Itep recolhe mais uma cabeça na Penitenciária de Alcaçuz

Neste sábado (21), peritos do Itep foram a Alcaçuz em busca de corpos  (Foto: Sejuc/Divulgação)
No último sábado (21), peritos do Itep já haviam recolhido duas cabeças em Alcaçuz (Foto: Sejuc/Divulgação)

O Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep) recolheu mais uma cabeça na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte, nesta segunda-feira (23). De acordo com o Itep, isso não significa o aumento do número de mortos – 26 até o momento – porque alguns corpos foram liberados para as famílias sem as cabeças.

No último sábado (21), peritos já haviam recolhido duas cabeças, um antebraço, um braço e uma perna. Todo o material foi levado para o Instituto para identificação.

Até esta segunda, o Itep havia identificado 22 dos 26 mortos. Os presos cujos corpos foram identificados são:

Jefferson Pedroza Cardozo
George Santos de Lima Júnior
Willian Anden Santos de Souza
Antônio Barbosa do Nascimento Neto
Carlos Clayton Paixão da Silva
Jonas Victor de Barros Nascimento
Marcos Aurélio Costa do Nascimento
Anderson Barbalho da Silva
Cícero Israel de Santana
Marlon Pietro da Silva Nascimento
Eduardo dos Reis
Jefferson Souza dos Santos
Felipe Rene Silva de Oliveira
Charmon Chagas da Silva
Diego Felipe Pereira da Silva
Anderson Mateus Félix dos Santos
Luiz Carlos da Costa
Tarcísio Bernardino da Silva
Francisco Adriano Morais dos Santos
Lenilson de Oliveira Melo Silva
Diego Melo de Ferreira
França Pereira do Nascimento.

A direção do Itep ainda não informou a previsão para identificação dos outros quatro corpos.

Confrontos
Há dez dias, presos de duas facções disputam o poder na unidade. De um lado, ocupando a área dos pavilhões 4 e 5, estão membros do PCC. Do outro, nos pavilhões 1, 2 e 3, estão detentos que fazem parte do Sindicato do RN. Em menos de dois dias a Força Nacional encontrou três túneis que davam na área externa de Alcaçuz.

Antes do início dos conflitos, a penitenciária tinha 1.169 presos. Já no presídio Rogério Coutinho Madruga, que é o pavilhão 5, estavam outros 350.

No dia 14, início da rebelião, pelo menos 26 detentos foram mortos. Na quinta (19), após novo enfrentamento em Alcaçuz, muitos presos ficaram feridos. A PM confirmou que há novos mortos dentro da unidade, mas não informou o número.

Construção de muro
No último sábado (21), enquanto um muro de contêineres era posicionado dividindo as facções, equipes do Instituto Técnico de Perícia (Itep) encontraram e recolheram duas cabeças, um antebraço, um braço e uma perna.

Os contêineres, cada um com 12 metros, darão lugar depois a um muro de concreto de 90 metros de extensão. O governo diz que que a construção desse muro permanente levará 15 dias.

Em Alcaçuz, detentos circulam livremente dentro dos pavilhões desde março de 2015, quando uma série de rebeliões destruiu as grades das celas. Na manhã desta segunda-feira, os detentos continuavam no telhado.

 

Fonte:http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2017/01/itep-recolhe-mais-uma-cabeca-na-penitenciaria-de-alcacuz.html