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‘Achei pilhas de corpos’, diz secretário sobre rebelião com 60 mortes no AM

Após o término da rebelião violenta no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) em Manaus, o cenário do maior massacre registrado no sistema prisional do Amazonascausou perplexidade em quem entrou no presídio. O secretário Pedro Florêncio, titular da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Amazonas (Seap), encontrou pilhas de corpos depois da rebelião que durou 17h. Mais de 60 detentos foram mortos e fugas foram registradas.

Segundo a Seap-AM, a estrutura do Compaj não sofreu depredações, com exceção de celas incendiadas. A unidade fica situada no km 8 da BR-174, que liga Manaus a Boa Vista (RR).

Entretanto, o que chamou atenção de quem entrou no presídio foi sangue espalhado pelos corredores do presídio e a quantidade de corpos no local. Alguns detentos foram decapitados e outros queimados.

“O presídio em si estava normal. O que causou espanto foram os corpos amontoados em pilhas. Tive uma sensação de frustração, perplexidade e de ver até que ponto chega o ser humano, [para] matar o outro. Todos são criminosos, todos são condenados e são iguais. Eles têm as diferenças na rua, são de facções diferentes e resolvem tirar essas diferenças dentro das unidades prisionais”, revelou o secretário.

Movimentação na frente do Compaj, na manhã desta segunda-feira (2) (Foto: Suelen Gonçalves/G1 AM)
Movimentação na frente do Compaj, na manhã desta segunda-feira (2) (Foto: Suelen Gonçalves/G1 AM)

Rebelião
O motim iniciou por volta das 15h de domingo (1º) e durou mais de 17 horas. A rebelião foi considerada pelo secretário de Segurança Pública do Amazonas, Sérgio Fontes, como “o maior massacre do sistema prisional” do Estado.

Até 10h desta segunda-feira (2) o número de mortos era de 60 pessoas. Os mortos são integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e presos por estupro. O número de mortos ainda pode aumentar. Um levantamento final de vítimas será divulgado após revista nas áreas externas e internas do presídio. Também houve fugas de detentos, mas o número não foi divulgado oficialmente.

O complexo penitenciário abriga 1.224 presos e fica no km 8 da BR 174, que liga Manaus a Boa Vista. A unidade prisional, que tem capacidade de abrigar 454 presos, está superlotada.

Motivos da rebelião
O secretário Sérgio Fontes afirmou que integrantes da facção Família do Norte (FDN) comandaram a rebelião, que “não havia sido planejada previamente”. “Esse foi mais um capítulo da guerra silenciosa e impiedosa do narcotráfico”, disse.

Fontes afirmou ainda que há indícios de que a rebelião teve relação com o motim no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), também ocorrido no domingo. No total, 87 presos fugiram do Ipat. Cerca de 40 detentos das duas unidades prisionais foram recapturados, segundo o secretário.

Complexo Penitenciário Anísio Jobim registrou tentativas de fugas (Foto: Divulgação/Seap)
Complexo Penitenciário Anísio Jobim situado na Zona Rural de Manaus (Foto: Divulgação/Seap)

Estudante de Direito morre após bater carro em árvore em Natal

Marília Gomes tinha 20 anos e morreu neste domingo, em Natal (Foto: Arquivo pessoal)
Marília Gomes tinha 20 anos e morreu neste domingo, em Natal (Foto: Arquivo pessoal)

A estudante de Direito Marília Soares Machado Gomes, de 20 anos, morreu na manhã deste domingo (1º) após perder o controle do carro que dirigia e colidir contra uma árvore na avenida Prudente de Morais, uma das mais movimentadas de Natal. Ela chegou a ser levada com vida ao pronto-socorro Clóvis Sarinho, o maior da cidade, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte, o acidente aconteceu por volta das 7h30, no trecho da Prudente de Morais que corta o bairro do Tirol, na Zona Leste. Na batida, Marília ficou presa nas ferragens do carro. Os bombeiros tiveram que cortar o teto do veículo dela para socorrê-la.

Uma ambulância do Samu levou Marília ainda com vida ao hospital, mas ela morreu minutos após chegar à unidade. A família ainda não se pronunciou sobre o sepultamento da estudante.

Carro que a estudante dirigia ficou destruído na batida (Foto: Divulgação/PM)
Carro que a estudante dirigia ficou destruído na batida (Foto: Divulgação/PM)

Mercado financeiro projeta inflação de 4,87% para 2017

Banco Central
Banco Central consultou mercado financeiro que estima inflação de 4,87% para este ano EBC
 

O mercado financeiro espera que a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fique em 4,87% este ano. A expectativa é que a inflação se situe bem abaixo da projetada para 2016, que passou de 6,40% para 6,38%, de acordo com pesquisa semanal – Boletim Focus – do Banco Central (BC) feita junto a instituições financeiras e divulgada às segundas-feiras.

Diante da recessão econômica e da melhora na inflação, o BC tem sinalizado que pode intensificar o corte da taxa básica de juros, a Selic.

Nas suas duas últimas decisões, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC cortou a Selic em 0,25 ponto percentual. Atualmente, a taxa está em 13,75% ao ano. A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 10 e 11 deste mês.

Selic pode cair para 10,25% ao ano

Para as instituições financeiras, a Selic encerrará 2017 em 10,25% ao ano. A previsão – divulgada na semana passada – era 10,50% ao ano.

A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

A projeção de instituições financeiras para o crescimento da economia (Produto Interno Bruto – PIB – a soma de todas as riquezas produzidas pelo país) este ano permanece em 0,50%.

 

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2017-01/mercado-financeiro-projeta-inflacao-de-487-para-2017

‘Ficamos na dúvida se eram tiros ou fogos’, diz testemunha de chacina

O crime foi em uma casa Rua Pompílio Morandi no bairro Prost de Souza. Segundo testemunhas, o atirador chegou num carro, parou em frente à residência, desceu, foi no portão, como estava trancado, ele pulou o muro e saiu atirando em todos que estavam no imóvel.

Entre as vítimas estão nove mulheres, entre elas a ex-mulher do suspeito, dois homens e um menino de 8 anos, que era filho dele. O atirador era o técnico em laboratório Sidnei Ramis de Araujo. Após o crime, ele se matou.

Emoção na retirada dos corpos após o crime (Foto: José Braz/ EPTV)
Emoção na retirada dos corpos após o crime (Foto: José Braz/ EPTV) Socorro

Socorro
Uma das vítimas conseguiu escapar, pulou o muro e foi pedir socorro na casa onde estava o analista financeiro. “Estávamos todos dentro da casa e com o portão fechado, quando fomos abrir o portão para sair na rua ver os fogos, as comemorações, uma pessoa ferida entrou correndo no quintal”, conta.

Foi um susto grande. Ele entrou correndo pedindo ajuda, socorro. Na hora a gente assustou, não sabia se era um assaltante, se tava armado. Aí, meu tio segurou ele, deu uma geral, viu que não tinha arma, que realmente ele só tava ferido mesmo.” Cristiano Machado, testemunha

Machado explica que na hora os familiares ficaram assustados e pensaram que se tratava de um assalto.

“Foi um susto grande. Ele entrou correndo pedindo ajuda, socorro. Na hora a gente assustou, não sabia se era um assaltante, se tava armado. Aí, meu tio segurou ele, deu uma geral, viu que não tinha arma, que realmente ele só tava ferido mesmo”, completa.

Dois jovens, que estavam na festa, também conseguiram se salvar porque se trancaram no banheiro.

Três pessoas que ficaram feridas no tiroteio foram socorridas para os hospitais Mário Gatti e Celso Pierro em Campinas.

O crime gerou comoção. Vizinhos, amigos e familiares acompanharam o trabalho da polícia no local e retirada das corpos.

Vizinhos e amigos acompanharm a retirada dos corpos (Foto: José Braz/ EPTV)
Vizinhos e amigos acompanharam a retirada dos corpos (Foto: José Braz/ EPTV)

Vítimas
A lista oficial com os nomes das vítimas não foi divulgada pela polícia. O autor do crime estava em processo de separação da esposa, segundo a PM.

*Com informações de Gustavo Biano/EPTV

Homem matou 11 pessoas em Campinas durante a festa de Réveillon em Campinas (Foto: Gustavo Biano / EPTV)
Homem matou 12 pessoas em Campinas durante a festa de Réveillon em Campinas (Foto: Gustavo Biano / EPTV)
Fonte: http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2017/01/ficamos-na-duvida-se-eram-tiros-ou-fogos-diz-testemunha-de-chacina.html

Facebook surpreende e libera novas funções para usar em 2017

Segundo o Facebook, Ano Novo é o momento em que os usuários da rede social mais se comunicam com seus familiares e amigos na plataforma. Na véspera do novo ano, é comum que os membros do site publiquem 70% mais vezes mensagens para seus entes queridos do que em outras épocas do ano.

Em 2015, 182 milhões de pessoas postaram “Feliz Ano Novo” na espera pelo Réveillon, publicando 370 milhões de fotos e vídeos. Ao todo, o conteúdo gerou três bilhões de interações (uma soma que contempla comentários, compartilhamentos e curtidas). Para 2016, a rede social traz novidades.

Alguns usuários já estão vendo animações com fogos de artifícios em seus posts — recurso que estará disponível para todos celebrarem a chegada de 2017. Além disso, usuários da plataforma poderão experimentar máscaras pelo Facebook Live e uma mensagem especial para compartilhar.

Três novidades de Ano Novo do Facebook

Fogos de artifício

Entre 31 de dezembro e 1º de janeiro, sempre que as pessoas publicarem, comentarem ou tocarem em uma frase relacionada ao “Ano Novo” no Facebook, será possível ver uma animação com explosão de fogos de artifício em todo o Feed de Notícias, para comemorar 2017.

Faceboook Live ganha máscaras engraçadas para comemorar o Ano Novo de 2017 (Foto: Melissa Cruz / TechTudo)
Faceboook Live ganha máscaras engraçadas para comemorar o Ano Novo de 2017 (Foto: Melissa Cruz / TechTudo)

Máscaras no Messenger

Os usuários da plataforma também poderão também usar máscaras pelo Facebook Live (transmissão de vídeo ao vivo) e Facebook Messenger criadas especialmente para comemorar o novo ano nas suas festas de fim de ano ou revelar que acordou com aquela ressaca por causa das bebidas e dos drinks. O recurso lembra as Lenses do Snapchat — que também ganham sua versão comemorativa.

Máscaras para 2017 podem ser usadas no Facebook Live para fazer vídeo ao vivo (Foto: Melissa Cruz / TechTudo)
Máscaras para 2017 podem ser usadas no Facebook Live para fazer vídeo ao vivo (Foto: Melissa Cruz / TechTudo)

Mensagem da rede social

Globalmente, pessoas ao redor de todo o mundo verão uma mensagem especial do Facebook no topo do Feed de Notícias para compartilhar com seus amigos e saudar o novo ano. Tudo começa a funcionar no desktop e no aplicativo para Android e iOS (iPhone) no primeiro minuto do dia 31 de dezembro.

Fonte:http://www.ararunaonline.com/noticia/23225/facebook-surpreende-e-libera-novas-funcoes-para-usar-em-2017

Os julgamentos mais esperados de 2017 na Lava Jato

A Operação Lava Jato mirou – e acertou – nomes importantes da política nacional em 2016. Em Curitiba, Rio de Janeiro ou Distrito Federal, seja pelo escândalo de corrupção na Petrobras ou investigações derivadas dele, foram parar no banco dos réus pesos-pesados como o ex-presidente Lula, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, o ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antonio Palocci e o marqueteiro João Santana.

O juiz federal Sergio Moro e os demais magistrados de primeira instância à frente destas ações penais, a exemplo de Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, levam uma média de seis a nove meses entre o recebimento de denúncias do Ministério Público Federal e os julgamentos.

Considerando a velocidade das canetas de quem vai julgá-los, estes nomes outrora poderosos devem figurar em sentenças judiciais em 2017. Relembre na lista abaixo as acusações contra eles:

Lula

lula
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, réu em três ações penais

Réu em cinco ações penais na Justiça Federal, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve conhecer suas primeiras sentenças judiciais em 2017. Lula foi colocado no banco dos réus pela primeira vez em julho de 2016, quando o juiz federal Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, aceitou a denúncia do Ministério Público Federal que acusa o petista de ter participado da tentativa de obstrução das investigações da Operação Lava Jato por meio da compra do silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.  O juiz Sergio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato em Curitiba, abriu a segunda ação penal contra o ex-presidente em setembro. Neste processo, o petista é acusado dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex construído pela OAS no Guarujá (SP) e no armazenamento de seu acervo pessoal, bancado pela empreiteira. O terceiro processo contra o ex-presidente Lula foi aberto em outubro pelo juiz Vallisney Oliveira, também da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, a partir da Operação Janus. Neste caso, pesam contra Lula acusações de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção e tráfico de influência em contratos do BNDES que teriam favorecido a empreiteira Odebrecht. Nos dias 16 e 19 de dezembro, respectivamente, Oliveira em Moro aceitaram mais duas denúncias contra o ex-presidente, que sentou no banco dos réus da Operação Zelotes, acusado de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa, e em mais um processo da Operação Lava Jato, desta vez pelo suposto recebimento de propinas da Odebrecht.

Eduardo Cunha

Eduardo Cunha

O ex presidente da câmara dos deputados Eduardo Cunha ( PMDB ), após ser preso na Operação Lava Jato (Vagner Rosário/VEJA.com)

Preso em Curitiba desde outubro por ordem do juiz federal Sergio Moro, o ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha é acusado em três ações penais e também deve ser julgado em 2017. Cunha é réu desde outubro na Justiça Federal do Paraná pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão fraudulenta de divisas por supostamente ter recebido propina na compra de um campo de petróleo no Benin, na África, pela Petrobras. O dinheiro teria sido escondido em contas não declaradas pelo peemedebista no exterior. Outra ação penal contra Cunha corre no Tribunal Regional Federal da 2ª Região, no Rio de Janeiro, esta por suposto recebimento de 5 milhões de dólares em propina oriundos de contratos de afretamento de navios-sonda da Samsung Heavy Industries pela Petrobras. Cunha ainda é réu em outro processo, que tramita na Justiça Federal do Distrito Federal, em que é acusado dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, prevaricação e violação de sigilo funcional em aportes de fundos de investimento administrados pela Caixa Econômica Federal, como o Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS), em empresas.

Antonio Palocci

O ex-ministro Antonio Palocci (PT)

O ex-ministro Antonio Palocci, preso durante a 35ª fase da Operação Lava Jato, intitulada “Omertà” (Vagner Rosário/VEJA.com)

Identificado como “Italiano” nas planilhas departamento de propinas da Odebrecht, o ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antonio Palocci está preso em Curitiba desde o fim de setembro, se tornou réu na Lava Jato no início de novembro e deve conhecer a sentença do juiz federal Sergio Moro em 2017. A força-tarefa do Ministério Público Federal atribui a Palocci os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por ter recebido e intermediado ao PT pagamentos de propina da empreiteira. Um relatório da Polícia Federal mostra que, entre 2008 e o fim de 2013, foram pagos mais de 128 milhões de reais ao partido e seus agentes, incluindo o ex-ministro.

João Santana

João Santana e a esposa foram encaminhados ao IML de Curitiba para passarem por exame de corpo de delito

O marqueteiro João Santana (Vagner Rosário/VEJA.com/VEJA.com)

Preso em fevereiro de 2016 e colocado no banco dos réus da Lava Jato dois meses depois em duas ações penais, o marqueteiro João Santana ainda não foi sentenciado por Sergio Moro. Santana é acusado pelo Ministério Público Federal dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Os investigadores da Lava Jato descobriram depósitos da empreiteira Odebrecht e do lobista Zwi Skornicki, representante do estaleiro Keppel Fels, de Singapura, em uma conta não declarada mantida na Suíça pelo marqueteiro e sua mulher e sócia, Mônica Moura. Os pagamentos, num total de 7,5 milhões de dólares, foram feitos até o final do ano de 2014, ou seja, na época em que o publicitário dirigia a campanha à reeleição da ex-presidente Dilma Rousseff. João Santana deixou a cadeia em agosto e negocia um acordo de delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato.

Sérgio Cabral

Sérgio Cabral é transferido para Curitiba

O ex-governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, preso na operação Calicute (Vagner Rosário/VEJA.com)

Preso na Operação Calicute, desmembramento da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral é o mais recente peixe grande a ser colocado no extenso banco dos réus da Lava Jato e também deve terminar 2017 com pelo menos uma sentença na primeira instância. O juiz federal Marcelo Bretas, responsável pelos processos da operação no Rio de Janeiro, aceitou no início de dezembro a denúncia do Ministério Público Federal contra Cabral pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. O peemedebista é acusado pelos procuradores de ter liderado um esquema de corrupção que desviou 224 milhões de reais de contratos públicos do estado do Rio com as empreiteiras Andrade Gutierrez e Carioca Engenharia.

José Dirceu

4 - Ex-tudo José Dirceu

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, preso na Operação Lava Jato (Rodolfo Buhrer/Reuters/Reuters)

Condenado a 7 anos e 11 meses de prisão no mensalão e a mais 20 anos e 10 meses no petrolão, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu deve receber outra sentença judicial em 2017. Dirceu, que está preso em Curitiba desde agosto de 2015, é réu em outro processo na Lava Jato, acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no suposto recebimento de propina em contratos do setor de compras da Petrobras. Segundo o Ministério Público Federal, a Apolo Tubulars e a Confab, fornecedoras com 5 bilhões de reais em contratos com a estatal, pagaram propina de mais de 40 milhões de reais para “prosperarem” na petrolífera. Parte do dinheiro sujo teria sido destinada ao petista. A ação penal em que José Dirceu é réu está na fase de alegações finais, ou seja, a última oportunidade para acusação e defesa exporem seus argumentos ao juiz Moro.

Fonte:http://veja.abril.com.br/brasil/os-julgamentos-mais-esperados-de-2017-na-lava-jato/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+noticiasveja+%28VEJA.com+%7C+Not%C3%ADcias%29

Viúva acusada pela morte de embaixador já está em Bangu

Francoise Souza Oliveira:  Na manhã deste sábado (31), ela foi transferida para a Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza
Francoise Souza Oliveira: Na manhã deste sábado (31), ela foi transferida para a Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza (Marcos de Paula/Thinkstock)

A embaixatriz Françoise de Souza Oliveira, apontada pela polícia como mandante da morte do embaixador da Grécia no Brasil, Kyriankos Amiridis, já está no Complexo Prisional de Bangu. Ela foi transferida no início da manhã deste sábado (31) para a Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza, unidade feminina, onde também se encontra Adriana Ancelmo, ex-primeira dama do estado do Rio de Janeiro.

Françoise negou envolvimento na morte do marido, mas em depoimento um outro preso, Eduardo Moreira de Melo, disse que receberia dela R$ 80 mil para participar do crime, juntamente com o policial militar Sergio Gomes Moreira Filho, primo dele e, segundo a polícia, amante da embaixatriz. O PM foi transferido para o Batalhão Especial Prisional (BEP), em Niterói. Ele confessou participação no crime.

O carro que o embaixador dirigia foi encontrado queimado na manhã de quinta-feira (29), embaixo de um viaduto do Arco Metropolitano, em Nova Iguaçu. Dentro, estava o corpo carbonizado do diplomata.

De acordo com o delegado Evaristo Pontes, da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, Amiridis foi morto dentro de sua casa, em Nova Iguaçu, pelo policial militar e depois levado para o carro, enrolado em um tapete, com a ajuda do primo.

Os dois aparecem em gravações de câmeras de segurança, no condomínio do embaixador.

Os três tiveram prisão temporária de 30 dias decretada pela Justiça. Uma quarta pessoa, um mototaxista que levou o PM Moreira até o local onde o carro foi incendiado, está sendo investigado, mas não teve a prisão reequerida.

Conforme o delegado, entre as motivações para o crime pode estar a apropriação de bens e até de seguro de vida do embaixador, mas isto ainda está sendo investigado.

O diplomata estava desaparecido desde a última segunda-feira (26). Amiridis morava em Brasília e passava férias no Rio de Janeiro, onde foi cônsul-geral de 2001 a 2004.

Fonte: https://noticias.terra.com.br/brasil/viuva-acusada-pela-morte-de-embaixador-ja-esta-no-complexo-de-bangu,97092dd9af768dd9d087ef04b65fbffartcb0hcy.html

Temer lamenta morte de embaixador grego

Em nota na noite desta sexta, o Itamaraty disse lamentar o caso. “O governo brasileiro lamenta confirmar a morte do embaixador extraordinário e plenipotenciário da República Helênica no Brasil, Kyriakos Amiridis, e expressa seus mais profundos sentimentos a seus familiares e amigos, ao povo e ao governo da Grécia”, disse.

“O embaixador Amiridis servia no Brasil pela segunda vez. À frente da embaixada grega em Brasília desde janeiro deste ano, vinha realizando intenso trabalho para o aprofundamento das relações entre os dois países”, diz o texto. (*Colaborou Gabriela Fujita, de São Paulo)

PM confessa morte de embaixador, diz polícia; Justiça decreta prisão de envolvidos

Françoise Amiridis, mulher do diplomata, chega à delegacia em Belford Roxo (RJ)/José Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo

Em entrevista coletiva realizada na noite desta sexta-feira (30), o delegado Evaristo Pontes Magalhães, da DHBF (Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense), disse que o policial militar Sérgio Gomes Moreira Filho, 29, e seu primo, Eduardo Moreira de Melo, 24, confessaram ter matado o embaixador da Grécia no Brasil, Kyriakos Amiridis. O crime ocorreu na noite de segunda (26), em Nova Iguaçu.

Em seu depoimento, Eduardo afirmou que a mulher do embaixador, Françoise Amiridis, 40, não participou da execução, mas teria encomendado o crime por R$ 80 mil, “se tudo desse certo”. O valor seria pago 30 dias depois.

A Justiça do Rio, segundo o delegado, decretou na noite de hoje a prisão temporária da mulher do embaixador, do policial militar e de seu primo, que ajudou o PM a se livrar do corpo, enrolando-o em um tapete.

A reportagem do UOL tentou confirmar a informação com o Tribunal de Justiça, mas não conseguiu contato.

“Os três planejaram previamente a morte do embaixador. O Eduardo esclareceu os detalhes”, afirmou o delegado.

“Ele [Eduardo] foi contatado pelos dois e seria a peça-chave da vigilância [do imóvel onde o crime aconteceu, uma casa que pertencia ao Casal]. O Sérgio iria matar o embaixador, e a viúva ficaria fora, com a filha”, explicou Magalhães.

Em depoimento, Françoise disse que estava em um shopping com a filha, na noite do crime, e que retornou por volta de 1h [de terça], após o jantar.

O casal e uma filha de dez anos têm residência fixa em Brasília, mas a família tem uma casa de apoio em Nova Iguaçu. O imóvel está situado próximo ao local onde moram parentes de Françoise. Quando estão na cidade, é ali que eles se hospedam.

Amiridis está no cargo desde janeiro e foi cônsul-geral da Grécia no Rio de Janeiro de 2001 a 2004. Ele conheceu Françoise em 2002, e o casal estava junto havia 15 anos. O matrimônio, no entanto, não estava registrado oficialmente, informou o delegado.

Como o crime aconteceu

A polícia ainda não pode afirmar como o embaixador grego foi morto, mas, na versão do PM, houve um embate entre ele e a vítima. Para se defender, Sérgio disse que chegou a asfixiar o diplomata, mas o delegado diz que a polícia não acredita nessa versão, já que foram identificados indícios de sangue no sofá da casa.

“Ainda não dá para afirmar tecnicamente como ele morreu porque o corpo estava carbonizado, outras análises serão feitas”, segundo Magalhães.
O delegado confirma que o crime foi passional. O PM e a embaixatriz afirmaram que mantinham uma relação amorosa, desconhecida pelo diplomata. Os dois se conheciam há seis meses e confirmaram o caso em depoimentos na DHBF, segundo Magalhães.

A hipótese para o motivo do crime, na avaliação do delegado, era “ficar com os bens [do marido] e curtir a vida com o policial”.

Até as 21h, os três acusados continuavam presos na sede da DHBF, em Belford Roxo, a cerca de 40 km da capital fluminense.

Sumiço e carro queimado

O embaixador, a mulher e a filha moravam em Brasília e estavam no Rio para as festas de fim de ano. Segundo a versão inicial de Françoise, ele teria sido visto pela última vez na noite de segunda-feira (26), saindo da casa de Nova Iguaçu.

Seu desaparecimento foi comunicado pela mulher à polícia 48 horas depois. Causou estranheza ao delegado o fato de ela estar acompanhada do PM –que foi descrito como um segurança da casa– e de um advogado.

Nesta quinta-feira, um carro com as mesmas características e placas de um veículo que tinha sido alugado pelo embaixador foi localizado queimado embaixo do viaduto do Arco Metropolitano, em Nova Iguaçu. Dentro do veículo foi encontrado um corpo carbonizado.

Investigadores ouvidos pelo UOL disseram que estão convictos de que o corpo é do diplomata, mas o IML (Instituto Médico Legal) ainda vai realizar exames conclusivos sobre a identificação do cadáver carbonizado. O delegado não demonstrou dúvidas de que a vítima é o embaixador.

Mototaxista foi testemunha

Na manhã desta sexta, um homem foi levado à DHBF vestindo uma touca ninja. Segundo Magalhães, ele inicialmente foi considerado suspeito de ser o quarto envolvido no crime, mas seu depoimento o converteu em testemunha.

Mototaxista, ele não teve o nome divulgado e disse à polícia ter sido chamado por Sérgio na noite de terça (27), no local onde o veículo foi encontrado. “Ele disse que ficou com medo e que Sérgio disse para ele ficar tranquilo, porque era PM”, contou.

Em seguida, o homem, que mora em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, teria sido obrigado a conduzir Sérgio até um posto de gasolina. No local, ele comprou gasolina, que depois foi usada para incinerar o carro, com o corpo dentro.

Nesse momento, o PM teria tomado a chave da moto para que ele não o deixasse sozinho no local. O mototaxista levou Sérgio até Nova Iguaçu e disse ter recebido o pagamento pelo serviço.

O delegado contou que a testemunha procurou a Divisão de Homicídios de Niterói nesta quinta, depois de ver a notícia do sumiço do embaixador e do carro encontrado, para informar que havia levado o PM até o local.

Agressões

Em depoimento à polícia, a mulher do embaixador afirmou que era agredida pelo marido regularmente, segundo informações dos investigadores.
A última agressão teria ocorrido na semana passada, quando o casal e a filha chegaram a Nova Iguaçu.

Questionado pela reportagem do UOL sobre as supostas agressões, o delegado afirmou que elas seriam objeto de investigações posteriores.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2016/12/30/pm-confessou-que-matou-embaixador-da-grecia-diz-policia-civil-do-rio.htm

Faça o seu tempo

Afinal, um ano não acaba nunca ou passa rápido demais? Depende de você.

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GIF de Grégoire A. Meyer.

Enquanto 2016 não termina, muitos discutem se este é um ano sem fim: o mantra “acaba, 2016” acompanha piadas na internet, notícias ruins e faz eco da fila do banco à festinha escolar. O tom da conversa é de que este foi um ano difícil, com mortes de ícones, acidentes trágicos, caos político, crise humanitária, dificuldade econômica e ataques terroristas – tudo amplificado pelas redes sociais. Quem dálike em 2016 logo assume o risco de criar polêmica.

Por outro lado, esses mesmos entusiastas de um ano intenso se surpreendem ao perceber que “já” é dezembro e que estão novamente envolvidos na correria natalina. Um spoiler: essas sensações aparentemente contraditórias, possivelmente vividas antes, devem se repetir em 2017. Sendo assim, tem um tempinho para falar sobre percepção do tempo?

PERCEPÇÃO É TUDO

A forma como você sente (ou não) a passagem do tempo pode estar descolada daquilo que mostram relógio e calendário – a Teoria da Relatividade de Albert Einstein descarta o tempo absoluto, sendo esta uma medida que depende de onde a pessoa está e a forma como se move. Mas aqui estamos olhando para dentro e, por isso, essa medição de ritmo fica a cargo do cérebro. É ele que funciona como relógio interno, contando pulsos que causam a sensação de algo ser mais ou menos demorado. O ritmo individual de uma sequência temporal está ligado à complexidade dos processos mentais e às emoções do momento que, paralelamente, também pode ser indicado por medidores externos – quando se trata de 2016, estamos falando de 8.784 horas, 366 dias ou 52 semanas.

“A percepção do tempo depende do que fazemos com ele. Quanto mais o preenchemos e dedicamos nossa atenção, mais rápido parece passar, enquanto o oposto acontece no caso de ócio. Novidades e alertas causam a impressão de aceleração do tempo [mais rápido] por uma questão de sobrevivência. Precisamos estar atentos a elas”, explica o fisiologista Mario Miguel, coordenador do Laboratório de Neurobiologia e Ritmicidade Biológica do Departamento de Fisiologia da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte).

Já os exemplos negativos de 2016 podem ativar nossos sistemas de defesa, “estendendo” o tempo. Daí talvez tanta força no mantra “acaba, 2016” (ou 2008, 2012, 2018…). A questão é que um mesmo período, neste caso composto por 12 meses, pode mesclar diversas percepções: expectativa e novidades típicas do começo do ano versus a repetição e processos já bem conhecidos do final.

TEMPO FELIZ

Por mais que a percepção de tempo seja subjetiva, seus efeitos são palpáveis: dela também depende a sua qualidade de vida.

O livro “Felt Time: The Psychology of How We Perceive Time” (Tempo Sentido: A Psicologia de Como Percebemos o Tempo, em tradução livre para o português), do psicólogo Marc Wittmann, defende que a forma como lidamos com o tempo cria diferentes perspectivas de nossos sentimentos, memórias, felicidade, linguagem, conquistas, individualidade, consciência, estresse, doenças mentais e capacidade de aproveitar o presente. Em “The Time Paradox” (O Paradoxo do Tempo), o psicólogo Philip Zimbardo define o tempo como uma das mais poderosas influências sobre nossos pensamentos, sentimentos e ações, apesar de estarmos desatentos a seu impacto em nossas vidas.

Mario Miguel dá exemplos práticos, ressaltando que as perturbações nos ritmos internos – causadas por estresse e privação de sono, por exemplo – podem trazer prejuízos em curto e longo prazo. Desde a variação de humor, que atrapalha relações interpessoais, à dificuldade em calcular o intervalo entre os carros ao atravessar a rua. Em laboratório, ele conta, indivíduos com privação de sono estimam espaços de dez segundos como sendo mais longos – seu “relógio” registra os pulsos mais lentamente. Por outro lado, o aumento da temperatura corporal – algo normal no fim de tarde – nesse mesmo tipo de teste faz com que o ritmo dos pulsos suba, acelerando a percepção daqueles dez segundos.

Christian Dunker, psicanalista e professor do Instituto de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo), faz uma relação direta entre os tipos de sofrimento e o tempo: aquele que não passa para o depressivo, o rápido demais para o ansioso, o infinito da angústia para quem sofre de pânico, a uniformidade temporal do paranoico. “A qualidade de vida não está na posse de bens ou pessoas, mas na experiência do tempo com eles. Reforçamos isso quando contamos até dez, quando nos damos uma pausa para respirar, quando criamos intervalos, parênteses e cafezinhos para nos reposicionarmos no tempo. Encontrar uma melhor qualidade de vida é superar esta máxima de que o tempo útil é o tempo produtivo e reversível em obras ou feitos. O que vale é o tempo próprio de cada um e de cada experiência”, afirma.

HORA DO FILTRO

Voltemos a 2016 – afinal, é bem provável que você também considere este um ano infinito. Muitos dos acontecimentos durante o período chegaram até você em meio a uma enxurrada de informações e estímulos, que são percebidos pelo cérebro como sendo realidade (independentemente de ser uma vivência ou uma imagem na tela). Para Dunker, esse excesso reduz nossa percepção para diferenciar ou qualificar aquilo que nos é apresentado, exigindo oscilações cada vez maiores para registrar algo como sendo novo ou interessante. “Isso altera profundamente nossa percepção do tempo, que depende da diferença, do intervalo e da intensidade de contraste entre os termos. Uma série de eventos espetaculares torna cada evento menos espetacular”, define.

Isso fica claro em um estudo do neurocientista norte-americano David Eagleman. Na década passada, ele apresentou a voluntários diversas imagens durante o mesmo intervalo de poucos segundos cada. Quando um despertador aparecia depois de uma sequência de sapatos, as pessoas tinham a impressão de que o objeto diferente (despertador) era exibido por mais tempo, o que não era verdade. Isso porque a atenção dada à novidade alterava o funcionamento cerebral a ponto de o espectador perceber um mesmo intervalo de maneiras diferentes.

Diante de tantos estímulos, Dunker descreve um cansaço em tomar decisões (até atividades prazerosas, como onde comer ou passar as férias, podem virar um tormento). Uma válvula de escape para essa fadiga, aquele momento em que literalmente queremos dar um tempo, acabam sendo as redes sociais – e essa ideia só não é contraditória porque a oferta de conteúdo desse meio geralmente não exige reflexão. Para o psicanalista, esse mesmo mecanismo explica o sucesso das séries de TV, que mudam apenas detalhes em fórmulas já conhecidas.

ESPAÇO E TEMPO

Nossa constante presença online reforça a ideia de Einstein que espaço e tempo se relacionam. E, com os avanços da tecnologia, esse princípio avança continuamente a um outro patamar, e de uma outra forma. Antes, a distância poderia exigir de você muito mais tempo – e dinheiro – para esperar e falar o quanto desejasse com alguém a milhares de quilômetros ou então acompanhar, ao vivo, um acontecimento em outro continente. A era digital mudou isso, mas não sem trazer, entre tantos benefícios, alguns riscos.

“Tempo e distância sempre foram nossos limites mais fundamentados, mas a tecnologia cada vez mais os flexibiliza. As novas gerações, criadas na multilocalidade e instantaneidade da comunicação, são um experimento radical de resultado imprevisível”, explica Sidarta Ribeiro, neurocientista e diretor do Instituto do Cérebro da UFRN.

“Um dos perigos distópicos à nossa frente é a desconexão entre cérebro e corpo. Não é difícil imaginar um futuro gamificado de adultos obesos trancados em apartamentos permanentemente imersos na realidade virtual”, continua Ribeiro. Por outro lado, ele ressalta que as novas tecnologias nos ajudam a conhecer melhor nossas capacidades mentais, o que nos permite treinar habilidades que têm paralelo na ioga e em outros sistemas milenares de autoconhecimento.

Se a ideia distópica de o virtual substituir o real assusta, talvez você seja orientado para o futuro. Pessoas com essa personalidade tendem a sacrificar o presente caso vislumbrem alguma recompensa adiante. É aquele que troca a festa pelo estudo, não bebe álcool antes de uma apresentação importante, deixa de comer doces para usar a calça hoje apertada, evita gastar dinheiro pensando nas próximas férias. Esse tipo de relação com o tempo ficou bastante evidente em um experimento envolvendo crianças e marshmallow (veja abaixo).

Já a turma do presente tende a ser mais impulsiva, pensando mais na satisfação momentânea, enquanto os perfis mais apegados ao passado tendem a reviver, claro, o que passou (algo que sempre vem atrelado à carga emocional das lembranças). O ideal é buscar uma mistura que traga o lado positivo do passado (conhecimento sobre raízes, família, identidade), energia para curtir o presente e a motivação para atingir objetivos futuros. Pois é: assim como resistir aos marshmallows do estudo, ninguém disse que encontrar o equilíbrio seria fácil…

FORÇA DA MEMÓRIA

Quando falamos de percepção, a memória exerce papel fundamental – considere que seu passado é basicamente composto por elas. E, aqui, a idade importa: a sensação é de que a velocidade aumenta conforme envelhecemos. Sidarta Ribeiro explica esse efeito comparando um dia na vida de um recém-nascido com o mesmo período para um idoso: enquanto o bebê experimentará uma série de novidades na quase totalidade de sua existência, o ancião dificilmente se espantará com algo naquelas mesmas 24 horas. A brevidade na vida dos mais novos faz de suas experiências mais marcantes e aparentemente mais longas.

Seguindo essa lógica, a psicóloga britânica Claudia Hammond, autora do livro “Time Warped: Unlocking the Mysteries of Time Perception” (Tempo Irregular: Descobrindo os Mistérios da Percepção do Tempo, em tradução livre), aconselha: para fazer o tempo parecer mais longo, crie novas memórias. Vá a lugares onde nunca foi, pegue um caminho diferente para ir ao trabalho. Assim, quando se lembrar desses momentos, eles parecerão mais extensos do que outros – aparentemente mais curtos e que, devido à insignificância, podem ser esquecidos.

Fonte: http://tab.uol.com.br/tempo/#tematico-1

Não acaba nunca… Dia 31 de dezembro terá um segundo a mais

Não acaba nunca... Dia 31 de dezembro terá um segundo a mais

O último minuto do dia 31 de dezembro deste ano terá 61 segundos para compensar as pequenas variações na duração do dia que se acumularam e produzem uma defasagem entre o tempo no qual se baseiam os relógios atômicos e o período de rotação da Terra.

De acordo com Francisco Colomer, do Observatório Astronômico Nacional da Espanha (OAN-IGN), o período de um dia não dura 24 horas exatas: “é uma aproximação”.

A invenção dos relógios atômicos há mais de 50 anos permite uma medição do tempo extremamente precisa, mas há outro padrão, a rotação da Terra. Eles nem sempre estão sincronizados, por isso, de vez em quando, é preciso acrescentar um segundo a algum dia, como neste Réveillon.

O segundo extra será acrescentado no mundo todo no último dia deste ano, às 23h59min59 do Tempo Universal Coordenado (UTC). Por isso, será somado de maneira extraordinária o segundo 23:59:60 (que nunca é marcado) e depois passaremos para a meia-noite.

Como o fuso horário de Brasília está duas horas atrás do UTC, a virada ocorrerá mais tarde no território brasileiro. Em Madri, Berlim, Paris, Roma e demais cidades posicionadas à frente do UTC, a mudança só ocorrerá na madrugada do 1º de janeiro.

Este segundo a mais é chamado “segundo intercalar” e é decidido pelo Serviço Internacional da Rotação Terrestre, com sede em Paris, que divulga o dia que receberá o acréscimo de tempo. Isto é feito graças à informação enviada de diferentes observatórios pelo mundo.

A rotação terrestre não dura 24 horas exatas, mas há minúsculas variações na duração do dia que ocorrem porque a Terra tem a rotação afetada pelo acoplamento do núcleo, do manto, dos oceanos e da atmosfera.

Esta rotação é medida diariamente por telescópios – com observações radioastronômicas e técnicas de interferometria – que todos os dias enviam os dados ao centro de Paris.

Quando a diferença entre os dois padrões supera 0,9 segundo, o Serviço Internacional da Rotação Terrestre decide inserir ou retirar um “segundo intercalar”. Nunca foi descontado um segundo, apenas acrescentado.

Francisco Colomer, que diz haver um debate aberto sobre se isto é necessário ou não, detalha que a última vez em que um segundo foi acrescentado aos relógios foi no dia 30 de junho do ano passado. Já a última inserção em um Réveillon foi em 2008.

Em 1970, um acordo internacional reconheceu a existência das duas escalas de tempo: o período de rotação do planeta e o chamado Tempo Universal Coordenado, e embora atualmente as horas seram administradas pelos relógios atômicos, ambas são necessárias.

Segundo Colomer, tempo astronômico mede o “comportamento real do Universo”, e isso é imprescindível para, por exemplo, projetos espaciais.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/nao-acaba-nunca-dia-31-de-dezembro-tera-um-segundo-a-mais.ghtml

Lava Jato já gerou 120 condenações e mais de 1.200 anos de pena

Juiz Sérgio Moro em sessão no plenário do Senado Federal / Alan Marques/27.12.2016/Folhapress

O ano de 2016 foi o mais produtivo da Lava Jato, operação que apura o esquema de desvio de recursos públicos da Petrobras e outros órgãos da administração federal. A avaliação é do MPF-PR (Ministério Público Federal do Paraná), responsável pela condução da força tarefa desde 2014.

Em balanço divulgado na quinta-feira (29), a procuradoria paranaense relata que em 2016 foram deflagradas 17 operações e oferecidas 20 denúncias contra acusados pelos crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiros e organização criminosa. O número supera as ações realizadas nos dois anos anteriores.

Em 2016, também ocorreu a terceira restituição de recursos aos cofres da Petrobras, por meio de acordos de delação premiada e de leniência. Em novembro, a empresa recebeu de volta mais de R$ 204 milhões, o maior valor já devolvido pela justiça criminal brasileira a uma vítima. Desde o início da operação, aproximadamente R$ 500 milhões foram devolvidos à Petrobras.

Segundo a nota, de 2014 até o momento foram cumpridos 103 mandados de prisão temporária, 79 de prisões preventivas, 730 de busca e apreensão, 197 de condução coercitiva e seis prisões em flagrante. A prisão do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, em novembro, foi uma das ações desenvolvidas este ano pelo MPF-PR em parceria com a procuradoria.

A investigação da procuradoria paranaense aponta que o valor das propinas pagas no esquema superam R$ 6,4 bilhões e o total de prejuízos pode ultrapassar R$ 40 bilhões. A revelação dos crimes já resultou em 120 condenações e mais de 1.200 anos de pena.

Medidas anticorrupção

O balanço do MPF-PR também faz menção ao projeto de iniciativa popular conhecido como pacote anticorrupção, que, segundo a nota, foi desfigurado pela Câmara dos Deputados para inibir a atuação dos procuradores. Para a procuradoria, as alterações feitas foram “claramente retaliatórias”.

O Ministério Público Federal do Paraná também critica a lei de abuso de autoridade e outras iniciativas apresentadas no Congresso, como as propostas de alteração na Lei de Repatriação de Recursos e na lei que trata dos acordos de leniência. As mudanças propostas pelos parlamentares teriam o intuito de abrir a possibilidade de impunidade e anistia para crimes graves de corrupção e lavagem de dinheiro.

Os procuradores responsáveis pela força-tarefa afirmam ainda que é a sociedade que protegerá a Operação Lava Jato das investidas do Legislativo e alertam para o impacto econômico da corrupção. “Apenas a sociedade poderá levar o país na direção certa, com reformas políticas e do sistema de justiça que previnam novos escândalos de corrupção e nos coloquem nos trilhos do desenvolvimento econômico e social”, diz Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa.

“Estudos mundiais revelam que, se queremos uma economia forte, precisamos passar pela diminuição dos índices de corrupção. Dizer que o combate à corrupção prejudica a economia não só ignora as reais causas da crise como também que o caminho para o desenvolvimento econômico e social passa pelo enfrentamento desse mal”, disse o procurador Orlando Martello.

Fonte: http://noticias.r7.com/brasil/lava-jato-ja-gerou-120-condenacoes-e-mais-de-1200-anos-de-pena-30122016

O G1 publica notícia especial: Colapso Hídrico no RN

A mais longa e severa estiagem da história do Rio Grande do Norte está fazendo o maior reservatório do estado secar. Diversos municípios estão em situação de emergência e alguns já entraram em colapso, sem nenhuma água. O G1 visitou sete cidades onde os canos estão secos ou há rodízio de água – em uma delas, até uma cidade submersa pela represa reapareceu. A seca afeta moradores, a produção agropecuária e até o PIB do estado.

SECA HISTÓRICA

Afalta de chuva nos últimos anos fez a Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, que abastece 34 cidades do Rio Grande do Norte, ficar com apenas 15% de sua capacidade. Se não chover logo, ela pode entrar no volume morto em 6 meses, e comprometer ainda mais a distribuição de água. O nível atual é o mais baixo desde que a barragem foi inaugurada, em 1983, segundo o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs). A última vez que a barragem sangrou – ou seja, teve mais água que sua capacidade máxima e houve escoamento – foi em 2011.

A barragem tem capacidade para 2,4 bilhões de metros cúbicos de água, e abastece atualmente municípios das regiões Oeste, Central e Seridó do estado. Cinco entraram em colapso recentemente e três permanecem – ou seja, a empresa responsável interrompeu o fornecimento e suspendeu a cobrança da conta. Isso ainda acontece em Tenente Laurentino Cruz, Bodó e Lagoa Nova. Outras 28 cidades estão no regime de rodízio de água.

Dos 167 municípios do estado, 153 estão em situação de emergência, e 20 estão com o abastecimento cortado. Em outras 73, foi preciso adotar sistemas de rodízio para que a oferta não fosse totalmente cancelada. Os cinco anos de chuvas abaixo da média desestruturaram as cadeias produtivas, afetando inclusive as exportações e a arrecadação de impostos.

O G1 visitou sete cidades onde ou os canos já estão vazios ou há rodízio. Nestes locais, conseguir água está cada vez mais caro.

“É uma situação preocupante, com certeza. Os anos de 2012 e 2015 foram muito ruins para a Armando Ribeiro. Praticamente não choveu nada. Este ano ainda caiu uma água. Agora estamos torcendo para que as previsões de boas chuvas se confirmem para o ano que vem. Caso contrário, em junho de 2017 a barragem chegará a menos de 10% de sua capacidade e fatalmente entrará no volume morto”, afirma José Eduardo Alves Wanderley, coordenador do Dnocs no RN.

Gráfico mostra o como o nível da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves caiu nos últimos anos

NO VOLUME MORTO

Ochamado volume morto é o resto. No caso da Armando Ribeiro, quando a barragem atinge menos de 10% de sua capacidade de armazenamento. “Nesta condição, a água se torna imprópria para o consumo humano em razão da mistura com a lama e demais dejetos que estão no fundo do leito”, explica José Eduardo.

Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do Rio Grande do Norte, tem nível de água crítico em razão da estiagem prolongada (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)

Tratar a água que sobra no fundo dos reservatórios exige grandes quantidades de produtos químicos, pois é no fundo do leito onde se encontram grandes quantidades de metais pesados e outros poluentes.

“Além do mais, essa reserva técnica precisa ser preservada por uma questão ambiental. Existe todo um ecossistema que vive no entorno dos reservatórios. Retirar essa água significa sacrificar esse ecossistema”, ressaltou Josildo Lourenço, gerente de Inovação Tecnológica e Controle de Perdas da Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern).

O volume morto da Armando Ribeiro ainda é menor, em termos de volume, que o de outras represas, como as do Sistema Cantareira, em São Paulo. O volume mais extenso torna a reserva técnica menos poluída, e o tratamento mais fácil.

Água da barragem baixou tanto que é possível caminhar em volta da antiga igreja de São Rafael (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)

‘ATLÂNTIDA DO SERTÃO’

Onível da água está tão baixo que praticamente toda a antiga cidade de São Rafael ressurgiu. O município foi inundado há 33 anos, logo após a construção do reservatório. Na época, 730 famílias foram removidas para um ponto mais alto da região. Agora, as ruínas antes submersas estão acessíveis e viraram atrações turísticas. É a “Atlântida do Sertão”, como foi apelidada a velha cidade.

Túmulos de antigo cemitério também ressurgiram com a baixa do volume do reservatório (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)

A antiga igreja e o cemitério são os locais preferidos. “Trabalhei aqui, na antiga cidade. Fui funcionário de uma pedreira. Agora, venho para matar a saudade”, disse Expedito Felipe de Lima, de 56 anos. “Nunca vi a água tão baixa”, acrescentou.

Na prainha, como é chamado o local mais visitado por banhistas, os pescadores não gostam do que veem. “Com a água baixando, os peixes vão desaparecendo. Antes, levava para casa uns 30 quilos de peixe por dia. Agora, depois de um dia inteiro de trabalho, não consegui pegar 3 quilos”, lamenta Val da Silva, que é associado à colônia de pescadores da região.

A seca fez surgir uma prainha, frequentada por banhistas (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)
 CANOS VAZIOS

Você sabe que a água é o principal, né? A alimentação a gente ainda procura comprar. E se não tiver água pra comprar?”.

O desalento é da professora aposentada Cleonice Dantas, moradora de Florânia, na região Seridó potiguar. Quando o G1 visitou a cidade, os canos estavam secos, e o município estava em situação de colapso. Para amenizar o problema, a empresa responsável pelo abastecimento escavou um canal, drenou água de um ponto da barragem e a lançou na Adutora Serra de Santana, que abastece Florânia.

“Agora, pra gente ter água de beber, cozinhar, lavar roupa ou até mesmo tomar banho, só pagando a particulares. E é caro demais”, reclama Marcilene Brito de Lima, de 46 anos. A dona de casa mora em Tenente Laurentino Cruz desde criança, e diz que nunca passou por um momento tão difícil. “Todo dia eu tenho que comprar um tambor de água pra poder cozinhar. Custa R$ 8. Quando não tenho dinheiro, pego na casa da minha mãe, que tem um tanque. Não faço outra coisa senão correr atrás de água”, acrescenta.

O drama é parecido com o do agricultor aposentado Júlio Cassiano Sobrinho, de 76 anos. Para manter a família, ele disse estimar um gasto de R$ 70 este mês só com água para beber, o dobro do que gastou em novembro, quando ainda tinha abastecimento em casa. “Difícil, muito difícil a nossa situação”, reclama.

“Falta água e falta dinheiro. Para tomar banho, para beber, para cozinhar, para lavar roupa, para tudo isso vai ser preciso desembolsar, gastar o que não tem”, completa Iran Avelino Alves, morador de São Vicente. A cidade também recebeu água esta semana, após a visita doG1, da mesma adutora que abasteceu Florânia.

A seca também afetou a colheita de grãos, como o milho (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)

A comerciante Maria Simara teve que diminuir o cardápio do único restaurante local, onde também funciona uma pousada. “Antes da falta d’água, a gente gastava em média R$ 150 por mês com lavagem das roupas de cama, lavagem de pratos e água para cozinhar e preparar os alimentos. Hoje, para comprarmos um carro-pipa de água, gastamos este mesmo valor por semana. Para não repassarmos esse custo para os nossos clientes, tivemos que cortar alguns produtos”, lamenta.

EFEITOS DA SECA

Atualmente, apenas 13 cidades afetadas pela falta total ou parcial de água são atendidas pela Operação Vertente, que leva carros-pipa com água potável para zonas urbanas de cidades sem distribuição. A partir de janeiro, a Controle de Perdas da Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern) vai ampliar este número para 22, atendendo cerca de 180 mil pessoas

A água dos caminhões-pipa sai de poços que ficam nos municípios de Apodi e Vera Cruz. Hoje 52 caminhões fazem o trabalho. Esse número passa a 98 em janeiro.

Caminhões-pipa levam água para algumas das cidades afetadas (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)

Segundo o decreto que reconheceu a situação de emergência – o sétimo em 5 anos – as perdas no setor agropecuário são estimadas em mais de R$ 4 bilhões. Isso significa uma redução de 50% na contribuição do setor rural para o Produto Interno Bruto do estado.

Quase toda a safra de grãos, tubérculos e outras culturas de subsistência foi perdida. A seca ainda desestruturou a cadeia produtiva do mel, inviabilizando exportações, e reduziu em mais de 30% a produção de milho, arroz, feijão e sorgo.

Com a situação de emergência, o governo estadual pode contratar sem licitação obras e serviços que aliviem as consequências provocadas pela estiagem.

Prejuízos no setor agropecuário do estado são estimados em algo superior a R$ 4 bilhões, segundo o governo (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)

POSSÍVEL SOLUÇÃO

Abarragem de Oiticica, considerada a solução definitiva para a seca na região do Seridó, deve ficar pronta em 2017, segundo a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh). Quando pronto, o reservatório de mais de 500 mil m³ de capacidade será o terceiro maior do estado e abastecerá 17 cidades.

Pouco mais de 50% da construção está concluída – o andamento depende de repasses do governo federal. A obra, que faz parte do PAC, tinha previsão de entrega inicial para junho de 2014. Por enquanto, 97% da área foi desapropriada e os moradores indenizados.

Barragem de Oiticica tem 50% das obras concluídas (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)

A barragem foi orçada inicialmente em R$ 311 milhões – mas o orçamento foi revisto pela Semarh em julho deste ano, e reavaliado em R$ 415 milhões.

Um novo plano de trabalho, que prevê repasse de R$ 98 milhões a mais de recursos federais, ainda não foi aprovado pelo Ministério da Integração Nacional.

Quando pronta, a represa de Oiticica será a terceira maior do estado e abastecerá 17 cidades (Foto: Anderson Barbosa e Fred Carvalho/G1)

O ministério disse ao G1 que mensalmente são repassados em média R$ 6 milhões por mês ao governo do estado para a construção da Barragem de Oiticica. “Com o empenho efetuado em dezembro, temos recursos garantidos para praticamente mais 10 meses de obras, dependendo obviamente do ritmo da mesma”, disse o ministério em nota, ressaltando que há tempo hábil para finalizar a análise do novo plano de trabalho sem impacto na execução da obra.

Segundo o secretário Mairton França, da Semarh, para manter o cronograma das obras de acordo com o novo orçamento o ideal seria que o governo federal repassasse ao estado R$ 15 milhões mensalmente.

CRÉDITOS:

Reportagem: Anderson Barbosa, Fred Carvalho e Beatriz Vital
Edição: Juliana Cardilli

‘Financial Times’ diz que Odebrecht é máquina de suborno brasileira

Numa longa reportagem com várias fotos e gráficos, o site do jornal britânico Financial Times trouxe, nesta quarta-feira (28), mais um recorte da corrupção no Brasil. Com o título “Odebrecht: uma máquina de suborno brasileira”, a publicação cita que uma multa recorde por pagamentos ilegais levanta esperança de um fim para uma cultura de impunidade no País.

O periódico lembra que a empreiteira foi responsável pela renovação do estádio do Maracanã (Rio de Janeiro) para a Copa 2014, desenvolveu uma das maiores hidrelétricas da África e construiu um porto de US$ 1 bilhão (R$ 3,3 bi) em Cuba. “Mas agora a Odebrecht, o maior grupo de construção da América Latina, corre o risco de ser mais conhecida por criar uma das maiores máquinas de suborno da história corporativa.”

O FT cita que, na semana passada, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos descreveu a operação, que canalizou quase US$ 788 milhões (R$ 2,53 bi) para políticos e funcionários de uma dúzia de países, como um “esquema de corrupção e suborno incomparável”. A empresa terá agora que pagar uma multa recorde de pelo menos US$ 3,5 bilhões (R$ 11 bi). O escândalo que destruiu a Odebrecht e ameaça derrubar políticos no Brasil teve um início discreto na divisão de operações estruturadas da empresa.

Para cada US$ 1 mi em propina, Odebrecht lucrava US$ 4 mi em contratos, diz Suíça

Com trechos de depoimentos da secretária da empresa Maria Tavares, o jornal cita pagamento para políticos e funcionários públicos que se estende de Brasília a Maputo, em Moçambique. A operação, que teve início em 2001, era sofisticada, conforme descreve o Financial Times. Contava com computadores e sistemas de e-mail separados, códigos para beneficiários e, mais tarde, até a compra de um banco, o Antígua, onde os corruptos podiam abrir contas e receber pagamentos diretos.

A publicação dá mais detalhes sobre como as operações ocorriam e comenta que sua existência por tanto tempo e em tantos locais tem abalado a realização de negócios do Brasil. “Jamais o sistema político e econômico foi atingido tão profundamente”, disse o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes ao FT.

A reportagem também salienta que, como muitos pagamentos foram feitos por meio de sistemas bancários legítimos, o escândalo também levanta questões sobre requisitos globais de conformidade particularmente no mundo em desenvolvimento, onde a Odebrecht pagou dezenas de altos funcionários públicos.

O periódico informa aos leitores que depoimentos detalhados foram dados por cerca de 80 executivos da empreiteira, incluindo seu ex-presidente executivo da família fundadora, Marcelo Odebrecht. O conteúdo ainda não foi divulgado.

“A investigação da Odebrecht e uma investigação mais ampla sobre a corrupção por grupos de construção e políticos na estatal Petrobras, conhecida como Lava Jato, estão mudando a cultura da impunidade no Brasil”.

O FT traz também um pequeno perfil de Marcelo Odebrecht, neto do alemão Norberto, que fundou a empresa. O grupo, cita a reportagem, emprega 128 mil pessoas de 70 nacionalidades e opera projetos que vão desde portos, barragens, redes de metrô, rodovias e uma base de submarinos nucleares em países como Estados Unidos, Angola e Panamá.

Fonte: http://noticias.r7.com/brasil/financial-times-diz-que-odebrecht-e-maquina-de-suborno-brasileira-29122016

Desemprego fica em 11,9% no trimestre encerrado em novembro

Pessoas preenchendo vagas de emprego em agência em São Paulo. (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker))
Pessoas preenchendo vagas de emprego em agência em São Paulo. (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker))

O desemprego ficou em 11,9% no trimestre encerrado em novembro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da pesquisa Pnad Contínua. Essa taxa é a mais elevada desde o início de toda a série histórica, que teve início em 2012. No mesmo trimestre de 2015, o índice havia ficado em 9%.

O número de pessoas desocupadas nesse período, de setembro a novembro, chegou a 12,1 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica. O aumento em relação ao mesmo trimestre do ano anterior é de 33,1%.

Já a população ocupada foi estimada em 90,2 milhões – uma redução de 2,1% em comparação com o trimestre de setembro a novembro de 2015.

As baixas partiram da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e agricultura, -4,7% (-438 mil pessoas), indústria geral, -8,2% (-1,0 milhão de pessoas), construção, -9,0% (-702 mil pessoas), informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, -2,6% (-256 mil pessoas) e serviços domésticos, -3,1% (-194 mil pessoas).

Por outro lado, cresceram as ocupações nos grupamentos de alojamento e alimentação, 7,8% (346 mil pessoas) e outros serviços, 7,0% (287 mil pessoas).

Do total de pessoas empregadas, 34,1 milhões tinham carteira assinada no setor privado. Frente ao ano anterior, o recuo foi de 3,7%. O número de empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada cresceu 3,5% contra o mesmo trimestre de 2015.

Já o rendimento médio recebido pelas pessoas ocupadas ficou estável em R$ 2.032, de acordo com a pesquisa. Em relação ao mesmo trimestre de 2015, os empregadores tiveram queda no rendimento (-5,9%) e as outras categorias ficaram estáveis.

Empregadores e autônomos

Nível de ocupação

O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) ficou em 54,1% no trimestre de setembro a novembro. Houve retração na comparação com o mesmo trimestre de 2015, quando o índice chhegou a 55,9%.

A força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas), estimada em 102,3 milhões de pessoas, cresceu 1,1% (mais 1,1 milhão de pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2015.

Fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/desemprego-fica-em-119-no-trimestre-encerrado-em-novembro.ghtml