Juan Guaidó não descarta autorizar intervenção dos EUA na Venezuela, diz agência

Juan Guaidó, presidente interino declarado da Venezuela, em entrevista à AFP — Foto: Yuri Cortez/AFP
Juan Guaidó, presidente interino declarado da Venezuela, em entrevista à AFP — Foto: Yuri Cortez/AFP

O líder da oposição ao regime chavista, Juan Guaidó, não descarta autorizar intervenção militar dos Estados Unidos ou outra força estrangeira na Venezuela, se for necessário, para tirar Nicolás Maduro do poder. A declaração foi dada durante entrevista à agência France Presse nesta sexta-feira (8).

Perguntado se faria uso da prerrogativa de autorizar a intervenção, como chefe do Parlamento e presidente encarregado, Guaidó respondeu:

“Nós faremos tudo o que for possível. Esse é um tema obviamente muito polêmico, mas fazendo uso de nossa soberania, do exercício de nossas competências, faremos o necessário”.

O dirigente, cuja presidência interina é reconhecida por dezenas de países, enfatizou que fará “tudo o que for necessário, tudo o que tivermos que fazer para salvar vidas humanas, para que não continuem morrendo crianças” ou pacientes por falta de remédios.

“Vamos fazer tudo o que for [preciso] para que se tenha o menor custo social, que se gere governabilidade e estabilidade para poder atender à emergência”, afirmou Guaidó, perguntado duas vezes se autorizaria uma intervenção militar.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o primeiro a reconhecer Guaidó, reafirmou no domingo passado que o uso do exército na Venezuela é “uma opção” que se considerou diante da crise política e socioeconômica do país petroleiro.

G1