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Comitê promete resolver problemas na Vila Olímpica até quinta-feira (28)

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G1 Hora 1 – Tudo estará pronto e em bom estado já nesta quinta-feira (28). É essa a promessa do Comitê dos Jogos do Rio, depois das reclamações de delegações estrangeiras com relação os apartamentos da Vila Olímpica. Ontem, mais atletas chegaram ao país.

De uma certa forma, é na Vila Olímpica que a Olimpíada começa. E por lá, já chegaram os tailandeses, os dinamarqueses, os suecos. Dos 206 países que disputarão nos Jogos Olímpicos, 96 já chegaram ao Rio de Janeiro.

A Vila está enchendo. E, de acordo com algumas reclamações, há vazamentos, entupimentos e curtos-circuitos. Uma sequência de problemas elétricos e hidráulicos que fizeram a delegação da Austrália se transferir para um hotel. A chefe do grupo disse que o local era inseguro, mas um dia depois, disse que a Vila estava progredindo.

Os quenianos também foram velozes nas reclamações: “Por favor, consertem o nosso banheiro”, pediram em um bilhete.

O problema virou assunto na imprensa internacional. Tantos transtornos exigiu a convocação de uma delegação inesperada: de eletricistas, encanadores e faxineiros – que agora, terão de ajeitar tudo em tempo recorde.

Os recém-chegados preferiram adotar um tom mais ameno: “Em nível de conforto básico, temos tudo. Temos água quente, cama, lençóis, tem tudo”, afirmou um atleta português.

A Vila Olímpica custou quase R$ 3 bilhões e foi construída pela Carvalho Hosken e Odebrecht, com recursos da Caixa. O governo federal e a prefeitura do RJ afirmaram que a responsabilidade, no momento, é do Comitê Organizador. “Não é uma área que a gente tenha que cuidar. A prefeitura, há três meses foi entregue a Vila pro Comitê Organizador, fez o check list, tava tudo bem encaminhado e não havia reclamações. Então são ajustes que têm que ser feitos”, declarou Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro.

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, também se pronunciou: “O governo brasileiro não tem absolutamente nenhuma participação nisso, vamos deixar bastante claro. Claro que não é agradável a declaração que nós tivemos que ouvir, e nós temos que corrigir isso imediatamente, naquilo que possa ser feito, eu acho que pode ser feito imediatamente, para virar essa página”.

O Comitê Rio / 2016, que recebeu os apartamentos no dia 15 de junho, não esperava tantas reclamações. A promessa é fazer todos os reparos o mais rápido possível. “Estamos entregando 21 prédios e os próximos 10 prédios serão entregues nos próximos três dias, a gente espera que até quinta-feira, todos os prédios e apartamentos tenham sido entregues para os comitês”, afirma o diretor executivo de operações do Comitê Rio – 2016, Rodrigo Tostes.

EUA: Tiroteio em boate deixa mortos e feridos na Flórida

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Estacionamento do Club Blu Bar and Grill, em Fort Myers, Flórida (Foto: WBBH via AP)

G1 – Um tiroteio no estacionamento de uma boate em Fort Myers, na Flórida, nos Estados Unidos, deixou ao menos dois mortos e ao  menos 14 feridos nesta segunda-feira (25), segundo informações da rede CNN. Os disparos aconteceram na área externa do Club Blu Bar and Grill, por volta de 0h30 desta segunda.

Uma testemunha disse que ouviu cerca de 30 tiros no local e que acreditava que os disparos tinham vindo de várias armas, de acordo com a Sky News. Porém, polícia ainda não sabe precisar o número de disparos.

Um anúncio feito na página no Facebook da boate anunciava a “Swimsuit Glow Party” no domingo à noite. Como não havia o anúncio de que seria exigida identificação, deduz-se que a festa era aberta para todas as idades, segundo a CNN.

A polícia isolou o local e investiga as motivações do ataque. Três pessoas foram detidas por suspeita de ter alguma relação com o tiroteio. Uma delas foi abordada na Avenida Ortiz, que fica próxima da boate. Os investigadores também analisam se um outro incidente ocorrido na Rua Parkway – onde uma pessoa ficou ferida de raspão- também tem alguma relação com o tiroteio na boate.

Este incidente é registrado seis semanas depois de um ataque contra uma boate gay em Orlando, também na Flórida, no qual 50 pessoas morreram, o pior massacre da história recente dos Estados Unidos.

Número de mortos em atentado da França sobe para 84

Ataque em Nice: segundo o ministro do Interior francês, 84 pessoas morreram e o estado de outras 18 é "crítico"
Ataque em Nice: segundo o ministro do Interior francês, 84 pessoas morreram e o estado de outras 18 é “crítico”

Um homem armado avançou com um caminhão contra uma multidão que celebrava na quinta-feira a festa da Queda da Bastilha em Nice, na Riviera francesa, e matou 84 pessoas em um ataque classificado pelo presidente François Hollande de “terrorista“.

O motorista, que durante dois quilômetros avançou semeando caos e morte, foi identificado como um franco-tunisiano de 31 anos, morador de Nice. Seus documentos foram encontrados no veículo.

Em uma agradável noite de verão, um caminhão branco avançou em alta velocidade pelo Passeio dos Ingleses, a avenida costeira de Nice, para onde centenas de pessoas se dirigiram para presenciar os fogos de artifício por ocasião do aniversário da Queda da Bastilha.

O veículo de 19 toneladas avançou por dois quilômetros, atingindo as pessoas pelo caminho, até o motorista, que tinha uma arma e atirou várias vezes, ser abatido pela polícia.

“Era um caos. Vimos gente ferida (…) ouvimos muitas vítimas gritarem”, relatou um jornalista da AFP.

A banalidade do modo operacional – um caminhão como única arma – e o fato de várias crianças figurarem entre as 84 vitimas, assustou. O motorista “mudou de trajetória ao menos uma vez”, afirmou a polícia à AFP. “Claramente tentou provocar o maior número de vítimas”.

O ataque desenfreado deixou ao menos 84 mortos, além de 18 feridos “entre a vida e a morte” e 50 feridos leves. Após o drama, o país observará três dias de luto nacional, anunciou o primeiro-ministro Manuel Valls.

Marie, de 37 anos, agente de segurança em Villa Masséna, um palácio muito próximo ao local do incidente que acolhia uma celebração pelo 14 de julho, viu “centenas de pessoas correndo para dentro para se proteger”. “Havia crianças e as pessoas se pisoteavam”, contou à AFP.

“As pessoas tropeçavam, tentando entrar em hotéis, restaurantes, estacionamentos, em qualquer lugar onde pudessem evitar estar na rua”, indicou outra testemunha, Emily Watkins, à Australian Broadcasting Corporation (ABC).

Várias horas depois do ataque, o caminhão branco permanecia parado em frente a um luxuoso centro hoteleiro, com seus pneus perfurados por balas e a porta direita repleta de marcas de tiros

Uma fonte policial disse que o veículo havia sido alugado na região há alguns dias. As autoridades também fizeram um apelo urgente para que as pessoas doem sangue.

Dezenas de pessoas buscavam ao mesmo tempo no Twitter notícias de seus parentes.

Por sua vez, a mesquita de Al-Azhar, a mais alta autoridade do Islã sunita, pediu a união de “esforços para derrotar o terrorismo e limpar o mundo deste mal”.

“Caráter terrorista”

O “caráter terrorista” do ataque é inegável, disse em um discurso televisivo o presidente Hollande.

O chefe de Estado também advertiu que, apesar dos ataques, a França “reforçará sua ação na Síria e no Iraque”, países onde combate os terroristas do Estado Islâmico (EI).

O estado de emergência, que deveria terminar em quinze dias, foi prolongado por três meses. Este regime, decretado após os atentados de 13 de novembro, facilita as operações policiais e a prisão domiciliar de suspeitos.

Igualmente, Hollande anunciou o recurso a milhares de cidadãos reservistas para apoiar policiais e gendarmes, esgotados por meses de vigilância intensiva desde 2015.

Este é um dos atentados mais sangrentos cometidos na Europa nos últimos anos.

No dia 13 de novembro passado, suicidas do grupo extremista Estado Islâmico (EI) mataram em Paris 130 pessoas, 90 delas na casa de shows Bataclan.

Antes destes atentados, a França já havia sido atingida pela violência terrorista nos ataques de janeiro de 2015 contra a revista satírica Charlie Hebdo e um supermercado kosher, que deixaram 17 mortos e que foram seguidos por vários outros ataques e tentativas.

Exame; com

Filho de Bin Laden promete vingança em vídeo na internet

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Beirute – O suposto filho de Osama Bin Laden, Hamza bin Laden, promete vingança contra os Estados Unidos pelo assassinato de seu pai, em 2011, em Abbottabad, no Paquistão.

Em áudio divulgado na internet pela al-Qaida, Hamza bin Laden diz que os americanos são responsáveis pelas decisões de seus líderes. Ele diz que a al-Qaida continuará travando sua “guerra santa” contra os Estados Unidos, em resposta à opressão dos muçulmanos.

“Se vocês pensam que o crime cometido em Abbottabad passou sem punição, vocês pensaram errado”, diz Hamza. Analistas especulam que ele possa estar sendo preparado para assumir como líder da al-Qaida.

Exame.Abril.com.br

Atentado reivindicado pelo EI deixa ao menos 119 mortos no Iraque

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Ao menos 119 pessoas morreram e mais de 140 ficaram feridas neste domingo em um atentado suicida em Bagdá reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI), o pior ataque na capital iraquiana em 2016.

O atentado ocorreu em uma rua comercial do bairro de Karrada da capital iraquiana, onde muitas pessoas costumam fazer suas compras antes da festa do fim do Ramadã.

Segundo autoridades de segurança do país, ao menos 119 pessoas perderam a vida e mais de 180 ficaram feridas.

O governo decretou três dias de luto nacional e anunciou que serão reforçadas as medidas de segurança, após ter sofrido críticas e questionamentos.

O primeiro-ministro, Haider al Abadi, se dirigiu ao local do atentado e prometeu punir os responsáveis, mas os iraquianos estão furiosos diante da incapacidade do governo de impedir este tipo de ataque.

Uma das novas medidas anunciadas é a reitada de detectores de explosivos com ineficácia comprovada.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra homens lançando pedras contra um comboio que parece ser o de Abadi.

A explosão também provocou danos importantes. Vários imóveis e lojas foram arrasados pelas chamas, em incêndios que continuavam ativos doze horas após o atentado.

Um membro das unidades de Proteção Civil explicou que a identificação das vítimas “vai levar vários dias”.

Hussein Ali, um ex-soldado de 24 anos, disse que seis pessoas que trabalhavam na loja de sua família morreram e que seus corpos ficaram tão carbonizados que não puderam identificá-los.

O EI reivindicou o ataque, afirmando que um de seus combatentes detonou um carro-bomba perto de uma reunião de muçulmanos xiitas, segundo o centro de acompanhamento de grupos terroristas SITE.

O ataque foi registrado uma semana após o EI ter perdido a cidade de Fallujah para as tropas governamentais iraquianas, apoiadas pela coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos.

O atentado demonstra que, apesar das derrotas sofridas no Iraque e na Síria, o EI mantém sua capacidade operacional e é capaz de atacar longe de suas bases.

A única cidade principal que ainda está sob seu controle é Mossul (norte), segunda em importância no país. As tropas iraquianas lançaram várias ofensivas para recuperá-la.

O último ataque de grande porte do EI em Bagdá ocorreu em 17 de maio. Foi um duplo atentado que deixou 50 mortos e mais de 100 feridos.

O ocorrido neste domingo volta a colocar em evidência o governo iraquiano e sua capacidade para detectar e conter o grupo extremista. Muitos questionam a eficácia dos detectores de explosivos e dos controles para entrar na capital, considerando que não são suficientes.

Capacidades de ataque

O ataque também ocorreu dois dias após o Pentágono anunciar a morte de dois chefes militares do EI em um ataque da coalizão perto de Mossul em 25 de junho.

No bombardeio “morreram Basim Mohamed Sultan al-Bajari, o vice-ministro de guerra do EI, e Hatim Talib al-Hamduni, um comandante militar de Mossul”, segundo a mesma fonte.

Ambos eram dois dos “principais responsáveis militares do EI no norte do Iraque” e sua morte permite “preparar o terreno para que as tropas iraquianas libertem Mossul com o apoio da coalizão”.

Os Estados Unidos esperam concluir a campanha militar contra o grupo Estado Islâmico até o fim do verão de 2017.

Segundo o diretor da CIA, John Brennan, embora o EI tenha perdido terreno em seus redutos de Iraque e Síria, mantém intactas suas capacidades para cometer atentados terroristas.

“À medida que a pressão aumentar” sobre o EI em terra, “acreditamos que intensificará” seus esforços para manter sua posição de organização terrorista mais forte do mundo, disse Brennan em junho.

O enviado da ONU para o Iraque, por sua vez, condenou um “ato covarde e odioso de proporções sem igual” e convocou as autoridades a levar os responsáveis à justiça.

Este grupo extremista, que também ocupa grande parte da Síria, também cometeu múltiplos atentados em vários países do mundo.

* AFP

Turquia aponta EI como provável reponsável por atentado

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Istambul – Os primeiros indícios da investigação apontam o grupo jihadista Estado Islâmico como autor do ataque ao aeroporto Atatürk de Istambul, disse nesta quinta-feira o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim.

O governante indicou o EI como provável responsável pelo atentado, que deixou pelo menos 36 mortos, em declarações feitas no próprio aeroporto, transmitidas ao vivo pela emissora “NTV”.

Yildirim confirmou que o balanço se situa por enquanto em 36 vítimas mortais, além de três terroristas suicidas. Também há “um grande número de feridos”, sendo poucos em condições graves.

A emissora “NTV” assegura que o saldo de feridos chega a 147 pessoas, e o ministro confirmou que entre elas “provavelmente haja estrangeiros”, mas sem dar mais detalhes.

Yildirim negou que houvesse falhas de segurança, lembrou que o ataque foi mais grave porque os agressores utilizavam armas automáticas e desmentiu o rumor que um dos terroristas tenha escapado, mas acrescentou que todas as possibilidades são investigadas.

“Há uma ameaça global e o objetivo é matar gente inocente. A luta contra o terrorismo tem que ser assumida por todos. É significativo que este ataque tenha sido realizado logo quando estamos normalizando as relações com nossos vizinhos”, disse Yildirim, em alusão ao pacto com Israel para recuperar relações diplomáticas, assinado ontem, e as tentativas de reconciliação com a Rússia.

Exame.com

Ex-goleiro do Grêmio e de clubes do RN presencia atentado em Istambul

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O goleiro Andrey Nazário, que foi campeão gaúcho e da Série B do Campeonato Brasileiro pelo Grêmio, e ainda defendeu as camisas de ABC e América-RN entre os anos de 2012 a 2014, passou pelo ABC em 2012 e América-RN em 2013 e 2014, onde foi campeão potiguar, passou por momentos de apreensão e desespero nesta terça-feira, na Turquia, por conta do atentado a bomba ao aeroporto Ataturk. Segundo as autoridades turcas, 36 pessoas morreram e 147 ficaram feridas

G1

Por que 93 pessoas morreram em dois dias na Índia por causa de raios?

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Garoto indiano recebe atendimento em Ballia, no estado Uttar Pradesh, após ser atingido por um raio na quarta-feira (22) (Foto: Press Trust of India via AP)

Pelo menos 93 pessoas morreram e mais de 20 ficaram feridas por raios no norte da Índia desde a terça-feira.

A maioria das pessoas que morreram estava trabalhando em fazendas durante chuvas torrenciais nos estados de Bihar, Jharkhand, Uttar Pradesh e Madhya Pradesh.

Todos os anos, desde 2005, pelo menos 2 mil vítimas morrem por causa de raios no país, de acordo com o Serviço Nacional de Registros Criminais. Mas o que explica o grande número de incidentes?

Os relâmpagos são comuns na Índia entre junho e setembro, período de chuvas torrenciais de monções – quando o país recebe 80% de sua precipitação anual.

Apesar da grande incidência de tempestades, faltam avisos sobre a ocorrência e os perigos da exposição aos raios.

Em países onde há mais alertas, como nos Estados Unidos, há 30 mortes por ano. No Brasil, a quantidade é maior: são, em média, 111 mortes anualmente, segundo estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

Além da falta de advertências, outros dois fatores colaboram para o número de casos: o fato de que a maioria da população trabalha a céu aberto e a grande extensão das tempestades de relâmpagos, que se alastram por quilômetros.

“Angustiado”
Nos incidentes desta semana, que se concentraram no Estado de Bihar, onde 37 morreram, muitas das vítimas eram mulheres e crianças, segundo a agência de notícias AFP.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, disse que estava “profundamente angustiado” com as mortes.

Um dos feridos no Estado de Rohtas contou a sua experiência a jornalistas: “Quando começou a chover, imediatamente procuramos abrigo. Ele [o relâmpago] nos atingiu lá, e então ficamos inconscientes.”

“Não conseguimos entender o que tinha acontecido. Quando recuperei a consciência, percebi que tinha sido atingido por alguma coisa.”

Dicas de segurança durante tempestade com relâmpagos- Procure abrigo dentro de um edifício ou carro

– Evite espaços abertos e colinas expostas

– Se não tiver nenhuma outra alternativa, procure se tornar o menor alvo possível, agachando-se com os pés juntos, mãos nos joelhos e cabeça dobrada

– Não busque abrigo debaixo de árvores altas ou isoladas

– Se estiver na água, nade imediatamente para a borda

Fonte: Sociedade Real para a Prevenção de Acidentes do Reino Unido

Serra não ver intenção de extermínio sobre Mercosul

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O Ministro das Relações Exteriores, José Serra, afirmou nesta segunda-feira que não tem “nenhuma intenção de extermínio em relação ao Mercosul”, embora tenha defendido que o Brasil adote mudanças necessárias que permitam sua liderança no cenário internacional de comércio e economia.

“Não vamos chegar e acabar. O que vamos é buscar uma transição com isso, pois primeiro temos que avaliar os impactos das ações neste grupo, precisamos olhar os dados”, afirmou em reunião com empresários da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).

Deputada Britânica é assassinada e campanha de referendo é suspenso

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A deputada britânica Jo Cox, de 41 anos, foi atacada a tiros em Birstall, norte da Inglaterra

A campanha para que o Reino Unido permaneça na União Europeia foi suspensa nesta quinta-feira em função do assassinato da deputada trabalhista Jo Cox.

A deputada britânica, de 41 anos, mãe de dois filhos, foi atacada a tiros em Birstall, no norte da Inglaterra, e morreu em decorrência dos ferimentos pouco depois, em um hospital de Leeds.

O Reino Unido não registrava o assassinato de um político desde os anos 1980 e o começo dos 1990, quando eram alvo do IRA (Exército de Libertação Irlandês).

Cox era partidária da permanência do país na União Europeia e, segundo vários meios de comunicação, seu agressor gritou “Reino Unido primeiro!”, um lema da ultradireita britânica.

Clarke Rothwell, proprietário de um café situado na região, disse à agência britânica Press Association (PA) que o autor dos tiros gritou “Britain first!” (Reino Unido primeiro!), lema da extrema direita britânica.

A polícia não confirmou esta versão.

Outras duas pessoas ficaram levemente feridas no ataque cometido por um homem de 52 anos e identificado como Tommy Mair. O agressor foi detido pela polícia no local do ataque.

Scott Mair, irmão do agressor, disse ao Daily Telegraph que Tommy sofreu de problemas mentais, mas foi devidamente tratado.

“Não posso acreditar no que aconteceu. Meu irmão não é violento e não se mete em política. Teve problemas mentais, mas recebeu ajuda”.

Após a notícia da morte, começaram a multiplicar as homenagens no Reino Unido e em toda a Europa.

Nos Estados Unidos, o secretário de Estado Jonh Kerry expressou seu “profundo pesar em ver que uma jovem parlamentar, que era uma jovem mulher com um talento imenso, foi morta no exercício de suas funções. É um ataque contra todos aqueles que consideram a democracia importante”.

Por esta razão, “suspendemos todos os atos de campanha durante o dia. Nossos pensamentos estão com Jo Cox e sua família”, afirmou a campanha “Vote In” em seu Twitter, antes da confirmação da morte da deputada.

Em Londres, dezenas de pessoas se reuniram em frente ao Parlamento, entre eles o líder dos trabalhistas, Jeremy Corbyn, e vários outros dirigentes do partido, que compareceram com lágrimas nos olhos.

“Era uma militante corajosa, uma voz para os que não têm voz. Estamos comovidos com esta perda”, disse à AFP Fatima Ibrahim, pertencente ao movimento cidadão Avaaz.

O viúvo, Brendan Cox, pediu para “lutar contra o ódio que matou Jo”.

“O ódio não tem credo, raça, nem religião, é venenoso”, afirmou.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, também anunciou o cancelamento de um comício a favor da União Europeia em Gibraltar.

“A mim parece melhor que se tenha suspendido a campanha devido ao terrível ataque contra Jo Cox. Não irei ao comício desta noite em Gibraltar”, escreveu no Twitter o primeiro-ministro, que já se encontra nesse encrave britânico no sul da Espanha.

Advertências contra o Brexit

Até o ataque contra Cox, o dia era agitado pela divulgação dos resultados de uma pesquisa dando aos partidários do Brexit uma vantagem no referendo.

O Fundo Monetário Internacional advertiu na quinta-feira que se o Reino Unido aprovar sua saída da União Europeia no referendo que será realizado na semana que vem, os mercados serão afetados, dificultando o crescimento econômico.

“Uma votação a favor da saída da UE poderá precipitar um período de alta incerteza, volatilidade nos mercados e um crescimento mais lento, enquanto que o Reino Unido negocie sua nova relação com a UE”, disse Gerry Rice, porta-voz do FMI, em uma coletiva de imprensa.

Já a chanceler Angela Merkel declarou que não pode “imaginar que isso (a saída) seja uma vantagem” para os britânicos.

O Banco da Inglaterra (BoE) considerou, por sua vez, que “se o Reino Unido abandonar a UE, a libra esterlina cairá mais, ou até pronunciadamente”.

O Financial Times, o jornal econômico britânico, declarou, sem surpresa, ser a favor da permanência na UE, uma posição contrária a do tabloide The Sun, que chamou seus leitores a escolher o Brexit.

“Abandonar a causa de uma reforma construtiva da Europa, que é verdade que é imperfeita, seria derrotista. Seria um ato gratuito de auto-mutilação”, escreveu o Financial Times em seu editorial.

O jornal acusou ainda a campanha pelo Brexit de ser “superficialmente patriótica e mentirosa”, principalmente por minimizar os custos da ruptura e dramatizar os da permanência.

“Somos a Grã-Bretanha. Temos uma contribuição a dar para um mundo mais próspero, mas seguro”, sentenciou o jornal.

A revista The Economist, por sua vez, informou que a UE “é um clube imperfeito e, às vezes, enlouquecedor. Mas é muito melhor do que a alternativa. Acreditamos que abandoná-lo seria um terrível erro”.

Muito esperada, a pesquisa Ipsos-Mori, realizada por telefone de 11 a 14 de junho com 1.257 pessoas, apontou pela primeira vez uma liderança do “Leave”, com 53% contra 47%, enquanto o instituto Survation constata uma vantagem de 52% contra 48%, sem contar os indecisos.

Com estes, os resultados de quatro consultas telefônicas em menos de uma semana coincidem em dar vantagem ao campo do Brexit.

De qualquer forma, alertou o Ipsos, 20% dos entrevistados admitiram que poderiammudar de ideia nos próximos sete dias.

Imprensa internacional repercute decreto de calamidade pública do RJ

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O decreto de calamidade pública em função da crise financeira no Rio de Janeiro gerou repercussão imediata na imprensa internacional na tarde desta sexta-feira (17).

A agência de notícias Reuters destacou: “Rio declara estado de emergência financeira”. O texto da agência, que diz que as receitas do estado, em parte ligadas à indústria do petróleo, caíram nos últimos dois anos, foi publicado em diversos veículos de imprensa.

O decreto também foi noticiado pelos sites dos jornais americanos “Washington Post” e “The New York Times”, do espanhol “El País”, da rede de TV americana NBC e da britânica BBC.

O “Washington Post” afirma que o decreto surpreendeu a muita gente e destacou que a Olimpíada acontecerá em meio ao julgamento de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, à crise em saúde pública devido à epidemia do vírus da zika e à recessão econômica.

O jornal também cita que o estado foi atingido pela queda das receitas e do preço do petróleo, “enquanto uma enorme crise de corrupção deixou a companhia petrolífera estatal Petrobras, uma das maiores empresas do Rio de Janeiro, cambaleando”.

Ao repercutir a notícia, a rede britânica BBC destacou que o anúncio é feito a menos de 50 dias da Olimpíada. Também lembrou que há preocupações sobre a epidemia do vírus da zika e o impacto que ela pode ter sobre o turismo no Rio de Janeiro.

O mundo em violência: Policiais são assassinados dentro de casa em Paris

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Polícia chega à casa dos policiais assassinados por um homem, que segundo a imprensa local já tinha sido condenado por jihadismo, em Paris, na França

Paris – O homem que assassinou na noite de segunda-feira um casal de policiais em sua casa em Magnaville, na região metropolitana de Paris, é um francês de 25 anos que vivia em uma cidade próxima, Mantes La Jolie, e que tinha sido condenado em 2013 por pertencer a uma rede de recrutamento de jihadistas e cumprido sua pena.

Esta informação foi veiculada nesta terça-feira por vários veículos de imprensa e entre eles a emissora “RMC” citou seu nome, Larossi Abballa, e detalhou que ele tinha aberto no ano passado um restaurante de fast-food em Mantes La Jolie.

Abballa, que tinha histórico de criminoso comum, foi julgado e condenado a três anos de prisão junto a outras sete pessoas por integrar uma organização que enviava jihadistas ao Paquistão.

O homem foi abatido horas depois do duplo assassinato na mesma casa do casal de policiais pelas forças da ordem, que conseguiram resgatar o filho de três anos dos agentes.

O Estado Islâmico (EI) reivindicou durante a madrugada a autoria do crime através de uma agência ligada ao grupo.

A procuradoria antiterrorista iniciou uma investigação sobre esses fatos, que o primeiro-ministro Manuel Valls associou ao “terrorismo” em seu perfil no Twitter.

O porta-voz do governo, Stéphane Le Foll, também insistiu hoje nessa mesma ideia. “É um ato horrível, é um ato terrorista”, disse em entrevista à emissora “RTL”.

O presidente da França, François Hollande, se reuniu na manhã de hoje, pouco antes das 8h locais (3h de Brasília) com os integrantes de seu governo encarregados das questões de segurança.

Entre eles, estava o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, que na manhã de hoje realiza uma visita às delegacias onde trabalhavam os dois policiais, em Le Mureaux e Mantes La Jolie.

Estes fatos acontecem em plena Eurocopa de futebol, que começou na última sexta-feira e vai até 10 de julho, enquanto a França segue em alerta terrorista após os ataques do ano passado, em particular os de 13 de novembro em Paris.

Exame.com,br

Ciclistas pelados protestam em Londres e atraem olhares curiosos

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Mulheres observam ciclistas sem roupa durante pedalada em Londres (Foto: REUTERS/Luke MacGregor)

Ciclistas tiraram a roupa e atraíram olhares curiosos ao pedalarem por pontos turísticos de Londres, capital britânica, neste sábado (11). O ato fez parte da World Naked Bike Ride (conhecida como “Pedalada Pelada” no Brasil).

O evento é uma campanha global para incentivar o uso de meios de transporte alternativos (além da bicicleta, patins e skate, por exemplo), além de um ato de protesto contra veículos motorizados e a destruição ambiental.

Ciclistas recebem olhares durante a Pedalada Pelada na capital do Reino Unido, neste sábado (11) (Foto: REUTERS/Luke MacGregor)
Ciclistas recebem olhares durante a Pedalada Pelada na capital do Reino Unido, neste sábado (11) (Foto: REUTERS/Luke MacGregor)

Mãe queima filha viva por se casar sem permissão

Mãe queimou filha Zeenat Bibi viva por se casar sem permissão no Paquistão (Foto: K.M. Chaudary/AP)
Mãe queimou filha Zeenat Bibi viva por se casar sem permissão no Paquistão (Foto: K.M. Chaudary/AP)

G1 – Uma mãe queimou sua filha viva nesta quarta-feira (8) por ela ter se casado sem sua permissão noPaquistão, no segundo caso dessa natureza em duas semanas no país, segundo a polícia.

Zeenat Bibi, de 17 anos, foi envolvida com querosene e queimada por sua mãe, Perveen Bibi, em sua casa da cidade oriental de Lahore uma semana depois que a mesma se casou sem a permissão da família, disse à Agência Efe o porta-voz policial da área, Matloob Hussain.

O porta-voz explicou que a família pediu à vítima que retornasse à casa após fugir com seu marido para realizar uma cerimônia matrimonial e acabou morta.

Hassan Khan, marido da vítima, indicou à polícia que viu como vários familiares a agarravam enquanto a mãe jogava combustível e lhe ateava fogo.

Hassan Khan, marido da vítima, mostra o certificado de casamento (Foto: K.M. Chaudary/AP)
Hassan Khan, marido da vítima, mostra o certificado de casamento (Foto: K.M. Chaudary/AP)

“Ela não queria retornar para sua família porque temia que a matassem. Mas eu dei permissão depois que um de seus tios garantiu sua segurança. Deixei que fosse”, disse Khan à televisão paquistanesa “Geo”.

Há uma semana, uma professora de 19 anos foi torturada e queimada viva por um grupo de homens após rejeitar uma proposta matrimonial do filho do dono da escola onde ensinava na cidade de Murree, próxima à capital.

A jovem faleceu por causa dos ferimentos na quarta-feira passada, dois dias depois da agressão, disse à Agência Efe o porta-voz policial de Murree Mubashir Hussain Abbasi.

Os chamados “crimes de honra” são muito frequentes no Sul da Ásia e costumam envolver homens de uma família que consideram uma afronta que transgride a conservadora moral familiar das sociedades locais.

Em 2015, 923 mulheres foram vítimas desse tipo de crime no país, segundo um relatório da Comissão de Direitos Humanos do Paquistão (HRCP), que adverte que esse número esconde uma realidade ainda maior que fica fora dos registros.

A comprometida cineasta Sharmeen Obaid Chinoy ganhou neste ano seu segundo Oscar pelo documentário em curta-metragem “A Girl in the River: The Price of Forgiveness”, que conta a história de uma sobrevivente de um desses “crimes de honra”.

O primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, prometeu tomar medidas legislativas contra este tipo de crime após ver o documentário.

Atentado em Istambul deixa ao menos 11 mortos e 36 feridos

Carro-bomba explode e atinge ônibus no centro histórico de Istambul, na Turquia, matando pelo menos 11 pessoas
Carro-bomba explode e atinge ônibus no centro histórico de Istambul, na Turquia, matando pelo menos 11 pessoas

Istambul – Pelo menos 11 pessoas morreram e outras 36 ficaram feridas durante a explosão de um carro-bomba nesta terça-feira contra um ônibus policial que circulava no centro histórico de Istambul, na Turquia, informou hoje o governador da cidade, Vasif Sahin.

“Sete policiais e quatro civis morreram, outras 36 pessoas ficaram feridas”, declarou Sahin em um breve comparecimento aos veículos de imprensa.

O atentado aconteceu às 8h40 locais, quando o veículo com os agentes circulava perto de um ponto de ônibus no bairro de Beyazit Vezneciler, nas proximidades de uma universidade e de lugares turísticos na parte europeia da cidade.