Ceará tem 43 policiais militares presos desde o início da paralisação

Encapuzados. Policiais militares amotinados no 18º batalhão, no bairro de Antônio Bezerra, Zona Oeste de Fortaleza Foto: Jarbas Oliveira / Agência O Globo
Encapuzados. Policiais militares amotinados no 18º batalhão, no bairro de Antônio Bezerra, Zona Oeste de Fortaleza Foto: Jarbas Oliveira / Agência O Globo

A secretaria de Segurança Pública do estado do Ceará  informou que 43 policiais militares foram presos até a madrugada desta terça-feira por participação no motim e abandono do serviço militar. Outros quatro PMs já haviam sido presos na semana passada. Três deles foram autuados pelo crime de motim, na última terça-feira, depois de serem flagrados esvaziando pneus de viaturas. Os militares estavam armados no momento das prisões. Um quarto PM foi autuado em flagrante, na madrugada da última quinta-feira, pelo crime de incêndio.

Os nomes de 61 militares da PM foram publicados em Boletim do Comando Geral, por deserção especial, ou seja, quando o militar deixa de se apresentar na força em que serve. A deserção especial é um infração contida no Código Penal Militar e tem pena de detenção de até três meses.

Outros 168 policiais militares foram afastados por participação no motim. Entre eles, o ex-deputado federal Cabo Sabino (Avante — CE) por “incapacidade moral” de permanecer “nos quadros” da segurança pública. Sabino é apontado como líder do motim. 

Os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do estado do Ceará criaram uma comissão formada por representantes de cada poder para buscar uma solução para encerrar a paralisação de parte dos policiais militares, que entrou no seu nono dia nesta quarta-feira. O Ministério Público do Ceará também participa do grupo, que será acompanhado pelo Exército Brasileiro.

Desde  o início da paralisação, 170 homicídios foram registrados no estado até esta terça-feira, segundo informações da secretaria de Segurança Pública do estado. Os chamados Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) englobam os casos que se enquadram como homicídio doloso/feminicídio, lesão corporal seguida de morte e latrocínio.

O Globo