Insegurança geral: uma mãe; uma filha; mortas por motivos fúteis.

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Gisele e Karoline, vítimas em comum da insegurança do Estado do RN

Há aproximadamente vinte dias atrás uma mãe, Gisela Paiva Mousinho, foi morta quando teve seu carro tomado de assalto por um grupo de bandidos. Sua filha havia ficado dentro do carro, quando a vítima fatal, suplicou pela liberdade da filha antes da partida dos marginais que roubaram seu carro. Uma bandida jovem atirou contra essa mãe que morreu em pleno horário de atividades do comércio, no início na noite do dia 02 deste.

Ontem (20), uma filha, estudante de turismo da UFRN, Maria Karoline, fazia uma caminhada para se manter saudável, na Avenida Itapetinga, Zona Norte de Natal; quando dois bandidos a abordaram para tomar seu celular. Acompanhada de sua irmã, que correu com medo dos bandidos, Karoline ficou a disposição de seus algozes. Levou dos tiros, e veio a falecer no local.

Duas vítimas, ou melhor, mais duas, em nosso Estado do Rio Grande do Norte, que clamam com suas vidas sacrificadas em defesa da própria vida.

Gisele, a mãe morta no segundo dia de 2016 e Maria Karolina, morta ontem (20), são representações de um clamor silenciado, sufocado e reprimido.

Diz à história que nos dias de chumbo da ditadura militar, foram muitos os que foram silenciados pela morte, desta vez comandada pelo o próprio governo ditador. Mas o que ocorre hoje no Brasil, não é um terror sequencial, onde todos têm medo? Governantes e governados a mercê de uma classe que emergem da desgraça da falta da educação, da disciplina, apenas para matar, roubar e destruir o que as famílias estão a construir.

Até quando o Rio Grande do Norte, Brasil, vamos focar nessa luta sem vencedores?

Perderemos mais inocentes nas ruas, em plena luz do dia, revelando nossa impotência perante nossos algozes?

Com a palavra os senhores políticos, representantes dos interesses do povo brasileiro.

Laurivan de Sousa