Mulher passa três dias em rodoviária de Campina Grande após ser roubada

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Mulher desmaiou após passar três dais sem fazer refeições na rodoviária (Foto: Reprodução/TV Paraíba)

Uma empregada doméstica paraibana que mora na cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte, passou três dias no Terminal Rodoviário Argemiro de Figueiredo de Campina Grande, no Agreste paraibano, sem fazer refeições nem tomar banho depois de ser assaltada e ter tudo roubado, na madrugada do último domingo (12). Sem se alimentar direito, Maria José, de 44 anos, passou mal e ainda teve que esperar mais 40 minutos para ser socorrida na tarde desta terça-feira (14).

De acordo com a Polícia Militar, Maria José contou que havia viajado de Natal até a cidade de Campina Grande no último sábado (11) para tirar segunda via de documentos e foi vítima de um arrastão dentro do terminal rodoviário, quando esperava um ônibus para retornar à cidade de Natal, na madrugada do domingo.

Maria José estava com R$ 100 e um celular, que foram levados. Ela contou que não tem mais parentes na Paraíba, que mora só na cidade deNatal e que todos os contatos de amigos e vizinhos estavam no celular roubado. “Eu tô com fome e fiquei pedindo para comer”, disse a mulher quase sem forças para falar.

Segundo testemunhas, nos últimos três dias a mulher se alimentou apenas com salgadinhos fornecidos por comerciantes e passageiros. A situação se agravou na tarde desta terça-feira, quando Maria José teve um desmaio. Um policial que trabalha no posto militar do terminal rodoviário ligou para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas foi informado de que não havia ambulância disponível.

“A médica quando atendeu informou que não tinha ambulância para prestar socorro. Quando eu liguei de novo disseram que iam mandar”, disse o sargento José Freitas. Entretanto, da primeira ligação até a chegada de motolâncias do Samu foram 40 minutos. Ainda de acordo com o militar, a ambulância chegou no local cerca de uma hora após a ligação. A vítima foi encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e não corre risco de morte.