Faleceu ontem o médico e ex-deputado Dr. Pedro Lucena, é sepultado em Natal

Foto: da Internet

O ex-deputado federal e estadual, o médico Dr. Pedro Lucena, morreu ontem, em Natal, aos 97 anos. Ele estava doente deste dezembro de 2017 com problemas renais e respiratórios, com várias idas ao hospital durante esse período. Faleceu dormindo devido ao quadro gravemente debilitado.

O velório transcorreu ontem e seguiu até às 8h30 da manhã, no Centro de Velório Vila Flor, capela central (Av. Xavier da Silveira, 1743, Morro Branco).

O sepultamento ocorreu às 9h, terça-feira, 05, no Cemitério Parque Nova Descoberta, Rua da Saudade.

O ex-deputado era viúvo, deixa cinco filhos, treze netos e nove bisnetos. Foi casado com Maria das Neves Andrade de Lucena, Dona Nevinha, que também teve uma atuação marcante na política do RN, sendo a primeira mulher suplente no Senado do Brasil.

Dr. Lucena esteve na Câmara Federal, onde ocupou o cargo de Presidente da Comissão de Saúde e Suplente da Comissão de Serviço Público. A imprensa nacional citou-o várias vezes como um dos melhores parlamentares da Câmara Federal. Foi o autor de diversos projetos, destacando-se entre eles o projeto contra o fumo, com o livreto “Os perigos do fumo”. Foi, ainda, autor dos projetos da participação da mulher nas Forças Armadas e arborização intensa das cidades com árvores frutíferas.

Antes de entrar para a política foi na medicina que ele encontrou sua paixão. Formou-se pela Universidade Federal de Pernambuco e foi médico dos correios e telégrafos. Também foi um dos pioneiros do corpo docente da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Como médico, escreveu seu primeiro livro “A Medicina e a Bíblia” com cinco mil exemplares vendidos na primeira edição. Foi na capital potiguar que ele conseguiu popularidade na medicina e era conhecido como médico da pobreza. Nos últimos anos do curso de Medicina, foi convidado por seu professor, o renomado dermatologista Jorge Lobo, para fazer estágio em seu consultório, convidando-o também para trabalhar com ele como professor assistente de dermatologia na Universidade Federal de Pernambuco. Foi também designado pelo então governador Dinarte Mariz como chefe do Serviço de Lepra, que funcionava no antigo Posto de Saúde da Junqueira Ayres.

 

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