Lira fará ‘caça às bruxas’ após derrota na votação de PEC que muda conselho do MP, diz aliado

Após rejeição da proposta, Lira disse a jornalistas que ‘o jogo só termina quando acaba’ / Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Minutos depois de a Câmara dos Deputados rejeitar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a composição do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), disse a jornalistas que “o jogo só termina quando acaba”, sinalizando que busca uma alternativa para aprovar o texto. Mas não só. Aliados do parlamentar alagoano garantem que ele não digeriu a derrota e prepara um contra-ataque. “Se eu conheço bem o estilo do Arthur, ele vai fazer um caça às bruxas e vai partir para cim de quem prometeu votar a favor e não votou”, disse à Jovem Pan uma pessoa próxima ao chefe da Câmara.

Líderes partidários afirmam que a votação desta quarta-feira, 20, representou a mais dura derrota do presidente da Câmara dos Deputados. Um influente deputado do Centrão ouvido pela reportagem diz que Lira só decidiu votar a PEC porque tinha conviccção de que tinha os 308 votos necessários – a votação foi adiada três vezes. Foram 297 votos a favor e 182 contra. “Foi uma derrota porque essa é uma pauta só dele e do PT. Ninguém mais estabelece essa pauta como prioritária. Os deputados não pediram para votar isso. Ele [Lira] botou na cabeça que ia votar, foi pra cima porque tomou a PEC como dele e tinha certeza de que a matéria seria aprovada”, avaliou o parlamentar, em caráter reservado.

Jovem Pan

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