Com a popularidade de Temer em baixa, núcleo político pressiona por “pacote de bondades”

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Não se teve notícias ainda de alguma reação (ou análise, ou comentário) pública do governo sobre a pesquisa CNT/MDA divulgada ontem em Brasília, com péssimas noticias para o presidente Michel Temer e sua administração e também para seus aliados. Apesar do esforço de imagem que o presidente tem feito, apesar de alguns sinais na economia que estão restaurando a confiança de parte dos agentes econômicos, em que pesem a queda da inflação, o início da queda dos juros e os novos planos do Minha Casa Minha Vida, entre outras boas novidades recentes, a avaliação de Temer e de sua gestão continuou descendo ladeira abaixo.
Os índices positivos caíram em todos os itens da sondagem entre outubro e fevereiro, a começar pela avaliação boa e ótima do governo, que despencou de 14,3% para 10,6%, índice muito próximo, por exemplo, do exibido pela presidente Dilma Rousseff em pesquisa DataFolha no período próximo ao impeachment. A avaliação negativa subiu de 37% para 44% e a rejeição direta ao presidente passou de 51,5% para 62%.

Boa notícia mesmo apenas para o ex-presidente Lula da Silva: nos vários simulados para as eleições de 2018, ele ganha em qualquer cenário, contra qualquer candidato dos prováveis concorrentes conhecidos no ano que vem, tanto no primeiro como no segundo turno. Na sondagem anterior, embora tivesse vantagem na primeira rodada, Lula aparecia derrotado quando o outro candidato era Marina Silva ou Aécio Neves. Agora, nem isto. Alguns analistas consideram também impactantes o crescimento das intenções de votos em Jair Bolsonaro. Ele foi o único a crescer na pesquisa anterior para esta, além de Lula.

Segundo alguns analistas, no caso do ex-presidente, há o fenômeno chamado “saudade de Lula”, já detectado em sondagens qualitativas, fruto principalmente das expectativas ainda não realizadas provocadas pela queda de Dilma e do governo petista. Não caso do governo e de Temer, a razão seria a mesma que “elege” Lula: frustração com o esperado e prometido. Os efeitos de melhoras na economia ainda não estariam se refletindo para o chamado “grande público”. E as trapalhadas políticas nas quais o governo frequentemente tem se envolvido retratam uma gestão com a mesma “cara velha” de sempre, o que os movimentos de rua dos últimos anos, inclusive o que ajudou a sustentar o impedimento de Dilma, execravam e execram.

Não é por outra razão que cresceram as pressões do núcleo político de Temer para a equipe econômica, no caso mais especificamente o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, patrocinar um “pacote de bondades” na economia. De acordo com reportagem de hoje da “Folha de S. Paulo”, entre as “sugestões” do universo palaciano estão o aumento da isenção do Imposto de Renda e o reajuste do Bolsa Família. Há pressões também para que o Banco Central encontre logo fórmulas de reduzir para valer o tamanho dos juros para o tomador final de empréstimos. Até agora, tanto o BC quanto a Fazenda mantém o “sangue frio”, de olho ainda na delicada situação das contas públicas. Vão resistir? O Planalto ficou impressionado com as reações positivas à liberação das contas inativas do FGTS e que mais disto.

 

Fonte: http://www.infomoney.com.br/mercados/na-real/noticia/6140504/com-popularidade-temer-baixa-nucleo-politico-pressiona-por-pacote-bondades