Category: Política

Em meio a ameaças de greve, Onyx critica pressão de auditores fiscais por reajuste salarial

Onyz Lorenzoni defende o aumento exclusivo para as categorias elencadas pelo governo federal e fala em busca de equilíbrio

O ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, entende que as mobilizações feitas por auditores fiscais, com paralisação marcada para a próxima terça-feira, 18, e ameaça de greve geral em fevereiro é uma “falta de sensibilidade” com a situação do país. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, o ministro criticou a pressão do que chamou de “elite do funcionalismo público” para a aprovação de reajustes salariais.  “É muita falta de sensibilidade, principalmente dos extratos mais altos. De todos os movimentos que vimos até agora, são todos servidores que ganham mais de R$ 25 mil, R$ 30 mil e alguns mais perto do teto. É a elite do funcionalismo público. Eles precisam colocar a mão na consciência”, afirmou Lorenzoni, que considera a situação desproporcional.

“Isso também tem acontecido com auditores do Ministério do Trabalho e espero que o bom senso e equilíbrio seja o final dessa conversa com parte alta do funcionalismo”, acrescentou. As pressões e cobranças dos servidores da Receita Federal acontecem após o presidente Jair Bolsonaro anunciar reajuste salarial exclusivo para policiais federais, policiais rodoviários federais e funcionários do Departamento Penitenciário, situação que gerou insatisfações em diversas categorias, que cobram igualdade. Entre os auditores da Receita Federal a principal reivindicação é a regulamentação do chamado bônus por eficiência, criado em 2016, mas que ainda não está em vigor. A estimativa é que os custos para o pagamento anual do benefício seriam de R$ 400 milhões. 

Embora o valor seja bem menor do que o reservado no Orçamento para os reajustes, Onyx Lorenzoni defende, no entanto, o aumento exclusivo para as categorias elencadas pelo governo federal e fala em busca de equilíbrio com as demais categorias do funcionalismo. “E tem uma questão adicional: qualquer um deles [policiais] sai de casa e não sabe se volta, porque enfrentam a criminalidade. Isso não acontece com o trabalho dos auditores fiscais, que fizeram uma reunião ontem [com o ministro Paulo Guedes]. É do cotidiano da atividade dos policiais esse risco que é permanente e eminente. Fazer com que esses servidores consigam ter condição de similaridade com carreiras que estão no topo da pirâmide do funcionalismo federal era algo justo”, reforçou o ministro.

Jovem Pan

MPT lança campanha em prol da vacinação

O Ministério Público do Trabalho lançou, nesta quarta-feira (12), campanha institucional para conscientizar a população sobre a importância de se respeitar as normas de saúde e segurança no combate à covid-19, com destaque para a imunização completa da população com as duas doses e, assim que possível, a dose de reforço. O filme de 60 segundos foi realizado em Natal, pela Ginga Filmes, e é protagonizado pelos atores Titina Medeiros e Arlindo Bezerra.

A mensagem, publicada nas redes sociais da instituição, reforça os riscos para aqueles que não seguem as orientações das autoridades sanitárias mundiais e locais, especialmente os que ainda, por razão ideológica ou religiosa, refutam a vacinação. O vídeo também será veiculado em emissoras de televisão de todo o país.

A campanha também alerta para a necessidade do uso de máscara do tipo PFF2, especialmente em transporte público e ambientes fechados, além da manutenção do distanciamento social e a higienização, sempre que possível, das mãos. Além do vídeo, serão publicados outros quatro cards complementares, com destaque para a exigência do comprovante de vacinação e os dados alarmantes de UTIs ocupadas, em mais de 90%, por não vacinados.

“VACINA SIM. Ela é segura, eficaz contra as formas graves da covid-19 e um ato de amor com você mesmo e com o próximo” é o mote do vídeo que encabeça a campanha.

Assista, abaixo, o vídeo da campanha do Ministério Público do Trabalho:

Capa - Vacinao

Sancionada lei de Galeno Torquato que institui a política de detecção da Trombofilia em mulheres no RN

Crédito da Foto: Assessoria de Comunicação

A governadora Fátima Bezerra (PT) sancionou a Lei de autoria do deputado estadual Galeno Torquato (PSD) que institui a Política de Prevenção, Detecção e Controle da Trombofilia à toda mulher em idade fértil, entre 10 e 49 anos, no âmbito do Estado, sejam em estabelecimentos públicos ou privados, credenciados ao Sistema Único de Saúde, mediante guia de solicitação médica.
 
“Esse projeto beneficia mulheres grávidas a terem acesso a exame e diagnóstico precoce. O objetivo é evitar o abortamento precoce, é importante para sociedade. Uma paciente com abortos repetitivos precisa dessa atenção”, disse Galeno.
 
O exame vai permitir ao profissional conhecer o histórico familiar da paciente, principalmente com relação aos parentes de primeiro grau com diagnóstico de trombose ou gravidez com complicações e outros fatores hereditários.
 
Ainda de acordo com a Lei nº 11.053, serão realizadas campanhas de sensibilização dos profissionais de saúde, capacitando-os e aprimorando-os quanto a novos avanços nos campos da prevenção e da detecção precoce da trombofilia e as unidades integrantes do Sistema Único de Saúde, no Estado do Rio Grande do Norte deverão fixar em local visível à toda população o direito à realização dos exames.

Lei de Ezequiel é sancionada e Moinho de Vento de Macau vira Patrimônio Histórico do RN

Crédito das Fotos: João Gilberto

Agora é Lei. O Moinho de Vento de Macau é Patrimônio Imaterial, Histórico, Cultural, Paisagístico e Turístico do Rio Grande do Norte. O Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (13) trouxe a sanção da governadora Fátima Bezerra (PT) ao projeto aprovado por unanimidade pela Assembleia Legislativa e de autoria do presidente da Casa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB).

“O Moinho de Vento é uma tradição de Macau, uma estrutura que embeleza a entrada da cidade e encanta a todos que a visitam. Faz parte da história do município. Este projeto faz justiça com a região, fortalece o turismo e preserva ainda mais a cultura do nosso Estado”, disse o deputado Ezequiel Ferreira. 

Na justificativa do projeto, Ezequiel explicou um pouco da história que cerca o Moinho de Vento. “Após a mecanização das salinas no final dos anos sessenta os moinhos perderam sua utilidade e foram substituídos pelas bombas elétricas. Sob a ação do sol, do vento e da maresia foram se desmanchando ao longo do tempo. Restou o do aterro que chegou a ser totalmente reconstruído pela salineira Álcalis e vem recebendo manutenções periódicas do governo municipal, e se transformou no símbolo mais significativo, o cartão postal de Macau”, relata o deputado. 

José Agripino e deputados defendem candidatura de Álvaro Dias ao Governo

A declaração do prefeito Álvaro Dias — em entrevista à TRIBUNA DO NORTE — de que tem recebido apelos para sair candidato a governador nas eleições deste ano repercutiu nos meios políticos. Dirigentes partidários e deputados estaduais de oposição ao governo avaliaram que seria positivo o prefeito concorrer, mas afirmam também que as decisões não estão tomadas.

O ex-governador e ex-senador José Agripino, presidente estadual do DEM, partido que está em fusão com o PSL para formar o União Brasil, afirmou que sempre considerou “o prefeito Álvaro Dias um candidato preparado política e administrativamente para disputar o governo do Estado”.

Para Agripino, “as alianças serão uma etapa importantíssima na construção da vitória de um candidato que precisará se posicionar ao centro sem abrir mão das forças progressistas que estiverem de acordo em somar suas ideias e propostas no rumo de um RN melhor”.

O deputado Tomba Farias (PSDB) afirmou que “seria muito positivo” para o Rio Grande do Norte que Álvaro Dias integrasse a chapa majoritária, porque “se hoje é um grande prefeito, com certeza daria um grande governador”. Tomba Farias ponderou que Álvaro Dias “conhece o Estado todo, foi deputado federal e estadual, presidente da Assembleia Legislativa e conhece os seus problemas [do Estado].

Tomba Farias acrescentou que por estar filiado ao PSDB, “um partido forte no Rio Grande do Norte”, se for candidato e conquistar o mandato, “Álvaro teria a sustentação política para que fosse o maior governador do Rio Grande do Norte de todos os tempos”.

Ontem, o deputado Tomba Farias postou uma fotografia nas redes sociais, na praça de alimentação de um shopping center de Natal, mostrando ao lado dele o consultor do município Genildo Pereira da Costa, que faz a interlocução política do prefeito Álvaro Dias e em que apareciam o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinhos, que passa férias na capital potiguar, o presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte, Anteomar Pereira, o “Babá”, que é prefeito de São Tomé, e ainda o prefeito de Bom Jesus, Clécio Azevedo, ambos filiados ao PSDB.

O deputado Nelter Queiroz (MDB) acha que uma candidatura de Álvaro Dias poderia “unir a oposição” numa disputa eleitoral com a governadora Fátima Bezerra: “O prefeito Álvaro Dias é um dos melhores nomes que temos para ganhar a eleição para o governo do Estado”.

Já o deputado Subtenente Eliabe (Solidariedade) disse que “considera [uma possível candidatura de Álvaro] mais uma opção viável para contrapor com a atual gestão estadual”, no entanto, destaca que o seu partido tem um pré-candidato a governador o engenheiro Brenno Queiroga. “Mas o Solidariedade está aberto ao diálogo, sempre respaldado naquilo que for melhor para população do Rio Grande do Norte”, garantiu.

Na entrevista, o prefeito de Natal disse que tem recebido apelos para concorrer ao governo do Estado. Mas afirmou preferir ficar no cargo para concluir obras que avalia como importantes para Natal e citou a construção do Hospital Municipal, a “engorda” da Praia de Ponta Negra, o Centro de Turismo da Redinha e a urbanização da Pedra do Rosário. Mesmo assim, afirmou que não é impossível deixar o cargo para se candidatar ao governo.

Do Blog do Barreto, com informações da Tribuna do Norte.

BG

Defesa pede que Roberto Jefferson seja transferido para hospital por quadro de febre

Roberto Jefferson está preso desde agosto de 2021 no âmbito da investigação sobre milícias digitais / Valter Campanato/Agência Brasil

A defesa de Roberto Jefferson pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que o ex-deputado fosse transferido temporariamente do Complexo Penitenciário do Gericinó, em Bangu, onde ele está detido, para o Hospital Samaritano da Barra, na Barra da Tijuca, por ter apresentado quadro com sintomas respiratórios e febre. Contudo, Moraes determinou que o diretor do presídio se manifeste em 24 horas sobre a possibilidade dos exames indicados pelos médicos serem realizados dentro da própria unidade prisional. Ainda não se tem um diagnóstico sobre o que teria causado o problema – as suspeitas são de gripe ou de um novo caso de Covid-19, que Jefferson já teve em setembro de 2021.

“O paciente apresenta, desde o dia 07/01/22, febre persistente e sintomas respiratórios, ainda sem diagnóstico etiológico. Em virtude do momento epidemiológico atual, sugiro transferência do paciente para unidade hospitalar para prosseguir investigação diagnóstica e instituir tratamento oportuno”, alegou o médico Abdon Hissa, que assina o pedido da defesa. Os advogados do político pedem que a transferência seja realizada “para fazer os exames necessários e oferecer tratamento médico completo e adequado, vez que este já vinha sendo acompanhado por essa unidade hospitalar, sob pena de agravamento irreversível do seu estado de saúde, que poderá resultar em risco de morte.”

O ex-deputado está preso desde agosto de 2021, quando teve sua detenção determinada por Moraes no âmbito do inquérito sobre milícias digitais. A investigação apura se grupos se organizam na internet para atacar a democracia brasileira e as instituições, e se esses grupos são financiados com dinheiro público. Moraes já negou pedidos de habeas corpus de Jefferson, o último em dezembro, alegando que era “necessária e imprescindível à garantia da ordem pública e à instrução criminal”, e determinou o afastamento do político da presidência do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) por 180 dias.  Em 30 de agosto de 2021, Jefferson passou mal e foi internado em uma UPA do complexo de Bangu, sendo transferido, em setembro, para o Hospital Samaritano. Mais tarde no mesmo mesmo mês, a defesa solicitou novamente transferência para um hospital particular para tratamento médico, o que foi negado pelo ministro do STF.

Jovem Pan

Legislativo concede título de Cidadão Norte-Rio-Grandense ao embaixador Rodrigo Azeredo

Crédito da Foto: João Gilberto

Numa iniciativa do deputado Hermano Morais (PSB) a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte concedeu o título de Cidadão Norte-Rio-Grandense ao embaixador Rodrigo de Azeredo Santos, que exerce o cargo cumulativamente na Dinamarca e na República da Lituânia. A solenidade aconteceu na manhã desta terça-feira (11), na sede do Legislativo potiguar e foi um reconhecimento à atuação do embaixador brasileiro em prol do Rio Grande do Norte.

Na sua justificativa, Hermano Morais afirmou que Rodrigo Azeredo, que é natural do Rio de Janeiro, tem uma atuação destacada em prol do País e do RN, intercedendo e propondo ações concretas junto ao governo estadual. “É pelas mãos do estimado embaixador que portas estratégicas têm sido abertas para o nosso Estado na Europa, permitindo que o Rio Grande do Norte tenha voz e seja ouvido em território internacional”, destacou Hermano.

O parlamentar citou o empenho do homenageado na abertura de frentes de diálogo, na promoção de rodadas de negócios e na busca por recursos junto a empresas financiadoras e fundos de investimentos. “O embaixador faz pelo Rio Grande do Norte muito mais que as obrigações inerentes ao cargo que ocupa. O olhar de Azeredo não é direcionado ao hoje: trata-se de um homem preocupado com o amanhã”, disse.

Hermano também destacou a atuação do novo cidadão potiguar no evento realizado em novembro passado, em Copenhagen, criado pela Confederação da Indústria Dinamarquesa, Ministério dos Negócios Estrangeiros e a Copenhagen Business School, com o objetivo de promover o comércio e o investimento entre a Dinamarca e os países latino-americanos, com participação do Estado. 

Ao agradecer a homenagem, Rodrigo Azeredo afirmou que a partir de agora a sua responsabilidade com o Estado só aumenta.  “Eu me sinto honrado e emocionado”, disse ele, que ressaltou a liderança da governadora Fátima Bezerra em conduzir de maneira tão eficiente as iniciativas no campo do desenvolvimento econômico, bem como o papel da Assembleia Legislativa junto ao governo e classe empresarial buscando novas oportunidades para o povo potiguar.

O secretário Jaime Calado agradeceu a honraria concedida pelo Legislativo a quem “não mede esforços para cooperar com o Rio Grande do Norte com muita responsabilidade”. O vice-governador Antenor Roberto enalteceu o papel exercido pelo diplomata e afirmou que a homenagem “enriquece e engrandece o RN”.

Também participaram do ato solene, realizado no salão da presidência, os empresários Marcelo Pereira, da OTZ Engenharia e Cláudio Calonge, da Briskcon; a diretora Administrativa Financeira da ALRN, Dulcinéa Brandão, além de servidores do Governo e do Legislativo. 

Ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa tem Ciro Gomes como seu candidato predileto até o momento

Ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa tem Ciro Gomes (PDT) como seu candidato predileto até o momento | Fotos: Reprodução

Apesar de afirmar não ter interesse em se candidatar novamente à Presidência da República no próximo pleito, o ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa tem feito um diagnóstico, às pessoas próximas, dos nomes que até o momento se declararam pré-candidatos à disputa Presidencial marcada para 2 de outubro. Segundo pessoas próximas ao ministro, poucos se salvam até o momento. Entre eles, está Ciro Gomes (PDT), considerado pelo ex-ministro como um “bom candidato”.

No diagnóstico de Barbosa, as eleições de 2022, inclusive, não estão “praticamente ganhas” para o lado de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como dizem as pesquisas. Ele acredita, inclusive, que apesar de “até gostar”, do ex-governador Geraldo Alckmin, nome mais cotado para ser vice de Lula, que o petista provavelmente será bastante atacado por opositores quando a campanha de fato foi iniciada.

Aliados do ex-ministro ainda afirmam que não faltam críticas de Barbosa ao atual presidente da República, Jair Bolsonaro (PL) e ao ex-juiz e ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro (Podemos). Barbosa, inclusive, já chegou a criticar as “companhias” de que Moro está se cercando para disputar o pleito, em especial mencionando militares e antigos procuradores da Lava Jato. Com essas companhias, Barbosa chegou a avaliar que o ex-juiz irá “manter a sombra autoritária” e que não irá conseguir resolver os problemas emergenciais do país, como a crise entre as instituições democráticas e a própria desigualdade.

Jornal Opção

ELEIÇÕES 2022: Primeiras pesquisas do ano são registradas no TSE e devem ser publicadas esta semana

Foto reproduzida

As primeiras pesquisas de intenção de voto para as eleições de 2022 devem sair nesta semana. No Tribunal Superior Eleitoral, três foram registradas: Quaest/Genial, Ideia/Exame e Ipespe/XP. 

Como prevê a lei eleitoral, a partir de agora toda pesquisa divulgada precisa ser devidamente cadastrada no TSE, com detalhes sobre a metodologia, contratante e custo, além do questionário utilizado.

Perguntas direcionadas ou qualquer indício de manipulação pode ser alvo de impugnações.

Uma primeira análise mostra que Quaest, Ideia e Ipespe aplicam metodologias diferentes que podem levar a resultados distintos e dificultar comparações.

A do Instituto Ideia, encomendada pela Exame por R$ 27,9 mil, ouvirá 1,5 mil pessoas, entre os dias 7 e 13, através de “inquérito telefônico” em relação a 12 pré-candidatos, inclusive Aldo Rebelo, André Janones e Leonardo Péricles. Na lista de opções, o nome de Sergio Moro aparece depois de Jair Bolsonaro, Lula, Ciro Gomes e João Doria.

A da Quaest, encomendada pelo banco Genial por R$ 268 mil (o maior custo até agora), está ouvindo 2 mil pessoas em entrevistas presenciais domiciliares, com aplicação de questionários estruturados, entre os dias 6 e 12.

Na lista de pré-candidatos apresentada, Moro é colocado apenas como sexta opção, atrás de Bolsonaro, Lula, Ciro Gomes, João Doria e até Rodrigo Pacheco. 

A Quaest garante que os nomes aparecem de forma aleatória (randomizada) no tablet usado pelos entrevistadores.

A pesquisa do Ipespe, encomendada pela XP por R$ 42 mil, ouvirá por telefone, entre os dias 8 e 14, apenas 1 mil pessoas. Na região Sul, serão ouvidas somente 150 pessoas. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais — a maior das três.

Na lista de 9 pré-candidatos, os nomes aparecem em ordem alfabética. Apesar de explorar cenários de segundo turno com os cinco mais bem avaliados, a pesquisa considera apenas Lula e Bolsonaro ao questionar se um ou outro, caso eleito, irá governar “para todos ou apenas para seus eleitores”.

Grande Ponto / BG

Alckmin manifesta preocupação com proposta petista de revogação da reforma trabalhista

Ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, cotado para ser vice na chapa de Lula à presidência da República / FELIPE RAU/ESTADÃO CONTEÚDO

Cotado para ser vice na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à presidência da República, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (sem partido) manifestou preocupação com a proposta de revogação da reforma trabalhista encampada por caciques petistas. Em um encontro com o presidente nacional do Solidariedade, o deputado federal Paulo Pereira da Silva, de São Paulo, o Paulinho da Força, o ex-tucano pediu informações sobre a revogação de pontos da reforma na Espanha e quis saber a opinião das centrais sindicais sobre o assunto. Segundo Paulinho, Alckmin disse que há apreensão no mercado sobre a possibilidade de uma revisão do texto, que foi conduzido pelo então presidente da República Michel Temer (MDB). O ex-governador ainda teria pedido que o deputado lhe encaminhasse material com sugestões de emendas.

Para pessoas próximas a Alckmin, a sensação é que ele teria mesmo abandonado a ideia de disputar o governo de São Paulo, mirando questões nacionais, incluindo a matéria trabalhista. No encontro com Paulinho da Força, ele evitou mencionar as recentes manifestações de Lula e da presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann, do Paraná, favoráveis à iniciativa do governo espanhol, que revogou pontos da reforma trabalhista local, que vigorava desde 2012. Nesta terça-feira, 11, Lula vai participar de uma reunião com o ex-primeiro ministro da Espanha, José Luis Zapatero, representantes do governo espanhol, sindicalistas e economistas para discutir o tema.

Jovem Pan

Doria critica ideia petista de revogar reforma trabalhista: ‘Emprego não voltará ressuscitando leis ultrapassadas’

João Doria será o candidato do PSDB na corrida presidencial das eleições de 2022 / Bruno Escolástico/Estadão Conteúdo

O pré-candidato do PSDB à presidência da República, João Doria, criticou a ideia do Partido dos Trabalhadores (PT) de revogar a reforma trabalhista. A crítica foi feita através de um comunicado divulgado nesta sexta-feira, 7, no qual o governador de São Paulo bate em seu possível rival no pleito de 2022, Luiz Inácio Lula da Silva, e relembra a recessão econômica do governo de Dilma Rousseff. “O PT entrou em 2022 olhando o retrovisor. O PT de Lula quer revogar todas as reformas que ajudaram o Brasil a sair da recessão da Dilma. O emprego não voltará ressuscitando leis ultrapassadas, mas sim com crescimento econômico. E para ter crescimento precisamos de investimento. E, para termos investidores, precisamos ter confiança e segurança jurídica”, diz o posicionamento de Doria.

O tucano também diz que o “pacotão do atraso” vai piorar a situação do Brasil e afirma ter pedido um estudo para sua equipe econômica sobre o tema. “Ao ver o PT atuando para criar o ‘pacotão do atraso’, que vai aumentar o nosso atoleiro, pedi um estudo para o time de economista que nos ajudam. Ele será divulgado nos próximos dias, com a transparência que o debate econômico exige”, diz o governador. “O Brasil tem jeito, mas esse jeito não é o do PT”, conclui o comunicado de Doria.

Jovem Pan

Moro minimiza vaias em viagem ao Nordeste

Ex-juiz e ex-ministro da Justiça, Sergio Moro / BRUNO ROCHA/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

O pré-candidato à presidência da República Sergio Moro (Podemos) seguem a agenda pelo Nordeste. Nesta sexta-feira, 7, ele esteve em Pernambuco, um dia após ter sido hostilizado no Aeroporto Internacional Castro Pinto, em João Pessoa, na Paraíba. Ao desembarcar, ele ouviu gritos e xingamentos. Houve princípio de tumulto logo controlado pelas equipes de segurança. Em uma entrevista a uma rádio de Pernambuco, Moro minimizou os xingamentos e disse: “Uma ou duas pessoas foram pagas para isso”. Sergio Moro também salientou, que por onde passou, só recebeu afeto e carinho.

Quem acompanha Moro na viagem é a presidente nacional do partido Podemos, a deputada federal Renata Abreu, e também o deputado federal Julian Lemos (PSL-PB), ex-aliado de Bolsonaro. Em uma rede social, o ex-juiz da Lava Jato disse que, na última sexta-feira, há três propostas na mesa da pré-campanha presidencial: uma representada pelo grupo dele, que fará as reformas necessárias ao país; outra do governo Bolsonaro, que segundo Moro desistiu completamente de implementar reformas; e a terceira de Lula, do PT, que quer revogar as reformas já consolidadas.

Jovem Pan

Vice-presidente do PT rebate Mineiro: “Nossa vitória em 2018 no RN foi contra as oligarquias, e não com elas”

Foto reprodução

O professor da UFERSA Daniel Valença, vice-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) no Rio Grande do Norte, rebateu nesta quinta-feira, (6) argumento apresentado pelo pré-candidato a deputado federal Fernando Mineiro sobre a política de alianças para as eleições deste ano.

Em entrevista a uma rádio capital, Mineiro afirmou:

“Se a gente não trouxer para o palanque do Lula e do PT quem foi contra nós, não vamos ter maioria para ganhar as eleições”.

Para Valença, “o deputado Fernando Mineiro merece todo nosso respeito. É um grande nome da política de nosso estado e tem uma vida dedicada à construção de nosso partido. Mas, é notório que temos posições bem distintas no que se refere à política de alianças. Como disse recentemente a nossa governadora, professora Fátima, estas divergências fazem parte do PT. Este debate já está sendo feito com o conjunto da militância e tem de ocupar a agenda da instância partidária”, afirmou.

O dirigente petista discordou do argumento apresentado por Mineiro:

“Todos nós daremos nossas melhores energias para a vitória do companheiro Lula e da companheira Fátima, e nenhum de nós está de sapato algo. Porém, não está correto afirmar que se não trouxermos adversários para nosso palanque não venceremos as eleições. Na verdade, todas as pesquisas indicam a possibilidade de vitória de Lula já no primeiro turno, sem a presença dos golpistas. Já se argumento for a governabilidade, devemos lembrar que uma coligação mais coesa e ideológica será fundamental para elegermos uma grande bancada de esquerda e diminuir o peso de partidos centro nas negociações para composição do governo”.

Com relação à política potiguar, Valença continuou mantendo uma postura de contraponto:

“Com relação ao Rio Grande do Norte, devemos ressaltar que nossa vitória em 2018 foi contra as oligarquias e não com elas. Não se trata de “sapato alto”, mas de coerência ideológica e histórica. A história já mostrou que as oligarquias optam por alianças com os setores populares quando estão enfraquecidas ou em perspectivas de vitórias do campo popular. Aquele palanque do segundo turno já é bastante amplo e todas as pesquisas mostram a força do nome da professora Fátima. Isso sem contar com a presença de Lula”, arrematou.

Para concluir, Daniel Valença abordou alguns dos desafios do partido aqui nas eleições deste ano: “Além de reeleger a professora Fátima, o PT do Rio Grande do Norte deve trabalhar para manter e ampliar os espaços que já conquistamos, incluindo a vaga no Senado Federal, dobrar o tamanho de nossa bancada na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados, inclusive recuperando nas urnas o mandato do deputado federal Fernando Mineiro, subtraído pelas manobras das forças golpistas e antipetistas”.

Saiba Mais /BG

Vice-presidente do PT faz críticas a Freixo e chama Ciro de “desleal”

Montagem com fotos de Marcelo Freixo e Washington Quaquá
Montagem com fotos de Hugo Barreto/Metrópoles e Facebook/Reprodução

O vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, fez críticas à pré-candidatura de Marcelo Freixo ao governo do Rio de Janeiro e chamou o presidenciável Ciro Gomes, do PDT, de “desleal” durante um debate com a militância organizado no dia 11 de novembro, por videoconferência.

Quaquá fez duas falas em defesa da formação de alianças do PT para além dos partidos de esquerda. Ao tratar do cenário fluminense, o dirigente disse que Lula não será eleito se tiver votos apenas dos apoiadores de Freixo. “Não vamos eleger o Lula com os 30% que a esquerda consegue fazer no Rio”, afirmou.

“Eu não tenho nada contra o Freixo. Mas o marqueteiro dele era o marqueteiro do [Sérgio] Cabral, o delator, Renato Pereira. [O Freixo] trouxe o Raul Jungmann para comandar a segurança pública, que foi ministro do Michel Temer. Então vamos com calma, gente. Vamos com calma porque eu não quero me atrelar primeiro a quem só teve 30%”, declarou Quaquá.

Na época, o dirigente petista vinha buscando uma aproximação com o governador Claudio Castro, que é filiado ao PL, o partido de Jair Bolsonaro. Quaquá disse que a história de que ele havia proposto uma aliança com Castro era “palhaçada”.

“Eu quero o Lula com os 70% de quem é contra o Bolsonaro no Rio. Por isso é importante atrair o Eduardo Paes, o Rodrigo Neves e até setores do Claudio Castro para o nosso projeto”, declarou.

Metropoles

Por que Pernambuco é mais um entrave para as negociações entre PT e PSB

No Twitter, Humberto Costa afirmou que tem ‘plena compreensão da precedência que tem o PSB em encabeçar a chapa da Frente Popular’ / Reprodução/Twitter/@SenadorHumberto

As tratativas entre PT e PSB para as eleições de outubro de 2022 ocorrem em várias frentes e vão da formação de uma federação partidária à escolha de candidaturas nos Estados, passando pela possibilidade de filiação do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, que deixou o PSDB e é cotado para compor a chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito presidencial. Dirigentes socialistas mantêm o otimismo em relação às negociações a nível nacional, mas avaliam que as arestas regionais representam, hoje, o maior obstáculo para a consolidação da aliança entre as duas legendas.

O imbróglio envolvendo São Paulo, onde o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) e o ex-governador Márcio França (PSB) aparecem como pré-candidatos ao governo, é o mais emblemático, mas o caso pernambucano é tido como outro entrave relevante, na avaliação de um integrante da Executiva Nacional do PSB ouvido pela Jovem Pan. Pernambuco é um reduto histórico dos socialistas, que comandam o Estado há 16 anos e não abrem mão da candidatura para o Palácio do Campo das Princesas. Na reta final de seu segundo mandato, o governador Paulo Câmara (PSB), que deve disputar uma vaga no Senado, trabalha para emplacar o seu sucessor. O nome mais cotado para a disputa era o ex-prefeito de Recife Geraldo Júlio (PSB), que desistiu de lançar sua candidatura. O apoio do PT a Júlio estava encaminhado. Como a Jovem Pan mostrou, além de São Paulo e Pernambuco, a cúpula do PSB quer o apoio dos petistas no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Espírito Santo.

Em paralelo, o PT aprovou a pré-candidatura do senador Humberto Costa (PT-PE) ao governo do Estado no início da segunda quinzena de dezembro. Apesar do movimento interno, o parlamentar fez um aceno aos aliados do PSB em uma postagem no Twitter. “Meu nome está à disposição para o diálogo, para a composição, para a construção da unidade da Frente Popular. Vem para contribuir, jamais para dividir. Tenho plena compreensão da precedência que tem o PSB em encabeçar a chapa da Frente Popular. Mas entendo que o debate fortalece nosso campo, assim como tem ocorrido na discussão ao Senado. Está também vinculado à discussão de uma aliança nacional da qual o PSB é parceiro de 1ª hora. Nada está definitivamente posto. Tudo é discutível dentro de um enorme leque de diálogo”, escreveu Costa.

Jovem Pan