Category: Saúde

Prefeito de Natal desiste de ser primeiro a tomar vacina contra Covid-19 na capital após repercussão negativa

Álvaro Dias, prefeito de Natal, desiste de ser o primeiro a tomar a vacina em ato simbólico — Foto: Joana Lima
Álvaro Dias, prefeito de Natal, desiste de ser o primeiro a tomar a vacina em ato simbólico — Foto: Joana Lima

O prefeito Álvaro Dias (PSDB) desistiu de ser a primeira pessoa a tomar a vacina contra Covid-19 em Natal. Ele decidiu recuar poucas horas depois do anúncio “tendo em vista a distorção que estão fazendo”.

Mais cedo, ele havia comentado que, por ser médico, a ideia seria “dar o exemplo” na campanha. O gestor de 61 anos, porém, não se enquadra nos grupos prioritários para serem imunizados, segundo os planos estadual e municipal de vacinação.

“Algumas pessoas questionaram a possibilidade da eficácia da vacina, duvidando. E fizeram um desafio, uma convocação: ‘Por que você, prefeito, não é o primeiro pra dar o exemplo, como algumas pessoas fizeram?’. Eu disse que estava disponível. Eu sou médico, sou do grupo de risco, estou em contato permanente com o Hospital de Campanha. Também me incluo dentro dos profissionais da saúde que estão em permanente contato e, portanto, sujeito a risco de contaminação. Mas, tendo em vista que alguns grupos procuraram distorcer a disponibilidade que nós tivemos de ser o primeiro para dar esse exemplo, nós resolvemos repensar”, falou em entrevista à 96 FM Natal.

Como argumento, o prefeito ainda destacou o uso da Ivermectina, que não tem eficácia comprovada – a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para aprovar a vacina no último domingo (18), ressaltou que não há tratamento precoce contra a Covid-19.

“Eu estou protegido porque eu tomo a Ivermectina. Então, eu posso deixar para tomar a vacina em uma etapa posterior, sem nenhum problema”, completou.

Álvaro Dias disse agora que será o responsável por aplicar a primeira vacina em Natal, em um ato simbólico marcado para as 8h desta quarta-feira (20), no ginásio Nélio Dias, na Zona Norte da cidade. “Ao invés de tomar, eu posso, como médico, aplicar a vacina em alguém que esteja amanhã (quarta-feira) no ginásio Nélio Dias, às 8h”.

Sobre a vacinação em Natal

Natal recebeu 12.235 doses da vacina da CoronaVac e tem, segundo a SMS, cerca de 35 mil profissionais da saúde para vacinar, além de 30 mil idosos. Assim, a prioridade passou a ser dos profissionais da saúde, principalmente os que atuam na linha de frente da Covid-19. E nem todos conseguirão ser imunizados nesta primeira fase.

campanha de vacinação contra a Covid-19 e Natal começa na manhã desta quarta-feira (20) exclusivamente em quatro pontos de drive thru: Ginásio Nélio Dias, Shopping Via Direta, Arena das Dunas e Palácio dos Esportes. A ação vai acontecer das 8h às 16h.

Para receber a vacina, o profissional da rede pública ou privada terá que comprovar o vínculo funcional e atestar o serviço através de apresentação de escala de trabalho assinada pelo diretor da unidade.

G1RN

Profissionais da saúde são vacinadas contra Covid-19 em Manaus

Profissionais da saúde são vacinadas em Manaus — Foto: Matheus Castro/G1
Profissionais da saúde são vacinadas em Manaus — Foto: Matheus Castro/G1

Profissionais da saúde receberam as primeiras doses da vacina contra Covid-19 em Manaus, na manhã desta terça-feira (19). O imunizante foi aplicado durante uma cerimônia com o prefeito David Almeida e a secretária da Saúde, Shádia Fraxe, entre outros.

Cerca de 20 mil pessoas começam a receber o imunizante por equipes que visitarão as unidades de saúde da rede pública para aplicar a dose inicial. Na primeira fase, serão vacinados apenas os grupos prioritários: profissionais de saúde que atuam na linha de frente no atendimento à população, idosos que vivem em casas de longa permanênia, como asilos, e os povos indígenas aldeados.

G1AM

CoronaVac: Mesmo dentro dos grupos prioritários, veja quem receberá a vacina primeiro

Especial saúde da pessoa idosa – Vacinas
Foto ilustrada reproduzida da Internet

Devido ao número reduzido de doses (82.440), poucos grupos prioritários vão ser imunizados neste primeiro momento. Como são duas injeções para imunizar cada pessoa, 39,2 mil potiguares devem ser vacinados.

O número representa menos de 1,11% da população potiguar, estimada em 3,5 milhões de pessoas pelo IBGE. O início dessa fase deve ocorrer em até 72 horas, nos municípios.

  • profissionais de saúde da linha de frente de combate à doença, como os que trabalham em hospitais referenciados, serviços de urgência e emergência que atendem pacientes confirmados ou suspeitos para Covid-19.
  • profissionais da Saúde envolvidos na campanha de vacinação para a Covid-19
  • trabalhadores de instituições de longa permanência de idosos (abrigos)
  • Idosos (a partir de 60 anos) que moram em instituições de longa permanência

Técnica de Enfermagem é a primeira pessoa a receber a vacina contra a Covid-19 no RN: ‘Chegou a ser um sonho e hoje é esperança’

A primeira pessoa a receber a vacina contra a Covid-19 no Rio Grande do Norte foi a técnica de enfermagem Maria das Graças Pereira de Oliveira, de 57 anos — Foto: Alexandre Lago/Cedida
A primeira pessoa a receber a vacina contra a Covid-19 no Rio Grande do Norte foi a técnica de enfermagem Maria das Graças Pereira de Oliveira, de 57 anos — Foto: Alexandre Lago/Cedida

A primeira pessoa a receber a vacina contra a Covid-19 no Rio Grande do Norte foi a técnica de enfermagem Maria das Graças Pereira de Oliveira, de 57 anos. Ela trabalha na linha de frente no Hospital Giselda Trigueiro, referência em doenças infectocontagiosas.

“É uma emoção muito grande. Depois de ver tanto sofrimento de perto… a vacina chegou a ser um sonho pra gente e hoje é a esperança de que vai dar tudo certo. Uma felicidade muito grande”, disse Maria das Graças.

A vacina foi aplicada pela secretária adjunta de Saúde Pública (Sesap), Maura Sobreira, que é enfermeira.

G1RN

De olho no que aconteceu com velhinhos na Noruega, Sesap-RN não vai vacinar idosos acima de 75 anos

Saúde anuncia esquema de vacinação contra a gripe. Na primeira etapa,  idosos serão vacinados à domicílio
Foto ilustrativa, da Internet

Ontem, 18, foi notícia no mundo as mortes de velhinhos na Noruega que tomaram a vacina contra a Covid-19. Com precaução a Sesap-RN excluiu os velhinhos das primeiras doses da vacina.

A Secretaria Estadual de Saúde divulgou uma nota técnica apontando o quantitativo de doses distribuídas por cada município e informou quais serão os primeiros profissionais de saúde vacinados contra Covid-19, já que os imunizantes são insuficientes para atender todas as pessoas que se encaixam nos grupos prioritários da Fase 1.

“Reforçamos que, embora o registro no conselho de classe seja um documento oficial, nesta etapa de vacinação há necessidade de comprovação de vínculo com serviço de saúde com atendimento a pacientes suspeitos ou confirmados para Covid-19”, diz a nota.

“É importante ressaltar que diante das doses disponíveis para distribuição inicial aos estados, nesse primeiro momento não serão vacinadas as pessoas com 75 anos ou mais, que serão incluídas nas próximas etapas de vacinação da fase 1”, diz o documento.

G1RN

Nota técnica diz quais profissionais de saúde devem ser vacinados contra Covid-19 inicialmente no RN

Doses da vacina Coronavac começaram a ser distribuídas aos municípios nesta terça-feira (19) no RN, para início de vacinação contra Covid-19.. — Foto: Orlando Netto/CBRN
Doses da vacina Coronavac começaram a ser distribuídas aos municípios nesta terça-feira (19) no RN, para início de vacinação contra Covid-19.. — Foto: Orlando Netto/CBRN

Após o Rio Grande do Norte receber 82.440 doses da vacina contra Covid-19, na madrugada desta terça-feira (19), a Secretaria Estadual de Saúde divulgou uma nota técnica apontando o quantitativo de doses distribuídas por cada município e informou quais serão os primeiros profissionais de saúde vacinados contra Covid-19, já que os imunizantes são insuficientes para atender todas as pessoas que se encaixam nos grupos prioritários da Fase 1.

As mais de 82 mil doses devem atender uma população de 39.259 pessoas, porque são aplicadas duas doses em cada uma e ainda há estimativa de 5% de perda operacional de vacinas. Por outro lado, no plano de vacinação do RN, o governo estimava cerca de 79,6 mil trabalhadores de saúde no estado.

Ordem de priorização dos profissionais de saúde:

  1. Equipes de vacinação que estiverem inicialmente envolvidas na vacinação das 39 mil doses;
  2. Trabalhadores das Instituições de Longa Permanência de Idosos;
  3. Trabalhadores dos serviços de saúde públicos e privados, tanto da urgência quanto da atenção básica, envolvidos diretamente na atenção/referência para os casos suspeitos e confirmados de covid-19, na seguinte ordem:
    – Trabalhadores dos hospitais de referência;
    – Trabalhadores dos serviços de urgência e emergência,
    – Trabalhadores dos denominados serviços de Centro de Atendimento Covid-19;
    – Trabalhadores da atenção primária;

“É importante ressaltar que diante das doses disponíveis para distribuição inicial aos estados, nesse primeiro momento não serão vacinadas as pessoas com 75 anos ou mais, que serão incluídas nas próximas etapas de vacinação da fase 1”, diz o documento.

Os profissionais que se encaixam dentro do perfil apontado pela Sesap deverão apresentar documentos que comprovem a atuação nas áreas específicas que terão prioridade. Serão aceitos:

  • Carteira de trabalho que especifique local de trabalho;
  • Contrato de trabalho;
  • Contracheque;
  • Para os trabalhadores terceirizados ainda serão aceitas escalas de trabalho, acompanhadas de declarações advindas das empresas em papel timbrado, que comprove o local de trabalho em um serviço de saúde;
  • Publicação de nomeação em diário oficial e/ou ficha funcional do servidor público.

“Reforçamos que, embora o registro no conselho de classe seja um documento oficial, nesta etapa de vacinação há necessidade de comprovação de vínculo com serviço de saúde com atendimento a pacientes suspeitos ou confirmados para Covid-19”, diz a nota.

Fase 1 continuará com recebimento de mais doses

Ainda de acordo com o governo, a fase 1 não será encerrada com esse quantitativo de doses recebido (82.440 doses). Para essa fase, são previstas inicialmente 239 mil doses, que não foram enviadas pelo Ministério da Saúde nesse primeiro momento.

“Logo que for finalizada esta primeira fase, a Sesap dará início à vacinação dos demais grupos prioritários que estão nas fases 2 e 3, a partir da disponibilidade de doses. Em seguida, virão os demais grupos prioritários e após estes, a população em geral. A previsão do Ministério da Saúde é que a vacinação completa dure 16 meses até atingir toda a população brasileira”, informou o governo.

Tutorial para uso do RN Mais Vacina

Na nota técnia também foi disponibilizado um tutorial de navegação da plataforma RN Mais Vacina. A plataforma, acessível para a população e profissionais de saúde (vacinadores), foi produzida em parceria com o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS). O sistema irá monitorar o processo de vacinação contra a Covid-19 no estado.

Ele registra a chegada da vacina enviada pelo Governo Federal, a transferência aos 167 municípios e a aplicação que será feita pelas secretarias municipais de saúde. Para a efetivação do seu uso, a Sesap distribuiu mil tabletes para as salas de vacina em todo estado.

Para que os profissionais que atuam nas Unidades Básicas de Saúde, a Sesap também preparou materiais online. Também serão disponibilizados vídeos tutoriais visando auxiliar o profissional no dia a dia, caso surja alguma dúvida sobre a utilização do sistema.

G1RN

Em cerimônia em SP, Pazuello diz que vacinação contra a Covid-19 no país começa nesta segunda

Com vacina aprovada, imunização contra a covid está liberada no país -  Notícias - R7 Saúde
foto da Internet

O Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse nesta segunda-feira (18) que a vacinação contra a Covid-19 será iniciada a partir das 17h em todo o país. O anúncio foi feito após ele sofrer pressão dos governadores, que pediram para antecipar o início da aplicação das doses, inicialmente previsto para esta quarta-feira (20), conforme informou a colunista Andréia Sadi.

“Acho que podemos começar hoje até o fim do expediente, a partir das 17h”, declarou o ministro.

Neste domingo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso emergencial das vacinas CoronaVac e da Universidade de Oxford contra a Covid-19. Momentos depois, o governo de São Paulo aplicou a primeira vacina da CoronaVac. O governo federal, no entanto, ainda não havia iniciado a distribuição do imunizante pelo país, o que foi programado para esta segunda.

O horário de 17h para o início da vacinação nacional foi proposto, segundo Pazuello, para dar tempo de todos os estados receberem as doses da CoronaVac, vacina do Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

Brasil deve ter 2,9 milhões de doses extras de vacina até o fim de janeiro, diz Pazuello

Em cerimônia em São Paulo, Pazuello deu início à distribuição das doses pelo país no início da manhã. As caixas saíram do centro de distribuição de logística do Ministério da Saúde em Guarulhos, na Grande São Paulo.

“A todas as famílias das vítimas, recebam a nossa solidariedade. É muito difícil perder alguém que amamos. Está dado o primeiro passo para a maior campanha de vacinação do mundo”, afirmou o ministro.

Das 6 milhões de doses, 4.636.936 serão enviadas pelo governo federal aos estados brasileiros. As outras 1.357.640 serão distribuídas pelo estado de SP.

Força Aérea Brasileira inicia transporte de vacinas pelo País — Foto: Tatiana Santiago/G1

Força Aérea Brasileira inicia transporte de vacinas pelo País — Foto: Tatiana Santiago/G1

Veja divisão das doses da CoronaVac para cada estado:

Região Norte

  • Rondônia – 33.040
  • Acre – 13.840
  • Amazonas – 69.880
  • Roraima – 10.360
  • Pará – 124.560
  • Amapá – 15.000
  • Tocantins – 29.840

Total de doses – 296.520

Região Nordeste

  • Maranhão – 123.040
  • Piauí – 61.160
  • Ceará – 186.720
  • Rio Grande do Norte – 82.440
  • Paraíba – 92.960
  • Pernambuco – 215.280
  • Alagoas – 71.080
  • Sergipe – 48.360
  • Bahia – 319.520

Total de doses – 1.200.560

Região Sudeste

  • Minas Gerais – 561.120
  • Espírito Santo – 95.440
  • Rio de Janeiro – 487.520
  • São Paulo – 1.349.200

Total de doses – 2.493.280

Região Sul

  • Paraná – 242.880
  • Santa Catarina – 126.560
  • Rio Grande do Sul – 311.680

Total de doses – 681.120

Região Centro-Oeste

  • Mato Grosso do Sul – 61.760
  • Mato Grosso – 65.760
  • Goiás – 182.400
  • Distrito Federal – 105.960

Total de doses – 415.880

Governadores

O evento desta segunda, que contou com a presença de alguns governadores, não teve a participação do governador João Doria (PSBD). O vice-governador, Rodrigo Garcia, representou o estado de São Paulo.

Em coletivas de imprensa simultâneas, Doria e Pazuello trocaram acusações neste domingo (17). Pazuello disse que o governo de São Paulo fez uma “jogada de marketing” ao iniciar a vacinação simbólica em profissionais da Saúde logo após a aprovação da vacina.

No evento do Ministério da Saúde, o vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, disse que o estado de São Paulo deve seguir o mesmo calendário do plano nacional de imunização para a vacinação dos próximos grupos prioritários.

“A decisão agora do plano nacional de imunização é tendo disponibilidade de vacinas é ampliar o público alvo. Ainda não há essa disponibilidade e, portanto, não há essa ampliação do público alvo”

“Teremos muita dificuldade de novas doses, existe uma programação definida pelo Butantan e pela Astrazeneca, agora é aguardar outras alternativas de vacina para que a gente alcance um número maior da população brasileira”

Questionado o motivo da ausência do governador João Doria no evento, Garcia disse que ele já tinha outros compromissos agendados.

“A vacinação já se iniciou em São Paulo, ele tinha outros compromissos. Essa reunião foi agendada ontem à noite e eu vim representando o governo de São Paulo”.

Uso emergencial

O uso emergencial das 6 milhões de doses da CoronaVac prontas vindas da China foi aprovado neste domingo (17) pela Anvisa.

Por volta das 5h desta segunda, caminhões de carga refrigerados começaram a deixar o centro de distribuição em Guarulhos escoltados por carros da Polícia Federal. Cem caminhões farão o transporte da vacina.

G1SP

CoronaVac: Fátima Bezerra escolhe a pior vacina para ser aplicada no RN, são 82,4 mil doses

Rio Grande do Norte tem 900 mil seringas para começar vacinação contra Covid-19. — Foto: Sandro Menezes/Governo do RN
Rio Grande do Norte tem 900 mil seringas para começar vacinação contra Covid-19. — Foto: Sandro Menezes/Governo do RN

Segundo reportagem do G1RN, a governadora Fátima Bezerra do PT faz escolha da pior vacina para ser aplicada contra a Covid-19, a CoronaVac que teve aprovação de apenas 50%.

Na minha opinião, pode ser que mais de 41 mil pessoas venham servir de cobaia para que vejam se haverá eficácia da 4ª fase do experimento das vacinas.

A vacina forçada pelo Dória é a pior de todas. Que Deus proteja as cobaias desses laboratórios.

Vejam a matéria do G1RN:

RN vai receber 82,4 mil doses da Coronavac; início da vacinação contra Covid-19 não está definida

O Rio Grande do Norte deve receber 82.440 doses da vacina contra Covid-19, nesta segunda-feira (18), para começar a imunização contra Covid-19 no estado. Em uma nova previsão anunciada durante a manhã, o Ministério da Saúde disse que a campanha deve começar às 17h desta segunda e não mais na quarta-feira (20).

A Secretaria de Saúde do Estado, no entanto, ainda não informou quando a vacinação vai começar no Rio Grande do Norte. De acordo com previsões anteriores da pasta, a imunização deveria começar até 72 horas após a chegada do primeiro lote.

As 82.440 doses enviadas ao RN serão suficientes para vacinar 41.220 potiguares, já que a aplicação deve ocorrer em duas doses, com intervalo de 28 dias.

De acordo com os dados do Ministério da Saúde, o primeiro grupo prioritário no estado consiste em 37.848 profissionais de saúde, 1.400 pessoas com 60 anos ou mais em instituições e 10 pessoas com deficiência também institucionalizadas.

O estado é o único que não vai receber doses para indígenas, nessa primeira fase, porque, segundo o governo do estado, os grupos locais não se encaixam na classificação de indígenas aldeados. As vacinas recebidas seriam suficientes para aplicar as duas doses no grupo prioritário.

O Ministério da Saúde começou o processo de distribuição das quase 6 milhões de doses da CoronaVac, vacina do Instituto Butantan feita em parceira com o laboratório chinês Sinovac, para todos os estados e o Distrito Federal.

O horário para início da vacinação foi proposto, segundo o ministro Eduardo Pazuello, para dar tempo de todos os estados receberem as doses. Em cerimônia em São Paulo, Pazuello deu início à distribuição das doses pelo país. A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), participou da cerimônia.

As caixas saíram do centro de distribuição de logística do Ministério da Saúde em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Publicado edital de processo seletivo de médicos para rede estadual da PB; inscrições já estão abertas

Publicado edital de processo seletivo de médicos para rede estadual da Paraíba; inscrições já estão abertas — Foto: Divulgação/Secom-JP
Publicado edital de processo seletivo de médicos para rede estadual da Paraíba; inscrições já estão abertas — Foto: Divulgação/Secom-JP

O edital para um processo seletivo de 40 médicos que irão atuar no enfrentamento ao novo coronavírus, temporariamente, em caráter emergencial, foi publicado na edição especial deste sábado (16) do Diário Oficial do Estado (DOE). As inscrições já estão abertas desde às 0h deste sábado e vão até as 23h59 do dia 22 de janeiro.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas através de uma página na internet. Para concorrer, o candidato deve se cadastrar na plataforma, acessar a aba “Concursos e Seleções” e efetuar a inscrição. Além disso, o candidato só terá direito a uma única inscrição. Caso seja constatada mais de uma, a última inscrição realizada será considerada. O processo seletivo deve ocorrer por meio de Avaliação dos Títulos, de caráter eliminatório e classificatório.

Conforme o edital da Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB), os médicos devem trabalhar a princípio nos municípios de Cajazeiras, Campina Grande, João Pessoa, Patos e Piancó, que são centro de referência no tratamento da Covid-19. Porém, os profissionais podem ser realocados para atender as necessidades dos serviços que estão no Plano de Enfrentamento da Covid-19, na Paraíba.

De acordo com o DOE, os candidatos pertencentes aos grupos de risco de infecção pela Covid-19 estão impedidos de concorrer. Não poderão participar: maiores de 60 anos, gestantes e lactantes, ser portador de comorbidades ou outras condições de risco de desenvolver sintomas mais graves da doença.

O número de candidatos classificados deve ser maior que o número de cargos disponíveis, sendo correspondente a três vezes o número de vagas ofertadas, em ordem decrescente. Segundo o edital, “gera apenas a expectativa de direito à contratação, ficando a concretização desse ato condicionado à exclusiva necessidade, oportunidade e conveniência da Secretaria de Estado da Saúde (SES)”.

São requisitos básicos para inscrição: anexar os documentos pessoais e documentos e títulos, na área de concorrência, no ato da inscrição, na sequência estabelecida, exclusivamente em PDF, no tamanho de até 10MB, e documentos pessoais.

O resultado preliminar deve ser publicado no Diário Oficial do Estado da Paraíba (DOE), no site do Governo do Estado, no Portal da Cidadania e no portal da Escola de Serviço Público do Estado, obedecendo a ordem rigorosa de classificação.

G1RN

Ministério da Saúde adquire oxigênio por mais 48 horas para manter bebês internados em Manaus

Maternidade Ana Braga em Manaus — Foto: Ariane Alcântara/G1 AM
Maternidade Ana Braga em Manaus — Foto: Ariane Alcântara/G1 AM

O Ministério da Saúde informou, nesta sexta (15), que adquiriu cilindros de oxigênio que devem durar 48h para manter 61 bebês prematuros em leitos de UTIs em Manaus. Estados já haviam sinalizado oferta de leitos para receber bebês e grávidas que possam ficar sem oxigênio na capital.

Manaus enfrenta colapso no sistema de saúde pela falta de oxigênio nos hospitais. O caos piorou com o aumento de recorde de internações por Covid-19 no estado.

Sem oxigênio, o governo começou, nesta quinta (14), a transferência de 235 pacientes com Covid do Amazonas para outros estados. O maior pronto-socorro do estado, HPS 28 de Agosto, passou a recusar pacientes por conta de superlotação.

De acordo com o Ministério da Saúde, a medida atende a uma solicitação do Governo do Amazonas para recém-nascidos que estavam no limite de oxigênio. A pasta informou, ainda, que busca mais balas de oxigênio para que os prematuros não precisem ser transferidos para outros estados.

“A pasta já articulou com estados e municípios a disponibilidade inicial de 56 leitos de UTI que poderão receber os recém-nascidos, caso seja necessário: 25 em Curitiba (PR), 11 em Vitória (ES), 9 em Imperatriz (MA), 4 em Salvador (BA), 3 Feira de Santana (BA), 1 em Ariquemes (RO) e 3 no município de Macapá (AM)”, informou, em nota.

O Governo Federal informou que irá prestar apoio em todo o processo logístico de remoção. Nesta quinta, a Justiça determinou que a União também realiza, imediatamente, a transferência de pacientes que podem morrer pela falta de oxigênio.

G1AM

MPT participa de reunião sobre o RN+ Vacina

CoronaVac e Oxford: tudo sobre as vacinas que devem ser as primeiras usadas  no Brasil - Jornal O Globo
Foto ilustração/ da Internet

Natal (RN), 15/01/2021 – O Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte (MPT-RN) participou, nesta quinta-feira (14), de reunião que apresentou o RN+ Vacina, sistema de monitoramento de vacinação do Rio Grando de Norte, elaborado pelo Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), aos Ministérios Públicos do estado do RN. O RN+ Vacina é um sistema que vai otimizar a organização, distribuição e regulação da vacina contra a covid-19 em todo o estado.

O sistema elaborado pelo LAIS aprimora o controle em tempo real da distribuição de vacinas no RN. O sistema contempla um módulo de gestão, por meio do qual é possível acompanhar o número de doses disponibilizadas pelo SUS, quem já recebeu as doses, controlar o estoque etc. E há, também, um módulo voltado para o cidadão, com estrutura idealizada para utilização em celulares, com orientações sobre autocadastro, cartão de vacina virtual e vídeos explicando a importância da vacinação. Por meio de um acesso específico, os Ministérios Públicos acompanharão os dados da vacinação pelo sistema para fiscalizar todo o processo.

De acordo com Ileana Neiva, procuradora regional do MPT-RN que participou da reunião, a vigilância em saúde é fundamental para o monitoramento de grupos prioritários. “Para o planejamento de um sistema de vacinação, é necessário que sejam considerados dados epidemiológicos e, portanto, é fundamental o trabalho de vigilância em saúde, com a notificação dos casos para a Sesap, para que se possa saber em que setores está havendo mais adoecimento pela covid e para que as ações do plano de vacinação sejam canalizadas para atender aos trabalhadores de atividades essenciais com maior risco de infecção”, observou a procuradora. Também participou da reunião, representando o MPT, o procurador-chefe do MPT no RN, Xisto Tiago de Medeiros Neto.

De acordo com o LAIS, cada cidadão do RN poderá fazer o seu autocadastro para vacinação a partir do próximo dia 18 de janeiro. A equipe do laboratório estudou os três sistemas do SUS envolvidos no plano de vacinação (SISAB, SPMI e E-SUS AB) para uni-los e propiciar a troca de dados de forma simples e personalizada para as necessidade do estado.

Além disso, salas da vacinas e vacinadores serão cadastrados e se conectarão com o sistema o RN+ Vacina. Dessa forma, será possível fiscalizar em tempo real o mapa da vacinação no estado, desde a  Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat), onde as doses ficarão armazenadas, até a distribuição.

“Quando a vacina chegar no estado, em 72 horas inicia-se a vacinação no Rio Grande do Norte”, garantiu a governadora Fátima Bezerra na reunião. De acordo com a subsecretária de Saúde do RN Maura Sombreira, Maura Sobreira, o estado do RN priorizou, para a primeira etapa de vacinação, os grupos definidos pelo governo federal. Foi feita uma parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e com a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) para capacitar os 711 vacinadores cadastrados no estado, além de um cadastro de reserva. Foram adquiridos tablets para as salas de vacinas, com chip para acesso à internet, para que os vacinadores possam atualizar o RN+ Vacina.

Vacina CoronaVac tem eficácia global de 50,38% nos testes feitos no Brasil, diz Instituto Butantan


A CoronaVac registrou 50,38% de eficácia global nos testes realizados no Brasil, informou nesta terça-feira (12) o Instituto Butantan, que desenvolve a vacina contra a Covid-19 em parceria com o laboratório chinês Sinovac. O anúncio ocorreu em coletiva de imprensa em São Paulo.

O índice de eficácia global aponta a capacidade do imunizante de proteger em todos os casos – sejam eles leves, moderados ou graves. O número mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e também pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é de 50%.

Na semana passada, o Butantan havia divulgado que, nos testes no Brasil, a CoronaVac atingiu 78% de eficácia na prevenção de casos sintomáticos leves, mas que precisaram de cuidados médicos. Aquele anúncio, portanto, descartou os infectados que não precisaram de atendimento.

Porém, quando esse grupo também foi levado em conta, aumentou o total de casos no cálculo – chegou-se, assim, à eficácia global de 50,38% (leia, abaixo, sobre a classificação usada pela OMS).

Na prática, significa que a CoronaVac tem potencial de:

  • reduzir pela metade (50,38%) os novos registros de contaminação em uma população vacinada;
  • reduzir a maioria (78%) dos casos leves que exigem algum cuidado médico.

Além disso, nenhum dos vacinados ficou em estado grave, foi internado ou morreu.

“Esta vacina tem segurança, eficácia e todos os requisitos que justificam o uso emergencial”, defendeu o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, durante o anúncio.

Os testes da CoronaVac no Brasil foram feitos em 12.508 voluntários – todos profissionais de saúde da linha de frente do combate ao coronavírus – e envolveram 16 centros de pesquisa. Após o anúncio desta terça, especialistas disseram que a vacina é segura, evita casos graves e ajuda a frear a epidemia.

Diretor de pesquisa do Butantan, Ricardo Palácios apresentou os dados do estudo e afirmou que já estava prevista “uma eficácia menor em casos mais leves e uma eficácia maior em casos moderados e graves”.

“Nós conseguimos demonstrar esse efeito biológico esperado. Esta é uma vacina eficaz. Temos uma vacina que consegue controlar a pandemia através deste efeito esperado, que é a diminuição da intensidade da doença clínica”, disse Palácios.

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Na sexta-feira (8), o Butantan – que é vinculado ao governo de São Paulo – encaminhou à Anvisa o pedido para uso emergencial da vacina. No dia seguinte, Dimas Covas confirmou a incorporação de todas as doses da CoronaVac ao Plano Nacional de Imunização (PNI), do governo federal, que deve gerir o calendário de distribuição das vacinas em todo o país.

Já o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse nesta segunda-feira (11) que vai ser mantido o cronograma de vacinação definido pelo Plano Estadual de Imunização (PEI), com previsão de iniciar a campanha até 25 de janeiro. Ele também cobrou do Ministério da Saúde uma definição de data para o PNI.

A CoronaVac é uma vacina contra a Covid-19 que usa vírus inativados. De acordo com pesquisadores chineses, o imunizante não apresentou “nenhuma preocupação com relação à segurança”. A maioria das reações foram leves, sendo dor no local da injeção a mais comum.

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Eficácia da CoronaVac

Veja, abaixo, os principais pontos sobre a eficácia:

  • A taxa de eficácia é uma medida relativa, que mostra a diferença entre o número de casos registrados no grupo que recebeu a vacina e o número de casos no grupo que recebeu placebo (uma substância neutra).
  • Não se trata, portanto, do percentual de pessoas que ficam imunes após a vacinação.
  • Nos testes da CoronaVac no Brasil, 1,8% dos vacinados acabaram pegando a doença. No grupo placebo, esse percentual foi de 3,6%. É uma diferença de 50,4% – vem daí o índice de eficácia global.
  • No entanto, entre os contaminados que demandaram algum tipo de atendimento médico, essa discrepância foi maior. No grupo vacinado, 0,15% das pessoas precisaram de assistência. No grupo placeboesse percentual foi de 0,7%. É uma diferença de 78% – vem daí o índice de eficácia apresentado na semana passada.
Eficácia da CoronaVac — Foto: G1

Eficácia da CoronaVac — Foto: G1

A eficácia de uma vacina contra Covid-19 é calculada com o auxílio de um protocolo da OMS que classifica os casos da doença entre os voluntários dos testes.

Essa tabela da OMS separa os voluntários em dez níveis, sendo que o nível 0 corresponde a um paciente não infectado pelo coronavírus e o nível 10 equivale a um voluntário que morreu em decorrência da Covid-19.

taxa de eficácia de 78%, apresentada pelo Butantan na última semana, foi calculada considerando somente casos da doença com pontuação maior ou igual a 3. Esse cálculo leva em conta a comparação entre o número de casos no grupo vacinado e número de casos no grupo que recebeu placebo.

Portanto a eficácia de 78% demonstra o quanto a vacina é capaz de prevenir casos em que é confirmada a infecção pelo coronavírus sintomática e com necessidade de intervenção médica.

Protocolo da Organização Mundial da Saúde (OMS) que classifica os casos da doença entre os voluntários dos testes de uma vacina. — Foto: Jornal da USP

Protocolo da Organização Mundial da Saúde (OMS) que classifica os casos da doença entre os voluntários dos testes de uma vacina. — Foto: Jornal da USP

Outro dado apresentado pelo governo estadual na última semana, a eficácia de 100% em casos graves corresponde à capacidade CoronaVac de evitar casos de Covid-19 que exigem hospitalização, ou seja, superiores a 4 na escala da OMS.

No entanto, o percentual de 100% na prevenção de casos graves não tem significância estatística no estudo. Isso porque o número de casos graves entre todos os voluntários, incluindo aqueles que receberam placebo, foi muito pequeno. Por isso, a diferença estatística entre esses dois grupos não é relevante para a pesquisa.

A eficácia de 50,38% divulgada nesta terça refere-se também pacientes com Covid-19 considerados independentes, isto é, que apresentam apenas sintomas leves, sem necessidade de intervenção médica – esse grupo compõe a o grau 2 da OMS.

O estudo não aponta a eficácia para evitar casos de pacientes assintomáticos da Covid-19, ou seja, não estima quantos voluntários receberam a vacina e tiveram a doença, mas não apresentaram nenhum sintoma, o que corresponde ao grau 1 da OMS.

Na Indonésia, dados preliminares de testes de fase 3 mostraram uma eficácia de 65,3% para a CoronaVac. O país aprovou o uso emergencial, e o presidente Joko Widodo deve receber a primeira dose nesta quarta-feira (13).

Fantástico entra no Instituto Butantan e mostra em 1ª mão produção da CoronaVac  — Foto: Fantástico

Fantástico entra no Instituto Butantan e mostra em 1ª mão produção da CoronaVac — Foto: Fantástico

Detalhes dos testes

Segundo Ricardo Palácios, diretor de pesquisa do Butantan, a CoronaVac foi testada com os profissionais de saúde porque eles têm exposição ao vírus muito maior que a população em geral.

“[O teste] não é a vida real exatamente. É um teste artificial, no qual selecionamos, dentro das populações possíveis, aquela [em] que a vacina poderia ser testada com a barra mais alta. Fizemos deliberadamente para colocar o teste mais difícil para esta vacina [CoronaVac]. Porque, se a vacina resistisse a esse teste, iria se comportar infinitamente melhor em níveis comunitários”, disse o pesquisador.

“A gente quer comparar os diferentes estudos, mas é o mesmo que comparar uma pessoa que faz uma corrida de 1km em um trecho plano e uma pessoa que faz uma corrida de 1 km em um trecho íngreme e cheio de obstáculos”, comparou.

O diretor disse ainda que a definição de caso sintomático de Covid-19 no estudo captou os sintomas “mais leves possíveis”. O critério era apresentação de um ou mais sintomas da doença por dois ou mais dias – e, então, foi feita confirmação por exame diagnóstico do tipo RT-PCR.

Segundo Palacios, essa característica “prejudica a comparabilidade deste estudo com outros estudos” de vacinas para Covid-19. O diretor apresentou a classificação da OMS para falar sobre os casos de Covid-19 entre os voluntários.

“Esta é a forma que a OMS classifica os casos de Covid-19. Ela funciona como uma pirâmide, na qual a gente tem uma base larga de pessoas que não apresentam sintoma nenhum. E, aqui nós tínhamos que fazer uma escolha: onde colocar o limite”, disse Palacios.

“Nós estamos numa definição de caso [a partir do grau da OMS] 2, de casos extremamente leves. E, aí, a gente sabia que isso era uma negociação. A eficácia vacinal, ela ia baixar, quanto mais baixássemos o score [para a definição de caso], mas a gente ia ter maior número de casos”, explicou Palácios.

‘Risco quase zero’, diz cientista

Na avaliação da bióloga e presidente do Instituto Questão de Ciência, Natalia Pasternak, que também esteve presente na coletiva desta terça, a vacina cumpre o papel de iniciar a saída do Brasil da pandemia (veja mais no vídeo abaixo).

“Temos uma vacina que é potencialmente capaz de prevenir doença, doença grave e morte. E, afinal das contas, era tudo o que a gente queria desde o começo. A gente nunca falou no começo da pandemia: ‘Eu quero a vacina perfeita'”, afirmou Pasternak.

Vacina CoronaVac tem eficácia global de 50,38% nos testes feitos no Brasil

Vacina CoronaVac tem eficácia global de 50,38% nos testes feitos no Brasil

Ela destacou que, além de diminuir as chances de contaminação, o imunizante se mostrou eficiente para reduzir as complicações provocadas pela Covid-19.

“Fazendo cruamente uma análise de risco e benefício desta vacina – eu tenho uma vacina cujo risco, pessoal, [é] quase zero, porque os efeitos adversos são irrisórios”, completou a pesquisadora.

“Mas eu tenho um benefício, que não é só para mim, mas um benefício coletivo de saúde pública, de reduzir o risco de doença em 50%. Eu quero esse benefício. Não tem justificativa de não usar uma vacina com essa condição de risco e benefício.”

Documentação entregue à Anvisa

‘Temos urgência no pedido de uso da CoronaVac, um dia faz diferença’, diz diretor do Butantan
‘Temos urgência no pedido de uso da CoronaVac, um dia faz diferença’, diz diretor do Butantan

No sábado, a Anvisa afirmou que o Butantan entregou documentação incompleta dos testes feitos no país e cobrou o envio das informações.

Na ocasião, o instituto disse que a solicitação faz parte do processo e que seria prontamente atendida. Nesta segunda, o Butantan afirmou que 48% do processo já foi concluído e que a agência já analisou cerca de 40% dos documentos enviados.

A solicitação feita pelo Butantan é para 6 milhões de doses prontas vindas da China. O instituto ainda deve fazer um novo pedido para as doses envasadas no instituto em São Paulo.

Em entrevista à GloboNews nesta terça, Dimas Covas afirmou: “Nós entramos com o pedido de uso emergencial no última dia 8 – esse pedido está em análise. Foram solicitados documentos adicionais, nós estamos oferecendo em fluxo contínuo, e esperamos que em dez dias, até o dia 18, nós tenhamos uma resposta da Anvisa” (veja mais no vídeo acima).

Plano estadual de vacinação

O Plano Estadual de Imunização (PEI) foi elaborado pelo governo paulista considerando justamente a aplicação da CoronaVac.

Questionado sobre como a data de início do plano estadual pode estar mantida – já que o Instituto Butantan assinou um contrato de exclusividade para fornecer a CoronaVac para o governo federal –, Doria disse apenas que “a exclusividade é pela vida”.

O governador alegou ainda que “o sistema nacional de imunização será respeitado e atendido por São Paulo se atender São Paulo, dentro de critérios científicos”.

A promessa de Doria é utilizar os 5,2 mil postos de vacinação já existentes nos 645 municípios do estado e ampliar a rede para até 10 mil locais de vacinação por meio da utilização de escolas, quartéis da PM, estações de trem e terminais de ônibus, além de farmácias e de pontos de vacinação no sistema drive-thru.

G1SP

Covid-19: RN tem 60% de UTIs ocupadas, as privadas estão em 71,3%, já esteve bem pior

A matemática das UTIs: 3 desafios para evitar que falte cuidado intensivo  durante a pandemia no Brasil - BBC News Brasil
Foto da Internet

O boletim indica ainda que o RN tem atualmente 465 pessoas internadas por causa da Covid-19, sendo 302 na rede pública e 163 na rede privada. A taxa de ocupação dos leitos críticos (semi-intensivo e UTIs) é de 60% na rede pública e de 71,3% na rede privada.

O número de testes realizados para Covid-19 no estado segue desatualizado em 385.269, sendo 205.269 RT-PCR (conhecidos também como Swab) e 180.000 sorológicos.

Mas já esteve pior, pois em notícias da Uol de junho de 2020, o RN chegou a colocar a polícia na rua para fechar o comércio, o que não irá acontecer nos dias vindouro, uma vez que o vírus está seguindo seu curso natural provocando anticorpos em pessoas assintomáticas.

Então, todo cuida é importante para que se siga com a vida econômica em crescimento. O RN não pode parar!

Covid-19: RN tem 375.050 de recuperados e descartados da doença, ontem (12) registraram 7 óbitos, síndrome gripal inconclusivo são 65.806

RN ultrapassa 125 mil casos confirmados e tem 3.115 mortes por Covid-19 |  Rio Grande do Norte | G1
Foto da Internet

O Rio Grande do Norte chegou a 125.338 casos de Covid-19 e tem 3.115 mortes pela doença desde o início da pandemia. Os dados foram atualizados boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) desta terça-feira (12). Outros 511 óbitos seguem em investigação.

São 375.050 pacientes que apresentaram os sintomas, entre esses estão, segundo o boletim, 64.608 casos suspeitos e outros 286.840 descartados. O número de confirmados recuperados continua em 88.210, e o de inconclusivos, tratados como “Síndrome Gripal não especificada”, está em 65.806.

G1RN

Anvisa aprova importação de dois milhões de doses de vacinas pela Fiocruz

AstraZeneca afirma que tem a "fórmula vencedora" da vacina contra Covid-19
Vacina Oxford/AstraZeneca é aguardada com impaciência porque é relativamente barata | Foto: Justin Tallis / AFP / CP

A Anvisa informa que aprovou um pedido de importação excepcional de vacinas pela Fiocruz. A importação é considerada excepcional porque o imunizante ainda não foi submetido à autorização de uso emergencial ou registro sanitário. A aprovação ocorreu no dia 31 de dezembro de 2020, mesmo dia que o pedido de importação foi protocolado pela Fiocruz.  

A importação engloba dois milhões de doses da vacina de Oxford. A Fiocruz é a responsável por produzir a vacina desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford aqui no Brasil. As doses importadas foram fabricadas pelo Serum Institute of India PVT. LTD, que é uma das empresas participantes do Covaxx Facility, o programa de aceleração e alocação global de recursos contra o novo coronavírus co-liderada pela OMS.  

Como se trata de uma importação de vacina que ainda não foi aprovada no país, a entrada no país deve seguir algumas condições, estabelecidas pela Anvisa. 

A principal exigência é que as vacinas importadas fiquem sob a guarda específica da Fiocruz até que a Anvisa autorize o uso do produto no país. Para isso, a Fiocruz deve garantir as condições de armazenamento e segurança para manutenção da qualidade do produto. Na solicitação recebida pela Anvisa, a indicação é que as vacinas cheguem ao país em janeiro.  

De acordo com o pedido da Fiocruz, a importação excepcional é uma preparação para antecipar a disponibilização de vacinas a partir do momento em que o seu produto estiver aprovado pela Anvisa.  

A autorização do pedido de importação excepcional é semelhante a outros já analisados e autorizados pela Anvisa e demostra a prioridade da Agência no tratamento de todos os processos que tratam de produtos para o enfrentamento da Covid-19.  

Das responsabilidades: 

A ausência de registro na Anvisa não isenta o importador das responsabilidades, quanto à qualidade, eficácia e segurança da vacina Covid-19, bem como de garantir as condições de biossegurança, transporte, armazenamento e conservação, devendo responder pelos efeitos danosos à saúde, caso venham a ocorrer. Assim, a liberação excepcional de importação condiciona as seguintes responsabilidades referente ao(s) lote(s) que fica(m) sob guarda da Fiocruz, devendo a fundação garantir: 

I. adequabilidade da cadeia de transporte; 

II. adoção das medidas relativas à biossegurança em todas as etapas (transporte, armazenamento, guarda e os procedimentos para a liberação dos lotes); 

III. adequabilidade das condições de conservação e armazenamento; 

IV. que não seja disponibilizada para distribuição e uso na população brasileira a vacina Covid-19, sem autorização de uso emergencial ou registro sanitário concedido pela Anvisa; 

V. a liberação do(s) lote(s) pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde – INCQS, nos termos da Resolução – RDC No 73, de 21 de outubro de 2008, DOU de 22 de outubro de 2008; 

VI. adoção demais medidas para preservar a qualidade, eficácia e segurança 

Caso a vacina covid-19, objeto desta liberação de importação, não seja autorizada a ser usada nos termos da autorização emergencial ou registrada pela Anvisa ou o lote seja reprovada por Biomanguinhos ou INCQS, a Fiocruz deve executar os procedimentos de descarte e incineração da vacina, conforme os padrões normativos. 

Atualmente, existem quatro vacinas com pesquisa autorizadas no país. Por meio da Submissão Contínua, a Anvisa já vem analisando os dados enviados previamente pelos laboratórios, mas até o momento não há pedidos de uso emergencial ou de registro no país.  

Fonte: Anvisa