Justiça bloqueia contas bancárias de criminosos investigados por ataques a ônibus e prédios públicos no RN

Em Mossoró, um ônibus foi destruído pelas chamas no bairro Santa Delmira (Foto: Alcivan Vilar/Fim da Linha)

Uma operação deflagrada nesta terça-feira (12) bloqueou contas de integrantes de uma facção criminosa que age no Rio Grande do Norte e pessoas ligados a eles. O grupo seria responsável, entre outros casos, pelos ataques a ônibus, carros e prédios públicos que aconteceu entre o final de julho e o início de agosto de 2016, em Natal e cidades do interior.

Segundo os investigadores, R$ 13.354.835,76 foram movimentados, entre os anos de 2015 e 2017, por meio de 102 contas bancárias.

Também foram cumpridos 40 mandados de prisão e outros 10 de busca e apreensão. A maior parte das ordens judiciais, entretanto, são contra pessoas que já estavam presas no sistema penitenciário do estado e vão responder por mais um crime.

Os mandados foram eviados para as penitenciárias estaduais Rogério Coutinho Madruga, e as de Parnamirim (PEP), do Seridó, a cadeia pública de Nova Cruz, cadeia pública de Natal (Raimundo Nonato Fernandes) e o Centro de Detenção Provisória de Macaíba. Os agentes e policiais ainda cumpriram ordens em residências nas cidades de Natal, Parnamirim e Macau.

A operação Consilium, que vem da tradução de Conselho, em latim, foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público , com o apoio da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal.

Segundo o MPRN, a investigação foi iniciada após a onda de ataques a prédios públicos, ônibus, carros, acessos ao aeroporto internacional Aluízio Alves e até ao morro do Careca – principal ponto turísticos de Natal – que ocorreu entre o final de julho e o início de agosto do ano passado.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed), foram registradas 107 ocorrências decorrentes de ataques provocados por integrantes ou ‘simpatizantes’ da facção criminosa. Mais de mil homens do Exército foram enviados pelo Ministério da Defesa do Rio Grande do Norte.

Do G1RN