Category: Internacional

Avião cargueiro é flagrado em queda na Colômbia

Colombianos que estavam na região de Puerto Carreño filmaram nesta quarta-feira, 21, a queda de um avião de carga minutos depois da decolagem. As imagens mostram o avião se aproximando dos jovens e passando ao lado deles. Cinco pessoas morreram e uma ficou ferida no acidente.

A aeronave havia decolado do Aeroporto Germán Olano, em Puerto Carreño, capital do Departamento (Estado) de Vichada e fronteira com a Venezuela, segundo informações da Aeronáutica Civil Colombiana (Aerocivil).

O único sobrevivente foi identificado como Diego Armando Vargas Bravo, técnico de voo, que foi levado para o hospital San Juan de Deus, em Puerto Carreño. As causas do acidente estão sendo investigadas.

Robson Pires

ASSASSINO DE EMBAIXADOR RUSSO FOI SEGURANÇA DO PRESIDENTE DA TURQUIA

 Mevlüt Mert Altintas, o jovem policial turco que matou o embaixador russo em Ancara, trabalhou oito vezes como segurança protegendo o presidente Recep Erdogan desde julho de 2016, de acordo com declarações da imprensa local nesta terça-feira (20).

Sob a lente de câmeras, Mevlüt Mert Altintas, um policial de 22 anos, matou com nove disparos de revólver nesta segunda-feira (19) o embaixador russo em Ancara, Andrei Karlov, antes de se suicidar.

De acordo com um colunista de um jornal turco, o jovem policial que serviu em Ancara na polícia de choque durante dois anos e meio era um membro do dispositivo de segurança que cerca o presidente Erdogan, tendo trabalhado oito vezes em sua segurança pessoal desde o golpe fracassado de julho de 2016. “Ele era um membro da equipe que garantia a segurança do presidente”, escreveu Abdulkadir Selvi, um jornalista que conhece bem os bastidores do governo turco.

Após atirar no embaixador russo, Mevlüt Altintas gritou “Allah Akbar (“Deus é grande”, em árabe) e disse que o ato se destinava a vingar a cidade síria de Aleppo. Apesar destas declarações parecerem ligar o assassinato à situação na Síria, o chefe da diplomacia turca disse a seu homólogo norte-americano que Moscou e Ancara “sabem” que Fethullah Gülen, principal opositor do presidente turco, “está por trás” do assassinato. Gülen, no entanto, nega categoricamente a informação e disse que ficou “chocado e entristecido” com o assassinato do embaixador russo.

De acordo com a imprensa turca, as autoridades mantém sob custódia 13 pessoas nesta quarta-feira (21), incluindo vários parentes e pessoas próximas ao atirador.

Numa iniciativa inédita, a Turquia aceitou a participação de 18 investigadores russos enviados por Moscou e que participaram em Ancara da autópsia do embaixador Andrei Karlov, cujo corpo foi repatriado nesta terça-feira (20) para a Rússia.

Assista a reportagem sobre o assassinato de Andrei Karlov:

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/mundo/271563/Assassino-de-embaixador-russo-foi-seguran%C3%A7a-do-presidente-da-Turquia.htm

Merkel diz que atropelamento em feira de Natal em Berlim foi atentado terrorista

Chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que atropelamento em feira de Natal em Berlim foi um ataque terrorista (Foto: Hannibal Hanschke/Reuters)
Chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que atropelamento em feira de Natal em Berlim foi um ataque terrorista (Foto: Hannibal Hanschke/Reuters)

A chanceler alemã, Angela Merkel, classificou nesta terça-feira (20) de atentado terrorista o atropelamento que deixou 12 mortos e 48 feridos em uma feira natalina em Berlim, na Alemanha. O suspeito preso é um paquistanês de 23 anos que entrou no país em fevereiro e que, provavelmente, era um solicitante de asilo. Ele nega envolvimento com o ataque.

“Sei que para nós seria particularmente difícil de suportar se for confirmado que este ato foi cometido por uma pessoa que pediu proteção e asilo na Alemanha”, afirmou na televisão, em sua primeira reação após o atentado.

Merkel é bastante criticada por defensores da extrema direita por abrir as portas do país aos refugiados. A Alemanha recebeu 1,1 milhão de solicitantes de asilo só em 2015 e os migrantes não param de chegar as suas fronteiras.

O ministro do interior alemão, Thomas de Maizière, afirmou que “a priori” o suspeito é um paquistanês. “Ele chegou na Alemanha, em Saint Sylvestre, em 31 de dezembro de 2015, e foi registrado antes de ir para Berlim em fevereiro. Ele nega o crime. A investigação continua”, acrescentou o ministro. O ataque não foi reivindicado por organizações terroristas.

O jornal alemão “Die Welt” informou que as autoridades acreditam que ele tenha entrado na Alemanha em fevereiro como refugiado pela rota dos Balcãs, uma das mais comuns entre os refugiados que tentavam fugir da Síria e do Iraque. Uma fonte do departamento alemão de segurança afirmou à Reuters que o suspeito era conhecido pela polícia por delitos menores e chegou a usar vários nomes. O homem teria vivido em um alojamento para refugiados em Berlim.

O jornal Bild citou fontes da segurança dizendo que o suspeito se chama Naved B., segundo a Reuters. Em casos como esses, as autoridades alemães normalmente não divulgam o sobrenome completo, mas citam apenas uma inicial.

Mais cedo, a polícia de Berlim informou que o caminhão que atropelou os visitantes da feira “foi conduzido deliberadamente em direção a multidão” e tratou o caso, pela primeira vez, como um “suposto atentado terrorista”. “Toda ação policial contra o suposto atentado terrorista em Breitscheidplatz continua a toda velocidade e com o cuidado necessário”, informou a polícia através de sua conta oficial no Twitter.

O paquistanês foi preso perto do local do ataque. Dentro do caminhão, que tinha placa polonesa e transportava vigas de aço, foi encontrado um polonês morto. Ele não estava na direção no momento do atropelamento. A polícia suspeita que o veículo tenha sido roubado na Polônia em um local de construção.

A revista alemã “Focus Online” informou que uma pessoa foi encontrada morta após o atropelamento. Existe a suspeita de que seria o polonês.

Um total de 48 pessoas ficaram feridas, algumas delas com gravidade, e foram levadas para diversos hospitais da região. Na manhã desta terça, 29 permaneciam internadas, segundo a Reuters, citando Ministério da Saúde.

Angela Merkel conversou com Barack Obama, por telefone, nesta terça. A Casa Branca disse estar pronta para ajudar nas investigações sobre o atentado, segundo a Associated Press.

Apesar do atentado, as feiras natalinas em Berlim permanecerão fechadas em luto pelas vítimas do ataque de segunda-feira, mas elas contiuarão a funcionar em outras cidades, segundo a Reuters. As medidas se segurança serão tomadas de acordo com cada região. Na manhã desta terça-feira o caminhão preto ainda era visível no local do incidente e algumas velas e rosas foram colocadas na entrada de uma estação próxima.

O ato fez lembrar um ataque de julho em Nice, na França, quando um tunisiano dirigiu um caminhão de 19 toneladas ao longo da calçada da praia, atropelando pessoas que assistiam à queima de fogos no Dia da Bastilha. O ataque reivindicado pelo Estado Islâmico matou 86 pessoas, segundo a Reuters.

Em julho, a Alemanha foi palco de dois ataques jihadistas, onde morreram os dois terroristas (um menor refugiado afegão em um trem de cercanias em Wurzburg e um solicitante de asilo sírio em Ansbach) e cerca de 20 pessoas ficaram feridas.

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/12/suspeito-de-ter-atacado-feira-natalina-em-berlim-e-paquistanes-diz-imprensa.html

Embaixador da Rússia na Turquia é assassinado em galeria de arte

Foto: Da capturada da Rede Globo.
Foto: Da capturada da Rede Globo.

Nesta segunda-feira (19), o embaixador da Rússia na Turquia foi assassinado em Ancara, a capital do país. Durante o ataque, o atirador indicou que seria uma resposta à situação de Aleppo, a cidade devastada pela guerra na Síria. A Rússia é a principal aliada do governo sírio no conflito, que dura quase seis anos.

A exposição de fotografias ganhou imagens mais impressionantes. Um homem surpreendeu todos os presentes e assassinou o representante da Rússia.

Um flagrante também em vídeo mostrado na reportagem. O som seco de nove tiros interrompe o discurso russo. O embaixador baleado pelas costas agoniza no chão. O atirador rouba os microfones do mundo. Grita para não se esquecerem de Aleppo, para não se esquecerem daSíria.

O homem, vestido como os seguranças, ameaça: “Enquanto nossos irmãos não estiverem a salvo, vocês também não estarão seguros”. Os convidados e jornalistas da exposição, acuados, ouvem o atirador mandar ficarem onde estão. Diz que só sai dali morto e promete: “Quem está envolvido nessa crueldade, um por um, vai pagar por isso”.

Do lado de fora uma agitação monumental. O atentado aconteceu perto da Embaixada dosEstados Unidos. A polícia invadiu a galeria e matou o atirador.

A imprensa turca identificou o suspeito como Mert Altintas. Ele seria um ex-policial do batalhão de choque da polícia, um dos milhares de militares afastados depois do golpe de estado frustrado de julho. Teria sido um crachá policial que abriu caminho até que ele se posicionasse exatamente atrás do embaixador.

Andrei Karlov foi retirado às pressas, mas não resistiu. Outras pessoas ficaram feridas no mesmo ataque. O Ministério do Exterior russo vai tratar o caso como terrorismo. O Conselho da Federação Russa falou em “grave falha do sistema de segurança turco”.

O assassinato aconteceu em um raro período de entendimento entre Rússia e Turquia, nos mais de cinco anos de guerra síria. Os dois países que estão em lados opostos nesse conflito sentaram à mesa e negociaram um corredor humanitário para milhares de pessoas. O aumento da tensão agora tudo aquilo que a diplomacia mundial não quer.

Representantes das maiores potências mundiais mostraram solidariedade. O governo alemão disse que a luta contra o terrorismo é comum. O francês condenou fortemente o assassinato. O porta-voz do Pentágono disse que o pensamento de todos está com as vítimas e suas famílias.

O embaixador Andrei Karlov tinha 62 anos e uma carreira diplomática de mais de quatro décadas. Ele se destacou na diplomacia com as duas Coreias e passou a atuar no diálogo entre os envolvidos da guerra síria. O presidente da Rússia declarou que o assassinato do embaixador na Turquia foi uma provocação. Vladimir Putin afirmou que o objetivo é tirar dos trilhos o processo de paz.

Fonte: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2016/12/embaixador-da-russia-na-turquia-e-assassinado-em-galeria-de-arte.html

Polícia trava primeira manifestação da oposição após morte de Fidel

Foto: REUTERS/ALEXANDRE MENEGHINI

A polícia cubana impediu no domingo a organização de manifestações, as primeiras desde a morte de Fidel Castro em 25 de novembro, e prendeu dezenas de opositores, afirmaram à agência France-Presse diversos responsáveis da oposição.

Uma operação simultânea da polícia em duas cidades do leste do país impediram as marchas, que tinham sido convocadas para pedir a libertação de opositores.

“Ocorreram operações simultâneas às seis horas da manhã em Santiago de Cuba e Palma Soriano”, no sudeste da ilha. “Entraram em quatro habitações e por agora já contabilizamos 42 detenções, 20 em Santiago, 12 em Palma e 10 em Havana”, declarou José Daniel Ferrer por telefone à agência noticiosa.

Líder da União patriótica de Cuba (Unpacu), uma das organizações da oposição, Ferrer tinha apelado a uma manifestação pela libertação de “presos políticos” e ficou retido várias horas num posto da polícia em Santiago de Cuba.

“Ameaçaram-me, disseram que este apelo era suscetível de provocar crimes e delitos como perturbação da ordem pública, atentados, ofensas e espionagem”, declarou Ferrer após a sua libertação.

O Governo socialista de Raúl Castro nega a existência de presos políticos em Cuba e afirma que os membros da oposição detidos violaram a lei. O poder socialista cubano, que assenta num partido único, não emitiu no domingo qualquer comentário sobre estas declarações.

As detenções em Cuba são em geral temporárias e têm por vezes como objetivo, à semelhança das de domingo, impedir que os opositores se manifestem na rua.

Em Havana, o grupo de oposição das Damas de Branco afirmou em paralelo à AFP que pelo menos 20 casas de membros deste movimento foram “cercadas” no domingo pela polícia.

“Temos informações que indicam que pelo menos 20 casas foram cercadas para impedir qualquer saída [no domingo], entre elas a sede” do movimento, indicou a sua responsável, Berta Soler.

Fonte: http://www.dn.pt/mundo/interior/policia-cubana-impede-primeira-manifestacao-da-oposicao-apos-morte-de-fidel-castro-5559973.html

Eleição de Dilma na lista de mulheres mais influentes de 2016 causa surpresa no Brasil

O jornal britânico Financial Times incluiu a ex-presidente Dilma Rousseff na lista das mulheres com maior influência de 2016 ao lado de nomes como a primeira-ministra britânica, Theresa May, a democrata Hillary Clinton e a ginasta olímpica americana Simone Biles.

Segundo a publicação, a ex-presidente “foi a mulher que finalmente quebrou o teto de vidro na política brasileira, que se colocou como campeã das minorias e dos pobres”. A indicação de Dilma na lista foi comemorada no Brasil, mas causou também estranheza.

Em entrevista à Sputnik Brasil, o consultor político e diretor da Consultoria Meta e Comunicação, Nilson Melo, diz que a indicação não deixa de ser surpreendente, mas ressalta que a inclusão do nome da ex-presidente tem muito a ver com a importância do Brasil hoje no cenário mundial.

“Importância que, por mais paradoxal que possa ser, sofreu um grande abalo no governo justamente dela por conta da debacle que a economia brasileira sofreu nesses últimos anos. Não tenho como esconder minha surpresa e meu tom crítico, sobretudo quando se fala que ela teria ‘quebrado o teto de vidro da política brasileira ao fazer um governo em prol dos pobres’. É curioso isso porque a renda média do brasileiro caiu nos últimos anos do governo Dilma, a inflação galopante, que só agora começa ceder, também foi incendiada durante sua gestão. E a gente sabe que quem mais sofre com a inflação são as camadas mais pobres da população.”

Melo afirma que, além disso, o Brasil vive uma crise prolongada de cinco, seis anos, talvez seja a maior da história republicana do país.

“Esta crise foi fomentada por uma política econômica irresponsável que destruiu os pilares de uma economia que estava consolidada. Com todo o respeito que tenho à ex-presidente, acho que é uma escolha muito curiosa, sobretudo por dar a ela o título de protetora dos pobres. Acho até que ela tinha interesse em proteger os pobres, mas a sua condução da área econômica foi de tal forma desastrosa que o efeito foi justamente o contrário. Hoje temos, 12, 13 milhões de desempregados, uma inflação fortíssima e uma incerteza total nos negócios, o que inibe os investidores.”

Fonte: https://br.sputniknews.com/brasil/201612097117938-midia-eleicao-personalidade-politica-economia-pobreza/

Para CIA e FBI, ‘Rússia teria agido em eleições nos EUA para promover vitória de Trump’

Os ataques teriam ajudado a promover vitória de Trump (Foto: Rick Wilking/Reuters)
Os ataques teriam ajudado a promover vitória de Trump (Foto: Rick Wilking/Reuters)

As duas principais agências de segurança dos Estados Unidos – o FBI (Agência Federal de Investigações) e a CIA (Agência Central de Inteligência – teriam descoberto intervenções da Rússia nas eleições do país para promover a vitória de Donald Trump.

As informações foram divulgadas em dois importantes jornais dos EUA com base em supostos relatórios das duas agências. De acordo com os documentos, “indivíduos ligados ao governo russo teriam publicado milhares de e-mails hackeados da campanha do Partido Democrata”, da então candidata Hillary Clinton.

Além disso, os sistemas informacionais do Comitê Nacional do Partido Republicano também teriam sido alvo de infiltrações, mas nenhuma informação sobre o conteúdo chegou a ser publicada.

De acordo com o The New York Times, os dois órgãos concluíram que “seguramente houve uma participação russa para hackear essas informações”.

Segundo o jornal, entre os documentos obtidos pelos hackers estariam as contas de e-mails do Comitê Nacional Democrata e do presidente da campanha de Hillary Clinton, John Podesta. O NYT afirma ainda que as agências de inteligência acreditam que essas informações teriam sido passadas pelos russos ao WikiLeaks, que vazou o conteúdo.

O Washington Post afirma que um relatório da CIA chegou a informações parecidas. O jornal cita um oficial do governo dos EUA para afirmar que “a análise das agências de inteligência é de que o objetivo da Rússia era favorecer um candidato sobre o outro e ajudar na vitória de Trump”.

Os novos detalhes teriam surgido durante a apresentação dos relatórios pelas agências de inteligência aos senadores na semana passada. A reunião teria ocorrido com portas fechadas, mas segundo o Washington Post, as informações teriam sido passadas por um funcionário do governo que não quis se identificar, mas tinha conhecimento sobreo conteúdo dos documentos.

As acusações também foram negadas por funcionários do governo russo.

Nova investigação

Nesta semana, o presidente Barack Obama, que deixa o cargo em 20 de janeiro, ordenou uma investigação sobre uma série de ataques cibernéticos que teriam sido promovidos pela Rússia durante a campanha eleitoral nos EUA.

De acordo com a Casa Branca, o relatório – que deve ser finalizado até o fim do mandato de Obama – será uma “sondagem profunda sobre um possível padrão de uma crescente atividade maliciosa na internet durante a temporada eleitoral”.

Em outubro, o governo dos EUA já aviam apontado a responsabilidade da Rússia nestes ataques, acusado o país de interferir na campanha do Partido Democrata.

Mas, segundo as novas informações divulgadas pela imprensa americana, os sistemas do Partido Republicano também teriam sido alvo desses ataques, mas não tiveram as informações recolhidas divulgadas pelos hackers.

O porta-voz da Casa Branca, Eric Schultz, afirmou que Obama decidiu seguir em frente com as investigações porque “leva o assunto muito a sério”.

“Estamos comprometidos em garantir a integridade de nossas eleições”, afirmou.

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/para-cia-e-fbi-russia-teria-agido-em-eleicoes-nos-eua-para-promover-vitoria-de-trump.ghtml

Família confirma morte de Gil, da Chapecoense: ‘Deus nos conforte’

Potiguar, Gil era volante da equipe da Chapecoense  (Foto:  Laion Espíndula)
Potiguar, Gil era volante da equipe da Chapecoense (Foto: Laion Espíndula)

“Quando vem de Deus, só podemos nos conformar. Deus nos conforte”. As palavras vêm de um dos irmãos do volante Gil, da Chapecoense, um dos mortos na madrugada desta terça-feira (29) na queda do avião da LaMia, na Colômbia. Toda a família do jogador mora na cidade de Nova Cruz, na região Agreste potiguar.

“Uma pessoa foi socorrida ainda com vida após o acidente, mas morreu a caminho do hospital. Essa pessoa foi justamente o Gil. A última vez que ele esteve em casa, conosco, foi em dezembro, nas férias dele. Estávamos todos esperando que ele passasse o fim de ano com a gente novamente, desta  vez campeão da Sulamericana. Mas, quando vem de Deus, só podemos nos conformar. Deus nos conforte”, disse José Obdiedson Alves.

Ainda segundo o irmão de Gil, os pais do jogador receberam a notícia da queda do avião ainda na madrugada. Já pela manhã, precisaram ser medicados e foram levados para um hospital da cidade. “Estamos todos arrasados”, concluiu.

Um dos irmãos de Gil é o ex-jogador Geraldo Madureira, que defendeu o ABC de Natal.

Avião com equipe da Chapecoense cai na Colômbia e deixa mortos

O avião que transportava a delegação da Chapecoense para Medellín, na Colômbia, sofreu um acidente na madrugada desta terça-feira (29). Segundo autoridades colombianas, há 75 mortos e seis sobreviventes. O avião da LaMia, matrícula CP2933, decolou de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, com 81 pessoas a bordo: 72 passageiros e 9 tripulantes.

Segundo comunicado da Aeronaútica Civil da Colômbia, os seis sobreviventes são os jogadores Alan Ruschel, Danilo e Follmann, o jornalista Rafael Henzel e os comissários de bordo Erwin Tumiri e Ximena Suarez.

Segundo o Bom Dia Brasil, o jogador Neto também teria sobrevivido.

O ex-jogador Mario Sergio, comentarista do canal FoxSports, está entre as vítimas, segundo o Bom Dia Brasil.

VEJA A LISTA DE PASSAGEIROS E TRIPULANTES DO AVIÃO

Os jogadores da equipe de Santa Catarina são os goleiros Danilo e Follmann; os laterais Gimenez, Dener, Alan Ruschel e Caramelo; os zagueiros: Marcelo, Filipe Machado,Thiego e Neto; os volantes: Josimar, Gil, Sérgio Manoel e Matheus Biteco; os meias Cleber Santana e Arthur Maia; e os atacantes: Kempes, Ananias, Lucas Gomes, Tiaguinho, Bruno Rangel e Canela.

Ferido em queda de avião da Chapecoense, jogador Alan Luciano Ruschel é atendido em hospital na Colômbia (Foto: Guillermo Ossa/Reuters)
Ferido em queda de avião da Chapecoense, jogador Alan Luciano Ruschel é atendido em hospital na Colômbia (Foto: Guillermo Ossa/Reuters)

O acidente
O voo que tranportava a equipe da Chapecoense partiu na noite de segunda-feira de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, em direção a Medellín. Segundo a imprensa local, a aeronave  perdeu contato com a torre de controle às 22h15 (local, 1h15 de Brasília), entre as cidades de La Ceja e Abejorral, e caiu ao se aproximar do Aeroporto José Maria Córdova, em Rionegro, perto de Medellín.

O Comitê de Operação de Emergência (COE) e a gerência do aeroporto informaram que a aeronave se declarou em emergência por falha técnica às 22h (local) entre as cidades de Ceja e La Unión.

Os motivos do acidente ainda são desconhecidos. A imprensa colombiana chegou a cogitar possível falta de combustível como causa do acidente, mas também informou que o piloto despejou combustível após perceber que o avião iria cair.

Local do acidente com a eronave da Chapecoense (Foto: Editoria de Arte/G1)

Uma operação de emergência foi ativada para atender ao acidente. A Força Aérea Colombiana dispôs helicópteros para ajudar em trabalhos de resgate, mas missões de voos foram abortadas nesta madrugada por causa das condições climáticas. Choveu muito na região na noite de segunda, o que reduziu muito a visibilidade.

Equipes chegaram ao local do acidente por terra, mas o acesso à região montanhosa é difícil e a remoção é lenta.

Narrador Rafael Henzel foi resgatado com vida do acidente (Foto: Reprodução/Twitter/Rafael Henzel )
Narrador Rafael Henzel foi resgatado com vida do acidente (Foto: Reprodução/Twitter/Rafael Henzel )

Final de campeonato
O time da Chapecoense embarcou para a Colômbia na noite de segunda (28), para disputar a primeira partida da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional, na quarta (30). Inicialmente, o voo iria diretamente de Guarulhos (SP) para Medellín, mas o voo foi vetado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Em razão do veto, a equipe tomou um voo comercial até a Bolívia e, de lá, o grupo pegou o voo da LaMia (veja imagens do embarque da Chapecoense em Guarulhos).

O avião da LaMia prefixo CP-2933 que caiu com a delegação da Chapecoense, modelo Avro RJ85, é visto em foto de arquivo de setembro de 2015 em Norwich, na Inglaterra (Foto: Matt Varley/Reuters)
O avião da LaMia prefixo CP-2933 que caiu com a delegação da Chapecoense, modelo Avro RJ85, é visto em foto de arquivo de setembro de 2015 em Norwich, na Inglaterra (Foto: Matt Varley/Reuters)

Em comunicado, o clube de Santa Catarina informou que espera pronunciamento oficial da autoridade aérea colombiana sobre o acidente.

Em seu perfil no Twitter, o Atlético Nacional lamentou o acidente e prestou solidariedade à Chapecoense: “Nacional lamenta profundamente e se solidariza com @chapecoensereal pelo acidente ocorrido e espera informação das autoridades”.

O primeiro jogo da decisão, marcado para esta quarta-feira (30), foi cancelado, segundo a  Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). A CBF adiou a final da Copa do Brasil, entre Grêmio e Atlético Mineiro, que também estava prevista para quarta-feira.

O Itamaraty, pelo telefone, informou que a embaixada do Brasil em Bogotá está em contato com as autoridades colombianas para obter informações sobre o acidente. A assessoria informou que as notícias ainda chegam desencontradas.

O Ministério das Relações Exteriores vai esperar um posicionamento oficial sobre vítimas e circunstâncias do acidente para se pronunciar. Está previsto que divulguem uma nota oficial ainda agora de manhã. O embaixador em Bogotá se chama Julio Bitelli.

A companhia
A LaMia (Línea Aérea Mérida Internacional de Aviación) é uma companhia de aviação que foi inicialmente constituída na Venezuela no ano de 2009 e depois mudou sua sede para a Bolívia (Santa Cruz de la Sierra). A empresa vem sendo desenvolvida para voos não regulares (charter), com o objetivo de permitir o desenvolvimento de atividades no país e no exterior, com aeronaves de grande porte – de passageiros e de carga.

Fonte: http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2016/11/deus-nos-conforte-diz-irmao-de-gil-da-chapecoense-morto-na-colombia.html

Os 7 mitos da política que Trump derrubou para chegar à Casa Branca

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Trump desafiou o Partido Republicano ao se candidatar e derrotar todos os correligionários na disputa interna. Financiou boa parte da sua própria candidatura. E abusou do politicamente incorreto e de uma retórica agressiva durante toda a campanha.

Inicialmente, a candidatura do empresário não foi levada à sério – em grande parte pelo estilo pouco convencional do norte-americano e pelo fato dele ser um novato na política. De piada, Trump passou a ser encarado como ameaça.

O triunfo de Trump sobre os rivais republicanos e sobre a principal adversária, a democrata Hillary Clinton, joga por terra pelo menos sete mitos – ou, até então, regras consideradas básicas – da política.

1. Estar alinhado com o “establishment”

Ainda nas primárias republicanas, Donald Trump se recusou a assinar o juramento de lealdade ao partido, comprometendo-se a desisitir de concorrer à eleição como candidato independente caso não vencesse a disputa interna.

Naquela época, em agosto de 2015, o empresário já se mostrava em descompasso com importantes segmentos da elite política, financeira e social, conhecida em inglês como “o establishment”.

Muitos nomes de peso do Partido Republicano não se opuseram abertamente à candidatura de Trump, tampouco fizeram qualquer tipo de esforço para apoiá-lo.

No lado democrata, Hillary, por sua vez, tinha a seu favor praticamente toda a estrutura do partido.

Mas Trump remou contra a maré e venceu.

“Ele surpreendeu as elites republicanas nas primárias e fez o mesmo com os democratas na eleição geral, repetindo o golpe de judô no qual reverteu o peso do ‘establishment’ sobre ele”, escreveu o jornal The New York Times em editorial.

2. Contar com experiência política e de governo no currículo

Trump chegou ao dia da eleição presidencial sem nenhuma experiência político-governamental. Nunca foi do Executivo nem do Legislativo. Empresário toda a vida, tornou-se estrela de TV ao apresentar durante a década passada o programa O Aprendiz, um reality show de negócios.

Além de Trump, somente Dwight Eisenhower foi eleito presidente dos EUA em 1952 sem nenhuma experiência política. Eisenhower era, no entanto, um general cinco estrelas que se destacou pela liderança durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Repetindo tendência que parece estar crescendo também no Brasil, uma das principais credenciais do norte-americano era justamente não ser “político de profissão”. Assim, atraiu votos de quem não tolera a classe política e avalia que todos os políticos são corruptos.

Trump, contudo, conseguiu reverter também a imagem de que “jogava nos dois times”. Enquanto apostava na carreira de empresário, ele doou recursos não apenas para a sigla pela qual se elegeu, mas também colaborou no passado com o Partido Democrata.

3. Respeitar as minorias

Sem hesitar, Trump lançou comentários e promessas controversas envolvendo latinos, muçulmanos e afro-americanos.

“Eles estão trazendo drogas, crime, estupradores”, disse ele sobre os mexicanos, no discurso em que anunciou sua candidatura presidencial.

“As comunidades negras nunca estiveram em estado pior”, declarou sobre a população afro-americana. E ainda ameaçou a monitorar os muçulmanos que vivem nos Estados Unidos e bloquear a entrada no país de adeptos do Islã.

A falta de cuidado ao citar minorias não o fez cair em descrédito com uma parte significativa do eleitorado. Pelo contrário, muita gente vê Trump como alguém corajoso o suficiente para falar coisas que nenhum político costuma externar tão abertamente.

O empresário Peter Thiel, um dos apoiadores de Trump, disse que um dos grandes erros dos analistas foi interpretar o republicano de forma literal, em vez de analisar como os eleitores recebiam as mensagens.

“Quando ouvem coisas como o comentário sobre os muçulmanos ou a construção do muro (que defendeu na fronteira com o México ), os eleitores de Trump não se perguntam se os EUA vão construir uma parede como a Grande Muralha da China. O que ouvem é que vamos ter uma política de imigração mais saudável e sensata”, disse Thiel.

4. Ter apoio declarado da grande imprensa

Vários grandes jornais norte-americanos, incluindo o The New York Times e o Washington Post, declararam apoio a Hillary. Trump, por sua vez, foi desqualificado, na avaliação de alguns analistas, de forma desproporcional por parcela significativa da grande mídia.

“A eleição está sendo manipulada por meios corruptos, jogando contra mim falsas acusações e mentiras deslavadas, em um esforço para eleger a presidente deles”, disse Trump em outubro.

Diferentemente de políticos que, muitas vezes, atacaram Trump e depois recuaram, a rejeição ao empresário por parte da grande mídia dos EUA foi uma constante durante praticamente toda a campanha.

Para Margaret Sullivan, colunista do Washington Post, o erro da imprensa foi não ter feito uma cobertura correta e equilibrada, em especial em relação aos eleitores.

5. Evitar escândalos

Em um dos momentos mais críticos da campanha de Trump, ele enfrentou várias acusações de abuso sexual de mulheres.

Além disso, em um vídeo de 2005 divulgado durante esta campanha, Trump aparece fazendo comentários obscenos e misóginos. Além disso, pessoas que trabalharam em seu reality show o acusaram de julgar concorrentes mulheres pela aparência.

As denúncias de assédio chegaram a provovar a queda do candidato em pesquisas de intenção de voto tão logo foram divulgadas.

Trump, contudo, reagiu simplesmente rejeitando as acusações e insistindo no papel de vítima. “Eu aprecio as mulheres, quero ajudar as mulheres”, disse.

Ao mesmo tempo, ele endossou propostas mais conservadoras, como impulsionar leis restritivas contra o aborto.

Seu companheiro de chapa e vice-presidente eleito, Mike Pence, ficou conhecido pela política contra o aborto durante sua gestão como governador de Indiana.

Apesar dos escândalos e dos comentários, Trump conquistou aproximadamente 42% do voto feminino na eleição presidencial.

6. Ser o mais transparente possível

Nos últimos 40 anos, todos os candidatos presidenciais nos Estados Unidos tornaram públicas as suas declarações de patrimônio e renda antes do início da campanha. Ato que sinalizaria o comprometimento dos candidatos com transparência.

Todos, menos Trump.

O empresário disse que não iria abrir seus dados fiscais “até concluir uma auditoria”. A decisão de não divulgar foi amplamente criticada por Hillary, outros políticos e analistas. Também despertou suspeitas entre jornalistas.

Uma investigação jornalística, publicada um mês antes da eleição, mostrou que Trump evitou o pagamento de impostos de renda por 18 anos, graças a manobras fiscais.

“Você pode não querer que o povo americano, todos os que estão esta noite nos assistindo, saiba que você não pagou impostos federais”, disse Hillary ao atacar o rival no primeiro debate presidencial.

“Isso me faz inteligente”, retrucou Trump.

7. Medir palavras

A campanha de Trump foi marcada por uma verborragia incomum para uma campanha presidencial. Por mais de uma vez, contudo, ele precisou recuar.

Os pedidos de desculpas de Trump normalmente são pouco usuais, assim como sua retórica de campanha.

“Às vezes, no calor do debate (…) não escolho as palavras certas ou digo algo errado. Se eu tenho feito isso, acredite ou não, lamento e lamento especialmente quando possa ter causado dor.”

Foi exatamente com essa frase que ele tentou se desculpar após classificar como “falidas” as comunidades afro-americanas, em agosto.

Uma das marcas de Trump sempre foi o improviso, em especial ao fazer discursos, nos quais dispensava a leitura de declarações preparadas por sua equipe.

Fanático, racista, misógino, vulgar, rude e valentão foram alguns dos adjetivos usados por políticos e estrategistas republicanos para definir Trump.

Entre seus eleitores, contudo, nada disso colou. Muita gente avalia que Trump adaptou a retórica de campanha para falar a mesma língua dos eleitores que queria conquistar: representantes da classe trabalhadora com menor formação acadêmica, submetidos por más condições de trabalho e que se consideram esquecidos pelo sistema.

“Os seguidores de Trump o querem, especialmente, porque ele não fala como todos os políticos que prometeram muito e fizeram pouco”, explica Katty Kay, âncora da BBC em Washington.

Em maio passado, a jornalista já advertia: “O manual do jogo político foi quebrado e Donald Trump odeia perder quase mais do que ele gosta de ganhar.”

Notícia R7

Brasileiros relatam evacuações durante tremor na Nova Zelândia

Escombros de concreto caídos de edifícios são vistos em uma calçada em Wellington depois do terremoto (Foto: Marty Melville / AFP)
Escombros de concreto caídos de edifícios são vistos em uma calçada em Wellington depois do terremoto (Foto: Marty Melville / AFP)
Brasileiros que presenciaram, neste domingo (13), o terremoto de magnitude 7,8 que atingiu a Nova Zelândia relataram, em entrevistas à GloboNews, os momentos de tensão e as medidas de segurança tomadas durante o tremor (assista aos vídeos abaixo).

“Ficamos cerca de duas horas fora do prédio, todas as pessoas evacuadas”, contou o futurista Tiago Mattos, que está em Christchurch, uma das cidades afetadas, para participar de um evento internacional de tecnologia. Ele está hospedado em um hotel que precisou ser evacuado por causa do terremoto.

O pintor Reversom Costa, que mora em Christchurch, contou que sentiu o tremor por cerca de um minuto e saiu de casa após ouvir um alarme sinalizando o risco. Ele afirmou que não houve danos no imóvel.

Vejam no Link http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/11/brasileiros-relatam-evacuacoes-durante-tremor-na-nova-zelandia.html

 

Protesto contra Trump no Oregon termina em violência

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Em Portland, manifestantes depredam carros e atiram objetos contra a polícia, que responde com spray de pimenta, balas de borracha e detenções. Eleição de republicano é alvo de protestos de leste a oeste dos EUA.Pela segunda noite consecutiva, milhares de americanos foram às ruas nesta quinta-feira (10/11) para protestar contra a eleição de Donald Trump para presidente. Enquanto a maioria das manifestações foi pacífica, mas em Portland, no estado de Oregon, o protesto foi acompanhado de incidentes violentos.

Cerca de 4 mil pessoas foram às ruas de Portland aos gritos de “Nós rejeitamos o presidente eleito!”. Carros foram depredados e alguns manifestantes jogaram objetos contra a polícia, que, por sua vez, respondeu com spray de pimenta e balas de borracha para forçar a dispersão. A polícia disse ter prendido 26 pessoas.

Fonte: https://noticias.terra.com.br/protesto-contra-trump-no-oregon-termina-em-violencia,c51c8ea568e91b9faf66110357887ee01ufkdum0.html

Veja a repercussão entre líderes internacionais sobre vitória de Trump

Presidente Putin enviou parabéns para Trump (Foto: Alexei Druzhinin/Sputnik, Kremlin Pool Photo/AP)
Presidente Putin enviou parabéns para Trump (Foto: Alexei Druzhinin/Sputnik, Kremlin Pool Photo/AP)

G1 – A vitória do republicano Donald Trump nas eleições dos Estados Unidos provocou reações de líderes internacionais. Alguns ministros de relações exteriores e representantes europeus demonstraram uma certa apreensão. Já os presidentes da Rússia e das Filipinas se apressaram para demonstrar que a intenção de melhorar as relações com os Estados Unidos.

Barack Obama, Presidente dos Estados Unidos
O presidente dos Estados Unidos felicitou Trump pela vitória e o convidou para um encontro na Casa Branca na quinta-feira.

Vladimir Putin, presidente da Rússia
“A Rússia está pronta e quer restaurar as relações de pleno direito com os EUA”, afirmou Putin, segundo a CNN. Ele enviou em um telegrama a Trump no qual expressou a “esperança de que [seja realizado] um trabalho mútuo para tirar as relações entre Rússia e Estados Unidos de sua situação crítica” e “disse estar certo de que será iniciado um diálogo construtivo entre Moscou e Washington”.

Theresa May, primeira-ministra britânica
Em mensagem no Facebook, a premiê felicitou Trump pela vitória após a “árdua campanha”.    “A Grã-Bretanha e os Estados Unidos têm uma relação duradoura e especial com base nos valores da liberdade e da democracia. Nós somos, e continuaremos a ser, parceiros fortes e próximos em matéria de comércio, segurança e defesa. Estou ansiosa para trabalhar com o presidente eleito, Donald Trump, com base em laços para garantir o Estes segurança e a prosperidade de nossos países nos anos vindouros.

Rodrigo Duterte, presidente das Filipinas
Em um comunicado ele enviou suas “calorosas felicitações” a Donald Trump pela vitória. O líder asiático expressou seu desejo de “trabalhar com a administração futura para melhorar as relações entre Filipinas e EUA baseadas no respeito mútuo, benefício mútuo e o compromisso partilhado rumo a ideias democráticas e o Estado de direito”, segundo a agência Efe.

François Hollande, presidente francês
“O triunfo de Trump abre um período de incerteza”, afirmou o presidente francês, François Hollande.

Angela Merkel, chanceler alemã
A chanceler alemã felicitou Trump pela vitória. “A democracia, a liberdade, o respeito às leis e o respeito às pessoas, independentemente da cor, são os valores que compartilhamos com os Estados Unidos”, afirmou, segundo a Reuters.

Mohammad Javad Zarif, Relações Exteriores iraniano
O Relações Exteriores iraniano afirmou que Donald Trump deve permanecer comprometido com o acordo nuclear internacional. “Os Estados Unidos devem cumprir seus compromissos no Plano Integral Conjunto de Ação [o acordo nuclear] como um acordo internacional multilateral”, disse Zarif durante uma visita à Romênia. A Reuters reproduziu informações sobre a agência de notícias Tasnim.

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense
“Felicito o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump. Trump é verdadeiro amigo do Estado de Israel. Vamos trabalhar em conjunto para promover a segurança, a estabilidade e a paz em nossa região”, afirmou em mensagem no Twitter.

Recep Tayyip Erdogan, presidente turco
O presidente turco afirmou ter esperança de que a eleição nos Estados Unidos promova avanços para a região. “Espero que esta escolha do povo americano leve a medidas benéficas para o mundo em relação aos direitos e liberdades fundamentais, à democracia e aos desenvolvimentos na nossa região”, afirmou, segundo a Reuters.

Haider Al-Abadi, primeiro-ministro iraquiano
“Parabéns ao presidente eleito @realDonaldTrump. Esperamos ansiosos a continuação do apoio dos EUA para o Iraque na guerra contra o terror”, afirmou Haider Al-Abadi no Twitter.

Ursula von der Leyen, ministra de Defesa da Alemanha
“Choque enorme. Acho que Trump sabe que não foi um voto para ele, mas sim contra Washington, contra o establishment”.

Jean-Marc Ayrault, ministro das Relações Exteriores da França
“A personalidade do republicano levanta questões e tenho dúvidas sobre o que significará um governo Trump para os principais desafios na política externa, das mudanças climáticas ao acordo sobre o programa nuclear do Irã e a guerra na Síria”.

Lu Kang, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China
“Esperamos que o novo governo dos EUA possa trabalhar com a China em uma cooperação que beneficie aos povos de ambos países”.

Carl Bildt, ex-ministro das Relações Exteriores da Suécia
“Parece que esse será o ano do desastre duplo para Ocidente. Apertem os cintos”.

Marine Le Pen, líder da extrema-direita na França,  presidente da Frente Nacional
“Felicitações ao novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e ao povo americano”.

Donald Trump vence Hillary Clinton e é eleito presidente dos EUA

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G1 – Donald Trump será o 45º presidente dos Estados Unidos. Contrariando pesquisas e previsões, ele derrotou Hillary Clinton e teve sua vitória projetada pela agência Associated Press (AP) às 5h32 (hora de Brasília) desta quarta-feira (9).

Quando entrou o número de delegados do estado de Wisconsin na conta da AP, Trump alcançou 276 delegados, ultrapassando o limite de 270 necessários para ser o vencedor no Colégio Eleitoral. A imprensa americana informou minutos depois que Hillary ligou para o rival e admitiu a derrota. “Eu a cumprimentei pela campanha muito disputada”, disse Trump em seguida, em seu discurso da vitória.

Ao falar aos seus simpatizantes, Trump defendeu a união do país após a disputa eleitoral, ao afirmar que será presidente para “todos os americanos”.

“Todos os americanos terão a oportunidade de perceber seu potencial. Os homens e mulheres esquecidos de nosso país não serão mais esquecidos”, discursou. Trump disse ainda que o plano do país deve ser refeito. “Vamos sonhar com coisas para nosso país, coisas bonitas e de sucesso novamente.”

eleitores comemoram vitória de Trump (Foto: Joshua Roberts/Reuters)
Eleitores comemoram vitória de Trump (Foto: Joshua Roberts/Reuters)

Disputa
A democrata Hillary, de 69 anos, e o republicano Trump, de 70, protagonizaram uma disputada e agressiva campanha de quase dois anos, marcada por ofensas e ataques pessoais.

Durante a noite, enquanto a apuração avançava, Trump conquistou vitórias surpreendentes sobre Hillary em estados-chave para a definição, abrindo o caminho para a Casa Branca eabalando os mercados globais que contavam com uma vitória da democrata.

A maré começou a virar a favor de Trump após as vitórias na Flórida, Carolina do Norte, Ohio e Iowa. Ele ainda se tornou o primeiro candidato de seu partido a ganhar na Pensilvânia desde que George H. W. Bush o fez em 1988.

A demora na definição de alguns estados, onde os números de Hillary e Trump ficaram muito próximos, fez com que a primeira projeção sobre sua vitória tenha saído apenas às 5h32, muito mais tarde do que nas eleições anteriores. Em 2012, por exemplo, o resultado já era conhecido antes das 2h30 da quarta.

Entre os estados considerados decisivos para o resultado, Trump conquistou a Flórida, onde Hillary chegou a liderar por uma pequena margem durante grande parte da apuração e onde Obama ganhou em suas duas eleições.

Segundo análise do “New York Times”, o número de votos de eleitores brancos e com maior renda foi suficiente para que ele abrisse uma margem capaz de compensar o eleitorado latino do estado, que em sua grande maioria votou em Hillary.

Já antes de sair a projeção da vitória de Trump, o chefe da campanha de Hillary, John Podesta, disse que ela não falará durante a noite. Ele pediu que os simpatizantes da candidata voltassem para casa.

Com discursos centrados nas frustrações e inseguranças dos americanos num mundo em mutação, Donald Trump tornou-se a voz da mudança para milhões deles.

Trajetória
Nascido em 14 de junho de 1946 no bairro nova-iorquino do Queens, Trump é o quarto dos cinco filhos de Fred Trump, um construtor de origem alemã, e Mary MacLeod, uma dona de casa de procedência escocesa.

Desde criança ele mostrava um comportamento rebelde, tanto que seu pai teve que tirá-lo da escola aos 13 anos, onde havia agredido um professor, e interná-lo na Academia Militar de Nova York, com a esperança de que a disciplina militar corrigisse a atitude de seu filho.

Trump graduou-se em 1964 na academia, onde alcançou a patente de capitão e vislumbrava seu destino: “Um dia, serei muito famoso”, comentou então ao cadete Jeff Ortenau.

Em 1968, o hoje magnata formou-se em Economia na Escola Wharton da Universidade da Pensilvânia, e se transformou no favorito para suceder seu pai no comando da empresa familiar, Elisabeth Trump & Son, dedicada ao aluguel de imóveis de classe média nos bairros nova-iorquinos de Brooklyn, Queens e Staten Island.

Trump assumiu em 1971 as rédeas da companhia, rebatizada como The Trump Organization, e se mudou para a Manhattan. Enquanto seu pai construía casas para a classe média, ele optou pelas torres luxuosas, hotéis, casinos e campos de golfe. Trump gosta de dizer que começou seus próprios negócios modestamente, com “um pequeno empréstimo de US$ 1 milhão” de seu pai.

O jovem Donald Trump (ao centro) (Foto: Reprodução/TV Globo)
O jovem Donald Trump (ao centro) (Foto: Reprodução/TV Globo)

Já nos anos 1980, tinha em construção diversos empreendimentos na cidade, incluindo a Trump tower, o Trump Plaza, além de cassinos em Atlantic City, em Nova Jersey. Casou-se pela primeira vez em 1977, com a modelo tcheca Ivana Zelníčková, com quem tem três filhos, e pela segunda vez em 1993, com a atriz Marla Maples, com quem tem uma filha.

Em 2011, se casou com sua atual mulher, Melania Knauss, ex-modelo eslovena de 46 anos que cria seu filho Barron, de 10 anos. Ela foi colocada longe dos holofotes durante a campanha. Já seus filhos adultos, Ivanka, Donald Jr., Eric Tiffany participam da corrida eleitoral. Trump tem sete netos.

Na começo da década de 90, três dos seus cassinos entraram em falência por causa de dívidas, na tentativa de reestruturá-las. Em 1996, comprou os direitos dos concursos Miss USA, Miss Universo e Miss Teen, tornando-se seu produtor executivo.

Donald Trump e sua primeira mulher, Ivana, no dia em que adquiriu cidadania americana, em 1988 (Foto: AP)
Donald Trump e sua primeira mulher, Ivana, no dia em que adquiriu cidadania americana, em 1988 (Foto: AP)

Oito anos mais tarde, tornaria-se figura pública ainda mais conhecida ao virar apresentador do programa “The Apprentice”, em que tinha o poder de demitir os participantes.

Apesar de afirmar ter US$ 10 bilhões, sua fortuna foi estimada em US$ 4,5 bilhões pela Forbes. Em 2014, o Partido Republicano sugeriu que concorresse ao governo de Nova York, mas Trump disse que o cargo não lhe interessava.

Trump mora em um triplex no topo da Torre Trump em Nova York, e viaja em seu Boeing 757 privado, que serve regularmente como pano de fundo para seus comícios.

Cabelo tingido de loiro, impecavelmente vestido, ele fascina e horroriza. Quando uma dúzia de mulheres o acusaram de assédio e gestos sexuais impróprios, ele tratou todas de mentirosas.

Trump não é dos mais fiéis a ideologia: foi democrata até 1987 e, em seguida, republicano (1987-1999), membro do partido da Reforma (1999-2001), democrata (2001-2009), e republicano novamente. Durante a sua carreira foi alvo de dezenas de processos civis relacionados aos seus negócios.

donald Trump diante de seu helicóptero, em 1988 (Foto: AP)
Donald Trump diante de seu helicóptero, em 1988 (Foto: AP)

Recusou-se a publicar seu imposto de renda – uma tradição para os candidatos à Casa Branca – e reconheceu que não tinha pago impostos federais durante anos, depois de informar enormes perdas de US$ 916 milhões em 1995. “Isto faz de mim uma pessoa inteligente”, disse ele, mais uma vez causando enorme polêmica.

Eleições EUA: Hillary Clinton pode se tornar primeira mulher a chegar ao poder

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“Eu não nasci democrata” disse, uma vez, Hillary Clinton, 69 anos, ao se referir à sua infância conservadora e também ao período em que fez militância para o senador Barry Goldwater, nos anos 60. O político é até hoje uma das maiores referências do Parido Republicano. Em 1966, porém, ela assistiu a um discurso do reverendo Martin Luther King, o homem que liderou a conquista dos direitos civis em favor dos negros. O discurso teve um profundo impacto em sua vida e serviu, anos mais tarde, para que ela entrasse definitivamente na vida política, pelo Partido Democrata, com uma proposta de governo em favor dos pobres, imigrantes, negros, latinos e movimento LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Travestis, Transgêneros e Intersexuais).

Mas não foi fácil para ela se desgrudar do ambiente conservador da família. Nascida em 26 de outubro de 1969 no hospital Edegwater, em Chicago, uma das maiores referências na área de saúde do estado de Illinois, ela e seus dois irmãos mais jovens –  Hugh (nascido em 1950) e Anthony (nascido em 1957) – foram submetidos desde cedo, pelo pai Hugh e pela mãe Dorothy, a uma vida disciplinada. Valores tradicionais embasaram a formação da candidata, que teve educação familiar rígida, comparecia à igreja todos os domingos, obedecia a regra de respeito aos mais velhos e sempre foi orientada a cumprir o dever de casa e à prática de esportes. Preocupado com o futuro da filha mais velha, o pai  – um instrutor físico da Marinha – sempre lhe dizia: “tudo o que um homem pode fazer, você também pode”.

Família e carreira 

Adepta da Igreja Metodista, Hillary teve, além de Martin Luther King, o pastor Dom Jones, também metodista, como o grande inspirador de sua vida. “Foi ele quem me ensinou significado da fé na prática”, disse Hillary, ao se referir aos conselhos de Dom Jones para que mantivesse a ambição de mudar o mundo, sem no entanto descuidar das tarefas práticas, como ter uma família e zelar pela profissão. Hillary levou o conselho de Dom Jones ao pé da letra e buscou os dois objetivos – família e profissão – quase ao mesmo tempo.

Primeiro, Hillary graduou-se em Ciência Política pelo Wellesley College, em 1969, onde se tornou a primeira estudante oradora de turma. Durante a solenidade, fez um discurso que repercutiu em todas as universidades americanas e ofuscou até mesmo o orador oficial, o senador Edward Brooke. Em um dos trechos, ela disse: “devemos viver em relação uns aos outros na poesia completa da existência. Se a única ferramenta que temos em última análise para usar é a nossa vida, vamos usá-la da maneira que podemos, escolhendo uma forma de viver que demonstre o jeito como nos sentimos e da forma como sabemos”.

Depois de passar pelo Wellesley College, onde passou a adotar posições claramente identificadas com o Partido Democrata, Hillary ingressou na Universidade de Yale, uma das mais prestigiadas dos Estados Unidos. Foi lá que conheceu o então jovem William (Bill) Clinton. Eles começaram a namorar e alugaram a primeira casa juntos. Nesse período, eles apoiaram o então candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, George McGovern, um crítico da Guerra do Vietnã. Em 1973, ela recebeu o título de doutora pela Faculdade de Direito de Yale.

De advogada a protagonista política 

Em 1974, com apenas 26 anos, Hillary foi convidada para integrar a equipe de advogados que recebeu a incumbência de acumular provas que levariam ao impeachment do então presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon. O ex-presidente Nixon, porém, renunciou ao mandato em 9 de agosto de 1974, antes da votação do impeachment pelo Congressso. Bill Clinton também foi convidado para fazer parte da equipe de advogados, optou por outro convite, para ser candidato a governador do estado Arkansas. Em 1975, antes de Clinton tomar posse, Hillary deixou o posto de assessora jurídica do Congresso, casou-se com Bill Clinton.

Quando Bill Clinton assumiu a presidência dos Estados Unidos, em janeiro de 1993, Hillary foi incumbida da tarefa de ajudar a promulgar o plano de saúde Clinton, que no entanto não foi para a frente. Entre 1997 e 1999, Hillary Clinton ajudou a criar o Programa Estatal de Seguro de Saúde das Crianças. Ela também ajudou a enfrentar os problemas de adoção, segurança familiar e cuidados de acolhimento. Na conferência da ONU, em 1995,  realizada em Pequim, Hillary declarou em um discurso, que na época gerou polêmica, que “os direitos humanos são direitos das mulheres e os direitos das mulheres são direitos humanos”. Ainda durante o mandato de Bill Clinton, em 1998, o presidente enfrentou um escândalo ao se relacionar com a estagiária da Casa Branca, Mônica Lewinsky, mas o casamento com Hillary sobreviveu à crise, que teve ampla exposição na imprensa.

Em 2000, Hillary Clinton foi eleita senadora por Nova York. Foi a primeira mulher a ser eleita senadora no estado e a primeira vez que uma mulher de presidente norte-americano era eleita. Em 2006, ela foi reeleita senadora e, logo depois, concorreu para a nomeação democrata na eleição presidencial de 2008. Naquele momento ela se tornou a mulher que ganhou mais primárias na história norte-americana. Porém, acabou perdendo a nomeação para o atual presidente Barack Obama, de quem foi secretária de Estado de 2009 a 2013.

Em 2016, Hillary Clinton lançou sua candidatura para ser a indicada do Partido Democrata democrata à presidência dos Estados Unidos. Em julho, Hillary venceu as primárias democratas e tornou-se a primeira mulher a ser indicada para a presidência dos Estados Unidos por um grande partido político.

Eleições 2016: o presidente dos EUA é realmente a pessoa mais poderosa do mundo?

Obama tem o poder limitado pela obstrução do poder legislativo, ainda assim conseguiu implementar sua marca na política internacional dos Estados Unidos (Foto: Reprodução: TV Globo)
Obama tem o poder limitado pela obstrução do poder legislativo, ainda assim conseguiu implementar sua marca na política internacional dos Estados Unidos (Foto: Reprodução: TV Globo)

G1 – As eleições para presidente dos Estados Unidos, que ocorrem nesta terça-feira (8), decidirão quem vai governar a maior potência global nos próximos quatro anos: Hillary Clinton ou Donald Trump.

Para muitos, os norte-americanos estão prestes a escolher a pessoa mais poderosa do mundo.

O raciocínio é simples: o vencedor será chefe de Estado e de governo da maior economia do mundo, com uma influência global sem paralelos e com as forças armadas mais poderosas do planeta.

Para Daniel Drezner, professor de política internacional da Universidade Tufts e membro residente da Brookings Institution, um centro de análises em Washington, esse fato é incontestável.

“O presidente dos Estados Unidos tem o comando de um dos maiores arsenais nucleares do mundo e pode decidir fazer uso dessas armas sem necessitar da aprovação de outro poder do Estado,” argumenta.

De fato, justamente a extensão do poder do presidente – e os temores que ele desperta – acabou sendo abordado na própria campanha eleitoral.

Por diversas vezes, Hillary alertou sobre a possibilidade de os códigos de lançamentos nucleares ficarem sob o controle de Trump, a quem acusa de falta de temperamento e experiência para ser o comandante-em-chefe das forças armadas dos Estados Unidos.

Já o magnata do setor imobiliário disse que a proliferação nuclear é o maior problema que o mundo enfrenta. Ele não descartou o uso desse tipo de armamento como última alternativa, ainda que tenha declarado que não faria uso desse recurso facilmente.

Arturo Valenzuela, que já administrou questões interamericanas no Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca durante o governo de Bill Clinton e chefiou a diplomacia dos Estados Unidos para o hemisfério ocidental quando Hillary foi secretária de Estado, afirmou que o que preocupa é a capacidade de Trump de atuar em uma situação dramática, como, por exemplo, durante um eventual enfrentamento com a Coreia do Norte.

No entanto, Valenzuela pondera que em questões como política externa para países da América Latina o presidente dos Estados Unidos tem poder limitado.

“A liberdade do presidente para atuar de forma independente são muito relativas, explica o especialista, que é hoje um dos porta-vozes da campanha de Hillary.

“O presidente precisa do apoio do Congresso e de outras entidades. O presidente dos Estados Unidos não pode, via decreto, mudar toda a política para uma região e o mesmo vale para questões de política nacional,” explica Valenzuela.

A Constituição e a lei dos Estados Unidos limitam o poder presidencial e decorrem de uma preocupação fundamental dos líderes que fundaram o país: evitar a tirania.

Assuntos importantes, como a assinatura de novos acordos comerciais ou uma declaração de guerra por parte de Washington requerem autorização do congresso em Washington.

O presidente dos Estados Unidos tem alguma margem de manobra para alterar pactos e políticas comerciais ou mobilizar e enviar tropas sem esperar pelo aval do Legislativo – no entanto, para este último, necessitará de autorização do Congresso imediatamente após ter dado a ordem.

Russian President Vladimir Putin speaks at his meeting with heads of international news agencies at the St. Petersburg International Economic Forum in St. Petersburg, Russia, Friday, June 17, 2016. (Foto: Dmitry Lovetsky/AP)Vladimir Putin teria maior liberdade para agir do que o presidente dos Estados Unidos e foi eletio por três vezes o mais poderoso do mundo pela revista Forbes (Foto: Dmitry Lovetsky/AP)

O presidente Barack Obama, por exemplo, levou ao Congresso um pedido de autorização para a guerra contra o Estado Islâmico, mas não obteve sucesso e a sua campanha militar atualmente se apoia em um aval votado logo após os ataques de 11 de setembro de 2001.

Diversos especialistas consideram que o poder do presidente tenha aumentado nos últimos tempos, especialmente após os ataques da Al-Qaeda a Nova York e Washington.

No entanto, alguns consideram que há outros líderes com mais poder em suas mãos do que o presidente dos Estados Unidos.

Nos últimos três anos, a revista Forbes colocou o presidente da Rússia, Vladimir Putin, no topo do seu ranking anual das pessoas mais poderosas do mundo. De acordo com a revista, Putin tem a capacidade de “fazer o que quiser e escapar sem maiores prejuízos”.

O segundo lugar da lista também não foi Barack Obama, mas sim a chanceler alemã, Angela Merkel, por considerá-la ser “a coluna vertebral da União Europeia e seus 28 membros”.

O presidente dos Estados Unidos ficou apenas com o terceiro lugar porque, segundo a revista, a sua influência diminui ao entrar no último ano de mandato.

O quarto lugar foi dado ao papa Francisco, por ser o líder espiritual de “um sexto da população mundial”.

Também há outras pessoas que poderiam concorrer ao topo do pódio. O presidente da China, Xi Jinping, por exemplo, que tem concentrado poder em suas mãos.

A presidente do BC dos EUA, Janet Yellen, durante evento no dia 2 de dezembro (Foto: REUTERS/Joshua Roberts)A presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, decide as políticas de juros que afeta a economia mundial e o preço do dólar (Foto: REUTERS/Joshua Roberts)

Janet Yellen, que define a política do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, é outra candidata. Quando Yellen assumiu o cargo, a revista The Atlantic afirmou que ela seria “a mulher mais poderosa da história em todo o mundo”.

É ela, e não Obama ou seu sucessor, que exerce papel-chave na decisão das mudanças das taxas de juros, que afetam os custos de empréstimos bancários ou o valor do dólar.

O próprio Trump surpreendeu durante sua campanha ao dizer que Putin era um líder mais forte que Obama.

Barack Obama defende manifestante pró-Trump em comício nos EUA (Foto: REUTERS/Jonathan Ernst)Barack Obama usou seu poder discricionário para implementar sua marca na política (Foto: REUTERS/Jonathan Ernst)

Agora muitos se perguntam como uma presidência de Trump – que fala em erguer um muro na fronteira com o México ou revisar os pactos comerciais e de cooperação internacional – poderia afetar os Estados Unidos e o mundo.

“Se Donald Trump fosse eleito, eu ficaria muito preocupado. Porque, por um lado, o presidente dos Estados Unidos está muito restrito por limitações institucionais, mas, por outro, ele tem muito poder discricionário,” afirma Peter Gourevitch, professor de relações internacionais da Universidade da Califórnia, em San Diego.

“Em questões de segurança, o presidente pode causar muitos problemas. Durante a crise dos mísseis de Cuba, o presidente John F. Kennedy teve bastante liberdade para intervir. Assim como Lyndon Johnson durante a guerra do Vietnã,” afirma o professor.

O próprio Obama, que não tem maioria no Congresso, tem usado amplamente sua autoridade executiva e seu poder discricionário para deixar seu legado na política doméstica e exterior.

Ainda que não tenha conseguido que o Congresso aprovasse o fim do embargo a Cuba, ele foi bem sucedido ao normalizar as relações diplomáticas com o país dos irmãos Castro.

“Os presidentes dos Estados Unidos são poderosos, mas nem tanto,” afirma Randall Kennedy, que é professor de direito da Universidade de Harvard.

“Eles não são capazes de mudar a cultura política dos Estados Unidos,” pondera.