Category: Lei & Justiça

Grupo J&F diz não poder dar detalhes de anexos das delações entregues à PGR

Resultado de imagem para o grupo J&F, que controla o frigorífico JBS
Unidade da JBS Foods em Itajaí, Santa Catarina (Foto: Lucas Tavares/Agência)

Brasília, 03 – Em nota enviada neste domingo, o grupo J&F, que controla o frigorífico JBS, afirmou que não pode fornecer detalhes dos novos anexos da delação entregues por seus executivos à Procuradoria-Geral da República (PGR). Na nota, a holding limitou-se a dizer que os colaboradores apresentaram, dentro dos prazos legais, os anexos e que continuam à disposição da Justiça.

“Os colaboradores apresentaram, dentro dos prazos legais estabelecidos, as informações e documentos que complementam os esclarecimentos prestados previamente à Procuradoria-Geral da República e continuam à disposição para cooperar com a Justiça. Não é possível fornecer detalhes porque esses dados estão sob sigilo”, diz a nota enviada pela assessoria de imprensa do grupo.

 De acordo com a Globonews, o empresário Joesley Batista informou à PGR, em um dos novos anexos entregues aos investigadores, um episódio de “pressão política” para que o BNDES desse aval para o financiamento de uma fábrica de celulose da Eldorado, no Estado do Mato Grosso do Sul.

Segundo a emissora, o empresário relatou que pediu apoio ao senador José Serra (PSDB-SP) e aos ex-ministros da Fazenda Antonio Palocci e Guido Mantega. Por ter obtido o financiamento, Joesley teria dado em torno de 4% de propina do contrato para Mantega e 1% para Vaccari, segundo a emissora. Dirigentes de fundos de pensão também teriam sido beneficiados.

Defesas

Por meio de sua assessoria de imprensa, Serra negou a acusação. “Essa história jamais ocorreu. Até porque não faria o menor sentido o candidato de oposição tentar influenciar uma decisão de governo”, disse o senador. A assessoria de Mantega, por sua vez, informou que não teve acesso ao anexo de Joesley e que só vai se pronunciar após conhecer o inteiro teor das acusações. Até a publicação deste texto, as defesas de Vaccari e Palocci não haviam respondido à reportagem.

Negociações

No último sábado (2), a holding J&F, da família Batista, anunciou que concluiu as negociações para a venda da Eldorado Celulose e Papel com a Paper Excellence, da família Widjaja, que também é dona Asia Pulp and Paper (APP). O valor total da transação é de R$ 15 bilhões. A aquisição marca a entrada dos empresários asiáticos no Brasil, que também são donos da gigante de papel e celulose Asia Pulp & Paper (APP). (Equipe AE)

Fonte:http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/09/03/internas_economia,897493/grupo-j-amp-f-diz-nao-poder-dar-detalhes-de-anexos-das-delacoes-entreg.shtml

Temer paralisa processos sobre Renca e vai debater mineração

Resultado de imagem para Floresta de Reserva amazonica
Foto: Internet

Um dia após a Justiça Federal em Brasília suspender os efeitos do decreto do presidente Michel Temer que extinguiu a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), o governo decidiu hoje (31) paralisar todos os procedimentos relativos a eventuais direitos minerários na área da reserva, incrustada em uma região entre os estados do Pará e do Amapá.

Segundo nota assinada pelo ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, a partir de agora, será iniciado um “amplo debate” sobre as alternativas para a proteção da região. “Essa iniciativa se dá em respeito às legítimas manifestações da sociedade e a necessidade de esclarecer e discutir as condições que levaram à decisão de extinção da Renca”, diz trecho da nota.

Ainda de acordo com o comunicado, divulgado hoje à noite à imprensa, no prazo de 120 dias, o Ministério de Minas e Energia deve apresentar ao governo e à sociedade as conclusões do debate e eventuais medidas para “promoção do desenvolvimento sustentável, com a garantia de preservação”.

Repercussão

Assinado na última quarta-feira (23) pelo presidente Michel Temer, o decreto extinguiu a Reserva Nacional do Cobre e Associados. A decisão gerou questionamento de ambientalistas, artistas, de setores da sociedade e até da mídia internacional.

A área de proteção foi criada em 1984 no governo do presidente João Figueiredo, o último chefe do governo do período militar. Na ocasião, foi definida a proteção de uma área de 47 mil quilômetros quadrados (km²), situada em uma região entre os estados do Pará e do Amapá.

Desde então, pesquisa mineral e atividade econômica na área passaram a ser de responsabilidade da Companhia Brasileira de Recursos Minerais (CPRM – Serviço Geológico Brasileiro) ou de empresas autorizadas pela companhia. Além do cobre, estudos geológicos indicam a ocorrência de ouro, manganês, ferro e outros minérios na área.

Na segunda-feira (28), o Ministério Público Federal no Amapá (MPF/AP) ajuizou ação civil pública pedindo à Justiça Federal a concessão de tutela de urgência para suspender os efeitos do decreto. Na quarta-feira, o juiz Rolando Spanholo, da 21ª Vara Federal de Brasília, determinou a suspensão dos efeitos de “todo e qualquer ato administrativo tendente a extinguir a reserva.

 

Fonte:http://exame.abril.com.br/brasil/temer-paralisa-processos-sobre-renca-e-vai-debater-mineracao/

Aplicabilidade de Lei sobre vagas de emprego para mulher é discutida em reunião

Crédito da Foto: Eduardo Maia

A aplicabilidade da Lei 10.171 de 21 de fevereiro deste ano, promulgada pela Assembleia Legislativa e que dispõe sobre a reserva de 5% das vagas de emprego em empresas terceirizadas prestadoras de serviços ao Governo do Estado, para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, foi pauta de reunião promovida nesta quinta-feira (31) entre a deputada Márcia Maia (PSDB) com as delegadas das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), representantes da Associação de Delegados de Polícia (ADEPOL) e Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres.

“Vamos definir uma padronização do encaminhamento e aproveitamento das mulheres que serão beneficiadas pela Lei. No dia 11 de setembro iremos realizar um novo encontro com apresentação de um formulário de atendimento das delegacias especializadas para encaminhamento à secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres. Também será discutida a minuta de uma parceria entre as delegacias e a Secretaria para as Mulheres”, destacou Márcia ao final da reunião.

Durante o encontro, as delegadas disseram que em muitas ocasiões as vítimas de violência não procuram as delegacias para formularem as denúncias, porque muitas dependem economicamente dos agressores. Essa observação será colocada no formulário a ser elaborado para identificar as vítimas que necessitam de emprego.

Participaram da reunião as delegadas Rossana Roberta Pinheiro, Renata Costa (DEAM-Caicó), Ana Alexandrina (DEAM-Zona Norte), Luana Pessoa Faraj (DEAM-Parnamirim), Ana Paula Pinheiro (DEAM – Zona Sul; Paoulla Maués ( ADEPOL), Cláudia Saraiva (ADEPOL) e a Secretária de Políticas Públicas para as Mulheres, Flávia Lisboa.

Temer vai recorrer da decisão de Fachin por não afastar Rodrigo Janot

Resultado de imagem para Temer e Janot

O presidente da República Federativa do Brasil, Michel Temer, em viagem na China, deu declarações sobre a decisão do ministro do Superior Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, de não afastar o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, das investigações contra ele. Quando questionado sobre a decisão do ministro, Temer afirmou que seu advogado está analisando opções e pode recorrer à Corte. Segundo ele, não se pode “manter o silêncio”.

“Meu advogado está vendo. Ele me disse que talvez tenha agravo para o plenário do STF. Mas não sei. É uma questão que ele conduz”, disse.

“Não se trata de desqualificar o acusador. Você sabe que no plano jurídico quando alguém começa a agir suspeitamente, você tem de arguir a suspeição, pois quem decide é o Judiciário. É o Judiciário que vai decidir se há suspeição ou se não há suspeição. O que não se pode é manter o silêncio”.

 

Fonte:https://www.terra.com.br/noticias/brasil/e-de-uma-singeleza-impar-diz-temer-na-china-sobre-decreto-que-extingue-reserva-de-mineracao-na-amazonia,61e8740228813e9e6f73895195e7caa7pfopaxm7.html

Gilmar será relator de ação contra decreto que extinguiu Renca

Brasília - O presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, durante julgamento da chapa Dilma-Temer
Gilmar Mendes: o ministro foi sorteado para ser o relator (José Cruz/Agência Brasil/Agência Brasil)

Brasília – O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado nesta quarta-feira, 30, para ser o relator de um mandado de segurança impetrado pelo PSOL contra decreto do presidente Michel Temer que extinguiu a Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), localizada nos Estados do Pará e do Amapá.

O PSOL alega que a extinção da reserva invade a competência legislativa do Congresso Nacional e tem um simbolismo muito grande, “porque demonstra de forma inequívoca que o governo federal está dando atenção à atividade econômica da mineração”.

Em meio à polêmica sobre a reserva, o governo editou um novo decreto, que mantém a extinção da reserva, mas entre os poucos pontos alterados prevê a criação de um Comitê de Acompanhamento das Áreas Ambientais da Extinta Renca interministerial.

Contestado pelo PSOL, o novo decreto tem como objetivo regulamentar a exploração mineral “apenas na área onde não haja sobreposição com unidades de conservação, terras indígenas e faixa de fronteira”, de acordo com o governo.

“Evidentemente que o decreto ‘sub judice’ é um plano malfeito, sem planejamento, estudos, metas, objetos, entre outras medidas necessárias, sequer visando o desenvolvimento regional, pois tem caráter entreguista e de desesperada sina de arrecadar recursos”, sustenta o PSOL.

 

Leia mais no Link: http://exame.abril.com.br/brasil/gilmar-sera-relator-de-acao-contra-decreto-que-extinguiu-renca/

Ary Gomes assume vaga na Câmara de Vereadores de Natal após recontagem de votos

Ary Gomes, do PDT, assume vaga na Câmara (Foto: Reprodução/Facebook)
Ary Gomes, do PDT, assume vaga na Câmara (Foto: Reprodução/Facebook)

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte fez, nesta quarta-feira (30), a recontagem dos votos das eleições municipais de 2016 o que gerou mudanças na composição da Câmara Municipal de Natal. Ary Gomes (PDT) assume uma vaga na Casa Legislativa no lugar de Aldo Clemente (PMB) que deixa o cargo.

O reprocessamento do resultado da eleição foi feito pelo juiz da 1ª zona eleitoral Reynaldo Odilo Martins Soares.

A retotalização ocorreu, uma vez que os registros de candidaturas dos candidatos Enildo Alves e Christiano Júnior (Júnior Grafith), anteriormente indeferidos em primeira e segunda instância, foram deferidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, por consequência, modificaram o cálculo dos quocientes eleitoral e partidário.

Com a recontagem, o vereador Aldo Clemente de Araújo Filho (PMB), perde a vaga por não atingir o novo quociente partidário, e por outro lado, a coligação “Natal melhor de novo I” ganha mais uma vaga, que será ocupada pelo candidato Ary Gomes do Nascimento (PDT) que obteve 3.488 votos.

O magistrado, após realizar os procedimentos legais e obter os novos resultados, totalizou os números e expediu diploma de vereador eleito a Ary Gomes.

Fonte:http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/ary-gomes-assume-vaga-na-camara-de-vereadores-de-natal-apos-recontagem-de-votos.ghtml

‘Em relação a esse rapaz, não falo’, diz Marco Aurélio sobre Gilmar

Depois de a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, cogitar levar para votação em plenário o pedido de suspeição do ministro Gilmar Mendes, nos casos envolvendo o empresário do setor de transportes Jacob Barata Filho, o também ministro Marco Aurélio Mello, ao ser questionado sobre o assunto, preferiu não comentar.
“Não falo sobre isso, não. Em relação a esse rapaz, não falo”, disse Marco Aurélio ao O Globo.

A solicitação de impedimento foi feita pela Procuradoria-Geral da República. Gilmar foi padrinho de casamento da filha do empresário e concedeu habeas corpus a ele, além de decretar medidas alternativas à sua prisão. O noivo era o sobrinho de Guiomar Mendes, casada com o ministro.

Já Alexandre de Moraes evitou polemizar e disse que o procedimento é normal. “Esse é o procedimento normal para todos os casos. Ela ouve (o ministro) e depois decide. Até agora, está o procedimento é normal. A hora que chegar, a gente analisa”, afirmou Moraes.

Nessa segunda-feira (28), Cármen Lúcia pediu para Gilmar Mendes se manifestar sobre os pedidos do procurador-geral Rodrigo Janot.

Fonte: JL/Notícias ao Minuto
Reportagem publicada no site www.jornalluzilandia.com.br

Juiz envolvido em venda de sentenças no RN é condenado a aposentadoria

Foto: Internet

O juiz José Dantas de Lira foi condenado à aposentadoria compulsória depois de ser comprovada a participação dele em um esquema criminoso de venda de decisões judiciais. Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Norte, os crimes possibilitavam a liberação de empréstimos consignados junto a instituições financeiras, mesmo com margens comprometidas.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, nesta terça-feira (29), por unanimidade, pela aposentadoria compulsória do magistrado, que atuava na 1ª Vara Cível da comarca de Ceará-Mirim, na Grande Natal.

A decisão é outro desdobramento da operação Sem Limites, deflagrada em julho de 2014, que já havia provocado o afastamento do magistrado no curso de ação penal, bem como no bloqueio de bens nos autos de ação de responsabilização por ato de improbidade administrativa.

Segundo o Ministério Público do RN, os servidores eram procurados por operadores do esquema, que ofereciam a liberação da margem consignável (então limitada até 30%) e cobravam por essa facilitação um percentual do valor do empréstimo. As liberações eram conquistadas a partir da concessão de liminares em ações na Justiça.

Leia mais no Link: http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/juiz-envolvido-em-venda-de-sentencas-no-rn-e-condenado-a-aposentadoria.ghtml

 

Cármen Lúcia pede que Gilmar fale sobre suspeição no caso Jacob Barata Filho

Fotos: Fernando Frazão/Agência Brasil e Carlos Humberto/SFT
Fotos: Fernando Frazão/Agência Brasil e Carlos Humberto/SFT
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, decidiu nesta segunda-feira, 28, notificar o ministro Gilmar Mendes sobre a arguição de suspeição apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra ele.
Conforme a decisão da presidente do STF, o ministro poderá decidir se quer se manifestar sobre o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que Gilmar não possa atuar nos habeas corpus relacionados ao empresário Jacob Barata Filho, investigado em desdobramentos da Lava Jato, no Rio de Janeiro.
Entre os motivos apresentados, a PGR cita que Gilmar foi padrinho de casamento da filha do empresário: “Os vínculos são atuais, ultrapassam a barreira dos laços superficiais de cordialidade e atingem a relação íntima de amizade”, afirmou a Procuradoria no pedido de suspeição.
A PGR também destacou que o advogado Sérgio Bermudes, cujo escritório é integrado por Guiomar Mendes, mulher de Gilmar, representa e vem assinando “diversas petições postulando o desbloqueio de bens e valores nos autos dos processos cautelares de natureza penal relacionados à Operação Ponto Final”, investigação que culminou na prisão de Jacob Barata Filho.
“Impõe-se oitiva da autoridade arguida, Ministro Gilmar Mendes, deste Supremo Tribunal. Dê-se ciência desta arguição de suspeição, impedimento e incompatibilidade ao Ministro Gilmar Mendes para, querendo, manifestar-se sobre a alegação do arguente”, determinou Cármen Lúcia.
Procurada, a assessoria do ministro Gilmar Mendes disse que ele vai se manifestar nos autos.
Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2017/08/28/interna_politica,719853/carmen-lucia-pede-que-gilmar-fale-sobre-suspeicao-no-caso-jacob-barata.shtml

Cármen Lúcia divulga salários de ministros e servidores do STF

Brasília - A presidente do STF, Cármen Lúcia, chega para sessão plenária para definir a fixação da tese de repercussão geral nas ações que tratam da desaposentação
Cármen Lúcia: portal do STF começou a detalhar os pagamentos dos salários dos servidores (José Cruz/Agência Brasil)

O portal do Supremo Tribunal Federal (STF) passou a detalhar os pagamentos de seus ministros e servidores. A medida atende à decisão da ministra Cármen Lúcia, presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de dar maior transparência aos dados sobre os salários e benefícios de todos os servidores do Supremo.

A determinação da ministra foi tomada no dia 18 de agosto e serve para “dar mais eficácia” à decisão administrativa tomada pelo Plenário do STF na sessão de 22 de maio de 2012 e à Resolução 528, de 3 de junho de 2014.

Cármen considerou a necessidade de aperfeiçoar o cumprimento da Lei de Acesso à Informação, de 2011, para permitir a ciência sobre os gastos com pessoal e contratos firmados pelo Supremo. Ela determinou o aprimoramento na exposição dos dados sobre pagamentos de servidores, especificando o subsídio e as demais parcelas, fixas ou variáveis, ainda que realizadas uma única vez.

O portal do STF começou a detalhar os pagamentos dos salários dos servidores. As licenças-prêmio pagas em dinheiro já passaram a estar disponíveis no portal.

 

Leia mais no Link: http://exame.abril.com.br/brasil/carmen-lucia-divulga-salarios-de-ministros-e-servidores-do-stf/

Ministra do STF autoriza investigação contra Serra no caso JBS

Foto: arquivo
Foto: Internet
A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de inquérito para investigar o senador José Serra (PSDB-SP) por possível prática de caixa dois na campanha eleitoral de 2010. A investigação, solicitada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tem como base a delação do empresário Joesley Batista, do grupo J&F.
Em colaboração com a Procuradoria-Geral da República (PGR), Joesley afirmou que acertou pessoalmente com o tucano uma doação de R$ 20 milhões para a campanha presidencial do político, sendo que R$ 13 milhões teriam sido doados de forma oficial. O restante do valor, mais de R$ 6 milhões, foram pagos sem registro oficial, por meio de caixa dois, segundo o delator.
O caso foi inicialmente remetido ao ministro Edson Fachin, mas redistribuído no STF porque a PGR entendeu que não havia relação com a Lava Jato. A decisão de Rosa Weber é do último dia 18, mas só foi incluída nesta segunda-feira, 28, no sistema processual da Corte.
“Os fatos, na compreensão do Procurador-Geral da República, justificam verticalizar as investigações quanto a possível ocorrência do delito previsto no artigo 350 do Código Eleitoral” escreveu a ministra Rosa Weber.
Joesley informou à PGR as formas de pagamento utilizadas, que envolveram nota fiscal superfaturada de aquisição de camarote em um autódromo para evento de Formula 1, emitida por empresa ligada a um amigo do senador. O empresário também diz ter utilizado nota fria emitida por uma segunda empresa.
No despacho, Rosa Weber deu prazo de 60 dias para que a Polícia Federal realize as diligências de investigação solicitadas por Janot. Para a ministra, as diligências pedidas “se mostram proporcionais”, “razoáveis” e “úteis”. Os donos das empresas que emitiram as notas fiscais que possibilitaram os repasses para Serra deverão ser ouvidos no inquérito.
Defesa
Procurada, a assessoria do senador não atendeu a reportagem. Quando a delação de Joesley Batista veio à público, a assessoria do tucano afirmou que “as contas de todas as campanhas de José Serra foram aprovadas pela Justiça Eleitoral”. “José Serra jamais recebeu qualquer tipo de vantagens indevidas das empresas de Joesley Batista. E mais que isso, nunca tomou medidas que tenham favorecido a Joesley ou a seu grupo empresarial em nenhum dos diversos cargos que ocupou em sua longa carreira pública. O senador está confiante que a investigação irá comprovar a lisura de sua conduta”, constava na nota do tucano.
Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2017/08/28/interna_politica,719858/ministra-do-stf-autoriza-investigacao-contra-serra-no-caso-jbs.shtml

PROCURADORES SAEM EM DEFESA DE MORO NO CASO DURAN

Resultado de imagem para Moro
Foto: da Internet

247 – Os procuradores da força-tarefa da Lava Jato divulgaram nota em defesa do juiz Sergio Moro, em razão da reportagem em que o advogado Rodrigo Tacla Duran acusa Carlos Zucolotto, amigo do juiz paranaense, de vender favores na operação.

NOTA:

1. A coluna de Mônica Bergamo no jornal Folha de S. Paulo deste domingo, 27 de agosto de 2017, reproduz, sem qualquer constatação de veracidade pela colunista, trechos de um “livro” fantasioso escrito por Rodrigo Tacla Duran, réu foragido da justiça brasileira.

 2. Nas reuniões de negociação entre esse réu e a força-tarefa Lava Jato no Ministério Público Federal em Curitiba, Rodrigo Tacla Duran esteve sempre e exclusivamente representando pelo advogado Leonardo Pantaleão.

 3. Em obediência à regra legal, o juiz federal Sérgio Moro não participou de qualquer fase das negociações do acordo de colaboração premiada.

 4. Nenhum dos membros da força-tarefa Lava Jato possui ou já possuiu relacionamento pessoal ou profissional com o advogado Carlos Zucolotto Jr., citado por Rodrigo Tacla Duran. Os procuradores jamais mantiveram com Carlos Zucolotto Jr. qualquer conversa sobre esse caso ou sobre qualquer outro.

 5. Durante as negociações, Rodrigo Tacla Duran revelou-se incompatível com os requisitos legais para a celebração do acordo, motivo pelo qual o MPF encerrou as negociações.

 6. Rodrigo Tacla Duran foi acusado pela força-tarefa Lava Jato por crimes de lavagem de dinheiro e de pertinência à organização criminosa, e se encontra foragido do país e confinado na Espanha.

 7. Os recursos ilícitos havidos por Rodrigo Tacla Duran da Odebrecht, no exterior, foram bloqueados por autoridades estrangeiras e permanecem nessa condição.

 8. A força-tarefa também solicitou a prisão de Rodrigo Tacla Duran, o que foi deferido pelo juiz Sérgio Moro, sendo requerida a difusão vermelha junto à Interpol para a sua prisão no exterior.

 9. Tacla Duran foi preso na Espanha e chegou a ter sua extradição autorizada para o Brasil, o que não ocorreu apenas por ausência de promessa de reciprocidade pelo governo brasileiro.

10. As inverdades propaladas por Rodrigo Tacla Duran não revelam mais do que a total falta de limites de um criminoso foragido da Justiça, acusado da prática de mais de 100 delitos de lavagem de dinheiro, cujo patrimônio – ilicitamente auferido – encontra-se bloqueado no Brasil e no exterior.

11. Diante da absoluta impossibilidade de enfrentar os fatos criminosos que lhe são imputados, Rodrigo Tacla Duran tenta desesperadamente atacar aqueles que o investigam, processam e julgam, no intuito de afastar o seu caso das autoridades que atuam na operação Lava Jato.

 

Fonte:https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/314107/Procuradores-saem-em-defesa-de-Moro-no-caso-Duran.htm

ADVOGADO ACUSA AMIGO DO JUIZ MORO DE VENDER FAVORES NA LAVA JATO

Investigado na Lava Jato, o advogado Rodrigo Tacla Duran, que tem cidadania espanhola e não foi extraditado ao Brasil, acusa o advogado Carlos Zucolotto Júnior, amigo do juiz Sergio Moro, de vender favores na Operação Lava Jato, como a redução de penas e multas.

É o que a aponta a jornalista Mônica Bergamo, em reportagem publicada neste domingo na Folha de S. Paulo.

“O advogado Rodrigo Tacla Duran, que trabalhou para a Odebrecht de 2011 a 2016, acusa o advogado trabalhista Carlos Zucolotto Junior, amigo e padrinho de casamento do juiz Sergio Moro, de intermediar negociações paralelas dele com a força-tarefa da Operação Lava Jato. O advogado é também defensor do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima em ação trabalhista que corre no STJ (Superior Tribunal de Justiça)”, diz Mônica.

Tacla Duran diz ter em seus arquivos correspondências de Zucolotto que comprovariam a intermediação de vantagens. Segundo a reportagem, Zucolotto seria pago por meio de caixa dois e o dinheiro serviria para ‘cuidar’ das pessoas que o ajudariam na negociação.

Em nota, Moro afirmou que Zucolotto, que foi com ele recentemente a um show do Skank, é um profissional sério e negou qualquer tipo de triangulação.  “A alegação de Rodrigo Tacla Duran de que o sr. Carlos Zucolotto teria prestado alguma espécie de serviço junto à força-tarefa da Lava Jato ou qualquer serviço relacionado à advocacia criminal é falsa”, disse o magistrado. “O sr. Carlos Zucolotto é pessoa conhecida do juiz titular da 13ª Vara Federal [o próprio Moro] e é um profissional sério e competente”, afirma ainda.

O advogado também afirmou que a acusação é absurda. “Não tem o mínimo de verdade nisso. Não existe”, diz Zucolotto. “Eu não conheço ninguém [da força-tarefa]. Nunca me envolvi com a Lava Jato. Sou da área trabalhista. Não tenho contato com procurador nenhum”, diz.

 

Fonte: https://www.brasil247.com/pt/247/parana247/314001/Advogado-acusa-amigo-do-juiz-Moro-de-vender-favores-na-Lava-Jato.htm

Janot cita Temer em denúncia mas diz que não pode adotar “providências

O presidente Michel Temer durante cerimônia no Palácio do Planalto (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)
O PRESIDENTE MICHEL TEMER DURANTE CERIMÔNIA NO PALÁCIO DO PLANALTO (FOTO: ANTONIO CRUZ/AGÊNCIA BRASIL)

Uma solicitação feita pelo senador Valdir Raupp (PMDB-RO), em 2012, em nome do então presidente nacional do PMDB Michel Temer, ao então presidente da Transpetro Sérgio Machado, resultou no pagamento “de maneira oculta e dissimulada” do valor de R$ 1 milhão destinado à campanha do candidato a prefeito de Gabriel Chalita em 2012, repassados.

A constatação é do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, nadenúncia por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro que teriam sido cometidos por seis políticos do PMDB em um esquema de desvios relacionados à Transpetro por meio de empresas contratadas pela subsidiária da Petrobras que atua no transporte e logística de combustível no País. Procurada, a assessoria de comunicação do Palácio do Planalto afirmou que Temer não irá comentar.

Apesar da citação, Janot diz que não é possível tomar “providências a respeito”, devido à imunidade temporária conferida pelo cargo de presidente. Os alvos da denúncia são os senadores Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) e Valdir Raupp (PMDB-RO), José Sarney (PMDB), ex-presidente da República.

 

Laia mais no Link: http://epocanegocios.globo.com/Brasil/noticia/2017/08/janot-cita-temer-em-denuncia-mas-diz-que-nao-pode-adotar-providencias.html

OAB-MT pede a Fux que abra sigilo da ‘delação monstruosa’ de Silval Barbosa

Resultado de imagem para OAB-MT
Foto: Da Internet

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) vai protocolar nesta sexta-feira, 25, pedido, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), do levantamento do sigilo da delação premiada firmada pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB). As negociações foram feitas com a Procuradoria Geral da República (PGR) e o termo foi homologado no último dia 9 pelo ministro Luiz Fux.

Nesta quinta-feira (24), o Jornal Nacional, da TV Globo, divulgou imagens da farra da propina. As gravações foram feitas pelo então chefe de gabinete de Silval no governo (2010/2014), Silvio César. Nelas, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), aparece enfiando os maços de notas nos bolsos do paletó. Uma parte foi ao chão e ele, lépido, agacha-se para juntar as cédulas espalhadas.

O vídeo revela, ainda, o deputado federal Ezequiel Fonseca (PP), o da caixa de papelão, o então deputado estadual Hermínio Barreto (PR) enfiando os maços na mala, a atual prefeita de Juara (MT), Luciane Bezerra (PSB) estufando a bolsa, e o ex-deputado estadual Alexandre César (PT), que saiu com a mochila pesada.

 

Leia Mais em Link http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2017/08/25/interna_politica,895081/oab-mt-pede-a-fux-que-abra-sigilo-da-delacao-monstruosa-de-silval-ba.shtml