Gilmar Mendes, a denúncia que fizemos em 2017, a ação judicial e a “quimioterapia”

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Foto> Dida Sampaio/ Estadão Conteúdo

Em meados de 2017, Sua Excelência, Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, processou a mim e ao Jornal da Cidade Online — pedindo indenização de R$ 100 mil a cada um — por publicação de artigo de opinião com denúncia, onde revelávamos em primeira mão que sua esposa era sócia do Escritório de Advocacia Sergio Bermudes, justamente quem defendia Eike Batista, que à época fora beneficiado por um Habeas corpus concedido pelo próprio Gilmar, contrariando todos os impedimentos previstos em Lei.

A despeito desse ameaçador “jaguncismo” contra o Jornalismo independente, sustentamos o que estava publicado e, após o escândalo viralizar nas redes sociais, acabou indo parar nas páginas da revista VEJA em 10 de maio de 2017.

O ministro tentou me desqualificar e humilhar publicamente. No processo, seus advogados usam expressões pesadas e indignas para me atacar, bem como ao Jornal da Cidade. Um espetáculo de covardia e má-fé. Uma tentativa torpe de assassinar minha reputação.

Não conseguiu… e não conseguirá!

Eis que, na noite da última sexta-feira, 08 de fevereiro de 2019, quase dois anos depois, o assunto volta à baila em matéria longa e detalhada veiculada pelo Jornal Nacional, da Rede Globo.

De acordo com a reportagem, “documento da equipe especial da Receita Federal aponta para ‘possíveis fraudes de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e tráfico de influência’ na atuação de Gilmar Mendes, sua esposa e familiares”, justamente naquele caso que eu havia denunciado dois anos atrás. Confira.

Fazendo uso do mesmo modus operandi, o ministro pediu socorro ao colega ministro Dias Toffoli, atual presidente do STF, na tentativa imoral de enquadrar os funcionários da Receita Federal que fizeram a investigação e denúncia, tentando destruí-los por terem cumprido seu dever funcional.

Quando a mensagem não agrada Suas Excelências, mata-se o mensageiro. Esta é a máxima desse supremo grupelho garantidor de impunidade nesta “Vereda Tropical” desde a Era Filipina, quando em 1609 expediu-se o alvará ordenando a criação do “Tribunal da Relação do Brasil”.

A propósito, já está protocolado na Mesa Diretora do Senado Federal, com todas as assinaturas necessárias, o pedido de abertura da CPI do Judiciário, de autoria do senador Delegado Alessandro Vieira (PPS/SE), justamente para investigar os crimes e “jaguncismos” cometidos pelas esvoaçantes togas negras brasileiras.

E mais: tendo em vista essa investigação da Receita Federal, a possibilidade de uma CPI e outras conversas de bastidor aqui e acolá, muito em breve vamos assistir à assunção da esperada Operação Lava Toga.

Nada melhor que o TEMPO para exibir a VERDADE. Que comece a quimioterapia!

 

Jornal da Cidade Online