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Oito pessoas concentram mesma riqueza que a metade mais pobre da população mundial, diz ONG britânica

Oito pessoas no planeta possuem tanta riqueza quanto a metade mais pobre da população mundial, situação “indecente” que “exacerba as desigualdades”, denuncia a ONG britânica Oxfam em um relatório publicado antes do Fórum Econômico Mundial, que começa na terça-feira (17) em Davos.

Homem conta notas de dólar e euro. (Foto: Reuters)
Homem conta notas de dólar e euro. (Foto: Reuters)

“É indecente que tanta riqueza esteja concentrada nas mãos de uma minoria tão pequena, quando se sabe que uma em cada dez pessoas no mundo vive com menos de US$ 2”, afirmou uma porta-voz da Oxfam, Manon Aubry.

O relatório, intitulado “Uma economia a serviço dos 99%”, revela “como as grandes empresas e os indivíduos mais ricos exacerbam as desigualdades, ao explorar um sistema econômico desfalecente, sonegando impostos, reduzindo salários e aumentando os rendimentos para os acionistas”.

Desigualdade entre ricos e pobres aumentou em 2016, revela relatório

A Oxfam, que tradicionalmente denuncia as crescentes desigualdades por ocasião do Fórum de Davos, adverte neste ano sobre “a pressão exercida sobre os salários em todo o mundo”, assim como os benefícios fiscais das empresas ou o recurso a paraísos fiscais.

“As empresas otimizam seus lucros, especialmente aliviando o máximo possível sua carga fiscal, privando os Estados de recursos essenciais para financiar as políticas e os serviços necessários para diminuir as desigualdades”, destaca o documento.

A ONG, que se baseia em “novas informações mais precisas sobre a divisão da riqueza no mundo”, convoca os governos a reagir promovendo uma economia mais humana.

“Quando as autoridades políticas deixarem de estar obcecadas pelo PIB, se concentrarem no interesse de todos os cidadãos e não apenas de uma elite, será possível um futuro melhor para todas e todos”, afirma Aubry.

No ano passado, a Oxfam havia denunciado que o patrimônio acumulado do 1% mais rico do mundo havia superado em 2015 os 99% restantes com um ano de antecedência em relação ao previsto.

Fonte:http://g1.globo.com/economia/noticia/oxfam-critica-concentracao-indecente-de-riqueza-no-mundo.ghtml

Presos se rebelam em mais um presídio do Rio Grande do Norte

Rebelião controlada no Presídio Provisório Professor Raimundo Nonato, em Natal, pelo Batalhão de Operações Especiais (Foto: Divulgação/Sindicato dos Agentes Penitenciários do RN (Sindasp))
Rebelião controlada no Presídio Provisório Professor Raimundo Nonato, em Natal, pelo Batalhão de Operações Especiais (Foto: Divulgação/Sindicato dos Agentes Penitenciários do RN (Sindasp))

Fred Carvalho Do G1 RN

Detentos do Presídio Provisório Professor Raimundo Nonato, em Natal, estão rebelados desde as 3h (4h de Brasília) desta segunda-feira (16). Segundo o governo do Rio Grande do Norte, a situação foi controlada por volta das 5h30 (6h30 de Brasília). Não houve fugas e não há informações sobre feridos. No fim de semana, uma rebelião em outro presídio do estado deixou 26 mortos.

De acordo com a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc), os presos tentaram derrubar uma parede do presídio Raimundo Nonato, mas a polícia interveio e evitou a fuga. Eles ainda tentaram entrar em uma área de isolamento da unidade, onde ficam os presos ameaçados de morte, mas não conseguiram.

O Grupo de Operações Especiais da pasta entrou no presídio às 7h30 (8h30 de Brasília) para debelar o motim.

A nova rebelião atrasou uma revista prevista para ocorrer na manhã desta segunda-feira na Penitenciária de Alcaçuz, onde ocorreram as mortes no fim de semana.

Conhecido como Cadeia Pública de Natal, o Presídio Provisório Raimundo Nonato não tem grades, que foram arrancadas em rebeliões anteriores. O estabelecimento tem 166 vagas projetadas, mas abriga 600 detentos, segundo um relatório de novembro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). As condições são consideradas “péssimas”.

Policiais em frente ao presídio Raimundo Nonato, no Rio Grande do Norte, onde ocorreu rebelião (Foto: Maksuel Figueiredo/Inter TV Cabugi)
Policiais em frente ao presídio Raimundo Nonato, no Rio Grande do Norte, onde ocorreu rebelião (Foto: Maksuel Figueiredo/Inter TV Cabugi)

 

Fonte:http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2017/01/presos-se-rebelam-em-mais-um-presidio-do-rio-grande-do-norte.html

PM registra tiroteios simultâneos em três bairros de Natal

Helicóptero da PM, Potiguar I é usado nas diligências  (Foto: Andréa Tavares/G1)
Helicóptero da PM, Potiguar I é usado nas diligências (Foto: Andréa Tavares/G1)

Na tarde deste domingo (15) a Polícia Militar registra pelo menos três tiroteios simultaneos emNatal. De acordo com informações da PM, os tiroteios estão acontecendo na comunidade Novo Horizonte, mais conhecida como ‘Favela do Japão’, na Zona Oeste, na comunidade conhecida como ‘Favela do Mosquito’, no Bairro Nordeste, também na Zona Oeste e no bairro de Brasília Teimosa, na Zona Leste da cidade.

Segundo a PM, não há confirmação sobre mortes. A Secretaria de Segurança ainda não confirma se os ataques têm relação com a rebelião na Penitênciária Estadual em Alcaçuz.

Rebelião em Alcaçuz
A rebelião começou com uma briga entre presos dos pavilhões 4 e 5 por volta das 17h de sábado (14). De acordo com a presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Vilma Batista, homens em um carro se aproximaram do presídio antes da rebelião e jogaram armas por sobre o muro.

Segundo o governo, a briga estava restrita aos dois pavilhões. O pavilhão 5 é o presídio Rogério Coutinho Madruga, que fica anexo a Alcaçuz. Há separação entre presos de facções criminosas entre os dois presídios.

De acordo com a Sejuc, os próprios presos desligaram a energia do local e, com isso, os bloqueadores de celulares da unidade prisional deixaram de funcionar. Durante a madrugada foram ouvidos tiros dentro da unidade prisional e muita fumaça era vista no local.

Na manhã deste domingo (15) policiais militares entraram na unidade prisional com veículo blindado, vans e carros para tentar acabar com rebelião. A rebelião foi controlada por volta das 7h20.

Alcaçuz fica em Nísia Floresta, cidade da Grande Natal, e é o maior presídio do estado. A penitenciária possui capacidade para 620 detentos, mas abriga cerca de 1.150 presos, segundo a Sejuc, órgão responsável pelo sistema prisional do RN.

 

Fonte:http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2017/01/pm-registra-tiroteios-simultaneos-em-tres-bairros-de-natal.html

Rebelião no RN pode ter mais de 30 mortos em Alcaçuz

Polícia faz revistde presos (Foto: Adriano Abreu/Tribuna do Norte)
Polícia faz revista de presos (Foto: Adriano Abreu/Tribuna do Norte)

Segundo o jornal Tribuna do Norte, já soma mais de 30, o número de mortos na rebelião em Alcaçuz; já o G1 diz que são 27.

A informação do G1 vem do governo do Estado, o que não descarta que haja mais mortos, como diz a Tribuna do Norte.

O motim começou na tarde de sábado (14) e terminou 14h depois já na manhã deste domingo (15).

Os corpos foram levados para o Instituto de Técnico-Científico de Polícia (Itep) para que seja feita a identificação. Um caminhão frigorífico foi alugado para armazenar os corpos enquanto não acontece a liberação para os sepultamentos. Além disso, legistas do Ceará e da Paraíba foram deslocados para ajudar no trabalho de identificação.

Nove presos que estavam com ferimentos graves foram transferidos para o Pronto-socorro Clóvis Sarinho, em Natal. De acordo com a direção do hospital, nenhum deles corre risco de morte, mas não há previsão de alta.

 

Fonte:http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2017/01/rebeliao-mais-violenta-da-historia-do-rn-tem-27-mortos-diz-governo.html

Rebelião acaba após mais de 14 horas no RN; há ao menos 10 mortos

Anderson Barbosa e Fred Carvalho Do G1 RN

Tropa de Choque da PM do Rio Grande do Norte entra na penitenciária estadual de Alcaçuz, na Grande Natal (Foto: Fred Carvalho/G1)
Tropa de Choque da PM do Rio Grande do Norte entra na penitenciária estadual de Alcaçuz, na Grande Natal (Foto: Fred Carvalho/G1)

A rebelião na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, do Rio Grande do Norte, acabou após 14h20. Os detentos, que se rebelaram às 17h deste sábado (14) (horário local, 18h em Brasília), se renderam às 7h20 deste domingo (15) após a Tropa de Choque da Polícia Militar entrar nos pavilhões. Segundo a Secretaria de Segurança, não houve troca de tiros. Há ao menos dez mortes confirmadas durante a rebelião, informou o governo estadual do Rio Grande do Norte.

A rebelião começou com uma briga entre presos dos pavilhões 4 e 5. Segundo o governo, a briga estava restrita aos dois pavilhões. O pavilhão 5 é o presídio Rogério Coutinho Madruga, que fica anexo a Alcaçuz. Há separação entre presos de facções criminosas entre os dois presídios.

Um helicóptero da PM auxiliou na operação, que envolve Choque, Bope e GOE (Grupo de Operações Especiais). Às 6h20, era possível ver fumaça negra nos pavilhões e ouvir bombas de efeito moral do lado de fora da penitenciária.

Alcaçuz fica em Nísia Floresta, cidade da Grande Natal, e é o maior presídio do estado. A penitenciária possui capacidade para 620 detentos, mas abriga cerca de 1.150 presos, segundo a Sejuc, órgão responsável pelo sistema prisional do RN.

Enquanto os veículos entravam no complexo penitenciário, pessoas que estavam na porta aplaudiam e vaiavam os policiais. Há familiares de detentos, que ontem à noite tentaram furar o bloqueio policial, sem sucesso. Eles dizem que presos que não estão envolvidos na rixa entre as facções estão pedindo socorro. Com panos brancos, eles acenaram e pediram paz.

Durante a madrugada, o tenente-coronel Marcos Vinícius, que comanda o Bope, disse ao G1, por volta das 2h, que não houve negociação entre PM e presos. A madrugada foi tranquila, sem tiros nem tumultos aparentes. O complexo ficou sem energia elétrica desde a noite de ontem. Muitos tiros foram ouvidos e era possível ver muita fumaça do lado de fora do presídio ontem.

Ontem à noite, o secretário estadual de Justiça e Cidadania (Sejuc), Wallber Virgolino, afirmou que a determinação era retomar o controle do presídio. “A ordem já foi dada: retomar o controle de Alcaçuz e evitar rebeliões em outras unidades”, afirmou Virgolino, que diz ter chamado todos os agentes penitenciários que estavam de folga. O estado possui cerca de 800 agentes penitenciários.

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Blindado da Tropa de Choque da PM do Rio Grande do Norte entra na penitenciária estadual de Alcaçuz, na Grande Natal (Foto: Fred Carvalho/G1)
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Presos amanhecem no telhado da penitenciária, de Alcaçuz, a maior do Rio Grande do Norte, em rebelião. Quando a Tropa de Choque entrou no presídio, eles já estavam fora dos telhados (Foto: Fred Carvalho/G1) 
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Familiares de detentos aguardam em frente à penitenciária de Alcaçuz (Foto: Anderson Barbosa/G1)

O motim
A rebelião começou por volta das 17h de sábado (horário local, 18h em Brasília. Segundo a presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Vilma Batista, homens em um carro se aproximaram do presídio antes da rebelião e jogaram armas por sobre o muro.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) diz em nota que as mortes são “resultado de uma briga entre facções rivais”. Já o governo do estado afirma que “‘estão sendo levantadas informações acerca do envolvimento de facções criminosas”.

Auxílio
Em entrevista ao Jornal Nacional, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse que o combate ao crime organizado dentro dos presídios será intensificado. Sobre a rebelião, o ministro afirma estar “aguardando, eventualmente, o pedido de algum auxílio”. “Obviamente, em havendo esse pedido, o auxílio será imediato”, afirmou Moraes.

“O sistema está superlotado há muito tempo. Eu costumo repetir que não há passo de mágica pra solucionar um problema crônico no Brasil. É um problema que, governo após governo, vem se ampliando”, afirmou. “Nós temos aproximadamente, hoje, 650 mil presos. Com um deficit de quase 300 mil vagas. Obviamente, isso acaba tornando o sistema um barril de pólvora”.

O governador do Estado, Robinson Faria, afimou ter entrado em contato com o ministro, para que o governo federal acompanhe a situação do Estado.

Presos estão nos telhados da penitenciária de Alcaçuz (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)
Presos se abrigam nos telhados da penitenciária de Alcaçuz (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)

A Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) emitiu nota afirmando ter montado um Gabinete de Gestão Integrada (GGI) para executar as ações a serem empregadas na rebelião do presídio de Alcaçuz.

“Já estão no local o Batalhão de Operações Especiais (Bope), o Batalhão de Choque e a Força Nacional para evitar mais confrontos e controlar a situação. Há registro de mortes resultado de uma briga entre facções rivais”, afirmou a secretaria.

Rebeliões e fugas
A última rebelião em Alcaçuz foi registrada em novembro de 2015. Houve quebra-quebra após a descoberta de um túnel escavado a partir do pavilhão 2. “Assim que acabou a visita social, por volta das 15h, os presos se amotinaram”, disse o secretário de Justiça da época, Cristiano Feitosa.

Mais de 100 presos conseguiram escapar do presídio no ano passado, em 14 fugas. A maioria deixou o presídio por meio de túneis escavados a partir dos pavilhões ou por buracos abertos no pé do muro, sempre sob uma guarita desativada ou sem vigilância.

Força Nacional
Na segunda-feira (9), o Ministério da Justiça prorrogou por mais 60 dias a presença da Força Nacional de Segurança no Rio Grande do Norte. Os policiais enviados pelo governo federal estão atuando no patrulhamento das ruas e podem atuar na segurança do perímetro externo das unidades prisionais localizadas na Grande Natal.

A Força Nacional chegou ao estado em março de 2015, durante a série de motins no sistema prisional do estado, e o prazo de apoio poderá ser novamente prorrogado, caso haja necessidade.

Presos se rebelaram na tarde deste sábado (14), em Alcaçuz (Foto: Divulgação/PM)
Presos se rebelaram na tarde deste sábado (14), em Alcaçuz (Foto: Divulgação/PM)

Calamidade pública
O sistema penitenciário potiguar entrou em calamidade pública no mesmo mês, em março de 2015. Na ocasião, foram gastos mais de R$ 7 milhões para recuperar 14 presídios depredados durante motins, mas as melhorias foram novamente destruídas. Atualmente, em várias unidades as celas não possuem grades e os presos circulam livremente dentro dos pavilhões.

Segundo a Secretaria de Justiça e da Cidadania (Sejuc), órgão responsável pelo sistema prisional do estado, o Rio Grande do Norte possui 33 unidades prisionais, que oferecem 3,5 mil vagas, mas a população carcerária é de 8 mil presos – ou seja, o déficit é de 4,5 mil vagas.

Acre e Amazonas
Na quinta-feira (12), presos apontados pelos setores de inteligência do Acre e do Amazonas como líderes de facções criminosas chegaram à penitenciária federal de Mossoró, na região oeste do Rio Grande do Norte. Ao todo, foram 19 detentos que foram trazidos em uma operação especial para o presídio potiguar – 14 do Acre e 5 do Amazonas.

 

Fonte:http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2017/01/rebeliao-acaba-apos-mais-de-14-horas-no-rn-ha-ao-menos-10-mortos.html

PM vai esperar amanhecer para intervir em rebelião no RN; há mortes

Rebelião na Penitenciária Estadual de Alcaçuz (Foto: Andréa Tavares/G1)
Rebelião na Penitenciária Estadual de Alcaçuz (Foto: Andréa Tavares/G1)

Policiais militares e agentes penitenciários vão esperar o dia amanhecer para entrar nos pavilhões da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, onde acontece uma rebelião desde a tarde deste sábado (14). Segundo o Governo do Rio Grande do Norte, até as 21h, pelo menos 10 presos morreram na rebelião.

Alcaçuz é o maior presídio potiguar. A área externa já está sob o controle das autoridades, segundo a Polícia Militar. As saídas foram bloqueadas e o Corpo de Bombeiros está fazendo barricadas no local. Segundo a presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Vilma Batista, homens em um carro se aproximaram do presídio antes da rebelião e jogaram armas por sobre o muro.

“A intervenção é impossível agora. No momento estão todos soltos lá dentro, e armados. Nossa missão é evitar que ele saiam”, declarou o major Camilo, da PM.

Do lado de fora do presídio, que está às escuras, se ouvem muitos tiros e é possível ver muita fumaça. Segundo a Polícia Militar, a rebelião começou às 16h30, depois do horário de visitas das famílias.

 

Fonte:http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2017/01/policia-vai-esperar-ate-o-amanhecer-para-intervir-na-rebeliao-em-alcacuz.html

Sem apoio de caciques, Benes Leocádio se elege presidente da Femurn derrotando PMDB e PSD

O ex-prefeito de Lajes e ex-presidente da Femurn, Benes Leocádio, prestes a deixar o PMDB, foi eleito agora para mais um mandato à frente da Federação.

Ele obteve 66 votos dos 146 votantes, e derrotou os candidatos Rivelino Câmara, apoiado pelo presidente do PMDB Henrique Alves, senador Garibaldi Filho e deputado Walter Alves, e o candidato Dagoberto Bessa, do PSD, apoiado pelo governador Robinson Faria.

Isolado do seu PMDB onde fez história, Benes se elegeu para o 3º mandato na Femurn.

 

Thaisa Galvão

Relatório aponta que ações judiciais contra jornalistas dobraram em 2016

Resultado de imagem para jornalistas

De 2015 para 2016, os casos registrados de violência contra jornalistas passaram de 137 para 161 no país, um aumento de 17,52%, com destaque para o aumento de 100% nas ações judiciais com intenção de cercear o trabalho dos profissionais. Em 2015 foram nove casos e em 2016 o número saltou para 18, incluindo três processos que levaram à prisão de quatro jornalistas.

Os dados foram apresentados hoje (12) pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), no relatório anual Violência contra jornalistas e liberdade de imprensa no Brasil. Ao todo foram 220 jornalistas agredidos e dois assassinados, já que muitos casos de violência ocorrem contra mais de um profissional. Foram mortos Maurício Campos, dono do jornal O Grito, de Santa Luzia (MG), e João Miranda do Carmo, do site SAD sem Censura, de Santo Antônio do Descoberto (GO).

Para a presidente da Fenaj, Maria José Braga, a situação de violência contra jornalistas se agravou, indo parar na esfera judicial. “Para nós, essas penas são desmedidas porque o chamado crime de opinião no exercício da profissão tem que ser encarado diferentemente. Tem que, de fato, haver uma investigação diferenciada já que o profissional trabalha com interesse público e, muitas vezes, claro, desagrada interesses privados. Para nós, independentemente dos casos, os crimes de opinião têm que ser tratados no âmbito cível, e não criminal. Quatro jornalistas cumprindo pena de prisão, para nós é muitíssimo preocupante”.

Assim como apontaram os relatórios dos últimos três anos, os principais agressores de jornalistas são a polícia militar ou a guarda municipal, com 25,47% dos casos, seguido de manifestantes, com 15,53% – ambas em contextos da cobertura de manifestações de rua. Em terceiro lugar vêm políticos e seus parentes ou assessores, com 10,56%. Em relação ao tipo de violência, agressões físicas aparecem em primeiro, com 36,03% dos casos, seguido de agressões verbais (16,15%) e ameaças ou intimidação (14,91%). A maioria dos casos é contra jornalistas de TV (31,53%), seguido de jornal (27,48%) e de internet (12,16%).

Maria José sustenta que é preciso combater a impunidade para diminuir a violência. “Essas medidas têm que ser tomadas por parte do Estado brasileiro, principalmente por meio da criação do observatório da violência contra comunicadores e do estabelecimento de um protocolo para a atuação das polícias nos estados”, defendeu.

Para ela, as empresas de comunicação e a própria categoria, por meio de suas organizações sindicais, também têm uma parcela de responsabilidade para evitar a violência. “As empresas de comunicação precisam assumir a responsabilidade com treinamento dos trabalhadores, oferta de equipamento de proteção individual. E nós defendemos também o que chamamos de comissões de segurança nas redações para analisar as situações de risco e as medidas mitigatórias para esses riscos”.

Subnotificação

A presidente da Fenaj destaca que a violência, principalmente a censura, são subnotificadas.  “A Fenaj, mais de uma vez em 2016 e em 2015, fez sim uma denúncia pública do que nós entendemos que foi um erro de grande parte dos meios de comunicação, que foi assumir uma posição de partido político dentro do Brasi. Nós criticamos isso publicamente e temos relatos de profissionais que se sentiram, em mais de uma ocasião, angustiados com a situação que estavam vivendo. Mas nós não conseguimos identificar casos específicos, a não ser o caso que está no relatório que, para nós, se tornou um caso simbólico de um jornalista que foi demitido após expressar a sua opinião em relação à situação política do Brasil”.

O caso retratado é o de José Trajano, demitido da ESPN depois de 21 anos de trabalho. O relatório destaca também a demissão de 1,2 mil jornalistas em 2016 e três casos de censura, incluindo a demissão de Trajano.

Também entraram no relatório, mas não nas estatísticas, a morte dos 21 jornalistas que estavam no avião da Chapecoense e o assassinato de cinco comunicadores que não necessariamente têm relação ao exercício direto da profissão. Há também o registro de cinco atentados contra jornalistas.

Edição: Amanda Cieglinski
Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-01/relatorio-aponta-que-acoes-judiciais-contra-jornalistas-dobraram-em-2016

Líderes de facções do AC e do AM chegam à penitenciária federal do RN

Presos chegaram à penitenciária federal de Mossoró nesta quinta (12) (Foto: Divulgação)
Presos chegaram à penitenciária federal de Mossoró nesta quinta (12) (Foto: Divulgação)

Presos apontados pelos setores de inteligência do Acre e do Amazonas como líderes de facções criminosas chegaram na noite desta quinta-feira (12) à penitenciária federal deMossoró, na regiões Oeste do Rio Grande do Norte. Ao todo, são 19 detentos que foram trazidos em uma operação especial para o presídio potiguar – 14 do Acre e 5 do Amazonas. A ação para entrega dos presos só foi concluída na madrugada desta sexta-feira (13).

Os presos vindos do Acre são: Alcemir da Silva, André Ferreira de Souza, Antônio Meneses de Castro, Antônio Nascimento de Oliveira, Denys dos Santos Fêlix, Edivardes Brito da Silva, Eurico Rocha do Nascimento, Fabiano da Silva, Gerlândio Brito da Silva, Gilei Mayke de Souza Santana, Semir da Silva Almeida, Sandeilson da Silva Souza, Sérgio Barbosa e Ualas Pinto Amâncio Rodrigues.

Do Amazonas, vieram: Demétrio Antônio Matias, Janes do Nascimento Cruz, Florêncio Nascimento Barros, Rivelino de Mello Muller e Gileno Oliveira do Carmo.

Operação para trazer detentos do AC e do AM ao RN terminou nesta sexta (13) (Foto: Divulgação)
Operação para trazer detentos do AC e do AM ao RN terminou nesta sexta (13) (Foto: Divulgação)

Acre
A Segurança Pública do Acre transferiu nesta quinta-feira (12) 15 detentos para o presídio federal de Mossoró. Os presos transferidos estavam no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), no presídio Antônio Amaro, em Rio Branco.

Os trâmites para a transferência iniciaram, segundo a assessoria da Sesp, em outubro de 2016,quando foi pedida a transferência de 36 presos e o juiz federal autorizou apenas um. O pedido foi refeito na segunda (9) e a liberação foi dada, de acordo com a Justiça Federal de RN, no mesmo dia, mas a Sesp disse que foi notificada apenas na tarde da terça (10).

Quinze líderes de facções foram transferidos após passarem por exame de corpo de delito. “São essas lideranças que dão a ordem para esquartejar, matar, roubar e cometer vários crimes na capital e interior. Com isso, abrimos 15 vagas que podem ser preenchidas por outros líderes”, disse o secretário de Segurança Pública do Acre, Emylson Farias.

Farias afirmou ao G1, na terça (10), que a solicitação de transferência estava em sigilo para evitar retaliação dos detentos dentro dos presídios do estado. Ele disse ainda que o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, anunciou na segunda (9) que o pedido havia sido autorizado, mas o Acre não tinha sido notificado no mesmo dia.

O secretário lembrou que a declaração do ministro da Justiça veio após a rebelião que deixou 60 mortos em Manaus (AM) e outros 33 mortos na maior penitenciária de Roraima (PR), na madrugada do úlrtimo dia 6. No Acre, uma rebelião em outubro de 2016 deixou quatro mortos e 19 feridos.

Amazonas
Um total de 17 detentos do Amazonas embarcaram para presídios federais no fim da quarta-feira (11). Um comboio da Polícia Militar acompanhou o traslado dos presos até o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus.

Antes da viagem, peritos do Instituto Médico Legal (IML) foram deslocados ao Batalhão, na manhã desta quarta (11), para realizar exames de corpo de delito nos detentos.

Após os procedimentos, o grupo seguiu às 11h30, dentro de um caminhão-baú da Seap, para o Aeroporto Internacional da capital. O trajeto até o aeroporto recebeu forte esquema de segurança, com batedores e um helicóptero da Polícia Militar. Ao todo, 80 policiais participam da operação, segundo o comandante geral da PM, Augusto Sérgio.

Ao todo, 56 morreram na rebelião do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, informou o secretário de Segurança Pública do Amazonas, Sérgio Fontes. O motim durou mais de 17 horas e foi considerado pelo secretário como “o maior massacre do sistema prisional” do Estado. Inicialmente o Governo havia confirmado 60 mortes.

 

Fonte:http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2017/01/lideres-de-faccoes-do-ac-e-do-am-chegam-penitenciaria-federal-do-rn.html

Piso salarial dos professores tem reajuste e sobe para R$ 2.298,80 em 2017

No caso do reajuste deste ano, é considerado o crescimento do valor mínimo do Fundeb de 2016 em relação a 2015
Arquivo/Agência Brasil

O Ministério da Educação (MEC) anunciou, nesta quinta-feira (12), que o piso salarial dos professores terá aumento de 7,64% em 2017. O valor representa incremento de 1,35% acima da inflação acumulada de 2016, que foi de 6,29%.

“Para este ano, o piso nacional do magistério é de R$ 2.298,80”, disse o ministro da Educação, Mendonça Filho. “O professor que tem carga horária mínima de 40 horas semanais e formação em nível médio (modalidade curso normal) não pode receber menos do que esse valor.”

Os dados estão de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), divulgado na última quarta-feira (10), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mendonça Filho anunciou, também, a nova composição do fórum permanente para acompanhamento da atualização progressiva do valor do piso salarial nacional para os profissionais do magistério público da educação básica. A medida foi publicada na edição desta quinta-feira (9) do Diário Oficial da União (DOU)

Segundo o ministro, o reajuste tem como base os termos do art. 5º da Lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008, que estabelece a atualização anual do piso nacional do magistério, sempre a partir de janeiro.

O critério adotado para o reajuste, desde 2009, tem como referência o índice de crescimento do valor mínimo por aluno, ao ano, do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que toma como base o último valor mínimo nacional por aluno (vigente no exercício que finda), em relação ao penúltimo exercício.

No caso do reajuste deste ano, é considerado o crescimento do valor mínimo do Fundeb de 2016 em relação a 2015. Os estados e municípios que, por dificuldades financeiras, não possam arcar com o piso, devem contar com a complementação orçamentária da União, como determina a Lei 11.738/2008, no art. 4º.

Fórum

O fórum será integrado por representantes da Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep); do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE); da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE); do Conselho Nacional de Secretários da Educação (Consed); e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

O grupo tem como objetivo acompanhar a atualização progressiva do valor do piso salarial nacional para os profissionais do magistério público da educação básica.

 

Fonte: Portal Brasil, com informações do MEC

Após determinação judicial, servidores desocupam prédio público em Natal

A Justiça determinou a reintegração de posse da sede da Secretaria Municipal de Administração (Semad) de Natal, ocupada por sindicalistas desde a terça-feira (10).  Segundo nota lançada pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Natal (Sinsenat) e outros quatro sindicatos (Sindicatos (Sinsenat, Sindsaúde, Sindguardas, Sindern e Soern), eles vão cumprir a decisão judicial que determina a reintegração de posse do imóvel ao município às 9h desta quinta-feira (12).

Os servidores reivindicam acesso à folha de pagamento, a definição do calendário de pagamento dos salários e a instalação de mesa de negociação permanente. O argumento da liminar pedida pela Prefeitura é que a ocupação prejudica “de maneira significativa o funcionamento das atividades da Prefeitura de Natal, que se encontra com suas atividades paralisadas em razão da invasão, inclusive impossibilitada de realizar o lançamento da folha de pagamento dos servidores que aconteceria no dia de hoje (11) pela falta de acesso ao prédio”.O mandado de reintegração foi expedido pelo juiz Geraldo Antônio da Mota, da 4ª Vara da Fazenda Pública de Natal. O juiz reconhece o direito, garantido pela Constituição, dos manifestantes de protestar, mas diz que há limites e que a ocupação viola o “direito dos demais servidores e população em geral de ter acesso ao prédio da Administração Pública”.

Servidores ocupam sede da Secretaria Municipal de Administração de Natal (Foto: Divulgação/Sinsenat)
Servidores ocupam sede da Secretaria Municipal de Administração de Natal (Foto: Divulgação/Sinsenat)

Fonte:http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2017/01/apos-determinacao-judicial-servidores-desocupam-predio-publico-em-natal.html

PF pede prorrogação de inquérito sobre Lula, Dilma e Cardozo no STF

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A polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais tempo para investigar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ex-presidente Dilma Rousseff e o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo por suposta obstrução da Justiça nas investigações da Operação Lava Jato.

O pedido foi apresentado nesta terça-feira (10) pela PF e encaminhado ao relator do inquérito, ministro Teori Zavascki, responsável na Corte pelos casos do esquema de corrupção que atuava na Petrobras.

Como o caso está sob segredo de Justiça, não é possível consultar publicamente por quanto tempo a PF quer prorrogar o inquérito, nem as medidas a serem executadas na apuração.

Apesar de a PF ter pedido a prorrogação, o ministro também poderá consultar a Procuradoria-Geral da República (PGR), que pediu a investigação dos três políticos em maio do ano passado e responsável por uma eventual denúncia a ser formulada no caso, se forem encontradas provas.

O caso envolve a nomeação, por Dilma, do ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 2015. Em delação premiada, o senador cassado Delcídio do Amaral disse que a escolha tinha por objetivo conceder liberdade a donos de empreiteiras presos na Operação Lava Jato, suspeita já negada pelo ministro.

Além disso, o inquérito também apura as motivações para a tentativa de Dilma nomear Lula como ministro da Casa Civil, no ano passado.

Investigadores suspeitam de que um termo de posse foi enviado às pressas para evitar uma eventual prisão do ex-presidente determinada pelo juiz Sérgio Moro, o que poderia configurar crime de obstrução da Justiça.

O inquérito também tem como alvos Delcídio, o ex-ministro da Casa Civil Aloizio Mercadante, o ex-presidente do STJ, Francisco Falcão, e o ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas.

Fonte:http://g1.globo.com/politica/operacao-lava-jato/noticia/pf-pede-prorrogacao-de-inquerito-sobre-lula-dilma-e-cardozo-no-stf.ghtml

Obama pede empenho pela democracia em discurso de despedida

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O presidente afirma que os Estados Unidos são um lugar melhor do que há oito anos, mas vê riscos à democracia americana e pede mais solidariedade e respeito às opiniões dos outros.Num discurso marcado pela emoção, o presidente Barack Obama afirmou nesta terça-feira (10/01) que os Estados Unidos são hoje um lugar melhor e mais forte do que quando ele chegou ao poder, em 2009, e atribuiu isso aos esforços da população, que confiou em sua mensagem de esperança e mudança. “Vocês foram a mudança e, graças a vocês, em quase todas as medidas, os Estados Unidos são um lugar melhor e mais forte do que quando começamos”, disse Obama, em seu último discurso como presidente, diante de 18 mil pessoas em Chicago, cidade onde começou sua carreira política.

Obama, que deixará o cargo no próximo dia 20, reconheceu que o progresso durante sua presidência não foi uniforme. “Trabalhar a democracia sempre foi duro, disputado e, às vezes, sangrento. Para cada dois passos adiante, às vezes parece que damos um passo para atrás”, mas que os Estados Unidos sempre se caracterizaram por andar para frente. “A democracia pode se dobrar quando cedemos ao medo”, disse Obama. “Assim como nós, cidadãos, precisamos nos manter vigilantes contra agressões externas, precisamos impedir um enfraquecimento dos valores que nos fazem ser o que nós somos.”

Ele alertou para os riscos oferecidos à democracia americana pela chamadas fake-news (notícias falsas divulgadas na internet) e pelo efeito bolha da redes sociais, ou seja, a crescente tendência de as pessoas se relacionarem apenas com aqueles com quem já concordam. “Se você está cansado de debater com estranhos na internet, tente falar com um na vida real”, disse Obama. O presidente afirmou que a democracia sempre está ameaçada se ela for vista como algo garantido e disse aos americanos para considerarem o ponto de vista dos outros. “Devemos prestar atenção e ouvir.”

Ele pediu a todos os cidadãos para serem guardiões da democracia, não somente quando houver eleições, mas durante toda a vida. “Eu cheguei pela primeira vez a Chicago quando tinha 20 e poucos anos, ainda tentando entender quem eu era, tentando encontrar um sentido para a minha vida”, disse Obama. “Foi então que eu aprendi que mudanças apenas acontecem quando pessoas comuns se envolvem, se engajam e se unem para exigi-las.”

Obama fez um balanço positivo do seu governo e afirmou que, se há oito anos tivesse prometido que o país “deixaria para trás uma grande recessão”, abriria “um novo capítulo com o povo cubano, encerraria o programa nuclear do Irã”, conseguiria a legalidade do casamento homoafetivo e reformaria o sistema de saúde, “teriam me falado que eu estava sonhando demais”.

O primeiro presidente negro dos EUA reconheceu que, apesar do caráter histórico de sua eleição, o racismo segue vivo no país e que ainda há “muito trabalho por fazer” para eliminar os preconceitos contra as minorias e imigrantes. “Depois da minha eleição, muito foi falado de um Estados Unidos pós-racial. Essa visão, embora bem intencionada, nunca foi realista. Porque o racismo continua sendo uma força potente e um fator de divisão em nossa sociedade”, admitiu Obama.

Obama fez poucas referências ao seu sucessor, o republicano Donald Trump. Quando falou que será, em breve, substituído pelo magnata, o público começou a vaiar. “Não, não, não”, disse Obama, afirmando que esta será uma transferência de poder pacífica, para que o próximo governo “possa nos ajudar a enfrentar os muitos desafios que ainda teremos”. Antes, quando o público pedira mais quatro anos, Obama sorriu e comentou: “Não posso fazer isso”.

Apesar das diferenças entre suas ideias e as de Trump, Obama disse deixar o poder “ainda mais otimista em relação ao país” do que quando assumiu por saber que seu governo não apenas “ajudou muitos americanos, mas também inspirou” muitos outros, especialmente aos jovens. “O futuro está em boas mãos”, disse Obama, ao classificar a nova geração como “altruísta, criativa e patriótica”.

Obama encerrou seu discurso com uma série de agradecimentos a sua família e sua equipe na Casa Branca e prometeu seguir lutando por aquilo em que acredita quando deixar o poder. “Yes, we can. Yes, we did” (“Sim, nós podemos. Sim, nós fizemos”), afirmou o presidente.

AS/efe/ap/lusa/rtr

Fonte:https://noticias.terra.com.br/obama-pede-empenho-pela-democracia-em-discurso-de-despedida,7c25950f2f941258dfef0d25d55e39a2g2rm42r3.html

Atirador de Charleston é condenado à morte

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Em julgamento, Dylann Roof não mostrou arrependimento pelo massacre numa igreja nos EUA, que deixou nove mortos, em 2015. Júri decide pela pena máxima para os crimes, com motivações racistas, cometidos pelo atirador.O atirador de Charleston, Dylann Roof, foi condenado à morte nesta terça-feira (10/01) pelo ataque à Igreja Metodista Episcopal Africana Emanuel, que deixou nove mortos, em junho de 2015. Em dezembro, o júri declarou Roof culpado por todas as acusações que enfrentava.

Entre as 33 acusações estão crimes de ódio que resultaram em morte e obstrução de religião. O atirador, de 22 anos, não mostrou remorso durante o julgamento.

“Ainda acho que tinha que fazer isso”, disse Roof pouco antes do júri se reunir para decidir a pena pelas condenações. O atirador recusou ser representado por advogados nesta última fase do julgamento, contrariando a recomendação de sua defesa e do juiz.

O promotor Jay Richardson pediu a pena de morte pois o atirador não mostrou em nenhum momento remorso ou arrependimento por seu ato.

Roof foi acusado de executar um crime planejado friamente contra as pessoas que participavam de um grupo de estudo na igreja. O atirador confessou o ataque e suas motivações racistas. Durante as investigações, ele disse que, ao abrir fogo contra os fiéis, desejava incitar um conflito racial no país.

Antes do ataque na igreja, uma das mais antigas frequentadas pela comunidade negra nos EUA, Roof chegou a se sentar com os presentes por cerca de uma hora. Apenas três pessoas sobreviveram ao massacre.

O interesse de Roof por uma supremacia branca ficou registrado em sua página no Facebook, onde ele exibiu fotos posando com uma bandeira dos Estados Confederados da América (unidade política formada por estados do sul dos EUA, notoriamente agrários e escravistas, em 1861).

O ataque em Charleston foi um dos piores a um local de culto nos EUA dos últimos anos. O massacre levou à remoção da controversa bandeira confederada, considerada símbolo de racismo e do orgulho sulista nos Estados Unidos, da área do capitólio da Carolina do Sul.

A pena de morte e sua execução é rara no âmbito federal. Desde 1976, autoridades federais executaram apenas três condenados.

CN/afp/ap

Fonte:https://noticias.terra.com.br/atirador-de-charleston-e-condenado-a-morte,80e20615941a8bc5e1f9e69e3a409ee4ka98cmne.html