer oposição a projeto de energia eólica que prejudica uma de suas propriedades.

Trump é dono de duas pistas de golfe na Escócia e recentemente pediu a Nigel Farage, líder do Partido da Independência do Reino Unido (Ukip, na sigla em inglês) que se opusesse à construção de fazendas de energia eólica.

Isso não porque acreditar que elas sejam ruins para a Grã-Bretanha ou que contradigam os objetivos energéticos dos Estados Unidos, mas supostamente porque o projeto desvalorizaria uma das pistas.

Fonte:http://g1.globo.com/mundo/noticia/quais-sao-os-potenciais-conflitos-de-interesse-de-trump-como-presidente.ghtml

Aeroporto da Flórida reabre após tiroteio que matou 5 pessoas

Pessoas são vistas na pista do Aeroporto Internacional de Fort Lauderdale-Hollywood, na Flórida, após um atirador abrir fogo dentro do terminal 2. Cinco pessoas morreram e oito ficaram feridas no ataque (Foto: Al Diaz/Miami Herald via AP)
Pessoas são vistas na pista do Aeroporto Internacional de Fort Lauderdale-Hollywood, na Flórida, após um atirador abrir fogo dentro do terminal 2. Cinco pessoas morreram e oito ficaram feridas no ataque (Foto: Al Diaz/Miami Herald via AP)

O aeroporto de Fort Lauderdale reiniciou suas operações neste sábado (7) depois de ser palco de cenas caóticas nesta sexta (6), quando um homem abriu fogo contra a multidão, deixando cinco mortos e oito feridos.

Durante toda a tarde e noite de sexta, o local ficou fechado e milhares de pessoas retidas no terminal enquanto as autoridades verificavam a cena do crime. “Calculamos que havia umas 10 mil pessoas”, disse o diretor do aeroporto, Mark Gale.

As autoridades também tiveram de organizar às pressas a complicada devolução de cerca de 20 mil malas e outros artigos pessoais aos passageiros que foram evacuados temporariamente.

Em seu Twitter, o aeroporto informou que neste sábado todas as pistas já estão operacionais para os passageiros e recomendou que os viajantes contatassem suas companhias aéreas.

O atirador foi identificado como Esteban Santiago, um americano de 26 anos que combateu na Guerra do Iraque, segundo informaram as autoridades do condado de Broward, 50 Km ao norte de Miami, na Flórida. Ele utilizou uma pistola semiautomática 9mm para abrir fogo indiscriminadamente contra pessoas que esperavam pelas malas no terminal 2 do aeroporto.

“Tinha uma pistola, estava disparando contra as pessoas. Todo mundo estava esperando sua bagagem”, contou uma testemunha, John Schlicher, à Fox News.

Santiago chegou a Fort Lauderdale em um voo vindo do Alasca, segundo as autoridadades, e pegou a arma de sua própria bagagem. Após os disparos, ele se entregou sem opor resistência, foi detido e interrogado e deve ser indiciado, afirmou o chefe do FBI em Miami.

Além dos 5 mortos e 8 feridos pelos tiros, mais de 30 pessoas foram levadas a hospitais locais com contusões ou ossos quebrados devido ao caos causado pelo atirador, segundo a agência de notícias Reuters.

Pessoas correm na pista do Aeroporto Internacional de Fort Lauderdale-Hollywood, na Flórida, nos EUA, após um atirador abrir fogo dentro do terminal 2. Cinco pessoas morreram e oito ficaram feridas no ataque (Foto: Wilfredo Lee/AP)
Pessoas correm na pista do Aeroporto Internacional de Fort Lauderdale-Hollywood, na Flórida, nos EUA, após um atirador abrir fogo dentro do terminal 2. Cinco pessoas morreram e oito ficaram feridas no ataque (Foto: Wilfredo Lee/AP)

Investigação

O agente especial do FBI em Miami, George Piro, disse que “a investigação está em uma fase muito preliminar ainda” e que não se pode determinar se foi, ou não, um atentado terrorista. “Nesse ponto, parece que agiu sozinho”, disse aos jornalistas.

Um vídeo gravado por uma testemunha com seu celular e exibido pelo canal Fox mostra uma pessoa sangrando no chão do terminal 2 e outras caídas ou ajoelhadas.

O doutor Ralph Guarnieri, do centro de traumatologia do hospital de Broward, disse em entrevista coletiva que recebeu cinco pacientes em estado grave, sendo que três estão estáveis e dois são submetidos a cirurgias.

Problemas mentais

Piro confirmou que Esteban foi a um escritório do FBI em Anchorage (Alasca) em novembro, agindo erraticamente, e foi entregue à polícia local – que o levou a um centro médico para avaliação mental.

Um oficial afirmou à Reuters que ele disse a agentes no escritório de Anchorage que sua mente estava sendo controlada por uma agência de inteligência dos EUA, que ordenava que ele assistisse a vídeos do Estado islâmico.

Esteban serviu de 2007 a 2016 na Guarda Nacional de Porto Rico e na Guarda Nacional do Alasca, incluindo um destacamento para o Iraque de 2010 a 2011, segundo o Pentágono.

Engenheiro privado de primeira classe e combate, ele recebeu meia dúzia de medalhas antes de ser transferido para a reserva inativa em agosto. Uma porta-voz militar disse à agência de notícias Associated Press (AP) que Esteban foi desligado da Guarda Nacional do Alasca por performance insatisfatória.

Bryan Santiago, irmão do atirador, afirmou também à AP que Esteban já recebeu tratamento psicológico no Alasca, onde morava. Bryan disse que, embora tenha nascido em Nova Jérsei, o irmão cresceu em Porto Rico, para onde foi aos dois anos.

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/aeroporto-da-florida-reabre-apos-tiroteio-que-matou-5-pessoas.ghtml

“Voto de confiança” em Trump: Ford desiste do México e investe 700 milhões nos EUA

Mark Fields, presidente-executivo da Ford, anunciou a decisão nesta terça-feira
Foto Mark Fields, presidente-executivo da Ford, anunciou a decisão nesta terça-feira REUTERS/REBECCA COOK

A Ford Motor Company anunciou esta terça-feira que vai cancelar os seus planos de construção de uma estrutura de 1300 milhões de dólares (1235 milhões de euros) no México para investir 700 milhões de dólares (665 milhões de euros) na construção de uma fábrica no Michigan nos EUA. A decisão foi tomada com base nas políticas “pró-crescimento” defendidas pelo Presidente eleito, Donald Trump.

À CNN, o presidente-executivo (CEO) do fabricante automóvel americano, Mark Fields, explicou que a decisão é um “voto de confiança” em relação ao ambiente favorável ao investimento que está a ser criado por Trump. Desta feita, ficam salvaguardados pelo menos 700 postos de trabalho que iriam passar para o México.

Apesar disso, Fields desmente que tenha negociado qualquer tipo de acordo com o futuro Presidente dos EUA: “Nós não fechámos um acordo com Trump. Fizemo-lo pelo nosso negócio”, diz o responsável da Ford, acrescentando, no entanto, que a empresa esteve em contacto com Donald Trump e com o próximo vice-presidente Mike Pence na manhã desta terça-feira.

Sem se conhecer ainda a verdadeira influência da equipa de Donald Trump no volte-face da Ford, a verdade é que em Novembro o Presidente eleito chamou a si os louros por evitar que a empresa transferisse uma fábrica inteira do Kentucky também para o México.

 

Fonte: https://www.publico.pt/2017/01/03/mundo/noticia/ford-desiste-do-mexico-e-vai-investir-700-milhoes-nos-eua-num-voto-de-confianca-em-trump-1756967

Trump acusa China de não ajudar os EUA com a Coreia do Norte

O Presidente eleito dos Estados Unidos da América, Donald J.Trump, na Florida a 28 de dezembro de 2016. | Jonathan Ernst – Reuters

Já lhe chamam a ‘diplomacia-por-tweet‘. Donald Trump continua a dar indicações na rede social Twitter sobre a políticas que irá seguir como Presidente dos Estados Unidos da América. Nas últimas horas, em doistweets, empurrou para canto a mais recente ameaça norte-coreana e aproveitou a questão para atacar a China.

“A China tem tirado enormes quantidades de dinheiro e riqueza dos EUA num comércio completamente unilateral mas não ajuda com a Coreia do Norte. Simpático!”, publicou Trump.

China has been taking out massive amounts of money & wealth from the U.S. in totally one-sided trade, but won’t help with North Korea. Nice!

Tradução: “A China tem retirado enormes quantidades de dinheiro e riqueza dos EUA em um comércio totalmente unilateral, mas não vai ajudar com a Coréia do Norte. Agradável! “

Não é a primeira vez que Trump dá a entender que, consigo na Casa Branca, as relações entre Washington e Pequim poderão tornar-se extremamente tensas.

O mês passado, também num tweet, o Presidente eleito denunciou por exemplo a apreensão pela China de um drone norte-americano de pesquisa subaquática em águas internacionais, chamando-lhe ‘roubo’.

China steals United States Navy research drone in international waters – rips it out of water and takes it to China in unprecedented act.

 Tradução: “A China rouba o drone de pesquisa da Marinha dos Estados Unidos em águas internacionais – rasga-a fora da água e leva-a para a China em um ato sem precedentes.”

No início de dezembro, Trump acusara a China de manipular moeda e de militarizar o Mar do Sul da China.

“Será que a China nos perguntou se podia desvalorizar a sua moeda (tornando mais difícil às nossas empresas competir), taxar fortemente os nossos produtos importados pelo país (os EUA não os taxa) ou construir um enorme complexo industrial no meio do mar do Sul da China. Não me parece!” referiu Donald Trump.

Did China ask us if it was OK to devalue their currency (making it hard for our companies to compete), heavily tax our products going into…

Tradução: “A China perguntou-nos se era OK para desvalorizar a sua moeda (tornando difícil para as nossas empresas a competir), pesadamente impostos nossos produtos entrando em …”

their country (the U.S. doesn’t tax them) or to build a massive military complex in the middle of the South China Sea? I don’t think so!

 Tradução: “Seu país (os EUA não os taxam) ou para construir um complexo militar maciço no meio do Mar da China Meridional? Eu não penso assim!”

O primeiro sinal de que nada seria como dantes já tinha sido dado logo após a eleição, quando Trump aceitou o telefonema do Presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, que falou para lhe dar os parabéns.
Ameaça norte-coreana
Não se sabe quanto tempo irá durar a paciência chinesa com estas declarações. Ou se irá aguentar eventuais dificuldades que a Administração Trump consiga impor ao comércio de produtos chineses nos EUA.

Significativo também que pareça estar a desenvolver-se um entendimento entre a Rússia e os EUA. Pelo menos em matéria de arsenais nucleares, Vladimir Putin e Donald Trump parecem pensar da mesma maneira. Já Pequim opõe-se ao reforço de tais armas

A Coreia do Norte parece estar a posicionar-se como palco privilegiado das escaramuças politicas e diplomáticas entre os dois gigantes mundiais, embora esteja a tentar tornar-se um jogador em pleno.

Este domingo, o Presidente Kim Jong Un, na sua mensagem de Ano Novo transmitida pela televisão para toda a Coreia do Norte, anunciou que o pais está pronto a testar um míssil balístico intercontinental, capaz, em teoria, de atingir território dos Estados Unidos com impacto nuclear.

“A pesquisa e desenvolvimento de ponta em equipamento militar estão a avançar ativamente e a preparação do lançamento de teste do foguete ICBM está nos estágios finais”, anunciou o Presidente norte-coreano.

O Pentágono reagiu, avisando Pyongyang contra “ações provocatórias”.

Trump foi mais categórico: “não vai acontecer”, tweetou.
Coreia do Sul otimista
“A Coreia do Norte acabou de anunciar que está nos estágios finais do  desenvolvimento de uma arma nuclear capaz de atingir os Estados Unidos. Não vai acontecer!”

North Korea just stated that it is in the final stages of developing a nuclear weapon capable of reaching parts of the U.S. It won’t happen!

 Tradução: “A Coréia do Norte acaba de afirmar que está em fase final de desenvolvimento de uma arma nuclear capaz de alcançar partes dos EUA. Não vai acontecer!”

A Coreia do Sul reagiu ao tweet de Trump com otimismo.

O ministério sul coreano dos Negócios Estrangeiros interpretou as palavras do Presidente eleito como um “claro aviso” aos seus vizinhos do Norte.

O “aviso claro” dado pelo Presidente eleito a Coreia do Norte mostra que ele está “ciente da gravidade da ameaça colocada pelo programa nuclear norte-coreano” e que irá “adotar uma posição inabalável sobre a necessidade de manter a política de sanções contra a Coreia do Norte e a cooperação próxima entre a Coreia do Sul e os E.U.A.”, considerou numa conferência de imprensa o porta-voz do ministério, Cho June-hyuck.

Este foi o mais recente tweet de Trump sobre a Coreia do Norte. O Presidente eleito ainda não delineou a forma como irá lidar com Pyongyang mas, durante a campanha eleitoral, deu indicações que estaria disposto a conversar com o seu líder, Kim Jong Un, se tivesse oportunidade.

Fonte: http://www.rtp.pt/noticias/mundo/trump-acusa-china-de-nao-ajudar-os-eua-com-a-coreia-do-norte_n973262

Atirador mata 39 e fere 69 em casa noturna em Istambul, diz ministro

O ataque de um atirador em uma casa noturna em Istambul, na Turquia, deixou ao menos 39 mortos e 69 feridos durante a comemoração do Ano Novo, segundo o ministro do interior, Suleyman Soylu. Oito dos feridos estão em estado crítico, segundo a emissora de televisão Al Jazeera.

De acordo com Soylu, há 16 estrangeiros entre os 21 mortos já identificados: pessoas da Arábia Saudita, Marrocos, Líbano, Líbia e Israel. Uma jovem israelense morta no ataque já teve a identidade revelada pela imprensa: Leanne Nasser, de 19 anos. Ela estava no local com três amigos de sua cidade, Tira, que fica na região central de Israel. Um deles ficou ferido. Ao menos três feridos no ataque são de nacionalidade francesa.

Ainda segundo Soylu, o atirador segue foragido e está sendo procurado em uma operação policial. O governador de Istambul, Vasip Sahin, afirmou que o atirador agiu sozinho e classificou o caso de “ataque terrorista”.

O ataque aconteceu no Reina, um dos clubes mais populares de Istambul, que também tem uma área de bar e restaurante. Os tiros começaram por volta da 1h30 da madrugada de domingo na Turquia (20h30 de sábado em Brasília), quando havia cerca de 700 de pessoas no estabelecimento.

 Foto mostra casa noturna Reina na manha deste domingo (1º), depois de ataque que deixou mortos e feridos  (Foto: Reuters/Umit Bektas)
 Foto mostra casa noturna Reina na manha deste domingo (1º), depois de ataque que deixou mortos e feridos  (Foto: Reuters/Umit Bektas)
Foto mostra casa noturna Reina na manha deste domingo (1º), depois de ataque que deixou mortos e feridos (Foto: Reuters/Umit Bektas)

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou neste domingo (1º) que o atentado teve por objetivo “semear o caos no país”. “Agem para destruir a moral do país e semear o caos com esses ataques de ódio contra civis”, declarou Erdogan em sua primeira reação ao massacre, segundo um comunicado publicado pela presidência.

O gabinete do primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, impôs uma proibição temporária à cobertura da imprensa sobre o caso “por razões de segurança nacional e manutenção da ordem pública”. Por isso as autoridades não estão divulgando informações além dos comunicados oficiais.

Mulher ferida é retirada por paramédicos do clube Reina, em Istambul, após ataque durante comemoração do Ano Novo (Foto: Murat Ergin/Ihlas News Agency via Reuters)
Mulher ferida é retirada por paramédicos do clube Reina, em Istambul, após ataque durante comemoração do Ano Novo (Foto: Murat Ergin/Ihlas News Agency via Reuters)
Mulher ferida é retirada por paramédicos do clube Reina, em Istambul, após ataque durante comemoração do Ano Novo (Foto: Murat Ergin/Ihlas News Agency via Reuters)

Veículo da polícia bloqueia rua em Istambul, na Turquia, após tiros na boate Reina (Foto: Ismail Coskun/Reuters)
Veículo da polícia bloqueia rua em Istambul, na Turquia, após tiros na boate Reina (Foto: Ismail Coskun/Reuters)
Veículo da polícia bloqueia rua em Istambul, na Turquia, após tiros na boate Reina (Foto: Ismail Coskun/Reuters)

Testemunhas

Testemunhas chegaram a dizer que dois homens fantasiados de Papai Noel entraram no local e atiraram aleatoriamente, sem escolher vítimas específicas, segundo a CNN turca. Porém imagens de câmeras de segurança mostram apenas um suspeito do lado de fora da boate e ele vestia um casaco preto. Um policial que estava na porta foi o primeiro a ser baleado e morrer.

Sinem Uyanik, que estava no local e cujo marido foi ferido, disse à agência de notícias Associated Press (AP) que teve a impressão de ter visto mais de um atirador. “Meu marido me disse para deitar no chão, e então um homem veio. Estávamos perto das janelas. Deitamos no chão e meu marido ficou por cima de mim. Eles atiraram. Duas ou três pessoas atiraram. Então tinha uma espécie de névoa e eu desmaiei. Eles atiraram até nós sairmos de lá. Pessoas estavam no chão. Forças Especiais chegaram e nos tiraram dali. Meu marido foi baleado em três lugares”, afirmou Uyanik.

Horas depois dos tiros, testemunhas diziam que o atirador ainda estaria escondido dentro do clube, enquanto outros acreditavam que ele tenha fugido sem ser identificado. Dezenas de ambulâncias e viaturas policiais foram ao local, que fica no bairro de Ortakoy.

Segundo a agência estatal turca Anadolu, medidas especiais de segurança foram adotadas nas principais cidades turcas para as festas de fim de ano. Apenas em Istambul, 17 mil policiais foram acionados, alguns deles disfarçados de Papai Noel ou vendedores ambulantes.

Ataques anteriores

Em 2016, Istambul sofreu uma série de ataques atribuídos por autoridades turcas ao grupo terrorista Estado Islâmico ou reivindicados por militantes curdos. Um estado de emergência está em vigor no país após uma tentativa fracassada de golpe de estado contra o presidente, Recep Tayyip Erdogan, em 15 de julho de 2016.

A Turquia é parceira da coalizão liderada pelos EUA contra o Estado Islâmico e suas forças armadas na Síria e no Iraque. O país também enfrenta militantes curdos no sudeste do país.

Atirador abriu fogo no Clube Reina, famosa boate de Istambul, na noite de Ano Novo e deixou 35 mortos, segundo governador (Foto: Editoria de Arte/G1)Atirador abriu fogo no Clube Reina, famosa boate de Istambul, na noite de Ano Novo e deixou 35 mortos, segundo governador (Foto: Editoria de Arte/G1)

Fonte:http://g1.globo.com/mundo/noticia/tiros-sao-disparados-em-casa-noturna-em-istambul.ghtml

Putin surpreende ao anunciar que não expulsará diplomatas dos EUA

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O presidente russo Vladimir Putin surpreendeu nesta sexta-feira ao decidir “não expulsar ninguém” em resposta à expulsão decidida pelo presidente americano, Barack Obama, de 35 “agentes russos” nos Estados Unidos, acusados por Washington de ingerência em suas eleições presidenciais.

Pouco depois de o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, propor ao presidente “declarar persona non grata 31 diplomatas da embaixada dos Estados Unidos em Moscou e quatro diplomatas do consulado geral americano em São Petersburgo” (noroeste), Putin preferiu acalmar os ânimos garantindo que a Rússia “não criará problemas aos diplomatas americanos”.

“Não vamos expulsar ninguém. Não vamos cair em uma diplomacia irresponsável”, ressaltou Putin em um comunicado, no qual, ao mesmo tempo, classificou as novas sanções de Washington de “provocadoras” e dirigidas a “minar ainda mais as relações russo-americanas”.

Além disso, o presidente rejeitou a proposta de Lavrov, que defendia a aplicação do princípio de “reciprocidade” e proibia que os diplomatas americanos utilizassem uma casa de campo perto de Moscou e um edifício utilizado como depósito na capital.

– Esperando Trump –

De qualquer forma, a Rússia se reserva “o direito de tomar medidas de represália” e “restaurará as relações russo-americanas em função da política do presidente eleito Donald Trump”, disse Putin.

Obama anunciou na quinta-feira sanções contra duas agências de inteligência russas e a expulsão de 35 agentes, em uma grande reprimenda contra Moscou, acusado de interferir nas últimas eleições a favor do vencedor Donald Trump.

Concretamente, a administração americana acusa a Rússia de hackear e divulgar e-mails do Partido Democrata e da equipe de sua candidata presidencial, Hillary Clinton.

As medidas em resposta a estes supostos ciberataques, batizados de “Grizzly Steppe” por funcionários americanos, se dirigem contra o Departamento Central de Inteligência (GRU), serviço secreto militar, e o Serviço Federal de Segurança (FSB), a ex-KGB soviética.

O Kremlin nega categoricamente estas “acusações infundadas” e acusa Washington de querer “destruir definitivamente” suas relações com Moscou.

Trump, que não parou de repetir que não acredita nas acusações de ingerência russa, se absteve de criticar as sanções anunciadas por Obama.

No entanto, sua assessora Kellyanne Conway criticou as sanções, dizendo que o objetivo de Obama é “encurralar” seu sucessor na Casa Branca.

“Não acredito que no apogeu da Guerra Fria este país tenha expulsado tantos agentes”, disse na noite de quinta-feira Conway à CNN, classificando as sanções de “sem precedentes”.

Segundo Conway, muitos acreditam que estas sanções estão destinadas a colocar obstáculos à gestão de Donald Trump e reduzir sua margem de manobra ante a Rússia quando assumir o cargo.

“Seria lamentável que a principal motivação (das sanções) seja política”, disse. “Não é assim que funciona uma administração pacífica em nossa grande democracia”, ressaltou.

– Outras sanções à vista –

Mas as sanções não se deterão nas expulsões, disse Obama, advertindo que a resposta americana também chegará na forma de operações secretas que não serão informadas publicamente.

As medidas tomadas também respondem ao “nível inaceitável de perseguição” sofrida há um ano pelos diplomatas americanos em Moscou, por parte da polícia e dos serviços de segurança russos, de acordo com Washington.

O presidente em fim de mandato americano fez um apelo internacional para levar Moscou de volta ao bom caminho e impedi-lo de realizar medidas de desestabilização em países estrangeiros.

Os “amigos e aliados” dos Estados Unidos devem “trabalhar juntos para contrabalançar os esforços da Rússia para minar as boas práticas internacionais e ingerir no processo democrático”, declarou.

As sanções decididas por Obama menos de um mês antes de abandonar a Casa Branca são uma pedra no sapato de Trump, que não acredita na ingerência de Moscou e quer melhorar as relações russo-americanas.

Mas muitas autoridades republicanas não compartilham esta visão e são favoráveis às sanções contra Moscou.

Paul Ryan, republicano presidente da Câmara de Representantes, celebrou as medidas anunciadas, considerando que já “estavam demorando”.

John McCain e Lindsey Graham, dois “falcões” republicanos no Senado, prometeram impor “sanções mais duras”.

Barack Obama ordenou, enquanto isso, um relatório completo sobre os supostos ciberataques. Observadores consideram que o objetivo das ingerências russas era minar a confiança na legitimidade das eleições americanas para debilitar a futura administração.

Um relatório da CIA vazado à imprensa ia ainda mais longe, afirmando que Moscou realizou operações com o objetivo de que Trump, admirador das qualidades como líder do presidente Vladimir Putin, saísse vitorioso da disputa.

Este caso de ciberataques também preocupa a Europa, onde tanto a França quanto a Alemanha realizarão eleições cruciais em 2017.

Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2016/12/30/interna_internacional,836064/putin-surpreende-ao-anunciar-que-nao-expulsara-diplomatas-dos-eua.shtml

”Não há sobreviventes”, afirma governo russo sobre ocupantes do avião que caiu

Nenhuma das 92 pessoas a bordo do Tupolev, avião militar russo, que caiu no Mar Negro neste domingo, sobreviveu.

Entre elas, estavam cerca de sessenta membros do coro do Exército Vermelho, que iam celebrar o Ano Novo com as tropas russas na Síria.

Segundo o ministério da Defesa, o Tupolev Tu-154 sumiu dos radares logo após sua decolagem às 5h27 (00h27 no horário de Brasília) do aeroporto da cidade de Adler, ao sul do balneário de Sochi, no Mar Negro. Ele voaria para a base aérea de Hmeimim, perto de Latakia, no noroeste da Síria.

“A zona da catástrofe do Tu-154 foi determinada. Não há sinais de sobreviventes”, declarou o porta-voz do Exército russo, Igor Konanchenkov, durante uma coletiva de imprensa.

Ele indicou que destroços do avião foram encontrados a 1,5 quilômetro da costa, a cerca de 70 metros de profundidade, por quatro navios responsáveis pelas operações de busca, assistidos por quatro helicópteros, um avião e um drone.

O presidente russo, Vladimir Putin, expressou “suas mais profundas condolências” aos parentes das vítimas.

Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2016/12/25/interna_internacional,835054/nao-ha-sobreviventes-afirma-governo-russo-sobre-queda-de-aviao.shtml

Resolução contra Israel pode levar país a adotar postura mais intransigente

A decisão dos Estados Unidos de se absterem em votação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), permitindo a aprovação de uma resolução que condena assentamentos israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, pode desencadear novas ações com o objetivo de encerrar o conflito entre Israel e Palestina. Mas também pode complicar a situação da ONU com a administração Trump e fazer com que Israel adote uma postura mais intransigente.

A resolução do Conselho de Segurança classifica os assentamentos como “uma nítida violação das leis internacionais”. A abstenção dos EUA soou como uma reprimenda a um antigo aliado e marcou uma ruptura com uma série de vetos anteriores.

Washington costuma vetar todas as resoluções relacionadas ao conflito entre israelenses e palestinos, alegando que as diferenças devem ser resolvidas por meio de negociações. Esta foi a primeira resolução sobre o conflito aprovada durante os quase oito anos do governo de Barack Obama, e colocou em evidência a fria relação entre os EUA e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, advertiu o Conselho de Segurança que a resolução não vai desencadear esforços de paz. “Ao votarem ‘sim’ a favor dessa resolução, vocês na verdade votaram ‘não'”, disse. “Vocês votaram ‘não’ a negociações. Vocês votaram ‘não’ ao progresso, e a uma chance de uma vida melhor para israelenses e palestinos. E vocês votaram ‘não’ à possibilidade de paz.”

Netanyahu reagiu imediatamente contra alguns dos países que propuseram a resolução. Ele chamou de volta para consultas os embaixadores de Israel na Nova Zelândia e no Senegal, cancelou uma visita que o ministro de relações exteriores do Senegal faria a Israel em janeiro e encerrou programas de assistência ao país da África Ocidental. “Israel rejeita essa vergonhosa resolução anti-israelense e não vai respeitar seus termos”, disse o gabinete de Netanyahu em comunicado.

O líder israelense responsabilizou Obama por “não proteger Israel dessa conspiração na ONU” e até acusou o presidente norte-americano de formar um conluio com os detratores do país. “Israel espera trabalhar com o presidente eleito Trump e com todos os nossos amigos no Congresso, tanto republicanos quanto democratas, para anular os efeitos prejudiciais dessa resolução absurda.”

O principal negociador palestino, Saeb Erekat, disse que o resultado é uma “vitória para a justiça da causa palestina”. Segundo ele, Trump deve escolher agora entre a “legitimidade internacional” ou se aliar a “colonos e extremistas”.

O embaixador palestino na ONU, Riyad Mansour, pediu que o Conselho de Segurança “se mantenha firme em sua decisão” e “não se deixe intimidar por ameaças ou distorções negativas”.

Ao deixar passar a resolução, o governo Obama ignorou as exigências do presidente eleito Donald Trump de que os EUA exercessem seu poder de veto. Após a votação, Trump escreveu no Twitter: “As coisas vão ser diferentes depois de 20 de janeiro”, quando ele toma posse. Dada a oposição mundial aos assentamentos, no entanto, a ação será quase impossível de reverter. Seria necessária uma nova resolução com apoio de pelo menos nove dos 15 membros do Conselho de Segurança, e nenhum veto dos outros membros permanentes – Rússia, China, Grã-Bretanha ou França -, que apoiaram a resolução aprovada na sexta-feira.

Republicanos, que controlam o Congresso, advertiram imediatamente para possíveis consequências. O senador Lindsay Graham, que preside a comissão do Senado encarregada de pagamentos para a ONU, disse que formaria “uma coalizão bipartidária para suspender ou reduzir consideravelmente” os recursos. Ele disse também que países que recebem ajuda dos EUA poderão ser penalizados por apoiar a resolução.

A resolução desencadeou discussões nos bastidores do Conselho de Segurança sobre o que mais pode ser obtido na questão entre israelenses e palestinos enquanto Obama ainda estiver na Casa Branca. A Nova Zelândia vem pressionando o conselho a considerar uma resolução que estabeleceria os parâmetros para o encerramento do conflito, e as ideias continuam na mesa. Fonte: Associated Press.

Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2016/12/24/interna_internacional,834956/resolucao-contra-israel-pode-levar-pais-a-adotar-postura-mais-intransi.shtml

Conselho de Segurança da ONU exige que Israel ponha fim a assentamentos

O Conselho de Segurança da ONU exigiu nesta sexta-feira que Israel ponha fim aos assentamentos em território palestino, em uma resolução adotada depois de que os Estados Unidos se abstiveram, não usando seu direito a veto em apoio ao seu aliado mais próximo no Oriente Médio.

Em uma manobra pouco usual, Washington se absteve, permitindo que a medida passasse com os votos a favor dos 14 membros restantes do Conselho. Os integrantes de cada país-membro aplaudiram a resolução.

O Conselho atingiu seu objetivo apesar dos esforços de Israel e do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, para bloquear o texto da resolução.

Trump não demorou a reagir, e alertou no Twitter que “as coisas serão diferentes na ONU a partir de 20 de janeiro”, dia em que assumirá o cargo.

A embaixadora americana na ONU, Samantha Power, disse que seu país se absteve porque a expansão das colônias israelenses põe em risco a solução dos dois Estados.

“Não acreditamos que terceiras partes possam impor uma solução que não tenha sido negociada pelas duas partes, mas também não podemos reconhecer de forma unilateral um futuro Estado palestino”, declarou a diplomata.

“O problema dos assentamentos piorou tanto que agora está colocando em risco a viabilidade de uma solução de dois Estados”, acrescentou.

O porta-voz da presidência palestina, Nabil Abu Rudeina, afirmou em Ramala que a resolução do Conselho é “um grande golpe para Israel”, porque “se trata de uma condenação internacional unânime da colonização e de um claro apoio a uma solução de dois Estados”.

“Não têm validez legal”

A ONU, que afirma que as colônias são ilegais com base no direito internacional, alertou nos últimos meses sobre a proliferação das edificações.

Cerca de 430.000 israelenses vivem atualmente ma Cisjordânia, e outros 200.000 em Jerusalém Oriental, que para os palestinos deve ser a capital de seu futuro país.

A resolução exige que “Israel cesse imediatamente e completamente os assentamentos nos territórios palestinos ocupados, incluído Jerusalém Oriental”.

Além disso, ressalta que as colônias israelenses “não têm validez legal” e “estão pondo em perigo a viabilidade da solução dos dois Estados”.

O embaixador israelense na ONU, Danny Danon, reconheceu que seu governo esperava que os Estados Unidos vetassem “esta vergonhosa resolução”.

“Não tenho dúvidas de que a nova administração americana e o próximo secretário-geral da ONU (Antonio Guterres) acertarão o passo em direção a uma nova era na relação da ONU com Israel”, declarou.

“Israel não acatará”

“Israel rejeita esta resolução anti-israelense vergonhosa das Nações Unidas, e não a acatará”, advertiu em um comunicado o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

“O governo Obama não apenas falhou em proteger Israel desta conspiração na ONU, senão que conspirou com ela nos bastidores”, acrescentou a nota.

“Israel espera trabalhar com o presidente eleito (Donald) Trump e com todos os nossos amigos no Congresso, tanto republicanos como democratas, para eliminar os efeitos prejudiciais desta resolução absurda”, concluiu.

Nova Zelândia, Malásia, Senegal e Venezuela impulsionaram a votação, depois que o Egito decidiu postergá-la, na quinta-feira.

O presidente egípcio, Abdel Fatah al Sissi, deu um passo atrás na sua condenação às colônias, depois de que Trump ligou para ele e falou da possibilidade de que os Estados Unidos vetassem o texto.

De acordo com a organização Security Council Report, os Estados Unidos usaram 30 vezes seu direito ao veto em votações sobre Israel e os palestinos.

A última vez que o país se absteve foi em 2009, para exigir um cessar-fogo em Gaza.

Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2016/12/23/interna_internacional,834886/conselho-de-seguranca-da-onu-exige-que-israel-ponha-fim-a-assentamento.shtml

Inteligência dos EUA conhecia suspeito de ataque em Berlim

A polícia alemã divulgou fotos do suspeito de ter cometido o atentado em Berlim: o tunisiano Anis Amri, de 24 anos / Imagem capturada do Google.

O tunisiano Anis Amri, de 24 anos, principal suspeito do atentado contra o mercado de Natal de Berlim, já estava na lista dos serviços de inteligência dos Estados Unidos, informou o jornal The News York Times. De acordo com o diário, o jovem tunisiano tinha feito buscas on-line de como fabricar uma bomba e “teria se comunicado com o Estado Islâmico (EI) pelo menos uma vez”.

A polícia alemã confirmou ontem a identidade de Anis Amri como o principal suspeito do ataque terrorista que matou 12 pessoas e feriu 48 na noite de segunda-feira (19). Nesta manhã, os agentes de segurança da Alemanha deflagraram operações antiterroristas em Emmerich am Rhein e em Dortmund.

Segundo a imprensa local, ao menos quatro pessoas teriam sido presas, mas ainda não se sabe em quais operações. “Quatro pessoas que mantinham contato com Anis Amri foram presas”, informou a Procuradoria Geral. Em entrevista ao jornal Bild, o tunisiano Abdelkader Amri, um dos irmãos do suspeito, afirmou que “talvez ele tenha se radicalizado na prisão, na Itália, após deixar a Tunísia”.

“Se for comprovado que ele está envolvido no atentado, não fará mais parte da nossa família”, prometeu o irmão, após a família fazer um apelo para o jovem se entregar à polícia. Pegadas e um documento seus foram encontrados na porta do caminhão usado para o atentado. O veículo, com placa da Polônia, teria sido sequestrado e jogado contra o público do mercado de Natal de Berlim.

O grupo extremista Estado Islâmico assumiu a autoria do ataque. A polícia alemã está oferecendo 100 mil euros de recompensa para quem passar informações que levem à localização do extremista. A Alemanha confirmou que Anis Amri tinha sido preso e interrogado no ano passado sob suspeita de planejar um ataque contra o Estado. Em seguida, o jovem foi morar no campo de refugiados de Kleve e as autoridades alemãs trocaram informações sobre seu paradeiro pela última vez em novembro de 2016.

Em junho deste ano, Anis Amri teve seu pedido de asilo na Alemanha negado, mas sua extradição à Tunísia foi impedida por falta de documentos que compravassem que ele era cidadão tunisiano. Antes de chegar à Alemanha, o jovem viveu na Itália. Ele desembarcou em 2011 no território italiano e foi detido por irregularidades e crimes menores. Ao sair da prisão, em 2015, Anis Amri deveria ser extraditado, mas fugiu para a Alemanha. Segundo a agência independente de monitoramento de terrorismo SITE, Anis Amri seguia no Twitter o perfil do grupo terrorista Ansar al-Sharia. Ele também mantinha uma conta ativa no Facebook.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2016-12/inteligencia-dos-eua-conhecia-suspeito-de-ataque-em-berlim