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Para CIA e FBI, ‘Rússia teria agido em eleições nos EUA para promover vitória de Trump’

Os ataques teriam ajudado a promover vitória de Trump (Foto: Rick Wilking/Reuters)
Os ataques teriam ajudado a promover vitória de Trump (Foto: Rick Wilking/Reuters)

As duas principais agências de segurança dos Estados Unidos – o FBI (Agência Federal de Investigações) e a CIA (Agência Central de Inteligência – teriam descoberto intervenções da Rússia nas eleições do país para promover a vitória de Donald Trump.

As informações foram divulgadas em dois importantes jornais dos EUA com base em supostos relatórios das duas agências. De acordo com os documentos, “indivíduos ligados ao governo russo teriam publicado milhares de e-mails hackeados da campanha do Partido Democrata”, da então candidata Hillary Clinton.

Além disso, os sistemas informacionais do Comitê Nacional do Partido Republicano também teriam sido alvo de infiltrações, mas nenhuma informação sobre o conteúdo chegou a ser publicada.

De acordo com o The New York Times, os dois órgãos concluíram que “seguramente houve uma participação russa para hackear essas informações”.

Segundo o jornal, entre os documentos obtidos pelos hackers estariam as contas de e-mails do Comitê Nacional Democrata e do presidente da campanha de Hillary Clinton, John Podesta. O NYT afirma ainda que as agências de inteligência acreditam que essas informações teriam sido passadas pelos russos ao WikiLeaks, que vazou o conteúdo.

O Washington Post afirma que um relatório da CIA chegou a informações parecidas. O jornal cita um oficial do governo dos EUA para afirmar que “a análise das agências de inteligência é de que o objetivo da Rússia era favorecer um candidato sobre o outro e ajudar na vitória de Trump”.

Os novos detalhes teriam surgido durante a apresentação dos relatórios pelas agências de inteligência aos senadores na semana passada. A reunião teria ocorrido com portas fechadas, mas segundo o Washington Post, as informações teriam sido passadas por um funcionário do governo que não quis se identificar, mas tinha conhecimento sobreo conteúdo dos documentos.

As acusações também foram negadas por funcionários do governo russo.

Nova investigação

Nesta semana, o presidente Barack Obama, que deixa o cargo em 20 de janeiro, ordenou uma investigação sobre uma série de ataques cibernéticos que teriam sido promovidos pela Rússia durante a campanha eleitoral nos EUA.

De acordo com a Casa Branca, o relatório – que deve ser finalizado até o fim do mandato de Obama – será uma “sondagem profunda sobre um possível padrão de uma crescente atividade maliciosa na internet durante a temporada eleitoral”.

Em outubro, o governo dos EUA já aviam apontado a responsabilidade da Rússia nestes ataques, acusado o país de interferir na campanha do Partido Democrata.

Mas, segundo as novas informações divulgadas pela imprensa americana, os sistemas do Partido Republicano também teriam sido alvo desses ataques, mas não tiveram as informações recolhidas divulgadas pelos hackers.

O porta-voz da Casa Branca, Eric Schultz, afirmou que Obama decidiu seguir em frente com as investigações porque “leva o assunto muito a sério”.

“Estamos comprometidos em garantir a integridade de nossas eleições”, afirmou.

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/para-cia-e-fbi-russia-teria-agido-em-eleicoes-nos-eua-para-promover-vitoria-de-trump.ghtml

Família confirma morte de Gil, da Chapecoense: ‘Deus nos conforte’

Potiguar, Gil era volante da equipe da Chapecoense  (Foto:  Laion Espíndula)
Potiguar, Gil era volante da equipe da Chapecoense (Foto: Laion Espíndula)

“Quando vem de Deus, só podemos nos conformar. Deus nos conforte”. As palavras vêm de um dos irmãos do volante Gil, da Chapecoense, um dos mortos na madrugada desta terça-feira (29) na queda do avião da LaMia, na Colômbia. Toda a família do jogador mora na cidade de Nova Cruz, na região Agreste potiguar.

“Uma pessoa foi socorrida ainda com vida após o acidente, mas morreu a caminho do hospital. Essa pessoa foi justamente o Gil. A última vez que ele esteve em casa, conosco, foi em dezembro, nas férias dele. Estávamos todos esperando que ele passasse o fim de ano com a gente novamente, desta  vez campeão da Sulamericana. Mas, quando vem de Deus, só podemos nos conformar. Deus nos conforte”, disse José Obdiedson Alves.

Ainda segundo o irmão de Gil, os pais do jogador receberam a notícia da queda do avião ainda na madrugada. Já pela manhã, precisaram ser medicados e foram levados para um hospital da cidade. “Estamos todos arrasados”, concluiu.

Um dos irmãos de Gil é o ex-jogador Geraldo Madureira, que defendeu o ABC de Natal.

Avião com equipe da Chapecoense cai na Colômbia e deixa mortos

O avião que transportava a delegação da Chapecoense para Medellín, na Colômbia, sofreu um acidente na madrugada desta terça-feira (29). Segundo autoridades colombianas, há 75 mortos e seis sobreviventes. O avião da LaMia, matrícula CP2933, decolou de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, com 81 pessoas a bordo: 72 passageiros e 9 tripulantes.

Segundo comunicado da Aeronaútica Civil da Colômbia, os seis sobreviventes são os jogadores Alan Ruschel, Danilo e Follmann, o jornalista Rafael Henzel e os comissários de bordo Erwin Tumiri e Ximena Suarez.

Segundo o Bom Dia Brasil, o jogador Neto também teria sobrevivido.

O ex-jogador Mario Sergio, comentarista do canal FoxSports, está entre as vítimas, segundo o Bom Dia Brasil.

VEJA A LISTA DE PASSAGEIROS E TRIPULANTES DO AVIÃO

Os jogadores da equipe de Santa Catarina são os goleiros Danilo e Follmann; os laterais Gimenez, Dener, Alan Ruschel e Caramelo; os zagueiros: Marcelo, Filipe Machado,Thiego e Neto; os volantes: Josimar, Gil, Sérgio Manoel e Matheus Biteco; os meias Cleber Santana e Arthur Maia; e os atacantes: Kempes, Ananias, Lucas Gomes, Tiaguinho, Bruno Rangel e Canela.

Ferido em queda de avião da Chapecoense, jogador Alan Luciano Ruschel é atendido em hospital na Colômbia (Foto: Guillermo Ossa/Reuters)
Ferido em queda de avião da Chapecoense, jogador Alan Luciano Ruschel é atendido em hospital na Colômbia (Foto: Guillermo Ossa/Reuters)

O acidente
O voo que tranportava a equipe da Chapecoense partiu na noite de segunda-feira de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, em direção a Medellín. Segundo a imprensa local, a aeronave  perdeu contato com a torre de controle às 22h15 (local, 1h15 de Brasília), entre as cidades de La Ceja e Abejorral, e caiu ao se aproximar do Aeroporto José Maria Córdova, em Rionegro, perto de Medellín.

O Comitê de Operação de Emergência (COE) e a gerência do aeroporto informaram que a aeronave se declarou em emergência por falha técnica às 22h (local) entre as cidades de Ceja e La Unión.

Os motivos do acidente ainda são desconhecidos. A imprensa colombiana chegou a cogitar possível falta de combustível como causa do acidente, mas também informou que o piloto despejou combustível após perceber que o avião iria cair.

Local do acidente com a eronave da Chapecoense (Foto: Editoria de Arte/G1)

Uma operação de emergência foi ativada para atender ao acidente. A Força Aérea Colombiana dispôs helicópteros para ajudar em trabalhos de resgate, mas missões de voos foram abortadas nesta madrugada por causa das condições climáticas. Choveu muito na região na noite de segunda, o que reduziu muito a visibilidade.

Equipes chegaram ao local do acidente por terra, mas o acesso à região montanhosa é difícil e a remoção é lenta.

Narrador Rafael Henzel foi resgatado com vida do acidente (Foto: Reprodução/Twitter/Rafael Henzel )
Narrador Rafael Henzel foi resgatado com vida do acidente (Foto: Reprodução/Twitter/Rafael Henzel )

Final de campeonato
O time da Chapecoense embarcou para a Colômbia na noite de segunda (28), para disputar a primeira partida da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional, na quarta (30). Inicialmente, o voo iria diretamente de Guarulhos (SP) para Medellín, mas o voo foi vetado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Em razão do veto, a equipe tomou um voo comercial até a Bolívia e, de lá, o grupo pegou o voo da LaMia (veja imagens do embarque da Chapecoense em Guarulhos).

O avião da LaMia prefixo CP-2933 que caiu com a delegação da Chapecoense, modelo Avro RJ85, é visto em foto de arquivo de setembro de 2015 em Norwich, na Inglaterra (Foto: Matt Varley/Reuters)
O avião da LaMia prefixo CP-2933 que caiu com a delegação da Chapecoense, modelo Avro RJ85, é visto em foto de arquivo de setembro de 2015 em Norwich, na Inglaterra (Foto: Matt Varley/Reuters)

Em comunicado, o clube de Santa Catarina informou que espera pronunciamento oficial da autoridade aérea colombiana sobre o acidente.

Em seu perfil no Twitter, o Atlético Nacional lamentou o acidente e prestou solidariedade à Chapecoense: “Nacional lamenta profundamente e se solidariza com @chapecoensereal pelo acidente ocorrido e espera informação das autoridades”.

O primeiro jogo da decisão, marcado para esta quarta-feira (30), foi cancelado, segundo a  Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). A CBF adiou a final da Copa do Brasil, entre Grêmio e Atlético Mineiro, que também estava prevista para quarta-feira.

O Itamaraty, pelo telefone, informou que a embaixada do Brasil em Bogotá está em contato com as autoridades colombianas para obter informações sobre o acidente. A assessoria informou que as notícias ainda chegam desencontradas.

O Ministério das Relações Exteriores vai esperar um posicionamento oficial sobre vítimas e circunstâncias do acidente para se pronunciar. Está previsto que divulguem uma nota oficial ainda agora de manhã. O embaixador em Bogotá se chama Julio Bitelli.

A companhia
A LaMia (Línea Aérea Mérida Internacional de Aviación) é uma companhia de aviação que foi inicialmente constituída na Venezuela no ano de 2009 e depois mudou sua sede para a Bolívia (Santa Cruz de la Sierra). A empresa vem sendo desenvolvida para voos não regulares (charter), com o objetivo de permitir o desenvolvimento de atividades no país e no exterior, com aeronaves de grande porte – de passageiros e de carga.

Fonte: http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2016/11/deus-nos-conforte-diz-irmao-de-gil-da-chapecoense-morto-na-colombia.html

Os 7 mitos da política que Trump derrubou para chegar à Casa Branca

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Trump desafiou o Partido Republicano ao se candidatar e derrotar todos os correligionários na disputa interna. Financiou boa parte da sua própria candidatura. E abusou do politicamente incorreto e de uma retórica agressiva durante toda a campanha.

Inicialmente, a candidatura do empresário não foi levada à sério – em grande parte pelo estilo pouco convencional do norte-americano e pelo fato dele ser um novato na política. De piada, Trump passou a ser encarado como ameaça.

O triunfo de Trump sobre os rivais republicanos e sobre a principal adversária, a democrata Hillary Clinton, joga por terra pelo menos sete mitos – ou, até então, regras consideradas básicas – da política.

1. Estar alinhado com o “establishment”

Ainda nas primárias republicanas, Donald Trump se recusou a assinar o juramento de lealdade ao partido, comprometendo-se a desisitir de concorrer à eleição como candidato independente caso não vencesse a disputa interna.

Naquela época, em agosto de 2015, o empresário já se mostrava em descompasso com importantes segmentos da elite política, financeira e social, conhecida em inglês como “o establishment”.

Muitos nomes de peso do Partido Republicano não se opuseram abertamente à candidatura de Trump, tampouco fizeram qualquer tipo de esforço para apoiá-lo.

No lado democrata, Hillary, por sua vez, tinha a seu favor praticamente toda a estrutura do partido.

Mas Trump remou contra a maré e venceu.

“Ele surpreendeu as elites republicanas nas primárias e fez o mesmo com os democratas na eleição geral, repetindo o golpe de judô no qual reverteu o peso do ‘establishment’ sobre ele”, escreveu o jornal The New York Times em editorial.

2. Contar com experiência política e de governo no currículo

Trump chegou ao dia da eleição presidencial sem nenhuma experiência político-governamental. Nunca foi do Executivo nem do Legislativo. Empresário toda a vida, tornou-se estrela de TV ao apresentar durante a década passada o programa O Aprendiz, um reality show de negócios.

Além de Trump, somente Dwight Eisenhower foi eleito presidente dos EUA em 1952 sem nenhuma experiência política. Eisenhower era, no entanto, um general cinco estrelas que se destacou pela liderança durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Repetindo tendência que parece estar crescendo também no Brasil, uma das principais credenciais do norte-americano era justamente não ser “político de profissão”. Assim, atraiu votos de quem não tolera a classe política e avalia que todos os políticos são corruptos.

Trump, contudo, conseguiu reverter também a imagem de que “jogava nos dois times”. Enquanto apostava na carreira de empresário, ele doou recursos não apenas para a sigla pela qual se elegeu, mas também colaborou no passado com o Partido Democrata.

3. Respeitar as minorias

Sem hesitar, Trump lançou comentários e promessas controversas envolvendo latinos, muçulmanos e afro-americanos.

“Eles estão trazendo drogas, crime, estupradores”, disse ele sobre os mexicanos, no discurso em que anunciou sua candidatura presidencial.

“As comunidades negras nunca estiveram em estado pior”, declarou sobre a população afro-americana. E ainda ameaçou a monitorar os muçulmanos que vivem nos Estados Unidos e bloquear a entrada no país de adeptos do Islã.

A falta de cuidado ao citar minorias não o fez cair em descrédito com uma parte significativa do eleitorado. Pelo contrário, muita gente vê Trump como alguém corajoso o suficiente para falar coisas que nenhum político costuma externar tão abertamente.

O empresário Peter Thiel, um dos apoiadores de Trump, disse que um dos grandes erros dos analistas foi interpretar o republicano de forma literal, em vez de analisar como os eleitores recebiam as mensagens.

“Quando ouvem coisas como o comentário sobre os muçulmanos ou a construção do muro (que defendeu na fronteira com o México ), os eleitores de Trump não se perguntam se os EUA vão construir uma parede como a Grande Muralha da China. O que ouvem é que vamos ter uma política de imigração mais saudável e sensata”, disse Thiel.

4. Ter apoio declarado da grande imprensa

Vários grandes jornais norte-americanos, incluindo o The New York Times e o Washington Post, declararam apoio a Hillary. Trump, por sua vez, foi desqualificado, na avaliação de alguns analistas, de forma desproporcional por parcela significativa da grande mídia.

“A eleição está sendo manipulada por meios corruptos, jogando contra mim falsas acusações e mentiras deslavadas, em um esforço para eleger a presidente deles”, disse Trump em outubro.

Diferentemente de políticos que, muitas vezes, atacaram Trump e depois recuaram, a rejeição ao empresário por parte da grande mídia dos EUA foi uma constante durante praticamente toda a campanha.

Para Margaret Sullivan, colunista do Washington Post, o erro da imprensa foi não ter feito uma cobertura correta e equilibrada, em especial em relação aos eleitores.

5. Evitar escândalos

Em um dos momentos mais críticos da campanha de Trump, ele enfrentou várias acusações de abuso sexual de mulheres.

Além disso, em um vídeo de 2005 divulgado durante esta campanha, Trump aparece fazendo comentários obscenos e misóginos. Além disso, pessoas que trabalharam em seu reality show o acusaram de julgar concorrentes mulheres pela aparência.

As denúncias de assédio chegaram a provovar a queda do candidato em pesquisas de intenção de voto tão logo foram divulgadas.

Trump, contudo, reagiu simplesmente rejeitando as acusações e insistindo no papel de vítima. “Eu aprecio as mulheres, quero ajudar as mulheres”, disse.

Ao mesmo tempo, ele endossou propostas mais conservadoras, como impulsionar leis restritivas contra o aborto.

Seu companheiro de chapa e vice-presidente eleito, Mike Pence, ficou conhecido pela política contra o aborto durante sua gestão como governador de Indiana.

Apesar dos escândalos e dos comentários, Trump conquistou aproximadamente 42% do voto feminino na eleição presidencial.

6. Ser o mais transparente possível

Nos últimos 40 anos, todos os candidatos presidenciais nos Estados Unidos tornaram públicas as suas declarações de patrimônio e renda antes do início da campanha. Ato que sinalizaria o comprometimento dos candidatos com transparência.

Todos, menos Trump.

O empresário disse que não iria abrir seus dados fiscais “até concluir uma auditoria”. A decisão de não divulgar foi amplamente criticada por Hillary, outros políticos e analistas. Também despertou suspeitas entre jornalistas.

Uma investigação jornalística, publicada um mês antes da eleição, mostrou que Trump evitou o pagamento de impostos de renda por 18 anos, graças a manobras fiscais.

“Você pode não querer que o povo americano, todos os que estão esta noite nos assistindo, saiba que você não pagou impostos federais”, disse Hillary ao atacar o rival no primeiro debate presidencial.

“Isso me faz inteligente”, retrucou Trump.

7. Medir palavras

A campanha de Trump foi marcada por uma verborragia incomum para uma campanha presidencial. Por mais de uma vez, contudo, ele precisou recuar.

Os pedidos de desculpas de Trump normalmente são pouco usuais, assim como sua retórica de campanha.

“Às vezes, no calor do debate (…) não escolho as palavras certas ou digo algo errado. Se eu tenho feito isso, acredite ou não, lamento e lamento especialmente quando possa ter causado dor.”

Foi exatamente com essa frase que ele tentou se desculpar após classificar como “falidas” as comunidades afro-americanas, em agosto.

Uma das marcas de Trump sempre foi o improviso, em especial ao fazer discursos, nos quais dispensava a leitura de declarações preparadas por sua equipe.

Fanático, racista, misógino, vulgar, rude e valentão foram alguns dos adjetivos usados por políticos e estrategistas republicanos para definir Trump.

Entre seus eleitores, contudo, nada disso colou. Muita gente avalia que Trump adaptou a retórica de campanha para falar a mesma língua dos eleitores que queria conquistar: representantes da classe trabalhadora com menor formação acadêmica, submetidos por más condições de trabalho e que se consideram esquecidos pelo sistema.

“Os seguidores de Trump o querem, especialmente, porque ele não fala como todos os políticos que prometeram muito e fizeram pouco”, explica Katty Kay, âncora da BBC em Washington.

Em maio passado, a jornalista já advertia: “O manual do jogo político foi quebrado e Donald Trump odeia perder quase mais do que ele gosta de ganhar.”

Notícia R7

Brasileiros relatam evacuações durante tremor na Nova Zelândia

Escombros de concreto caídos de edifícios são vistos em uma calçada em Wellington depois do terremoto (Foto: Marty Melville / AFP)
Escombros de concreto caídos de edifícios são vistos em uma calçada em Wellington depois do terremoto (Foto: Marty Melville / AFP)
Brasileiros que presenciaram, neste domingo (13), o terremoto de magnitude 7,8 que atingiu a Nova Zelândia relataram, em entrevistas à GloboNews, os momentos de tensão e as medidas de segurança tomadas durante o tremor (assista aos vídeos abaixo).

“Ficamos cerca de duas horas fora do prédio, todas as pessoas evacuadas”, contou o futurista Tiago Mattos, que está em Christchurch, uma das cidades afetadas, para participar de um evento internacional de tecnologia. Ele está hospedado em um hotel que precisou ser evacuado por causa do terremoto.

O pintor Reversom Costa, que mora em Christchurch, contou que sentiu o tremor por cerca de um minuto e saiu de casa após ouvir um alarme sinalizando o risco. Ele afirmou que não houve danos no imóvel.

Vejam no Link http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/11/brasileiros-relatam-evacuacoes-durante-tremor-na-nova-zelandia.html

 

Protesto contra Trump no Oregon termina em violência

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Em Portland, manifestantes depredam carros e atiram objetos contra a polícia, que responde com spray de pimenta, balas de borracha e detenções. Eleição de republicano é alvo de protestos de leste a oeste dos EUA.Pela segunda noite consecutiva, milhares de americanos foram às ruas nesta quinta-feira (10/11) para protestar contra a eleição de Donald Trump para presidente. Enquanto a maioria das manifestações foi pacífica, mas em Portland, no estado de Oregon, o protesto foi acompanhado de incidentes violentos.

Cerca de 4 mil pessoas foram às ruas de Portland aos gritos de “Nós rejeitamos o presidente eleito!”. Carros foram depredados e alguns manifestantes jogaram objetos contra a polícia, que, por sua vez, respondeu com spray de pimenta e balas de borracha para forçar a dispersão. A polícia disse ter prendido 26 pessoas.

Fonte: https://noticias.terra.com.br/protesto-contra-trump-no-oregon-termina-em-violencia,c51c8ea568e91b9faf66110357887ee01ufkdum0.html

Veja a repercussão entre líderes internacionais sobre vitória de Trump

Presidente Putin enviou parabéns para Trump (Foto: Alexei Druzhinin/Sputnik, Kremlin Pool Photo/AP)
Presidente Putin enviou parabéns para Trump (Foto: Alexei Druzhinin/Sputnik, Kremlin Pool Photo/AP)

G1 – A vitória do republicano Donald Trump nas eleições dos Estados Unidos provocou reações de líderes internacionais. Alguns ministros de relações exteriores e representantes europeus demonstraram uma certa apreensão. Já os presidentes da Rússia e das Filipinas se apressaram para demonstrar que a intenção de melhorar as relações com os Estados Unidos.

Barack Obama, Presidente dos Estados Unidos
O presidente dos Estados Unidos felicitou Trump pela vitória e o convidou para um encontro na Casa Branca na quinta-feira.

Vladimir Putin, presidente da Rússia
“A Rússia está pronta e quer restaurar as relações de pleno direito com os EUA”, afirmou Putin, segundo a CNN. Ele enviou em um telegrama a Trump no qual expressou a “esperança de que [seja realizado] um trabalho mútuo para tirar as relações entre Rússia e Estados Unidos de sua situação crítica” e “disse estar certo de que será iniciado um diálogo construtivo entre Moscou e Washington”.

Theresa May, primeira-ministra britânica
Em mensagem no Facebook, a premiê felicitou Trump pela vitória após a “árdua campanha”.    “A Grã-Bretanha e os Estados Unidos têm uma relação duradoura e especial com base nos valores da liberdade e da democracia. Nós somos, e continuaremos a ser, parceiros fortes e próximos em matéria de comércio, segurança e defesa. Estou ansiosa para trabalhar com o presidente eleito, Donald Trump, com base em laços para garantir o Estes segurança e a prosperidade de nossos países nos anos vindouros.

Rodrigo Duterte, presidente das Filipinas
Em um comunicado ele enviou suas “calorosas felicitações” a Donald Trump pela vitória. O líder asiático expressou seu desejo de “trabalhar com a administração futura para melhorar as relações entre Filipinas e EUA baseadas no respeito mútuo, benefício mútuo e o compromisso partilhado rumo a ideias democráticas e o Estado de direito”, segundo a agência Efe.

François Hollande, presidente francês
“O triunfo de Trump abre um período de incerteza”, afirmou o presidente francês, François Hollande.

Angela Merkel, chanceler alemã
A chanceler alemã felicitou Trump pela vitória. “A democracia, a liberdade, o respeito às leis e o respeito às pessoas, independentemente da cor, são os valores que compartilhamos com os Estados Unidos”, afirmou, segundo a Reuters.

Mohammad Javad Zarif, Relações Exteriores iraniano
O Relações Exteriores iraniano afirmou que Donald Trump deve permanecer comprometido com o acordo nuclear internacional. “Os Estados Unidos devem cumprir seus compromissos no Plano Integral Conjunto de Ação [o acordo nuclear] como um acordo internacional multilateral”, disse Zarif durante uma visita à Romênia. A Reuters reproduziu informações sobre a agência de notícias Tasnim.

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense
“Felicito o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump. Trump é verdadeiro amigo do Estado de Israel. Vamos trabalhar em conjunto para promover a segurança, a estabilidade e a paz em nossa região”, afirmou em mensagem no Twitter.

Recep Tayyip Erdogan, presidente turco
O presidente turco afirmou ter esperança de que a eleição nos Estados Unidos promova avanços para a região. “Espero que esta escolha do povo americano leve a medidas benéficas para o mundo em relação aos direitos e liberdades fundamentais, à democracia e aos desenvolvimentos na nossa região”, afirmou, segundo a Reuters.

Haider Al-Abadi, primeiro-ministro iraquiano
“Parabéns ao presidente eleito @realDonaldTrump. Esperamos ansiosos a continuação do apoio dos EUA para o Iraque na guerra contra o terror”, afirmou Haider Al-Abadi no Twitter.

Ursula von der Leyen, ministra de Defesa da Alemanha
“Choque enorme. Acho que Trump sabe que não foi um voto para ele, mas sim contra Washington, contra o establishment”.

Jean-Marc Ayrault, ministro das Relações Exteriores da França
“A personalidade do republicano levanta questões e tenho dúvidas sobre o que significará um governo Trump para os principais desafios na política externa, das mudanças climáticas ao acordo sobre o programa nuclear do Irã e a guerra na Síria”.

Lu Kang, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China
“Esperamos que o novo governo dos EUA possa trabalhar com a China em uma cooperação que beneficie aos povos de ambos países”.

Carl Bildt, ex-ministro das Relações Exteriores da Suécia
“Parece que esse será o ano do desastre duplo para Ocidente. Apertem os cintos”.

Marine Le Pen, líder da extrema-direita na França,  presidente da Frente Nacional
“Felicitações ao novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e ao povo americano”.

Donald Trump vence Hillary Clinton e é eleito presidente dos EUA

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G1 – Donald Trump será o 45º presidente dos Estados Unidos. Contrariando pesquisas e previsões, ele derrotou Hillary Clinton e teve sua vitória projetada pela agência Associated Press (AP) às 5h32 (hora de Brasília) desta quarta-feira (9).

Quando entrou o número de delegados do estado de Wisconsin na conta da AP, Trump alcançou 276 delegados, ultrapassando o limite de 270 necessários para ser o vencedor no Colégio Eleitoral. A imprensa americana informou minutos depois que Hillary ligou para o rival e admitiu a derrota. “Eu a cumprimentei pela campanha muito disputada”, disse Trump em seguida, em seu discurso da vitória.

Ao falar aos seus simpatizantes, Trump defendeu a união do país após a disputa eleitoral, ao afirmar que será presidente para “todos os americanos”.

“Todos os americanos terão a oportunidade de perceber seu potencial. Os homens e mulheres esquecidos de nosso país não serão mais esquecidos”, discursou. Trump disse ainda que o plano do país deve ser refeito. “Vamos sonhar com coisas para nosso país, coisas bonitas e de sucesso novamente.”

eleitores comemoram vitória de Trump (Foto: Joshua Roberts/Reuters)
Eleitores comemoram vitória de Trump (Foto: Joshua Roberts/Reuters)

Disputa
A democrata Hillary, de 69 anos, e o republicano Trump, de 70, protagonizaram uma disputada e agressiva campanha de quase dois anos, marcada por ofensas e ataques pessoais.

Durante a noite, enquanto a apuração avançava, Trump conquistou vitórias surpreendentes sobre Hillary em estados-chave para a definição, abrindo o caminho para a Casa Branca eabalando os mercados globais que contavam com uma vitória da democrata.

A maré começou a virar a favor de Trump após as vitórias na Flórida, Carolina do Norte, Ohio e Iowa. Ele ainda se tornou o primeiro candidato de seu partido a ganhar na Pensilvânia desde que George H. W. Bush o fez em 1988.

A demora na definição de alguns estados, onde os números de Hillary e Trump ficaram muito próximos, fez com que a primeira projeção sobre sua vitória tenha saído apenas às 5h32, muito mais tarde do que nas eleições anteriores. Em 2012, por exemplo, o resultado já era conhecido antes das 2h30 da quarta.

Entre os estados considerados decisivos para o resultado, Trump conquistou a Flórida, onde Hillary chegou a liderar por uma pequena margem durante grande parte da apuração e onde Obama ganhou em suas duas eleições.

Segundo análise do “New York Times”, o número de votos de eleitores brancos e com maior renda foi suficiente para que ele abrisse uma margem capaz de compensar o eleitorado latino do estado, que em sua grande maioria votou em Hillary.

Já antes de sair a projeção da vitória de Trump, o chefe da campanha de Hillary, John Podesta, disse que ela não falará durante a noite. Ele pediu que os simpatizantes da candidata voltassem para casa.

Com discursos centrados nas frustrações e inseguranças dos americanos num mundo em mutação, Donald Trump tornou-se a voz da mudança para milhões deles.

Trajetória
Nascido em 14 de junho de 1946 no bairro nova-iorquino do Queens, Trump é o quarto dos cinco filhos de Fred Trump, um construtor de origem alemã, e Mary MacLeod, uma dona de casa de procedência escocesa.

Desde criança ele mostrava um comportamento rebelde, tanto que seu pai teve que tirá-lo da escola aos 13 anos, onde havia agredido um professor, e interná-lo na Academia Militar de Nova York, com a esperança de que a disciplina militar corrigisse a atitude de seu filho.

Trump graduou-se em 1964 na academia, onde alcançou a patente de capitão e vislumbrava seu destino: “Um dia, serei muito famoso”, comentou então ao cadete Jeff Ortenau.

Em 1968, o hoje magnata formou-se em Economia na Escola Wharton da Universidade da Pensilvânia, e se transformou no favorito para suceder seu pai no comando da empresa familiar, Elisabeth Trump & Son, dedicada ao aluguel de imóveis de classe média nos bairros nova-iorquinos de Brooklyn, Queens e Staten Island.

Trump assumiu em 1971 as rédeas da companhia, rebatizada como The Trump Organization, e se mudou para a Manhattan. Enquanto seu pai construía casas para a classe média, ele optou pelas torres luxuosas, hotéis, casinos e campos de golfe. Trump gosta de dizer que começou seus próprios negócios modestamente, com “um pequeno empréstimo de US$ 1 milhão” de seu pai.

O jovem Donald Trump (ao centro) (Foto: Reprodução/TV Globo)
O jovem Donald Trump (ao centro) (Foto: Reprodução/TV Globo)

Já nos anos 1980, tinha em construção diversos empreendimentos na cidade, incluindo a Trump tower, o Trump Plaza, além de cassinos em Atlantic City, em Nova Jersey. Casou-se pela primeira vez em 1977, com a modelo tcheca Ivana Zelníčková, com quem tem três filhos, e pela segunda vez em 1993, com a atriz Marla Maples, com quem tem uma filha.

Em 2011, se casou com sua atual mulher, Melania Knauss, ex-modelo eslovena de 46 anos que cria seu filho Barron, de 10 anos. Ela foi colocada longe dos holofotes durante a campanha. Já seus filhos adultos, Ivanka, Donald Jr., Eric Tiffany participam da corrida eleitoral. Trump tem sete netos.

Na começo da década de 90, três dos seus cassinos entraram em falência por causa de dívidas, na tentativa de reestruturá-las. Em 1996, comprou os direitos dos concursos Miss USA, Miss Universo e Miss Teen, tornando-se seu produtor executivo.

Donald Trump e sua primeira mulher, Ivana, no dia em que adquiriu cidadania americana, em 1988 (Foto: AP)
Donald Trump e sua primeira mulher, Ivana, no dia em que adquiriu cidadania americana, em 1988 (Foto: AP)

Oito anos mais tarde, tornaria-se figura pública ainda mais conhecida ao virar apresentador do programa “The Apprentice”, em que tinha o poder de demitir os participantes.

Apesar de afirmar ter US$ 10 bilhões, sua fortuna foi estimada em US$ 4,5 bilhões pela Forbes. Em 2014, o Partido Republicano sugeriu que concorresse ao governo de Nova York, mas Trump disse que o cargo não lhe interessava.

Trump mora em um triplex no topo da Torre Trump em Nova York, e viaja em seu Boeing 757 privado, que serve regularmente como pano de fundo para seus comícios.

Cabelo tingido de loiro, impecavelmente vestido, ele fascina e horroriza. Quando uma dúzia de mulheres o acusaram de assédio e gestos sexuais impróprios, ele tratou todas de mentirosas.

Trump não é dos mais fiéis a ideologia: foi democrata até 1987 e, em seguida, republicano (1987-1999), membro do partido da Reforma (1999-2001), democrata (2001-2009), e republicano novamente. Durante a sua carreira foi alvo de dezenas de processos civis relacionados aos seus negócios.

donald Trump diante de seu helicóptero, em 1988 (Foto: AP)
Donald Trump diante de seu helicóptero, em 1988 (Foto: AP)

Recusou-se a publicar seu imposto de renda – uma tradição para os candidatos à Casa Branca – e reconheceu que não tinha pago impostos federais durante anos, depois de informar enormes perdas de US$ 916 milhões em 1995. “Isto faz de mim uma pessoa inteligente”, disse ele, mais uma vez causando enorme polêmica.

Eleições EUA: Hillary Clinton pode se tornar primeira mulher a chegar ao poder

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“Eu não nasci democrata” disse, uma vez, Hillary Clinton, 69 anos, ao se referir à sua infância conservadora e também ao período em que fez militância para o senador Barry Goldwater, nos anos 60. O político é até hoje uma das maiores referências do Parido Republicano. Em 1966, porém, ela assistiu a um discurso do reverendo Martin Luther King, o homem que liderou a conquista dos direitos civis em favor dos negros. O discurso teve um profundo impacto em sua vida e serviu, anos mais tarde, para que ela entrasse definitivamente na vida política, pelo Partido Democrata, com uma proposta de governo em favor dos pobres, imigrantes, negros, latinos e movimento LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Travestis, Transgêneros e Intersexuais).

Mas não foi fácil para ela se desgrudar do ambiente conservador da família. Nascida em 26 de outubro de 1969 no hospital Edegwater, em Chicago, uma das maiores referências na área de saúde do estado de Illinois, ela e seus dois irmãos mais jovens –  Hugh (nascido em 1950) e Anthony (nascido em 1957) – foram submetidos desde cedo, pelo pai Hugh e pela mãe Dorothy, a uma vida disciplinada. Valores tradicionais embasaram a formação da candidata, que teve educação familiar rígida, comparecia à igreja todos os domingos, obedecia a regra de respeito aos mais velhos e sempre foi orientada a cumprir o dever de casa e à prática de esportes. Preocupado com o futuro da filha mais velha, o pai  – um instrutor físico da Marinha – sempre lhe dizia: “tudo o que um homem pode fazer, você também pode”.

Família e carreira 

Adepta da Igreja Metodista, Hillary teve, além de Martin Luther King, o pastor Dom Jones, também metodista, como o grande inspirador de sua vida. “Foi ele quem me ensinou significado da fé na prática”, disse Hillary, ao se referir aos conselhos de Dom Jones para que mantivesse a ambição de mudar o mundo, sem no entanto descuidar das tarefas práticas, como ter uma família e zelar pela profissão. Hillary levou o conselho de Dom Jones ao pé da letra e buscou os dois objetivos – família e profissão – quase ao mesmo tempo.

Primeiro, Hillary graduou-se em Ciência Política pelo Wellesley College, em 1969, onde se tornou a primeira estudante oradora de turma. Durante a solenidade, fez um discurso que repercutiu em todas as universidades americanas e ofuscou até mesmo o orador oficial, o senador Edward Brooke. Em um dos trechos, ela disse: “devemos viver em relação uns aos outros na poesia completa da existência. Se a única ferramenta que temos em última análise para usar é a nossa vida, vamos usá-la da maneira que podemos, escolhendo uma forma de viver que demonstre o jeito como nos sentimos e da forma como sabemos”.

Depois de passar pelo Wellesley College, onde passou a adotar posições claramente identificadas com o Partido Democrata, Hillary ingressou na Universidade de Yale, uma das mais prestigiadas dos Estados Unidos. Foi lá que conheceu o então jovem William (Bill) Clinton. Eles começaram a namorar e alugaram a primeira casa juntos. Nesse período, eles apoiaram o então candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, George McGovern, um crítico da Guerra do Vietnã. Em 1973, ela recebeu o título de doutora pela Faculdade de Direito de Yale.

De advogada a protagonista política 

Em 1974, com apenas 26 anos, Hillary foi convidada para integrar a equipe de advogados que recebeu a incumbência de acumular provas que levariam ao impeachment do então presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon. O ex-presidente Nixon, porém, renunciou ao mandato em 9 de agosto de 1974, antes da votação do impeachment pelo Congressso. Bill Clinton também foi convidado para fazer parte da equipe de advogados, optou por outro convite, para ser candidato a governador do estado Arkansas. Em 1975, antes de Clinton tomar posse, Hillary deixou o posto de assessora jurídica do Congresso, casou-se com Bill Clinton.

Quando Bill Clinton assumiu a presidência dos Estados Unidos, em janeiro de 1993, Hillary foi incumbida da tarefa de ajudar a promulgar o plano de saúde Clinton, que no entanto não foi para a frente. Entre 1997 e 1999, Hillary Clinton ajudou a criar o Programa Estatal de Seguro de Saúde das Crianças. Ela também ajudou a enfrentar os problemas de adoção, segurança familiar e cuidados de acolhimento. Na conferência da ONU, em 1995,  realizada em Pequim, Hillary declarou em um discurso, que na época gerou polêmica, que “os direitos humanos são direitos das mulheres e os direitos das mulheres são direitos humanos”. Ainda durante o mandato de Bill Clinton, em 1998, o presidente enfrentou um escândalo ao se relacionar com a estagiária da Casa Branca, Mônica Lewinsky, mas o casamento com Hillary sobreviveu à crise, que teve ampla exposição na imprensa.

Em 2000, Hillary Clinton foi eleita senadora por Nova York. Foi a primeira mulher a ser eleita senadora no estado e a primeira vez que uma mulher de presidente norte-americano era eleita. Em 2006, ela foi reeleita senadora e, logo depois, concorreu para a nomeação democrata na eleição presidencial de 2008. Naquele momento ela se tornou a mulher que ganhou mais primárias na história norte-americana. Porém, acabou perdendo a nomeação para o atual presidente Barack Obama, de quem foi secretária de Estado de 2009 a 2013.

Em 2016, Hillary Clinton lançou sua candidatura para ser a indicada do Partido Democrata democrata à presidência dos Estados Unidos. Em julho, Hillary venceu as primárias democratas e tornou-se a primeira mulher a ser indicada para a presidência dos Estados Unidos por um grande partido político.

Eleições 2016: o presidente dos EUA é realmente a pessoa mais poderosa do mundo?

Obama tem o poder limitado pela obstrução do poder legislativo, ainda assim conseguiu implementar sua marca na política internacional dos Estados Unidos (Foto: Reprodução: TV Globo)
Obama tem o poder limitado pela obstrução do poder legislativo, ainda assim conseguiu implementar sua marca na política internacional dos Estados Unidos (Foto: Reprodução: TV Globo)

G1 – As eleições para presidente dos Estados Unidos, que ocorrem nesta terça-feira (8), decidirão quem vai governar a maior potência global nos próximos quatro anos: Hillary Clinton ou Donald Trump.

Para muitos, os norte-americanos estão prestes a escolher a pessoa mais poderosa do mundo.

O raciocínio é simples: o vencedor será chefe de Estado e de governo da maior economia do mundo, com uma influência global sem paralelos e com as forças armadas mais poderosas do planeta.

Para Daniel Drezner, professor de política internacional da Universidade Tufts e membro residente da Brookings Institution, um centro de análises em Washington, esse fato é incontestável.

“O presidente dos Estados Unidos tem o comando de um dos maiores arsenais nucleares do mundo e pode decidir fazer uso dessas armas sem necessitar da aprovação de outro poder do Estado,” argumenta.

De fato, justamente a extensão do poder do presidente – e os temores que ele desperta – acabou sendo abordado na própria campanha eleitoral.

Por diversas vezes, Hillary alertou sobre a possibilidade de os códigos de lançamentos nucleares ficarem sob o controle de Trump, a quem acusa de falta de temperamento e experiência para ser o comandante-em-chefe das forças armadas dos Estados Unidos.

Já o magnata do setor imobiliário disse que a proliferação nuclear é o maior problema que o mundo enfrenta. Ele não descartou o uso desse tipo de armamento como última alternativa, ainda que tenha declarado que não faria uso desse recurso facilmente.

Arturo Valenzuela, que já administrou questões interamericanas no Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca durante o governo de Bill Clinton e chefiou a diplomacia dos Estados Unidos para o hemisfério ocidental quando Hillary foi secretária de Estado, afirmou que o que preocupa é a capacidade de Trump de atuar em uma situação dramática, como, por exemplo, durante um eventual enfrentamento com a Coreia do Norte.

No entanto, Valenzuela pondera que em questões como política externa para países da América Latina o presidente dos Estados Unidos tem poder limitado.

“A liberdade do presidente para atuar de forma independente são muito relativas, explica o especialista, que é hoje um dos porta-vozes da campanha de Hillary.

“O presidente precisa do apoio do Congresso e de outras entidades. O presidente dos Estados Unidos não pode, via decreto, mudar toda a política para uma região e o mesmo vale para questões de política nacional,” explica Valenzuela.

A Constituição e a lei dos Estados Unidos limitam o poder presidencial e decorrem de uma preocupação fundamental dos líderes que fundaram o país: evitar a tirania.

Assuntos importantes, como a assinatura de novos acordos comerciais ou uma declaração de guerra por parte de Washington requerem autorização do congresso em Washington.

O presidente dos Estados Unidos tem alguma margem de manobra para alterar pactos e políticas comerciais ou mobilizar e enviar tropas sem esperar pelo aval do Legislativo – no entanto, para este último, necessitará de autorização do Congresso imediatamente após ter dado a ordem.

Russian President Vladimir Putin speaks at his meeting with heads of international news agencies at the St. Petersburg International Economic Forum in St. Petersburg, Russia, Friday, June 17, 2016. (Foto: Dmitry Lovetsky/AP)Vladimir Putin teria maior liberdade para agir do que o presidente dos Estados Unidos e foi eletio por três vezes o mais poderoso do mundo pela revista Forbes (Foto: Dmitry Lovetsky/AP)

O presidente Barack Obama, por exemplo, levou ao Congresso um pedido de autorização para a guerra contra o Estado Islâmico, mas não obteve sucesso e a sua campanha militar atualmente se apoia em um aval votado logo após os ataques de 11 de setembro de 2001.

Diversos especialistas consideram que o poder do presidente tenha aumentado nos últimos tempos, especialmente após os ataques da Al-Qaeda a Nova York e Washington.

No entanto, alguns consideram que há outros líderes com mais poder em suas mãos do que o presidente dos Estados Unidos.

Nos últimos três anos, a revista Forbes colocou o presidente da Rússia, Vladimir Putin, no topo do seu ranking anual das pessoas mais poderosas do mundo. De acordo com a revista, Putin tem a capacidade de “fazer o que quiser e escapar sem maiores prejuízos”.

O segundo lugar da lista também não foi Barack Obama, mas sim a chanceler alemã, Angela Merkel, por considerá-la ser “a coluna vertebral da União Europeia e seus 28 membros”.

O presidente dos Estados Unidos ficou apenas com o terceiro lugar porque, segundo a revista, a sua influência diminui ao entrar no último ano de mandato.

O quarto lugar foi dado ao papa Francisco, por ser o líder espiritual de “um sexto da população mundial”.

Também há outras pessoas que poderiam concorrer ao topo do pódio. O presidente da China, Xi Jinping, por exemplo, que tem concentrado poder em suas mãos.

A presidente do BC dos EUA, Janet Yellen, durante evento no dia 2 de dezembro (Foto: REUTERS/Joshua Roberts)A presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, decide as políticas de juros que afeta a economia mundial e o preço do dólar (Foto: REUTERS/Joshua Roberts)

Janet Yellen, que define a política do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, é outra candidata. Quando Yellen assumiu o cargo, a revista The Atlantic afirmou que ela seria “a mulher mais poderosa da história em todo o mundo”.

É ela, e não Obama ou seu sucessor, que exerce papel-chave na decisão das mudanças das taxas de juros, que afetam os custos de empréstimos bancários ou o valor do dólar.

O próprio Trump surpreendeu durante sua campanha ao dizer que Putin era um líder mais forte que Obama.

Barack Obama defende manifestante pró-Trump em comício nos EUA (Foto: REUTERS/Jonathan Ernst)Barack Obama usou seu poder discricionário para implementar sua marca na política (Foto: REUTERS/Jonathan Ernst)

Agora muitos se perguntam como uma presidência de Trump – que fala em erguer um muro na fronteira com o México ou revisar os pactos comerciais e de cooperação internacional – poderia afetar os Estados Unidos e o mundo.

“Se Donald Trump fosse eleito, eu ficaria muito preocupado. Porque, por um lado, o presidente dos Estados Unidos está muito restrito por limitações institucionais, mas, por outro, ele tem muito poder discricionário,” afirma Peter Gourevitch, professor de relações internacionais da Universidade da Califórnia, em San Diego.

“Em questões de segurança, o presidente pode causar muitos problemas. Durante a crise dos mísseis de Cuba, o presidente John F. Kennedy teve bastante liberdade para intervir. Assim como Lyndon Johnson durante a guerra do Vietnã,” afirma o professor.

O próprio Obama, que não tem maioria no Congresso, tem usado amplamente sua autoridade executiva e seu poder discricionário para deixar seu legado na política doméstica e exterior.

Ainda que não tenha conseguido que o Congresso aprovasse o fim do embargo a Cuba, ele foi bem sucedido ao normalizar as relações diplomáticas com o país dos irmãos Castro.

“Os presidentes dos Estados Unidos são poderosos, mas nem tanto,” afirma Randall Kennedy, que é professor de direito da Universidade de Harvard.

“Eles não são capazes de mudar a cultura política dos Estados Unidos,” pondera.

Quem é Hillary Clinton, a mulher que pode comandar o país mais poderoso do planeta

História da candidata Hillary Clinton é marcada pelo ativismo político desde sua juventude ETHAN MILLER
História da candidata Hillary Clinton é marcada pelo ativismo político desde sua juventude
ETHAN MILLER

Caso Hillary Clinton derrote Donald Trump nas eleições do próximo dia 8 de novembro, ela se tornará a primeira mulher a governar os Estados Unidos.

Seria o ponto mais alto de uma vida pública está engendrada no coração da política do país: ela já foi primeira-dama, senadora e secretária de Estado.

Mesmo sendo alguém que teve a vida tão escrutinizada, poucas pessoas sentem que conhecem a “verdadeira” Hillary Clinton — em pesquisas, muitos americanos dizem simplesmente não confiar nela.

A BBC Brasil publicou um perfil com a trajetória de Donald Trump e agora você também confere a história da democrata, passando pela jornada dela de Chicago à Casa Branca pela primeira vez e por agora, na sua segunda tentativa de chegar lá novamente — só que como presidente.

26 de outubro de 1947: Nascimento em Chicago

O Hospital Edgewater, no norte de Chicago, está fechado atualmente — um abandono que dói em moradores, segundo muitos deles. Mas em outubro de 1947, estava na ativa e a todo vapor.

Dorothy Rodham tinha 28 anos e estava casada com o marido, Hugh, desde 1942 quando entrou em trabalho de parto no dia 26 para ter a primeira filha do casal, Hillary.

Dorothy teve uma infância difícil depois que os pais a abandonaram e por isso estava determinada a não repetir os mesmos erros.

O pai de Hillary, Hugh, era um homem irascível e fortemente conservador e havia sido um instrutor físico para a Marinha americana durante a Segunda Guerra Mundial.

Ficou conhecido por incentivar o sucesso dos filhos e costumava dizer para Hillary: “tudo o que um homem pode fazer, você também pode fazer”.

15 de abril de 1962: Encontro com Martin Luther King

Em uma tarde de primavera em Chicago, uma das figuras mais controversas dos Estados Unidos fez um discurso vibrante na casa de concertos da cidade.

Martin Luther King havia acabado de falar sobre os direitos civis e o futuro do país e cumprimentou Hillary com um aperto de mãos – ela tinha 15 anos e morava no subúrbio de maioria branca e conservadora da cidade.

Hillary lembra até hoje que o discurso teve um grande impacto em sua vida.

Mas além de King, outro pastor também influenciou a então jovem Hillary: Dom Jones, que a encorajou a comparecer no evento com Luther King.

Ela sempre foi metodista e manteve uma longa amizade com Jones até a morte dele, em 2009.

“Ele me ensinou o significado da fé na prática”, disse no velório.

1964: “Garota Goldwater”

Apesar de hoje ser a candidata do partido Democrata, Hillary foi da Juventude Republicana durante a vida escolar e fez campanha para o republican Barry Goldwater.

Ele era senador no Arizona e conhecido como “Senhor Conservador”, autor do tratado A Consciência de um Conservador.

Atribui-se a ele a formação da agenda do ex-presidente e ícone republicano Ronald Reagan, que ajudou a definir grande parte da atual corrente de pensamento do partido.

Hillary era muito nova para votar, mas escreveu anos depois que se sentiu atraída pelo “individualismo áspero” da plataforma de Goldwater.

“Eu não nasci uma democrata”, disse.

1969: Universidade de Wellesley — a mudança de lados

As alianças políticas de Hillary mudaram na época da faculdade. Ela chegou a perguntar a Dom Jones se era possível “ser uma conservadora na mente e ter um coração liberal”.

Na formatura em 1969, sua posição politica já havia se solidificado. Em um discurso aos colegas em Wellesley, chegou a ofuscar o principal orador — o senador Edward Brooke — com uma fala sentimental que chamou atenção do país todo.

Quando ela entrou na escola de Direito na Universidade de Yale, uma das mais prestigiadas dos Estados Unidos, e conheceu um então jovem liberal do Estado de Arkansas chamado William Jefferson Clinton, Hillary já havia se distanciado da corrente política que marcou sua juventude.

Naquele momento, ela já era uma democrata.

1972: Campanha para McGovern

Em Yale, Hillary e Bill se tornaram rapidamente inseparáveis. Foi nesse período que eles alugaram a primeira casa juntos, em New Haven, Connecticut.

Ali foi início da longa jornada política que eles realizaram juntos. Na época, o candidato democrata à Presidência era George McGovern, um crítico ferrenho da ação militar americana no Vietnã que já estava no sétimo ano e já havia tirado milhares de vidas.

No meio dos estudos, Hillary e Bill resolveram apoiar McGovern e mesmo quando decidiram se mudar temporariamente para o Texas para assumir compromissos de campanha, nunca lhes pareceu como uma batalha que pudesse ser vencida.

1974 Watergate: a investigação de um presidente

Em janeiro, Hillary estava em Arkansas com Bill quando o telefone tocou. Era um velho conhecido oferecendo a eles um trabalho que poderia impulsionar a carreira dos dois.

Uma invasão no escritório do Comitê Nacional do Partido Democrata conseguiu informações e desvendou um esquema de corrupção que levava diretamente ao presidente. Dois anos depois da vitória arrebatadora nas urnas, Richard Nixon enfrentou a desgraça. John Doar foi nomeado para chefiar as investigações do impeachment e era ele do outro lado do telefone.

Bill havia sido nomeado para ser candidato a governador, e negou a proposta. Mas Hillary aceitou e com apenas 26 anos se uniu a um grupo de advogados para acumular provas que levaram ao segundo impeachment de um presidente dos Estados Unidos na história.

11 de outubro de 1975: Casamento no Arkansas

Depois da renúncia de Nixon, Hillary se dividiu um pouco sobre o que fazer em seguida. As perspectivas eram melhores em Washington, mas ela amava Bill. E Bill estava no Arkansas.

Ela decidiu então aceitar um emprego como professora de Direito da Universidade de Arkansas, onde ele também trabalhava depois de ter perdido a eleição para governador de 1974 por 6 mil votos.

Hillary já havia negado vários pedidos de casamento de Bill até aquele momento, mas quando ele perguntou novamente, ela finalmente disse “sim”.

Eles se casaram na sala de casa em outubro de 1975, e a cerimônia foi celebrada por Vic Nixon, um ministro metodista que trabalhou na campanha de Bill.

Hillary usou um vestido que comprou com a mãe na noite anterior ao casamento. A filha deles, Chelsea, nasceu cinco anos depois, em 1980.

Michelle Obama faz primeira aparição em campanha e apoia Hillary Clinton

José Romildo, da Agência Brasil

Michelle Obama faz primeira aparição em campanha e apoia Hillary Clinton (Foto: Reprodução/Instagram)
Michelle Obama faz primeira aparição em campanha e apoia Hillary Clinton
(Foto: Reprodução/Instagram)

A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, fez nesta quinta-feira (27) sua primeira aparição em comícios da corrida eleitoral para eleger o próximo presidente dos Estados Unidos, em eleições marcadas para 8 de novembro de 2016. Michelle, que apareceu ao lado da candidata do Partido Democrata, Hillary Clinton, em Winston-Salem, no estado da Carolina do Norte, é hoje uma das personalidades mais admiradas pelos norte-americanos.

Hillary Clinton disse, em seu discurso, que a “dignidade e respeito pelas mulheres e meninas também está nas urnas nesta eleição”, em uma referência ao candidato do Partido Republicano, Donald Trump, que vem sendo acusado de assédio sexual por dez mulheres. Hillary também se referia a uma conversa de Trump, gravada em um vídeo de 2005, em que ele usa palavras grosseiras em relação às mulheres.

A candidata do Partido Democrata elogiou a participação da mulher do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no comício dos democratas. “Michelle veio para trabalhar duro, para manter-se fiel aos nossos valores e para nos lembrar que nunca devemos parar de lutar por aquilo em que acreditamos”, disse Hillary. “Ela passou oito anos como nossa primeira-dama incentivando as meninas ao redor do mundo a ir à escola”, acrescentou Hillary sobre o trabalho de Michelle Obama. E concluiu:  “Sério! Existe alguém mais inspiradora do que Michelle Obama?”.

Conhecida por sua aversão a campanhas eleitorais, Michelle Obama raramente participa de eventos públicos partidários. Durante a campanha deste ano, ela limitou-se a fazer um discurso, em horário nobre, durante a Convenção Nacional do Partido Democrata, em julho.

Michelle também é autora da seguinte frase: “Enquanto eles vão por baixo, nós vamos pelo alto”. A expressão foi uma dura crítica aos republicanos que constantemente atacavam a candidata do Partido Democrata, Hillary Clinton. A afirmação virou bordão e é constantemente usada nos discursos de Hillary Clinton.

A participação de Michelle Obama em comícios do Partido Democrata ocorre em um momento crucial da campanha: o partido está tentando arregimentar o maior número possível de eleitores para a votação antecipada. A votação antecipada é uma regra eleitoral norte-americana que permite que o eleitor envie seu voto pelo correio ou compareça a um local previamente determinado para votar. Muitas pesquisas de intenção de votos que colocam Hillary Clinton à frente de Donald Trump incluem esses votos antecipados.

Pesquisas
Ao participar de um programa na rede de televisão Fox News, Donald Trump disse que as pesquisas que mostram Hillary Clinton como a favorita para ganhar as eleições “estão fraudadas”. Em outro comício em Geneva, no estado de Ohio, Trump disse que as eleições deveriam ser canceladas para atribuir a ele, e não a Hillary Clinton, a vitória eleitoral.

“Sou bom [candidato], mas as pessoas ficam com raiva [de ouvir isso], por isso só vou dizer quando ganharmos em 8 de novembro”, disse Donald Trump em discurso.

Durante o discurso de Donald Trump, o jornal britânico The Guardian fez uma enquete informal entre as pessoas presentes para saber o que elas achavam das pesquisas que apontavam Hillary Clinton na liderança da corrida eleitoral. Segundo o jornal, as 18 pessoas entrevistadas não acreditam no resultado dos levantamentos. Todas creem firmemente que as pesquisas são manipuladas e não confiáveis e que, por isso, Donald Trump não deve abandonar a campanha.

Embraer admite propina e faz acordo de US$ 206 milhões no Brasil e EUA

Contratos com irregularidades foram feitos para a venda do avião militar Super Tucano (Foto: Divulgação / Embraer)
Contratos com irregularidades foram feitos para a venda do avião militar Super Tucano (Foto: Divulgação / Embraer)

G1 – A Embraer pagará cerca de US$ 206 milhões a governo brasileiras e norte-americanas para encerrar acusações envolvendo o pagamento de propina e práticas irregulares em negócios fechados na República Dominicana, Arábia Saudita, Moçambique e Índia.

A fabricante de aeronaves não especificou quanto será pago a cada país, mas a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou que, só no Brasil, será paga uma multa de R$ 64 milhões para encerrar a investigação no órgão e no Ministério Público Federal (MPF).

O acordo foi firmado em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) comum aos dois órgãos. A informação foi confirmada pela Embraer.

Segundo a CVM, a Embraer reconheceu que pagou propinas de US$ 5,97 milhões  para funcionários públicos da República Dominicana, da Arábia Saudita e de Moçambique em três contratos de compra e venda de aeronaves em 2007, 2008 e 2010.

A empresa também admitiu, segundo a CVM, que contratou representante comercial para atuar na venda de aviões militares na Índia, o que é proibido pelas leis do país. Para driblar a questão, a empresa “ocultou (a contratação), mediante contrato ideologicamente falso, celebrado, na aparência, com pessoa jurídica interposta (diversa do representante comercial) e relativo, aparentemente, à venda de aeronaves comerciais”.

Denúncia
A investigação na CVM começou em setembro de 2014, quando o MPF enviou ao órgão regulador uma denúncia apresentada contra funcionários da Embraer sobre o pagamento de propina no contrato de venda de oito aeronaves Super Tucano, o avião militar da Embraer, para a República Dominicana. O negócio foi fechado por US$ 92 milhões em 2008.

Esse contrato também é alvo de investigações nos Estados Unidos, tanto no Departamento de Justiça americano quanto na Securities and Exchange Commission (SEC), órgão equivalente à CVM no país. A Embraer poderá ser multada nos Estados Unidos.

As investigações foram ampliadas e passaram a contemplar também negócios da Embraer em Moçambique, na Arábia Saudita e na Índia.

Em março, uma reportagem do Wall Street Journal relatou que o alto escalão da Embraer, incluindo o ex-presidente da companhia Frederico Curado, sabiam e autorizaram o pagamento de propinas no contrato da República Dominicana. A reportagem cita trechos de declarações do consultor de vendas Elio Moti Sonnenfeld.

A Embraer anunciou em junho a substituição de Curado, que permaneceu por nove anos no cargo, pelo presidente da divisão de jatos comerciais Paulo Cesar de Souza e Silva. Na época, a empresa disse que a transição já estava prevista.

Em comunicado, a Embraer confirmou as informações. “A Embraer reconhece responsabilidade pelos atos de seus funcionários e agentes, conforme os fatos apurados. A empresa lamenta profundamente o ocorrido”, disse o comunicado. A empresa ainda disse que “aprendeu e evoluiu com essa experiência” e “dará continuidade à sua trajetória de sucesso reconhecida ao longo dos seus quase 50 anos de existência”.

Ministro envolvido em escândalo de doping na Rússia é promovido

Vitaly Mutko (RUS) Minister of Sport of the Russian Federation. 12.10.2014. Formula 1 World Championship, Rd 16, Russian Grand Prix, Sochi Autodrom, Sochi, Russia, Race Day.  - www.xpbimages.com, EMail: requests@xpbimages.com - copy of publication required for printed pictures. Every used picture is fee-liable. © Copyright: Price / XPB Images
Vitaly Mutko, ministro dos esportes da Federação Russa (Foto:  XPB Images

O ministro russo do Esporte, Vitaly Mutko, foi nomeado pelo presidente Vladimir Putin como novo vice-premier do Esporte, Turismo e Políticas para os Jovens nesta quarta-feira (19). Para seu lugar, foi promovido o então vice-ministro, Pavel Kolobkov. As informações são da Agência Ansa.

Mutko foi acusado pela Agência Mundial Antidoping (Wada) de ser o “chefe” do esquema “sistêmico e de Estado” de doping dos atletas russos. Ele sempre negou as acusações, que classificada de “absurdas”.

Por causa do escândalo de doping, a Federação Russa de Atletismo está suspensa de competições internacionais há quase um ano e grande parte da delegação olímpica do país foi impedida de competir nos Jogos Rio 2016. Já os atletas paralímpicos foram proibidos de vir ao Brasil para as Olimpíadas.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2016-10/ministro-envolvido-em-escandalo-de-doping-na-russia-e-promovido

Temer diz que redução no preço da gasolina não elevará imposto

Temer dá entrevista para jornalistas brasileiros em hotel de Goa, na Índia (Foto: Beto Barata/PR)
Temer dá entrevista para jornalistas brasileiros em hotel de Goa, na Índia (Foto: Beto Barata/PR)

G1 – O presidente Michel Temer disse neste sábado (15), em entrevista à imprensa brasileira na Índia, que a redução do preço da gasolina e do óleo diesel anunciada pela Petrobras não vai resultar em aumento da Cide, contribuição que incide sobre combustíveis. Segundo ele, o governo quer evitar alta não só na Cide, como em qualquer tipo de tributo.

Ele deu a declaração ao ser questionado se haveria, com a queda no preço dos combustíveis, espaço para uma elevação da Cide. Temer negou essa possibilidade e disse que a PEC do teto de gastos públicos, aprovada em 1º turno na Câmara esta semana, tem como um dos objetivos evitar aumento na carga tributária.

“A Cide não, não há nenhuma previsão neste momento para esta espécie. Aliás, quando nós pensamos no teto dos gastos públicos, nós pensamos exatamente na possibilidade de evitar qualquer tributação […] E nós tentamos evitar, estamos tentando evitar o quanto possível qualquer espécie de nova tributação. Especialmente a CPMF, e confesso que a Cide é a primeira vez que eu ouço”, afirmou o presidente.

O anúncio do corte dos preços pela Petrobras levou a especulações em torno da Cide, especialmente para compensar o setor sucroalcooleiro, cujo etanol perde competitividade com a gasolina mais barata.

Especialistas apontam que o governo poderia aproveitar uma redução dos preços na refinaria para retomar a cobrança da Cide. O tributo foi zerado em 2012 justamente para atenuar o impacto do aumento do preço da gasolina.

O preço da gasolina comum para os consumidores é formado pela seguinte proporção: 31% são os custos de operação da empresa para produzir o combustível, 10% são impostos da União (Cide, PIS/Cofins), 28% são impostos estaduais (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS), 15% é o custo do etanol adicionado à gasolina e 16% se refere à distribuição e revenda.

Temer falou com jornalistas após um almoço oferecido pela Federação das Indústrias do Estado Rio de Janeiro (Firjan) na cidade indiana de Goa, onde ocorrerá encontro de cúpula dos países que formam os Brics (Brasil, Índia, China, Rússia e África do Sul).

Na noite deste sábado, na Índia, Temer participou de um jantar informal com os líderes dos Brics, o presidente Xi Jingping (China), o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, o presidente russo, Vladimir Putin e com o presidente da África do Sul, Jacob Zuma. (Veja a foto mais abaixo nessa reportagem).

Ainda enquanto comentava sobre a redução no preço dos combustíveis, Temer disse que foi informado pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente, que a empresa vai se basear nos preços internacionais para definir o valor do combustível nas refinarias do país.

“O presidente Pedro Parente me ligou anteontem, haveria uma reunião da diretoria logo em seguida, no final da tarde, e ele me antecipou que muito possivelmente haveria uma redução do valor do óleo diesel e da gasolina. Mas, evidentemente, que isto estava vinculado, dizia ele, ao mercado internacional. Portanto, haverá uma avaliação a cada mês ou a cada dois meses, tendo em vista o mercado internacional”, disse Temer.

Inflação
O mercado aposta que a decisão da Petrobras deve levar o Comite de Política Monetária (Copom) do Banco Central a reduzir a taxa básica de juros na próxima reunião, marcada para a semana que vem. Isso porque, com a redução dos preços, o impacto sobre a inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), será menor.

A taxa básica de juros, a Selic, é uma das principais ferramentas do Banco Central para controlar a inflação. O objetivo do BC é que a inflação fique dentro da meta, de 4,5% ao ano, com possibilidade de variar dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Quando o juro sobe, o dinheiro fica mais caro e o consumo tende a cair, o que derruba os preços da economia como um todo. Quando a inflação está sob controle, há, portanto, espaço para reduzir o juro.

Agenda
No domingo, o presidente dedicará a agenda aos encontros da cúpula, que terá como objetivos neste ano “institucionalização do bloco”; “implementação de decisões de encontros anteriores”; “integração entre mecanismos existentes”; “inovação de acordos”; e “continuidade de atos”.

Após participar da cúpula, Temer terá a chamada reunião bilateral com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi. Há uma previsão de que os dois almocem juntos e assinem atos de cooperação entre o Brasil e a Índia nas áreas agrícola e ambiental.

Na última terça (11), o porta-voz da Presidência, Alexandre Parola, afirmou que a visita de Temer a Narendra Modi tem como objetivo “reforçar a presença brasileira na Ásia”.

Parola disse ainda que a reunião do Brics é uma oportunidade de o presidente Temer mostrar “o novo Brasil” que, segundo ele, o governo está construindo, com “maior credibilidade e responsabilidade fiscal”.

Temer e Marcela são recepcionados, na base aérea de Goa, pelo general Vilay Kumar Singh, ministro indiano para Assuntos Externos (Foto: Beto Barata/PR)
Temer e Marcela são recepcionados, na base aérea de Goa, pelo general Vilay Kumar Singh, ministro indiano para Assuntos Externos (Foto: Beto Barata/PR)

Japão
Encerrada a agenda na Índia, Temer seguirá, na noite do dia 17, para Tóquio, capital do Japão, onde deverá desembarcar na terça (18), e terá, ao longo do dia, reuniões na embaixada brasileira na cidade.

Esta será a primeira visita de um chefe de Estado brasileiro ao país asiático em 11 anos. Em novembro de 2015, a então presidente Dilma Rousseff chegou a marcar uma viagem ao país, mas a cancelou, o que gerou um mal-estar diplomático.

Para o dia 19, estão previstos na agenda do presidente uma reunião com o imperador Akihito, no Palácio Imperial, e um almoço com empresários brasileiros e japoneses (no qual Temer buscará atrair investimentos estrangeiros).

Já no dia 20, último dia da viagem internacional, Temer deverá se reunir com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, para, em seguida, embarcar de volta ao Brasil. A previsão é que o presidente chegue a Brasília na sexta (21).

Michel Temer antes de jantar na Índia com líderes dos Brics, Xi Jingping (China), Vladimir Putin (Rússia),  Narendra Modi (Índia) e Jacob Zuma (África do Sul).  (Foto: Foto: PRAKASH SINGH / AFP))
Michel Temer antes de jantar na Índia com líderes dos Brics, Xi Jingping (China), Vladimir Putin (Rússia), Narendra Modi (Índia) e Jacob Zuma (África do Sul). (Foto: Foto: PRAKASH SINGH / AFP))

Michel Temer na Índia (Foto: PRAKASH SINGH / AFP)
Michel Temer antes de jantar na Índia com líderes dos Brics, Xi Jingping (China), Vladimir Putin (Rússia), Narendra Modi (Índia) e Jacob Zuma (África do Sul). (Foto: PRAKASH SINGH / AFP)

Temer lamenta morte de Shimon Peres e cita “luta pela paz”

Michel Temer: presidente brasileiro lamentou a morte de Shimon Peres, prêmio Nobel da Paz
Michel Temer: presidente brasileiro lamentou a morte de Shimon Peres, prêmio Nobel da Paz

Exame.Abril

O líder brasileiro, Michel Temer, lamentou nesta quarta-feira a morte do ex-presidente de Israel e prêmio Nobel da paz Shimon Peres e afirmou que “sua luta pela paz permanecerá como seu mais importante legado para a Humanidade”.

Peres, um dos mais reconhecidos líderes do Estado de Israel desde sua fundação em 1948, faleceu aos 93 anos na cidade de Tel Hashomer, duas semanas após ter sofrido um acidente vascular cerebral.

Em mensagem divulgada em sua conta no Twitter, Temer lamentou a morte de Peres, e lembrou que o conheceu em 2013, durante uma visita a Israel.