Category: Política

Setor de Saúde da Assembleia é ampliado com mais serviços de odontologia

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Depois da ampliação do atendimento médico, o setor de Saúde da Assembleia Legislativa agora expande os serviços de Odontologia. Até o mês de julho, após concluído o processo de licitação, será aberto o terceiro consultório e oferecido o serviço de endodontia, novidade no setor que já dispõe de periodontia, dentística e cirurgias mais simples.

“Em 2015 avançamos com o setor de saúde da Casa. Na área odontológica abrimos o 2º consultório, em três turnos. Agora estamos implantando o 3º consultório e novos atendimentos. São ações programadas em nosso Planejamento Estratégico que, neste setor em especial, visa o bem estar do servidor, sua qualidade de vida, como consequência da preocupação com sua saúde, deixando-os motivados para atingir resultados expressivos no seu dia a dia profissional”, justifica o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB).

Segundo o odontólogo Ricardo Fonsêca, responsável pela Coordenadoria de Saúde e Assistência Social da Assembleia, os servidores já contam, desde o ano passado, com um serviço médico ampliado com profissionais nas áreas de Cardiologia e Clínica Geral, além de Odontologia, e outros atendimentos nas áreas de fonoaudiologia, nutrição, enfermagem, fisioterapia e educador físico para ginástica laboral.

Um dos serviços oferecidos aos parlamentares da Casa é a audiometria, realizados por fonoaudiólogo.

Com frequência, nos vários setores da Assembleia, há presença de enfermeiros verificando pressão arterial, glicemia capilar, ou distribuindo material educativo sobre hipertensão arterial, diabetes, dengue, zika e chikungunya.

Para Ricardo Fonsêca, o serviço médico da Assembleia é oferecido aos servidores e familiares, e a intenção é ampliar o espaço físico devido à ampliação do atendimento médico e odontológico.

Dia da Saúde

Para lembrar o Dia da Saúde transcorrido em 7 de abril, a Coordenadoria de Saúde da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte promoverá, nesta terça-feira (19), palestras para marcar a data.

Às 8h30min o deputado e médico Albert Dickson (PROS) fará uma palestra sobre “Qualidade de Vida e Saúde: Longevidade”, e a partir das 9h30min, as profissionais Karine da Costa e Danielle Araújo debaterão com os servidores sobre o Estatuto do Idoso.

Assessoria

Os próximos passos do processo de impeachment

Manifestantes em Brasília: processo de impeachment deve terminar em outubro deste ano

Rita Azevedo da Exame – São Paulo — Às 23h07 deste domingo, o processo de impeachment da presidenteDilma Rousseff foi aprovado na Câmara dos Deputados. Agora, ele segue ao Senado, responsável por julgar se Dilma cometeu ou não crimes de responsabilidade.

Entenda o que acontece daqui pra frente.

Criação da Comissão

A decisão dos deputados será lida no Senado em sessão marcada para a próxima terça-feira (19). Depois da leitura, cada partido deve indicar os membros de uma nova Comissão Especial. O número de indicados varia conforme o tamanho do partido ou do bloco partidário.

O trabalho é parecido com o que já foi feito na Câmara. Os membros da Comissão devem se reunir entre os dias 21 de abril e 02 de maio.

Um relator será escolhido e irá elaborar novo parecer, votado posteriormente pela Comissão e apresentado no plenário do Senado.

Primeira votação

Depois da leitura do parecer da Comissão, os senadores se reunirão para decidir se o processo será aberto ou não.

Se 41 dos 81 senadores votarem “sim”, a presidente Dilma Rousseff é afastada do cargo. Se votarem pelo “não”, o caso é arquivado. A Câmara não pode entrar com recurso.

Afastamento de Dilma

Caso o Senado aceite o processo, a presidente é afastada por um período de 180 dias e o vice-presidente Michel Temer assume interinamente o cargo.

Durante esse período, Dilma não é obrigada a deixar o Palácio da Alvorada (residência oficial), mas recebe apenas metade de seu salário (que atualmente é de R$ 30.934,00).

Segunda votação

Se o processo for aceito, Dilma irá receber um prazo de 20 dias para apresentar sua defesa.

A Comissão Especial volta a trabalhar, só que dessa vez para a produção de provas. Nessa fase, os senadores podem, inclusive, convocar o depoimento da presidente e dos autores do pedido de impeachment.

Um novo parecer será criado e votado pelos membros da Comissão, que avaliam se a acusação é procedente ou não. O resultado será publicado no Diário Oficial do Senado e depois encaminhado ao plenário.

Em uma sessão presidida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, os senadores decidem sobre a procedência da denúncia. Nessa etapa, é necessário o voto da maioria simples dos senadores para que o processo continue.

Votação final

Na terceira e última votação, os senadores deliberam sobre a culpa de Dilma Rousseff. Caso dois terços da Casa decidam que a presidente é culpada pelos crimes de responsabilidade fiscal, ela é condenada e se torna inelegível por oito anos.

Caso seja absolvida, Dilma volta automaticamente ao cargo e recebe o valor que deixou de receber enquanto estava afastada.

Grupos pró e contra impeachment de Dilma Rousseff fazem atos em Natal

Em Natal, grupo festeja votação na Câmara Federal neste domingo (Foto: Anderson Barbosa/G1)
Em Natal, grupo festeja votação na Câmara Federal neste domingo (Foto: Anderson Barbosa/G1)

Manifestantes pró e contra impeachment ocuparam duas praças de Natal nesse domingo (17) para acompanhar a análise do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no plenário da Câmara dos Deputados. O grupo que apoia o governo ocupou a praça da Árvore, em Mirassol, na Zona Sul. O que pede a saída da presidente estava na praça Cívica, em Petrópolis, Zona Leste.

Às 17h50, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed) anunciou que 1200 pessoas estariam na praça Cívica. Segundo os organizadores, são 2.500 manifestantes.

A Sesed divulgou também às 17h50 que 1500 pessoas estão na praça da Árvore. Os organizadores do ato contra o impeachment disseram, às 17h30, que são 5 mil pessoas na manifestação.

Após a definição pela continuação do processo do impeachment na Câmara Federal, Arthur Dutra, um dos organizadores do movimento Força Democrática, festejou a vitória. “Nossa bancada federal entendeu e atendeu o clamor do povo. Foi um momento de amadurecimento, com demonstração de tranquilidade e responsabilidade com a sociedade”, disse.

Para o professor João Marcelo Souza, este momento representa uma mudança no país. “Tomara que essa votação represente apenas o início de uma grande mudança política no Brasil. Mas a mudança tem ser ampla, definitiva, pelo fim da corrupção e moralização”, falou.

O universitário Luiz Henrique Gomes criticou a votação. “Fica a sensação de angústia pelo futuro do Brasil e do que vai acontecer com os direitos conquistados. É assustador ver como é o nível de debate na Câmara. Mas vamos continuar nas ruas porque o processo ainda vai para o Senado e mais do que nunca vamos discutir a reforma política”.

O deputado estadual Fernando Mineiro (PT) disse que o partido vai continuar lutando contra o impeachment. “Óbvio que sofremos uma derrota. Uma derrota dura, mas jamais será o fim da nossa luta. Amanhã o país continua e nós continuamos na batalha e nas ruas. Nós sabemos que quem saiu com a vitória hoje é violento e provocador. Não vamos cair em provocações, vamos seguir na luta em paz”.

No ato pelo impeachment, um trio elétrico começou a animar as pessoas às 15h45. Na manifestação contra o impeachmet, além do palco por onde passam as atrações, foram montados estandes vendendo comida e artesanato. Também estão acontecendo exposições fotográficas sobre a ditadura no RN.

Um efetivo de cerca de 450 profissionais extras, entre agentes de segurança pública e trânsito, foi disponibilizado pelos governos Federal, Estadual e Municipal especialmente para os eventos emNatal. A previsão inicial da Sesed era de que 30 mil pessoas participem das manifestações.

Grupo que apoia o governo Dilma Rousseff  acompanha votação do impeachmet na Zona Sul de Natal (Foto: Fabiano de Oliveira/G1)
Grupo que apoia o governo Dilma Rousseff acompanha votação do impeachmet na Zona Sul de Natal (Foto: Fabiano de Oliveira/G1)
Manifestantes contra o impeachmet estão na praça da Árvore, na Zona Sul de Natal (Foto: Fabiano de Oliveira/G1)
Manifestantes contra o impeachmet estão na praça da Árvore, na Zona Sul de Natal (Foto: Fabiano de Oliveira/G1)

Manifestantes pró-impeachment se concentram no bairro do Tirol, na Zona Sul de Natal (Foto: Anderson Barbosa/G1)
Manifestantes pró-impeachment se concentram em Petrópolis, na Zona Leste (Foto: Anderson Barbosa/G1)

Em Natal, grupo pede democracia e diz que não vai ter golpe em Mirassol (Foto: Renato Vasconcelos/G1)
Em Natal, grupo pede democracia e diz que não vai ter golpe em Mirassol (Foto: Renato Vasconcelos/G1)
Grupo que pede a saída da presidente Dilma ocupa a praça Cívica, em Natal (Foto: Anderson Barbosa/G1)
Grupo que pede a saída da presidente Dilma ocupa a praça Cívica, em Natal (Foto: Anderson Barbosa/G1)

Votação na Câmara hoje decide futuro de Dilma

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Pouco mais de quatro meses após o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ter aceitado o pedido de impeachment da oposição contra a presidente Dilma Rousseff (PT), o processo passará pela votação dos 513 deputados federais em sessão marcada para a tarde deste domingo (17) na Câmara dos Deputados. O UOL transmitirá a votação ao vivo.

O governo tenta, na reta final, conseguir os 172 votos para barrar o impedimento, enquanto a oposição joga suas fichas para chegar a 342 votos entre os 513 deputados.

Se houver 342 votos favoráveis (dois terços do total de deputados), a Câmara autoriza o Senado a abrir um processo de julgamento da presidente pelos supostos crimes de responsabilidade, tipo de infração política que pode levar ao impeachment.

Após uma eventual aprovação do impeachment na Câmara, a presidente só será afastada do cargo se o Senado também decidir pela continuação do processo. É preciso o voto de 41 dos 81 senadores (maioria simples). Seria, então, formada uma comissão de senadores para analisar o caso, num processo que poderá levar até 180 dias.

Em ‘conversa tranquila’, secretário de Saúde do RN põe cargo à disposição

16/04/2016 13h06 - Atualizado em 16/04/2016 13h09 Em 'conversa tranquila', secretário de Saúde do RN põe cargo à disposição Assessoria diz que Lagreca deve ficar até o governador nomear substituto. 'Prevaleceu o entendimento e o reconhecimento ao trabalho realizado', diz. Do G1 RN FACEBOOK Ricardo Lagreca concedeu entrevista nesta quinta em Natal (Foto: Divulgação/Sesap) Ricardo Lagreca colocou cargo à disposição do governador Robinson Faria (Foto: Divulgação/Sesap)

O secretário de Saúde do Rio Grande do Norte, médico José Ricardo Lagreca, colocou o cargo à disposição do governador Robinson Faria. Segundo a assessoria de comunicação do governo, o fato aconteceu em meio a uma “conversa tranquila, em que prevaleceu o entendimento e o reconhecimento ao trabalho realizado”.

Segundo nota enviada à imprensa neste sábado (16), a assessoria afirma que o secretário assegurou que permanecerá à frente da pasta, ainda na condução da Saúde estadual, “até que seja definido um novo nome”. O motivo da saída, no entanto, não foi revelado.

A assessoria complementa que o governador deverá anunciar o substituto de Lagreca nos próximos dias.

Governo confia em novo fôlego contra impeachment

Dilma Rousseff: aliados do governo afirmam que foi possível virar quase duas dezenas de votos
Dilma Rousseff: aliados do governo afirmam que foi possível virar quase duas dezenas de votos

Exame – Brasília – O Palácio do Planalto se transformou em um centro de romaria de deputados e governadores nesta sexta-feira, em um movimento de última hora que pode ter dado ao governo fôlego extra para barrar a aprovação do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff pela Câmara dos Deputados.

O clima fúnebre da noite de quinta-feira, quando o governo reconheceu que não alcançaria mais votos suficientes na Câmara, foi substituído no final desta sexta por um otimismo cauteloso. Dilma passou o dia em contato com deputados, pessoalmente e por telefone, e aliados do governo afirmam que foi possível virar quase duas dezenas de votos, aproximando de novo o Planalto de 190 a 200 votos.

“Ultrapassamos os 172 votos que precisamos e temos ainda uma coluna a trabalhar de 36. Estamos bem acima da margem de erro”, afirmou o vice-líder do governo, Sílvio Costa (PTdoB-CE), que afirma ter mostrado à presidente Estado por Estado quantos votos estão garantidos.

“Ela ficou hiper feliz”, garantiu. Durante o dia, a presidente recebeu seis governadores – Maranhão, Ceará, Bahia, Amapá, Paraíba e Piauí  – e parte das bancadas da Bahia e Ceará, além de diversos grupos de deputados. Entre eles, o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani, e os ministros peemedebistas Kátia Abreu, da Agricultura, Celso Pansera, da Ciência e Tecnologia, e Marcelo Castro, da Saúde. A maior virada teria vindo do PP, que decidiu nesta semana abandonar o governo e interromper as negociações para ocupar espaços que pertenciam antes ao PMDB.

O vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (MA), afirmou à presidente que votaria com o governo e traria com ele outros 11 deputados do partido. A posição do deputado, que divulgou um vídeo contrário ao impeachment, contudo, levou a executiva do PP a fechar questão nesta sexta-feira a favor do impeachment.

De acordo com um parlamentar que participou dos encontros com a presidente, a “onda favorável” está sim crescendo. O PSD, por exemplo, que também declarou que sairia do governo e encaminharia pelo impeachment, entregaria cerca de 12 votos ao Planalto, segundo o parlamentar. Mas noite desta sexta, devido à pressão do partido, o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, pediu demissão do cargo em caráter irrevogável, segundo disseram à Reuters fontes do Palácio do Planalto.

REUNIÕES

A presidente passou o dia em reuniões, mas também falou com parlamentares por telefone. De acordo com uma fonte palaciana, há um convencimento político de que não haveria uma pacificação com sua saída do governo. “Mas claro, não vamos negar, que existe sim a negociação de cargos”, diz a fonte.

“O clima melhorou muito. Há um entendimento claro que a suposta avalanche (a favor do impeachment) não se verificou. Houve uma reversão de expectativas”, disse o governador do Maranhão, Flávio Dino, um dos que vieram a Brasília para tentar ajudar o governo a reverter votos. Parlamentares citam, ainda, a ação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que passou os últimos dias recebendo dezenas de deputados. Lula, que voltaria a São Paulo na noite de quinta-feira, ficou em Brasília para continuar negociando voto a voto. “O ex-presidente é sem dúvida o fiador de todos os acordos que estão sendo feitos”, disse à Reuters a fonte parlamentar.

Dizer que acabarei com Bolsa Família é “mentira rasteira”, rebate Temer

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Uol – O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), afirmou na manhã deste sábado (16) em sua conta no Twitter (@MichelTemer) que manterá “todos os programas sociais”, incluindo o Bolsa Família.

Foi uma resposta direta do vice-presidente ao vídeo divulgado na noite de sexta-feira (16) pela presidente Dilma Rousseff (PT), em que ela acusou: “Os golpistas já disseram que, se conseguirem usurpar o poder, querem revogar direitos e cortar programas sociais, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida. Ameaçam, até, a educação”.

Nos tweets publicados esta manhã, Temer também falou da Operação Lava Jato e indicou ser favorável a sua continuidade e evolução: “A Lava Jato tem prestado importantes serviços ao país. Sou jurista e sei do papel fundamental da Justiça e do MP (Ministério Público) para o avanço das instituições”. O vice falou ainda em conciliação, dizendo que defende “a unificação e pacificação dos brasileiros. Não o caos, o ódio e a guerra”. E concluiu: “Só sairemos da crise se todos trabalharem pelo Brasil, não pelos seus interesses pessoais”.

Em vídeo gravado para ir ao ar na noite desta nesta sexta-feira (15), a presidente Dilma Rousseff (PT) diz que “os golpistas querem revogar direitos como Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida”. A divulgação em rede nacional de rádio e TV foi vetada pela Justiça, mas o pronunciamento foi ao ar na internet.

Na gravação, a presidente chama o processo de impeachment de “aventura golpista” e afirma que os programas sociais implantados por seu governo e o de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) estarão sob risco no caso de “os golpistas” que desejam tirá-la do poder terem sucesso em seu objetivo. Veja o vídeo abaixo.

De novo: Dilma diz em vídeo que opositores vão acabar com programas sociais

b86894eabb5193d980339d680f3b2ee1-e1454021395706A presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou que seus opositores querem revogar direitos como o Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida, em vídeo (veja abaixo) publicado na noite desta sexta-feira (15). A divulgação foi feita apenas na internet e a gravação, postada no Facebook oficial da presidente. “Ameaçam até a educação pública”, diz.

A petista pediu para que os brasileiros “não se deixem enganar” e vejam quem “está liderando esse processo”. Ela chamou, ainda, o processo de impeachment de “aventura golpista”.

No decorrer do vídeo, que tem duração de 6m39, Dilma ataca os opositores: “eles querem derrotar, a qualquer custo, o que represento: o projeto de desenvolvimento e inclusão social pelo qual estamos trabalhando todos os dias nos últimos 13 anos”.

Ela declara, ainda, ser inocente das acusações. “Não há contra mim qualquer denúncia de corrupção ou desvio de dinheiro. Jamais impedi investigação contra quem quer fosse. A denúncia contra mim em análise no Congresso Nacional não passa de uma fraude, a maior fraude jurídica da história do País”, afirma.

Assista:

Eunício Oliveira rejeita relatoria do impeachment no Senado

O líder do PMDB do Senado, Eunício Oliveira (CE), afirmou, nesta quinta-feira, 14, que não pretende ser relator do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff se o caso for aprovado na Câmara. O nome de Eunício foi defendido pelo senador Romero Jucá (RR), presidente em exercício do PMDB e um dos principais articuladores do afastamento da presidente. “Qualquer nome do partido está apto para relatar o caso. Eu sou líder. Vou indicar a pessoa no momento certo”, ele disse.

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Com trânsito em todos os partidos, Eunício é virtual candidato à Presidência do Senado em fevereiro de 2017, quando se encerra o mandato de Renan Calheiros (PMDB-AL). Ele não quer que o processo de impeachment contamine seu projeto futuro. Conforme a reportagem apurou, a senadora Marta Suplicy (SP), recém-filiada ao PMDB, pediu para relatar o caso. Contudo, ela não deve ser indicada porque vai disputar a Prefeitura de São Paulo.

Eunício sempre teve bom relacionamento com a presidente Dilma Rousseff e com o ex-presidente Lula, do qual foi ministro das Comunicações. Em 2014, porém, foi candidato a governador do Ceará contra o petista Camilo Santana, que foi apoiado pelos irmãos Cid e Ciro Gomes (PDT). Apesar de ter perdido a eleição para o PT, ele não rompeu com o governo federal.

Mais recentemente, porém, Eunício não aceitou um convite para se reunir com o ex-presidente Lula. Apesar de sua ligação com Renan Calheiros no Senado, Eunício foi deputado federal e, portanto, ainda mantém bons laços com o grupo da Câmara. Atualmente, ele tem mediado as conversas entre Renan e o vice-presidente Michel Temer. Até agora, os dois estiveram em lados opostos em relação ao impeachment. Renan sempre foi contra.

Com a perda de votos, oposição não teria mais número para impeachment

Jornal do Brasil – Na tarde desta sexta-feira (15), a  oposição deixou de contar com dois votos a favor da abertura de processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Grávida de 36 semanas, a deputada federal Clarissa Garotinho (PR-RJ) solicitou licença-maternidade. Ela iria votar a favor do afastamento. No final da tarde, o vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), anunciou que mudaria seu voto de pró para contra o impeachment.

Deputada federal do Rio de Janeiro, pelo PR.
Deputada federal do Rio de Janeiro, pelo PR.

São necessários 342 votos para que o processo seja aprovado perla Câmara. Com a mudança dos dois parlamentares, a conta, que já era apertada, agora tende para Dilma.

Assessores próximos à presidente afirmam que a oposição não tem a folga que alega ter, e que Dilma “não jogou a toalha”

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva gravou nesta sexta-feira (15), em Brasília, uma mensagem ao país e aos deputados sobre a votação do pedido de abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff pela Câmara dos Deputados, no domingo (17). Em sua mensagem, ele reafirma a confiança na vitória: “Vamos derrotar o impeachment e encerrar de vez essa crise”.

Representantes de movimentos sociais e entidades sindicais, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), de partidos políticos e frentes, como Brasil Popular e Povo Sem Medo, participaram na noite desta sexta-feira (15), na Praça Castro Alves, no centro da capital baiana, de uma passeata de protesto contra o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, cuja admissibilidade está sendo discutida na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Segundo a Polícia Militar da Bahia, 20 mil pessoas se concentraram na Praça Dois de Julho, no Campo Grande, e de lá caminharam em direção à  Praça Castro Alves, onde finalizam a manifestação.

Pestista acreditam na sua propria mentira: teremos mais de 200 votos contra impeachment

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O líder do Governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), afirmou nesta sexta-feira, 15, que tem um levantamento com mais de 200 votos contrários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. “Não teremos menos de 200 votos na disputa no plenário”, disse.

Em discurso na tribuna, Guimarães afirmou que o “golpe travestido de impeachment” não tem causa nem fundamento.

“Podemos até ter eleições gerais, mas jamais brotar uma eleição indireta aqui dentro para governar o Brasil”, disse, criticando a postura do vice-presidente Michel Temer, que, segundo ele, já estaria articulando um governo ainda incerto. “Temer presidente e Cunha vice é a saída para o Brasil? Não me parece.” Disse Guimarães.

Justiça rejeita ação para barrar pronunciamento de Dilma

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Exame – A Justiça Federal negou hoje (15) pedido do Solidariedade para impedir a veiculação do pronunciamento da presidente Dilma Rousseff, que seria transmitido esta noite em cadeia nacional de rádio e televisão.

A decisão foi tomada após a confirmação de que Dilma cancelou o pronunciamento.

Na decisão, a juíza Ivani Silva da Luz, da 6ª Vara Federal no Distrito Federal, entendeu que o partido não tem legitimidade para entrar com uma ação civil pública, de acordo com a Lei 7.347/1985.

“Os partidos políticos não estão incluídos no Art. 5º, cujo rol é taxativo, razão pela qual não têm legitimidade ativa para o ajuizamento da ação civil pública”, decidiu.

De acordo com a norma, podem entrar com a ação o Ministério Público, a Defensoria Pública, a União e os estados e municípios.

Ao cancelar o pronunciamento, o Palácio do Planalto preferiu não criar conflitos antes da votação do processo de impeachment pela Câmara dos Deputados, no próximo domingo (17).

No pronunciamento, Dilma dirigiria mensagem à população na qual condenaria o processo em curso contra ela e diria que não cometeu crime de responsabilidade.

Ainda não há uma decisão se a mensagem vai ser veiculada nas redes sociais de hoje (15) para amanhã (16), mas não está descartada a possibilidade de o pronunciamento ir ao ar neste sábado.

O vídeo teria sido gravado pela presidente na manhã de hoje, no Palácio da Alvorada, sua residência oficial.

Dilma deve fazer pronunciamento na TV nesta sexta contra impeachment

Dilma pode ser a segunda presidente do Brasil a ser impedida.
Dilma pode ser a segunda presidente do Brasil a ser impedida.

A presidente Dilma Rousseff deve fazer um pronunciamento na TV na noite desta sexta-feira (15) contra o processo de impeachment que enfrenta na Câmara dos Deputados.

Na manhã desta sexta, a Câmara deu início à sessão para partidos e parlamentares se pronunciarem sobre o processo de afastamento da presidente. A votação para decidir se a Casa abrirá ou não o processo de afastamento ocorrerá no domingo (17) à tarde.

Dilma tem participado desde as últimas semanas de atos com grupos contrários ao impeachment, como juristas, artistas, intelectuais, mulheres, educadores e movimentos sociais.

Nesses encontros, ela tem enfatizado que o seu pedido de afastamento não tem base jurídica, é uma “farsa” e, por isso, é um “golpe”. Ela também tem dito que “jamais” renunciará ao cargo.

Na estratégia de mostrar que, mesmo diante de um cenário de turbulência política ainda tem apoio de setores da sociedade, Dilma deverá participar neste sábado (16) do ato “Movimentos Populares pela Democracia e Contra o Golpe”, em Brasília.

Para o domingo, há a expectativa entre assessores do Planalto de que a presidente se posicione após o resultado da votação do impeachment na Câmara.

Solene marca Dia de Enfrentamento à Psicofobia e homenageia idealizador da data Paulo Davim

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A luta contra o preconceito ao cidadão portador de transtornos mentais, a psicofobia, marcou a sessão solene proposta pelo deputado estadual Hermano Morais (PMDB) nesta sexta-feira (15) na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Celebrado no dia 12 de abril, o Dia Nacional de Enfrentamento à Psicofobia, foi criado por lei federal de autoria do suplente de senador Paulo Davim (PV), que recebeu homenagem da Casa.

“Com o objetivo principal de combater atitudes preconceituosas e discriminatórias às pessoas com deficiência ou transtornos mentais, a Casa Legislativa do Rio Grande do Norte cumpre seu papel de alertar a sociedade para o tema no momento em que realiza a Sessão Solene sobre a psicofobia. Ao mesmo tempo em que relembra e enaltece o trabalho do ex-deputado estadual, Paulo Davim, que como senador da República, foi o autor do Projeto de Lei 263/2014, aprovado este ano, que instituiu o Dia de Enfrentamento à Psicofobia”, disse o presidente da Assembleia, deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB), durante a solenidade.

O deputado Hermano Morais (PMDB) reiterou o compromisso em lutar pela causa. “Dia 12 de abril é o aniversário do humorista Chico Anysio, que antes de morrer concedeu depoimento contando o quanto sofria de depressão. Assim como ele, cerca de 700 milhões de pessoas no mundo tem doenças mentais. No Brasil, esse número chega a 46 milhões”, conta o parlamentar que homenageou ainda o suplente de Senador e médico Paulo Davim. “Nos comprometemos em envolver todos os esforços possíveis e auxiliar nesta luta para combater a discriminação e assegurar à população o digno tratamento”, complementou.

Representando a Associação Norte-riograndense de Psiquiatria, o médico Leonardo Albuquerque Barbosa falou defendendo que a psicofobia seja considerada crime. “Diferente de outros cidadãos que sofrem preconceitos, as pessoas que tem transtornos mentais muitas vezes não possuem direito de defesa. É a forma mais cruel de discriminação”, considera o psiquiatra.

Cid Fonseca falou em nome da Associação de Familiares e Amigos de Doentes Psiquiátricos e defendeu a ampliação do número de Centros de Apoio Psiquiátricos (CAPs) e a disponibilização de maior número de consultas por parte do SUS. “A verdadeira liberdade para essas pessoas é o tratamento. Se libertar das dores, das angustias, da depressão. Precisamos lutar para que elas tenham tratamento digno, diminuindo o número de suicídio que tem crescido tanto”, alertou.

O homenageado Paulo Davim agradeceu a proposição do deputado Hermano Morais. Para ele, a sessão solene é um “divisor de águas” no Rio Grande do Norte. “Esta Casa é a caixa de ressonância da sociedade e pode estimular a discussão entre a população. Precisamos acabar com esse preconceito, que retarda o tratamento”, afirmou.

Estiveram presentes no evento, representantes dos poderes públicos estadual e municipal, médicos psiquiatras, pacientes psiquiátricos, além do deputado estadual, o médico Vivaldo Costa (PROS).