Maior penitenciária do RN registra mais uma tentativa de fuga

alcacuz

A Penitenciária Estadual de Alcaçuz, maior prisídio do Rio Grande do Norte, registrou  uma tentativa de fuga na madrugada desta terça-feira (3). Detentos do pavilhão 3 tentaram escapar, mas foram impedidos pelos policiais militares que trabalham nas guaritas. Alcaçuz fica em Nísia Floresta, cidade da Grande Natal.

A tentativa de fuga aconteceu por volta das 4h40. Um grupo de presos saiu do pavilhão 3 e tentou escapar por um buraco escavado próximo ao muro da unidade, mas os PMs perceberam a ação.

“Um dos problemas em Alcaçuz é a pouca iluminação. É necessário que se troque todos os postes ao redor da penitenciária”, disse o Sargento Francisco Gonçalves, comandante da guarda.

presos

Fuga
Na manhã desta segunda-feira (2), três presos tiveram melhor sorte e conseguiram escapar de Alcaçuz. Eles pularam o muro da quadra do pavilhão 4, se arrastaram até o pé do muro e cavaram um buraco. Já do lado de fora, a sorte acabou. Agentes penitenciários e policiais militares partiram em busca dos detentos e conseguiram recapturar os três que haviam escapado.

Sistema em calamidade
O sistema penitenciário potiguar não passa por um bom momento. E faz tempo. Em março de 2015, após uma série de rebeliões em várias unidades prisionais, o governo decretou estado de calamidade pública e pediu ajuda à Força Nacional. Para a recuperação de 14 presídios, todos depredados durante os motins, foram gastos mais de R$ 7 milhões. No entanto, o sistema permanece em crise. Seis meses depois, o decreto de calamidade foi prorrogado por mais 180 dias e a permanência da Força Nacional também renovada.

Já no dia 17 de março deste ano, o governo do Rio Grande do Norte voltou a renovar o decreto de calamidade no sistema prisional potiguar e mais uma vez pediu socorro à Força Nacional. A renovação da calamidade, por mais seis meses, foi assinada pelo governador Robinson Faria. O documento diz que a renovação tem por objetivo “legitimar a adoção e execução de medidas emergenciais que se mostrarem necessárias ao restabelecimento do seu normal funcionamento”.

Do G1