Assembleia Legislativa promove ação de conscientização para combate ao câncer de cabeça e pescoço

Com o objetivo de conscientizar os servidores e a sociedade sobre os riscos, fatores causadores e tratamento do Câncer de Cabeça e Pescoço, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, por meio do Setor de Saúde e Bem Estar, junto com a Diretoria de Políticas Complementares e a deputada estadual Cristiane Dantas (SDD), promoverá uma ação na próxima quinta-feira (11), no auditório Cortez Pereira, em alusão ao “Julho Verde”. O evento é aberto aos servidores da Casa Legislativa e contará com a presença de palestrantes especialistas da LIGA contra o câncer.

De acordo com a chefe do setor de saúde da Casa, Geane Augusto, o Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço é celebrado no dia 27 de julho. “A Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP), que vem há 50 anos buscando o melhor para a prevenção e tratamento da doença, promove durante todo o mês de julho atividades de conscientização e informação no combate a este tipo de câncer”, disse.

A deputada Cristiane Dantas foi a propositora do Projeto de lei nº 10.132 de 2016, que dispõe sobre a inclusão, no calendário oficial do RN, do mês de Julho como o mês de Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço e institui a campanha “julho Verde”, estabelecendo o dia 27 de julho como Dia Estadual de Conscientização do Câncer de Cabeça e Pescoço.

O câncer de cabeça e pescoço é o nome que se dá ao conjunto de tumores que se manifestam na boca, na faringe e na laringe, entre outras localizações da cabeça e do pescoço. De acordo com a médica da Divisão de Políticas Complementares de Saúde e Bem-Estar da ALRN, Almira Dantas, “segundo estimativas do INCA, o câncer de cabeça e pescoço é hoje o segundo tipo de tumor maligno mais frequente entre os homens no Brasil, atrás somente do câncer de próstata. O câncer da tireoide, três vezes mais frequente entre mulheres, é apontado como o mais comum da região da cabeça e pescoço. Na maioria dos casos tem muita relação com tabagismo e abuso de álcool que são situações frequentes na população”.

“Ações como esta têm o objetivo de disseminar informações sobre prevenção e detecção precoce desse tipo de câncer, pois, quando diagnosticado logo no início, as chances de cura podem chegar a 80%. O diagnóstico é feito por meio de avaliação clínica — que muitas vezes pode ser realizada por um médico ou dentista. Esperamos com a ação que mais pessoas procurem assistência e possam descobrir e tratar precocemente”, explicou a médica.

 

Assessoria

No Agreste Potiguar, Ezequiel Ferreira diz que fará campanha de filiações ao PSDB em todas as regiões do Estado

Partido vem recebendo novas filiações e se prepara para apresentar o maior número de candidatos nas Eleições 2020.

Neste sábado (6), no Centro de Idosos do município de Pedro Velho aconteceu a Convenção Municipal do PSDB, onde o jovem médico Dr. Targininho foi aclamado como novo presidente do Diretório Municipal. O presidente estadual do PSDB, deputado Ezequiel Ferreira de Souza trabalha para fortalecer o partido com vistas as Eleições 2020.

“Iniciamos juntamente com todos os deputados filiados ao PSDB um movimento para fazer o partido forte e presente em todo Rio Grande do Norte. Estamos recebendo novos prefeitos, vice-prefeitos e vamos também montar nominatas fortes para aumentar a representatividade nas Câmaras Municipais. Aqui no Agreste Potiguar teremos muitos nomes fortes para concorrer a prefeito e a vice na próxima eleição”, frisou Ezequiel, que também preside a Assembleia Legislativa.

Com cerca de 15 mil habitantes, Pedro Velho é um dos colégios eleitorais importantes no Agreste. Além do médico Dr. Targininho, pré-candidato a prefeito, o PSDB na cidade tem o ex-prefeito Jalmir Macedo, a vice-prefeita Dejerlane Macedo e o vereador Armando Moreira, o mais votado do pleito passado, que frisou que o partido ganhará mais vereadores no momento oportuno. Prestigiaram o evento, os vereadores Augusto Gonzaga, Binho de Peu, Douglas Farias, Ivaneide dos Santos, a Neca, Armando e Hermane Azevedo, que preside a Câmara Municipal de Pedro Velho.

“É uma honra para mim ser escolhido o presidente do PSDB de Pedro Venho,  partido que esta crescendo e no futuro próximo será a maior agremiação partidária do nosso município. Vamos iniciar essa caminhada e filiar nomes novos e lideranças experientes que tem serviços prestados ao povo”, discursou Dr. Targininho,  que  é neto dos ex-prefeitos Lilita e Dr. Gilberto Targino.

Da região Agreste, prestigiaram o evento o prefeito de Nova Cruz, Flávio de Beroz, o ex-prefeito Flávio Azevedo, o presidente da Câmara, Valdo Salú, o secretário Gelson Vitor e a vereadora Patrícia Silva, do PSDB. O vice-prefeito Dr. Estácio Rubinstein (PSDB), médico e pré-candidato a prefeito de Santo Antônio do Salto da Onça, o prefeito de Espírito Santo, Fernando Teixeira (PSDB) e lideranças de Canguaratema como o ex-prefeito Wellinson Ribeiro, a presidente da Câmara, Irmã Lila, as vereadoras Adriana Albuquerque e Aninha de Rosário. Também de Canguaretama, o jovem Renato Tavares e os vereadores Elvis de Dal, Pu Caeira, Sandro Canoa e o empresário Wilsinho Ribeiro.

No Rio Grande do Norte, o PSDB tem hoje mais de 30 prefeitos e vice-prefeitos, 108 vereadores em todas as regiões do Estado e conta com a maior bancada na Assembleia Legislativa: Gustavo Carvalho, Tomba Farias, José Dias, Raimundo Fernandes e Ezequiel Ferreira, que preside o Poder Legislativo. Além do secretário especial da Previdência Social e do Trabalho, Rogério Marinho, que vem se destacando no Governo Bolsonaro.

‘Falsos escândalos não me farão desistir’, diz Moro em entrevista

Foto: da Internet

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, 46 anos, atribui o vazamento de mensagens da força-tarefa da Lava-Jato a um revanchismo combinado com a tentativa de anular condenações e impedir novas investigações. “Muita gente teve os interesses contrariados, pessoas poderosas que se envolveram em corrupção”, disse o ex-juiz em entrevista exclusiva ao Correio.

O ex-juiz rejeita qualquer possibilidade de deixar o cargo de ministro: “Falsos escândalos não me farão desistir dessa missão”.

Ao todo, foram 70 minutos de conversa, divididos em duas partes. A primeira ocorreu na tarde da última quinta-feira, no quarto andar do Ministério da Justiça, e levou cerca de uma hora. A segunda se deu por telefone, na sexta-feira. “As mensagens foram obtidas por hackers criminosos, podem ter sido adulteradas total ou parcialmente e não foram publicadas a partir do contexto delas.”

Questionado se não se reconhece nas gravações, Moro disse: “Podem ter mensagens que tenham ocorrido. Aquela mensagem: ‘Confio no ministro do Supremo’. Qual é o problema em falar nisso? Nenhum”, considerou. “Mas pode ter uma mexida numa palavra, na própria identificação e na atribuição dessas mensagens. Eu não tenho esse material.”

Em um dos trechos da entrevista, Moro fala sobre as denúncias envolvendo o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. “A PF está apurando os fatos e deve chegar a conclusões. E à medida que estão sendo feitas as diligências, (elas) estão sendo informadas ao presidente.” Depois de entrevista de Jair Bolsonaro em que ele falava que teve acesso à investigação — que é sigilosa — uma controvérsia foi instalada. O Ministério da Justiça, em nota, garante que o que foi repassado ao presidente é de conhecimento público.

Super-herói

Nas manifestações pró-governo Bolsonaro, um boneco inflável de Moro como o Super-Homem é colocado na frente do Congresso. “Eu sempre refutei esse rótulo de herói ou protagonista. Sempre destaquei que o mais relevante da Lava-Jato é a verificação de um amadurecimento das instituições.” Se rejeita a comparação com o Super-Homem, Moro cita um personagem de Star Wars ao falar sobre o futuro, caso não se torne candidato ao Planalto ou ministro do Supremo: “Faria que nem o Luke Skywalker. Sumiria por 20 anos e voltaria no episódio 8.”

Em algum momento, o senhor pensou em deixar o cargo depois da revelação das trocas de mensagens da força tarefa da Lava-Jato? Achei que esse revanchismo da Lava-Jato tinha se encerrado. Aqui (no ministério) tenho um trabalho e uma missão a ser cumprida, que é consolidar os avanços sobre o combate à corrupção e ao crime organizado. Não vai ser por causa de falsos escândalos que vou desistir dessa missão.

Há forças tentando derrubá-lo? Em relação ao hackeamento, o responsável tem interesse principal de impedir novas investigações e anular condenações. Não sei se o objetivo é me derrubar.

Sentiu-se agredido na Câmara? O senhor foi chamado até de ladrão. Parece-me que há um jogo político-partidário, e alguns parlamentares se exaltam, mas é uma minoria. Aí foi um desrespeito ao decoro parlamentar. Eu sempre me reportei a todos os parlamentares de maneira respeitosa. É uma questão de educação pessoal.

Está preparado para enfrentar esse período? Durante a Operação Lava-Jato, sofri muitos ataques, muitas tentativas de desqualificação do meu trabalho. É claro que críticas são sempre possíveis, mas tinha alguns ataques pesados. Quando aceitei o convite, a ideia era consolidar esses avanços no combate à corrupção. Tendo deixado de exercer o trabalho na Lava-Jato, achei que essa parte tinha ficado para trás. De certa maneira, me surpreendeu essas histórias serem novamente revolvidas. Mas, além dos objetivos mais específicos, de anular condenações e impedir novas investigações com esses ataques criminosos, existe um certo nível de revanchismo, no sentido de que muita gente teve os interesses contrariados.

Mas há críticas de atores que não estão ligados a partidos ou mesmo a condenados… É natural haver críticas. Quando aceitei o convite, isso gerou uma série de incompreensões. Eu deixei muito claro qual era o meu objetivo. Trabalhei como juiz por 22 anos. Nos últimos quatro anos da Operação Lava-Jato, o trabalho foi muito intenso e cada dia era uma dúvida se nós conseguiríamos realmente avançar ou se iríamos sofrer alguma espécie de retrocesso, inclusive em nível do Legislativo. Houve tentativas desse nível. Não quero que aconteça o que ocorreu com a Operação Mãos Limpas, em que houve uma virada de mesa pela via Legislativa. Estando no governo, tenho condições de atuar mais nessa área.

O senhor não se reconhece em nenhum momento nas mensagens? Pode ter mensagens que tenham ocorrido. Aquela mensagem: “Confio no ministro do Supremo”. Qual é o problema em falar nisso? Problema nenhum. Mas pode ter uma mexida numa palavra, na própria identificação e na atribuição dessas mensagens. O que eu falei desde o início que surgiu essa situação: apresentem a uma autoridade que possa averiguar de maneira independente a autenticidade desse material. Nas minhas mensagens, se não forem adulteradas, não existe qualquer espécie de irregularidade. Tenho muita convicção do que eu fiz como juiz e sempre me pautei com base na lei e na ética.

Uma frase é atribuída ao senhor “In Fux, we trust”. Tem algum ministro do STF do qual o senhor diria o contrário? De forma nenhuma. Não me cabe opinar sobre ministros do Supremo. Certamente, se houvesse mensagem privada criticando ou ofendendo ministro do Supremo já teria aparecido.

Como o senhor reagiu às novas revelações dos diálogos da força-tarefa da Lava-Jato na revista Veja e no site Intercept? Com tranquilidade. As mensagens foram obtidas por hackers criminosos, podem ter sido adulteradas total ou parcialmente e não são publicadas a partir do contexto delas. Numa das mensagens, eu teria dito a um procurador que seria necessária a manifestação dele com urgência sobre um pedido de revogação de prisão preventiva. Isso é absolutamente normal, se é que isso foi feito, e quando se fala nisso é do interesse do preso, porque tem de se decidir logo, e a manifestação do MP é necessária. Divulgar isso como se fosse algo ilícito… Para mim, isso é algo absolutamente banal. Tem outra que supostamente eu teria pedido para incluir na denúncia um fato ou uma prova. Se for aos autos, ao fato constante da denúncia, foi provocada uma sentença absolvitória. Então, por que eu faria isso? Pedir para incluir algo para depois absolver? Assim, com todo o respeito à imprensa, além de não ter me consultado sobre as questões, sequer fez uma checagem correta dos fatos.

E em relação ao episódio do ministro Teori em que o senhor teria omitido informações? Nem me lembro desse episódio. O que consta é inconsistente. O que eu levantei dos fatos, a investigação envolvia um dos diretores da Andrade Gutierrez. Havia uma solicitação de informações do Supremo, eu prestei as informações em 17 de setembro, e a revista apresenta mensagens de terceiros do dia 23 de outubro e sugere que eu teria omitido fatos, que havia uma planilha de dados disponíveis e eu teria ocultado. O que deveria ser checado para um bom trabalho jornalístico é quando essa planilha apareceu, quado ela foi apreendida e quando foi colocada à minha disposição. As informações não são consistentes com os fatos.

O senhor foi contrário à delação do Eduardo Cunha? A colaboração do ex-deputado que envolvia supostamente pagamentos a pessoas com foro privilegiado nunca passou pelas minhas mãos, nunca passou pela 13ª (Vara). É atribuição do Supremo, da PGR… Como a revista conclui que eu teria interferido se o caso nem estava sob as minhas mãos, e sequer havia responsabilidade primária da força-tarefa de Curitiba?

Como o senhor se sente dentro de um governo com personagens direta ou indiretamente envolvidos por duas denúncias graves, como o caso do laranjal do PSL e o caso Queiroz? Posso mencionar a questão envolvendo supostas fraudes eleitorais de assessores do ministro do Turismo, que estão sendo investigadas pela PF. A PF tem liberdade, não estou envolvido nas diligências. Estão apurando os fatos e devem chegar a conclusões. E à medida que estão sendo feitas as diligências, estão sendo informadas ao presidente.

O que o senhor diria dos comentários feitos por alguns ministros, como Gilmar Mendes? Não sou censor de ministro do STF… Não cabe ficar opinando sobre quem disse isso, quem disse aquilo. A minha impressão, desde o início quando foi feita essa divulgação (das mensagens), é que houve sensacionalismo extremado.

O Congresso aprovou recentemente a lei de abuso de autoridade. Como o senhor avalia essa lei que está em votação no Congresso? Foi um projeto de iniciativa popular, do Ministério Público, das 10 medidas de combate à corrupção. Na Câmara, sofreu alterações significativas. Não se pode afirmar que se trata do mesmo projeto que entrou. Foi ao Senado e vai voltar para a Câmara. Nós vamos analisar o texto final. Espero que se trate o tema com a devida ponderação e oportunamente virá ao Executivo, que deverá decidir o que fazer, sanção ou veto.

Tem algum ponto que o senhor aponte que significa um retrocesso? Não vi ainda o texto final aprovado no Senado. O que me disseram é que houve uma amenização de alguns termos, mas acho que é uma questão que precisa ser analisada muito ponderadamente. Claro que ninguém compactua com abusos praticados por qualquer autoridade, mas tem que se tomar muito cuidado para que uma eventual regulação não possa servir como uma forma de intimidação a juízes, procuradores e policiais que cumprem o seu dever.

Nas manifestações de rua, há um boneco do senhor de Super-Homem. O senhor se considera um herói? Não. Eu sempre refutei esse rótulo de herói ou protagonista exclusivo ou principal da Lava-Jato. Em todas as minhas manifestações sobre o tema, sempre destaquei que o mais relevante da Lava-Jato é a verificação de amadurecimento das instituições. Certamente, pessoas fazem diferente. Pessoas diferentes constroem instituições mais fortes. Vários processos já percorreram todas as instâncias. Escrevi recentemente um artigo num livro que envolve artigos tanto de magistrados brasileiros quando de italianos, e um aspecto que destaquei foram algumas decisões relevantes do Supremo: a execução de pena em segunda instância, a proibição de doações eleitorais por parte de empresas e, mais recentemente, a limitação da extensão do foro privilegiado. Foi uma conquista institucional. De certa maneira, também as cortes de justiça não decidiriam dessa forma se não houvesse uma demanda da sociedade por maior integridade, por menos corrupção.

Em relação a doação de empresas, já tem gente no Congresso querendo o retorno dessas doações. O senhor acha que funcionou o sistema de financiamento das eleições? Poxa, essa é uma pergunta um pouco difícil pra mim, porque não participei de nenhuma eleição.

Mas o senhor é citado como possível candidato à Presidência da República… Não tem nenhuma base real.

O senhor não seria candidato? Nem se tem que falar nesse assunto neste momento. Acabamos de sair de uma eleição presidencial. Seria uma discussão absolutamente antecipada. Meu compromisso foi assumir aqui o MJ como um técnico. É o que imagino que esteja fazendo.

Esse movimento todo em torno da Lava-Jato, esse boneco inflável do Super-Homem, aplausos na rua e essa mobilização do PT contra o senhor não o coloca como um possível candidato anti-PT? Tem uma frase em latim: gloria mundi sic transit (toda a glória do mundo é transitória). Essas questões são efêmeras, passageiras.

Algumas pessoas interpretaram as declarações do presidente Bolsonaro falando da reeleição dele como uma tentativa de frear um certo protagonismo do senhor… Sou aliado do presidente Bolsonaro. Aceitei um convite, e o convite foi feito com uma pauta convergente. Temos que ser duros contra a corrupção, o crime organizado e o crime violento. Não existe qualquer disputa entre nós dois.

Como o senhor avalia a relação da Lava-Jato com a economia e as críticas de quebradeira das empresas de engenharia civil? Há um equívoco básico nessa crítica. O que comprometeu a produtividade e a eficiência da economia brasileira, além de decisões de planejamento econômico equivocadas, foi a disseminação de práticas de corrupção. Aquela avaliação pretérita, que muitos falavam, “Ah, a corrupção pode ser em países em desenvolvimento uma espécie de graxa, e não areia”, é algo absolutamente ultrapassado no cenário mundial, nos estudos sobre a corrupção. No fundo, a corrupção é claramente areia. Ela impacta a eficiência de qualquer empresa. E, num nível disseminado, pode impactar até mesmo a eficiência da nossa economia, porque gera custos mais elevados e leva os agentes econômicos a tomarem decisões equivocadas sob o ponto de vista de qual seria a melhor decisão para nós termos um avanço. De todo modo, vamos colocar assim: eu era um juiz criminal. No direito brasileiro, no processo penal, só respondem as pessoas físicas. Então, não houve nenhum processo criminal contra essas empreiteiras. Em relação à área cível, o Ministério Público e, depois, a Advocacia-Geral da União e a Controladoria Geral da União celebram diversos acordos de leniência com essas empresas. O que podia ser feito para preservar, dentro da nossa ordem jurídica, essas entidades corporativas, foi realizado. Mas vamos lembrar que essas empresas demoraram muito a reconhecer que haviam se envolvido em práticas criminosas. Talvez, fosse o caso, e isso seria relevante, de pensarmos em alguma fórmula, de colocar na nossa legislação a possibilidade de, realmente, uma transferência do controle acionário de empresas grandes que se envolvam em corrupção.

Na fase de investigações e deliberações sobre medidas cautelares, como deve ser a relação do juiz com o MP? O procurador chega para o juiz e pede: “Quero requerer a prisão preventiva do fulano X”. Às vezes, existe uma sondagem, e o juiz pode dizer: “Para ter prisão preventiva, tem que ter uma prova forte”. No fundo, o juiz não precisa nem falar isso, está no Código, é normal. Assim como chega um advogado e diz: “Ó, doutor, quero defender a absolvição do meu cliente. Às vezes, faz uma sustentação oral, e às vezes, tem uma interlocução entre juiz e advogado. E, eventualmente, isso pode influenciar depois na argumentação que o advogado vai colocar. Isso é algo absolutamente corriqueiro. Nas supostas mensagens que foram divulgadas, não existe qualquer espécie de conluio. O que existe é um sensacionalismo, que foi colocado como se tivesse um comandante em chefe da Lava-Jato. Não existe nenhuma situação dessa espécie ali dentro dessas mensagens, aliás, os dados objetivos são no sentido de indeferimento de várias das medidas e absolvições. Agora, no caso do Brasil, o juiz da ação penal é também o que trabalha na fase de investigação. Nessa fase, existe uma dinâmica maior entre os personagens ali envolvidos, polícia, juiz e o Ministério Público. Temos essa tradição jurídica no Brasil. O que tem que ser verificado é se tem algo ali de antiético e ilegal.

Em relação à procuradora citada num dos trechos divulgados, o senhor reconhece em algum momento a crítica em relação a ela? Essa é uma distorção que tem sido colocada. Veja, esses fatos ocorreram há três, quatro anos. Não me lembro se fiz alguma crítica. O que vejo na mensagem que foi explorada com absoluto sensacionalismo são algumas afirmações jornalísticas que eu teria solicitado a substituição. Não existe nada na mensagem nesse sentido.

Então, mesmo naquele trecho, o senhor acha natural? Se for autêntico, não tem nada de ilegal ou antiético.

É possível um juiz ser totalmente imparcial, dentro de uma caixinha, sem ser contaminado por convicções pessoais, culturais, família, amigos? O que define a imparcialidade é o juiz decidir conforme aquilo que se encontra nos autos, com base na prova e na lei. Um juiz nunca pode se despir da condição de ser humano e dos valores que ele carrega. Mas ele sempre vai decidir com base na lei e nas provas. Essa é a questão da imparcialidade. Evidentemente, o juiz vai formando a sua convicção com o tempo, no decorrer do processo. Ele não é um ser estranho que vai chegar somente no momento da sentença. O que define a imparcialidade é o juiz estar sempre disposto a mudar de opinião até o final do processo, porque novas provas e novos argumentos podem ser apresentados. Então, assim, ele nunca é um super-humano. Carrega seus valores, mas tem que estar vinculado à prova, à lei, e, até proferir a sentença, à possibilidade de mudar de opinião em relação ao que viu antes. Isso foi feito no processo muito claramente, até pelo percentual, um número de mais de 20% de absolvições. E aqui temos que acrescentar o fato de que são decisões que já passaram por várias instâncias e, normalmente, têm sido mantidas.

Em que momento o senhor ficou convencido de que o ex-presidente Lula recebeu o apartamento no Guarujá como propina? Não vou comentar sobre casos específicos. Em geral, o juiz finaliza a sua convicção no momento da sentença. Ainda que ele tenha prévios entendimentos em relação à matéria, a hora de sentar, colocar no papel, escrever, argumentar é o momento de construção racional. É o momento em que o juiz faz uma reconstrução das provas e faz uma avaliação: “Essas provas são ou não são suficientes para uma condenação criminal? Ou vai absolver? O juiz pode até ter uma ideia, mas que só se confirma ou não no momento da sentença.

O ex-ministro do Supremo Carlos Velloso, em entrevista ao Correio, diz que é preciso descobrir quem tinha interesse em afastar o senhor. Quem seria? Foi instaurada uma investigação pela Polícia Federal. A minha impressão, vendo todo esse episódio, é que iniciou com ataques aos procuradores. Depois, sucedido por uma tentativa de intrusão no meu aparelho celular. Tendo começado o ataque pelos aparelhos dos procuradores, me parece mais um ato, realmente, contra a operação Lava-Jato, do que necessariamente contra a minha pessoa. Claro que, no caminho, as coisas podem se alterar, a depender do peso que se dá a uma coisa ou outra. Considerando essa cronologia, me parece que foi um ataque à Lava-Jato. Nessa perspectiva tem duas opções: anulação de condenações já exaradas, de pessoas que praticaram crimes de corrupção, ou, que talvez seja até pior, impedir a continuidade das investigações. Eventualmente, o responsável pode ser algum investigado que não foi ainda atingido por uma decisão judicial, de condenação ou prisão, que esteja querendo obstruir a ação da Justiça e do MP.

O senhor estava nos EUA conhecendo a experiência de combate ao tráfico nas fronteiras quando ocorreu o episódio do transporte de 39kg de cocaína num avião da FAB. Causou constrangimento? Não existe qualquer vínculo desse ato criminoso com qualquer agente político. O que tem que ser feito, e é o que está sendo feito, é uma investigação capitaneada pela própria Justiça Militar, já que foi praticado por um militar, e identificar se há outros responsáveis por esse fato. Se tem, são todos criminosos. Foi um incidente infeliz, pelas circunstâncias, mas as consequências estão sendo extraídas. Esse indivíduo está preso na Espanha. Provavelmente, será condenado a uma pena elevada, e se vai realizar uma investigação para verificar se tem uma quadrilha de criminosos envolvida.

Carlos Bolsonaro tem responsabilizado o general Heleno por falhas na segurança. Preocupa ver o filho do presidente numa guerra com o chefe do GSI? O general Heleno não tem nada a ver com esse episódio. Ocorrido o episódio, lamenta-se, mas tem que apurar as responsabilidades, e isso não afeta qualquer agente político do governo.

Já é possível afirmar se havia outras pessoas envolvidas? Sobre investigações em andamento não cabe comentário. Tem aquela famosa frase: Sherlock Holmes não consegue descobrir o crime se Moriarty ficar atrás dele o tempo todo, sabendo o que ele está fazendo.

Como o senhor avalia ficar vinculado a um grupo político, mesmo como ministro da Justiça? Aceitei o convite para compor o ministério com um plano específico. E compartilhamos as decisões do ministério, as políticas públicas com o presidente Bolsonaro. Evidentemente, temos uma proximidade e não existe nada errado. Sou ministro escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro.

O senhor esteve em partida de futebol com o presidente no Mané Garrincha. Chegou a temer vaias? Poderíamos ter sofrido vaias. Na verdade, o que ocorreu foi uma manifestação de aprovação. O que eu considero realmente importante são as minhas ações de agir com correção. A minha avaliação, me parece que é a avaliação geral, é a de que eu agi com base na lei e na ética. Então, nessas circunstâncias a aprovação é natural.

O tribunal das redes sociais o incomoda? Nas redes sociais há um certo consenso que muitas vezes as pessoas se excedem. Afirmações que não fariam diretamente, pessoalmente em outros contextos acabam sendo realizadas. Mas, sinceramente, não me preocupo com essas questões. Tenho atualizado o Twitter, relutei, mas tenho usado como uma forma de transmissão de informações das políticas públicas que estão sendo realizadas no ministério. As redes são importantes, mas não afasta o papel da imprensa. É claro que a gente tem de olhar as redes sociais, porque são pessoas se manifestando, mas não significa que o que ocorre ali é determinante.

A investigação sobre a divulgação dos diálogos é vista por alguns como um ataque à imprensa… De forma nenhuma, nós respeitamos a liberdade de imprensa. Não houve qualquer tentativa de censura. Fiquei com a impressão de que, na primeira semana, o site em questão queria que fosse feita uma busca e apreensão para evocar o malvado governo Bolsonaro, o malvado governo Moro, numa ação para intimidar a imprensa, mas não houve nada disso. Ao contrário, a manifestação foi: “Olha, eu tenho absoluta correção no meu procedimento e, se tem essas mensagens, e elas não foram adulteradas, divulguem tudo. Mas sem sensacionalismo. A Lava-Jato foi sensacionalista? Não, a Lava-Jato foi embasada em fatos e provas de um sistema de corrupção que comprometeu a integridade das nossas principais empresas. O que é sensacional é a dimensão que a corrupção atingiu, mas ali os fatos falam por si. Não houve da parte dos agentes públicos envolvidos uma colocação dos fatos de uma forma diferente do que eram na realidade.

O protagonismo e a exposição de procuradores chegaram a ser criticados inclusive por ministros do STF. Não houve exageros? Não os vislumbro com facilidade. Temos de lembrar que falamos de uma investigação que dura mais de cinco anos. E sempre que aparecia uma operação ou algo parecido, havia uma grande demanda da imprensa por informação. E o que eu via os agentes públicos fazendo era basicamente prestar essas informações.

O que é preciso aprimorar para o combate à corrupção mais efetivo? Temos de nos preocupar com as tentativas de retrocesso. Porque o enfrentamento da grande corrupção contraria o interesse de poderosos. É uma ilusão pensar que não vão ocorrer essas tentativas. Temos de assegurar que o navio não volte ao porto. Por exemplo, a própria questão da segunda instância. É fundamental a decisão do STF que no fundo representa colocar o ponto final de um processo num prazo razoável, não se tornar aquele processo que se eterniza, mas chegam a um término dentro de um prazo razoável. Mas a gente não pode estar satisfeito em apenas evitar retrocessos. E isso inclusive foi um dos propósitos que me levaram a aceitar virar ministro. Temos de pensar em avanços. Temos o pacote anticrime. Nós acreditamos nesse projeto e achamos que a aprovação dele seria um salto relevante no enfrentamento do crime organizado.

Esse projeto está demorando? É uma questão do tempo do Congresso, mas acredito que será aprovado num tempo breve, logo depois da reforma da Previdência.

Qual foi a decisão mais difícil envolvendo o ex-presidente Lula? A Lava-Jato não se identifica com um processo contra um criminoso específico. No fundo o que foi identificado foi um sistema de corrupção, e havia muitas pessoas envolvidas, como os vários diretores da Petrobras presos. Isso não havia ocorrido antes no país, embora sempre existissem suspeitas de malversação. Houve também os empresários que pagavam sistematicamente vantagens indevidas em contratos públicos. O caso do ex-governador do Rio (Sérgio Cabral), embora seja um caso repartido com a Justiça Federal do Rio, nós também tivemos a prisão e condenação dele em Curitiba. O mais relevante para mim foi a revelação desse sistema de corrupção, foi mostrar que a impunidade da grande corrupção tem solução, que é a aplicação da lei. Às vezes, há alguma confusão. Quem decretou a prisão do ex-presidente foi o TRF 4, não fui eu. Eu cumpri a decisão. Como juiz executor da ordem, apenas concedi a ele, porque achava razoável, dada a complexidade em executar aquela medida, um prazo de 24h para ele se apresentar.

O MP, ao tentar barrar a entrevista da Folha de S.Paulo com o ex-presidente Lula, não tentava interferir diretamente na eleição presidencial? Não participei daquelas conversas, não sei se são autênticas. O que eu particularmente penso é que qualquer direito para ser reconhecido pode ser levado para todas as pessoas universalmente na mesma condição? Então, por exemplo, nós temos aqui recolhido no presídio federal de Brasília o líder do PCC. Claro, há uma distância muito grande entre o ex-presidente e o líder do PCC. Mas ele tem direito de dar entrevista também?

Mas Marcola já deu entrevista, inclusive ao Correio em 2001… Acho errado. Quando eu era juiz de execução no presídio federal de Catanduvas (PR), teve pedidos de entrevistas de alguns presos extremamente perigosos, líderes do Comando Vermelho, eu neguei, porque acho inapropriado.

O sonho do senhor sempre foi o Supremo? Não. Primeiro não tem vaga no Supremo. Sempre vai haver vaga, porque os ministros se retiram, agora, acho inapropriado discutir vagas no STF quando não há vaga.

Mas o próprio presidente citou essa questão… Hoje eu sou ministro da Justiça e da Segurança Pública, e o meu foco é realizar esse trabalho. Surgindo essa vaga, não sei se serei convidado, e caso convidado, não sei se aceitarei, porque serão outras circunstâncias. Agora, é uma posição ambicionada por muitas pessoas, até porque é instituição muito admirada. O próprio presidente esclareceu. Eu nunca estabeleci condição para vir ao ministério e assumir uma vaga no Supremo. Não seria sequer apropriado. Eu falei isso no passado, o presidente talvez se sinta com esse compromisso e externou dessa forma, mas eu posso assegurar com absoluta veracidade que nunca houve uma condição dessa espécie.

Se a segunda turma do STF anular a condenação do ex-presidente Lula, o senhor acredita que poderá desacreditar a Lava-Jato? Acho que o Supremo tem de decidir conforme as provas e a lei. O STF foi chamado sobre isso antes do recesso, e a maioria decidiu que não havia plausibilidade. Agora, as decisões do STF só cabem ao STF.

Não sendo candidato a presidente ou ministro do Supremo, o senhor vai advogar? Faria que nem o Luke Skywalker (personagem da série cinematográfica Star wars). Sumiria por 20 anos e voltaria no episódio 8.

 

Blog Jair Sampaio

Idosa é assassinada a facadas e tem casa incendiada na PB

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Foto: da Internet

Uma idosa, de 74 anos, foi assassinada a facadas e teve a casa incendiada na cidade de Queimadas, no Agreste paraibano. O caso aconteceu neste domingo (7) na rua Vigílio da Silva, no bairro Anibal Teixeira. O marido da vítima, que é cadeirante, também foi encontrado ferido e desacordado na residência.

O casal de idosos morava sozinho na casa e, de acordo com informações de vizinhos, por volta das 10h do domingo eles perceberam que a residência estava pegando fogo e se mobilizaram para procurar o casal. As vítimas foram encontradas caídas dentro da casa.

Os moradores os retiraram da casa e tentaram controlar o fogo com baldes de água retirados de uma caixa d’água até a chegada dos bombeiros. O idoso estava em um dos quartos que ficou completamente destruído. Outros cômodos da casa também foram consumidos pelas chamas.

De acordo com informações da Polícia Civil, na manhã do domingo antes do crime acontecer, duas pessoas estiveram na casa, um homem e uma mulher. Eles são os principais suspeitos do crime. A polícia acredita que eles estavam se candidatando a uma vaga de cuidador de idosos.

Um filho do casal, que mora no Rio de Janeiro, confirmou à equipe da TV Paraíba que o casal já tinha uma cuidadora durante a semana, mas estavam a procura de alguém para ficar com eles durante o final de semana.

A polícia adota como linhas de investigação para o caso o homicídio ou latrocínio. No entanto, ainda não foi possível confirmar se objetos ou dinheiro foram levados do local.

O casal de idosos foi socorrido e levado para o Hospital Regional de Queimadas. A idosa não resistiu aos ferimentos e morreu. A faca utilizada no crime foi encontrada ainda dentro da casa. Já o idoso ficou internado em observação por conta da fumaça inalada. Ele não teve ferimentos. De acordo com o hospital, ainda na tarde do domingo a vítima recebeu alta médica.

Morre irmão do ex-deputado Paulo Wagner, o comunicador George Wagner

Faleceu nesta segunda-feira (8) o radialista George Wagner. Natural de Areia Branca, George passou por veículos de comunicação de Mossoró, mas foi na FM Resistência que conduziu por muitos anos um programa um dos programas de maior audiência.

Paulo é irmão do apresentador e ex-deputado federal Paulo Wagner. Ele estava afastado dos microfones devido a uma doença renal, onde realizava hemodiálise.

As causas da morte ainda não foram divulgadas

Fonte/Blog Ismael Sousa

Comissão da Reforma Tributária será instalada nesta semana

Resultado de imagem para Congresso nacionalVia Portal G1

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, informou que deverá instalar nesta semana a Comissão Especial destinada a analisar a próxima reforma de vulto na agenda do Congresso: a tributária. Com a esperada aprovação da reforma da Previdência no plenário, a ideia é que a Câmara se dedique a discutir a proposta formulada pelo deputado Baleia Rossi, já aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Baseada numa proposta elaborada pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF), sob a coordenação do economista Bernard Appy, a proposta prevê reunir num único imposto, chamado Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), três tributos federais (PIS, Cofins e IPI), um estadual (ICMS) e um municipal (ISS). A União arrecadaria o IBS e transferiria a parcela correspondente a estados e municípios.

O novo imposto começaria com uma alíquota baixa, de 1%, mantida por um período de teste de um a dois anos, com redução em paralelo na alíquota do Cofins. Ao longo de dez anos, subiria até 20%, com os cinco impostos reduzidos gradualmente a zero.

A transição gradual permite às empresas adaptar-se ao novo modelo de cobrança, que elimina incentivos fiscais e incide apenas sobre o valor adicionado, descontado o valor pago nos insumos usados para a produção. Também permite ao governo medir o potencial de arrecadação e evitar um choque brusco que prejudique a estabilidade das contas públicas. Não há mudança na carga tributária.

O maior benefício do novo modelo de tributação é o fim da guerra fiscal entre os estados, promovida por incentivos oferecidos na alíquota do ICMS. São Paulo, estado de economia mais pujante, evitava a disputa, mas entrou nela recentemente. Isso fez que os demais estados passassem a apoiar as mudanças na tributação. “Nunca tivemos uma oportunidade como essa nos últimos 30 anos”, diz Rossi.

Prova disso foi o apoio até de partidos de esquerda na votação que aprovou a reforma na CCJ. “Claro que ela ainda precisa de ajustes e devemos dialogar, mas é preciso manter a coluna vertebral”, afirma Rossi. “Quando o pessoal conhece, compra a ideia.”

A principal dúvida é se o Executivo comprará. A proposta de reforma tributária do secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, é outra. Deixa de lado estados e municípios e prevê a unificação de quatro tributos federais (PIS, Cofins, IPI e CSLL), além da contribuição das empresas sobre a folha de pagamentos.

No lugar deles, o governo criaria um imposto cobrado, meio a meio, de consumidores e vendedores nas transações financeiras, usando uma infra-estrutura semelhante à da antiga CPMF. É importante não confundir os dois, pois o novo imposto federal seria cobrado apenas no pagamento de produtos e serviços. Haveria, paralelamente, uma redução na alíquota do imposto de renda cobrado das empresas, de 34% para 25%, como noutros países.

Para o governo, a proposta de Rossi é radical, pois envolve de cara estados e municípios. A reforma em gestação no Ministério da Economia fala em ao menos dois estágios. Cintra já elogiou a proposta de Appy, mas disse ser difícil aprová-la no Parlamento. “Não haverá condição de tocar nada sem apoio de Paulo Guedes e Marcos Cintra”, afirma Rossi. “Precisamos ter a sabedoria de trazer o governo federal para a pauta.”

O principal fator em favor disso é o caráter positivo da reforma tributária. Ao contrário das mudanças na Previdência, impopulares por mexer em pensões e aposentadorias, os interesses afetados por mudanças nos impostos são menos estridentes.

Os setores mais afetados serão Construção Civil e Prestadores de Serviços ao consumidor, grandes empregadores que hoje pagam pouco imposto. A carga sobre as construtoras, hoje entre 10% e 12%, iria para 20% no final da transição. Essa alta poderia ser compensada pela desoneração da folha de pagamentos. O novo IBS não mexe no Simples, regime especial de tributação extinto pela proposta do governo.

Um estudo do CCiF verificou que os pequenos municípios não seriam prejudicados pelo novo modelo de arrecadação. “Propusemos, mesmo assim, um Fundo de Desenvolvimento Regional para investir nos estados e municípios que possam eventualmente perder”, diz Rossi. “O reaquecimento proporcionado pela simplificação tributária acabará tendo resultado maior que os incentivos atuais.”

A burocracia tributária brasileira está entre as piores do mundo. No guia Doing Business, do Banco Mundial, estamos na posição 184 entre 190 países no número de horas anuais dedicadas por uma empresa ao pagamento de impostos (quase 2000). A simplificação será vista com bons olhos elo mercado e tende a atrair investimentos.

 

“Pode haver deputados mais sensíveis, mas a envergadura do projeto é tamanha que existe na própria casa um sentimento de pauta positiva”, afirma Rossi. “Imagina se conseguimos aprovar ainda este ano as reformas da Previdência e a tributária no Congresso! Estaremos criando um enorme ambiente favorável à recuperação econômica.”

Inclusão de estados inviabiliza aprovação da reforma, diz Maia

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Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Em evento em São Paulo na noite de ontem, Rodrigo Maia afirmou que a inclusão dos estados na reforma da Previdência pode inviabilizar a aprovação.

“Nós temos de 50 a 60 deputados que hoje não votam a reforma com a inclusão de estados e municípios, os deputados mais próximos aos governadores, de alguns governadores do Nordeste foram inclusive muito duros com os deputados que votaram a favor. O governador de Pernambuco disse hoje que a reforma da Previdência não era a solução para todos os problemas, então também não há por parte de alguns um interesse mais objetivo na participação, nós entendemos que todos eles podem fazer suas reformas na Assembleia Legislativa de seus estados fazendo a mudança constitucional, agora, nesse momento incluir estados e municípios na Câmara é correr o risco de perdermos de 50 a 60 votos na votação no plenário.”

 

O Antagonista

Após dois meses, voluntários em vigília contra suicídios deixam Ponte Newton Navarro

Foto: José Aldenir / Agora RN
O grupo de voluntários que trabalhava em vigília evitando suicídios na Ponte Newton Navarro, em Natal, deixou o acampamento no local nesta sexta-feira (05). Eles fizeram um ato na ponte para se despedirem nesta tarde e cobraram a atuação do poder público no espaço.
O protesto fechou uma das faixas da Ponte Newton Navarro. O grupo, que é formado por evangélicos, carregava faixas e gritava incentivos de valorização à vida e cobranças ao poder público. Eles pedem a instalação de uma grade na ponte e alegaram que não há mais condições de permanecerem com o acampamento, que atuava 24 horas por dia.
A caminhada tinha a intenção de seguir até a sede da Prefeitura do Natal, na Cidade Alta. Houve uma confusão em determinado momento, quando um motociclista, preso no trânsito, se irritou com os voluntários e agrediu uma mulher.
O acampamento foi montado por um grupo de evangélicos na cabeceira da Ponte Newton Navarro no fim do mês de abril. Eles começaram a revezar 24 horas por dia no local para impedir que pessoas cometessem suicídio. A ponte liga as regiões Leste e Norte da capital potiguar e passa por cima do encontro do Rio Potengi com o mar. A parte mais alta da estrutura tem 60m de distância até a água.

Tragédia em Festa de Emancipação Política de Luiz Gomes-RN.

Vítimas fatais/ foto da Internet

O que era para ser uma noite de festa e de comemoração dos 129 de emancipação política do município de Luís Gomes, no Alto Oeste Potiguar, terminou em tragédia com mortos e feridos nesta sexta-feira (5).

Segundo a Polícia Militar, os disparos ocorreram por volta das 23h40, durante apresentação da primeira banda. Um homem sacou um revólver e efetuou vários tiros. Três pessoas foram alvejadas, sendo que duas delas morreram no local.

As vítimas foram identificadas como Francielio e Jaime. O ferido foi socorrido para o Hospital Regional de Pau dos Ferros.

Durante o tumulto e correria, algumas pessoas se machucaram e outras caíram e acabaram sendo pisoteadas.

O acusado dos disparos foi preso após o trabalho rápido da Polícia Militar. O autor do atentado seria morador da cidade de Sousa-PB. Ele foi conduzido para a Delegacia juntamente com a arma do crime.

RN: PM precisa de 6 mil policiais para completar efetivo

Foto: da Internet
A Polícia Militar do estado anunciou ontem a retomada do processo para concluir o concurso público iniciado em setembro de 2018, mas se os prazos forem respeitados conforme o cronograma apresentado, o reforço ao efetivo só virá em abril de 2021. O objetivo é reforçar a corporação com o preenchimento de mil vagas para praças, sendo 938 para homens e 62 para mulheres, além de formar cadastro de reserva. Até lá, o déficit de efetivo deverá ser bem maior do que as atuais 5,7 mil vagas.
O período de curso de formação, levando em conta apenas a bolsa mensal de auno soldado, custará aproximadamente R$ 10 milhões aos cofres do governo, durante os dez meses previstos no edital. Esse valor, considerando também que todos os mil concursados sejam convocados. Cada aluno soldado recebe um salário mínimo por mês e este cálculo não leva em conta os gastos do curso em si.
Com 14 anos sem concurso público e um déficit de pessoal na faixa dos 40%, o reforço da Polícia Militar do RN, tem que esperar pelo trâmite previsto no Edital no 001/2019 SEAD/PMRN publicado na edição de ontem do Diário Oficial do Estado. O edital define que o “Cronograma Previsto para as etapas do Concurso Público da Polícia Militar do RN”, o Ibade (Instituto Brasileiro de Apoio e Desenvolvimento Executivo), empresa responsável pela aplicação das provas, terá um prazo até o dia 30 deste mês para concluir a reclassificação e a correção da redação.
Na sequência, no período entre 1o de agosto e 06 de setembro, serão realizados os exames clínicos dos candidatos reclassificados. Em seguida, de 9 de setembro a 21 de outubro, será a vez da aplicação dos testes de aptidão física. O calendário ainda prevê prazos para exames psicológicos (22 de outubro a 8 de novembro), investigações sociais e interposição de recursos (de 11 de novembro a 18 de março de 2020), e avaliação de títulos (19 de março a 18 de junho do ano que vem).
Após vencidas todas essas etapas, que definem quais candidatos seguem no processo seletivo, será iniciado o curso de formação de praças com duração de 285 dias – que totalizam nove meses e meio. Os primeiros recrutas aprovados nesse curso, que também tem caráter eliminatório e classificatório, poderão ir para às ruas a partir do mês de abril de 2021.
Detalhe: a estrutura disponível no Centro de Formação e Aperfeiçoamento da Polícia Militar – Escola de Segurança Cidadã (CFAPM), localizado na zona Norte de Natal, exige a divisão dos candidatos aprovados em duas turmas; ou seja, a segunda turma só ganha as ruas entre janeiro e fevereiro de 2022.
Segundo dados da própria Polícia Militar do RN, o déficit de pessoal na Polícia Militar, que hoje chega a 5,7 mil postos vagos, tende a aumentar com o envelhecimento da tropa e os pedidos de aposentadoria. No ano passado cerca de 250 policiais militares pediram baixa, e fontes de dentro da própria corporação indicam que outros 800 já estão aptos a ir para a reserva.
Ainda de acordo com avaliação das fontes consultadas, até o final de 2020 o déficit de pessoal deverá ser maior que os atuais 40%: hoje o efetivo da tropa conta com cerca de 7,7 mil policiais militares na ativa, número bem inferior aos 13,4 mil estabelecidos por lei estadual com base na quantidade de habitantes do RN contabilizados no Censo do IBGE em 2010.
Tribuna do Norte

Mais uma viúva é assassinada no Oeste do RN; vítima deixa 3 filhos órfãs.

Foto: da Internet
A dona de casa Leila Kaliana (viúva) foi executada com cinco tiros no início da noite desta sexta-feira (5) na área urbana do município de Itaú, região oeste do Rio Grande do Norte.
Leila é a segunda viúva assassinada na região nas últimas 24 horas. Ontem, a viúva Adriana Juracy foi morta com 8 tiros dentro de casa na cidade de Governado Dix Sept Rosado, distante 37 km de Mossoró-RN.
As primeiras informações são de que Leila estava em casa quando o atirador a chamou na porta e a matou com 5 tiros. Em seguida, fugiu com destino ignorado.
A Polícia Militar confirmou a ocorrência e que acionou o Instituto Técnico-científico de Perícia e a Polícia Civil para iniciarem as investigações no local da ocorrência.
Leila, que é viúva de Francisco Jailson Maia de Paiva, assassinado exatamente há um ano, em Itaú, deixa três filhos menores e especiais.

Escola da UERN abre vagas para turmas de dança, música, teatro, inclusão digital e atividades físicas

Período de matrícula para novos alunos será de 10 a 24 de julho — Foto: Divulgação

A Escola de Extensão da UERN (EdUCA), que funciona no Campus de Natal está oferecendo 1.250 vagas para cursos e práticas, nas áreas de dança, música, teatro, inclusão digital e atividades físicas. Dentro dessas áreas, são mais de 15 opções de atividades e dezenas de turmas em vários horários e para todas as faixas etárias, desde crianças a idosos.

A Escola cobra um valor simbólico de R$ 30 por matrícula individual e quatro mensalidades sucessivas de R$ 10 cada, com previsão de pagamento para o dia 05 de cada mês. Confira AQUI o edital completo.

O período de matrícula para novos alunos será de 10 a 24 de julho. As inscrições devem ser feitas de forma presencial na secretaria da escola, que funciona no Campus da UERN em Natal, localizado no Conjunto Potengi, na Zona Norte.

Para se matricular na EdUCA é necessário apresentar cópia dos documentos de identidade, CPF e comprovante de residência.

É possível solicitar isenção das taxas de inscrição, caso o interessado apresente uma declaração expedida pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ou certidão do cadastro único do Governo Federal, emitida eletronicamente.

No período de 30 de julho a 1º de agosto, serão oferecidas as vagas remanescentes.

Serviço

Mais informações: (84) 3232-6120, e-mail: educa.natal@uern.br.

Fonte: https://g1.globo.com

185 anos da Policia Militar é celebrado com homenagem na Assembleia Legislativa

A Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Norte completou 185 anos de criação e recebeu homenagem da Assembleia Legislativa, em sessão solene, na manhã desta sexta-feira (5), no plenário Clovis Motta. Durante toda esta sexta-feira, a Assembleia Legislativa recebe uma mostra com o acervo de armas da PMRN, no salão de eventos da Casa.

O Coronel Azevedo (PSL), propositor do evento, justifica-o pela história de trabalho e serviços prestados pela gloriosa Polícia Militar em todos esses anos de atuação em território potiguar. “A Polícia Militar escreve uma história de suor, sangue, sacrifício, de altivez, bravura, coragem e resiste na vocação dos seus guerreiros e guerreiras. Os policiais, independentes da situação, buscam sempre cumprir da melhor forma com o seu trabalho na segurança pública potiguar”, declara Coronel Azevedo.

O coronel Alarico José Pessoa Azevedo Júnior, comandante geral da Polícia Militar, discursou em nome dos 14 homenageados, frisando a importância dos veteranos que, por causa do esforço e dedicação deles, é possível a presença de cada um de nós aqui. “Damos continuidade ao trabalho dos homens e mulheres que são fontes de inspiração para a instituição que tenho a honra de fazer parte e que desde a criação tem a obrigação de cuidar da população, bem servir e bem desempenhar suas funções. A honra de nossa atividade transcende cada policial. Ela é da corporação”, finalizou Coronel Alarico.

A sessão contou com a presença do deputado Hermano Morais (MDB), representantes do governo Estadual, município de Natal e Forças Armadas.

A sessão solene homenageou os seguintes policiais:

Cel PM Alarico José P. de Azevedo Júnior
Cel PM Zacarias Figueiredo de M. Neto
Cel PM Geraldo Gonzaga da Costa
Tem Cel PM Humberto G. Xavier Bezerra
Maj PM Gevanir de Freitas
Cap PM Romildo Jorge da Costa
1° Ten PM Sebastião Pereira de Souza
2° Ten PM Letício Ferreira de Fontes
ST PM Manuel Rocha Sobrinho
1° Sgt PM Antônio M. do Nascimento
2° Sgt PM Francisco de A. Ribeiro
3° Sgt PM João Francisco de Almeida
Cb PM Francisco José de Lima
Sd PM Gustavo Moreira da Silva

Assessoria

Governo do RN publica calendário com novos prazos para o concurso da PM

Concurso da PM abriu mil vagas no RN — Foto: Divulgação/ PM 

A Comissão do Concurso Público da Polícia Militar do Rio Grande do Norte divulgou novos prazos para as etapas da seleção, que estão sem andamento desde fevereiro deste ano. O calendário foi publicado nesta sexta-feira (5) no Diário Oficial do Estado e levará 9 meses e meio para ser concluído.

O concurso da PM foi promovido em 2018, oferecendo um total de mil vagas para praças militares, sendo 938 oportunidades para candidatos do sexo masculino e 62 para pessoas do sexo feminino, além de cadastro reserva.

De acordo com o calendário, o Ibade – instituto organizador do certame – tem até o próximo dia 30 de julho para corrigir as redações e publicar o resultado da primeira etapa retificado. Após essa fase, todas as outras serão de responsabilidade da própria Polícia Militar.

De 1º de agosto a 6 de setembro, serão realizados exames clínicos com os candidatos reclassificados. Já os testes de aptidão física acontecem de 9 de setembro a 21 de outubro.

Os exames psicológicos vão de 22 de outubro a 8 de novembro e a investigação social dos candidatos ocorre entre 11 de novembro e 18 de março do próximo ano. A última etapa, que é a avaliação de títulos, levará 62 dias, contados de 19 de março a 18 de junho de 2019.

Fonte: https://g1.globo.com

Para Mossoró, Ezequiel requer patrulhamento para bairros e recuperação da RN-015

O deputado estadual Ezequiel Ferreira (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, solicitou maior patrulhamento policial para os bairros de Mossoró, além de investimento na recuperação e melhorias de estradas da região.

O primeiro requerimento endereçado a governadora Fátima Bezerra (PT) e ao secretário estadual de Segurança Pública, coronel Francisco Araújo, pede patrulhamento policial nos bairros de Abolição I, Abolição II, Abolição III, Abolição IV, Abolição V, Redenção e Integração.

Ezequiel relembra que Mossoró foi beneficiada com uma viatura destinada ao município no ano passado pela Assembleia Legislativa. O deputado enfatiza que a insegurança tem sido uma preocupação constante dos moradores destas localidades. “O patrulhamento tem como objetivo reverter a atual situação de insegurança”, disse.

O deputado solicitou também um estudo de viabilidade para implantação da sinalização e remoção de lombadas na RN-015, no trecho que liga os municípios de Mossoró e Baraúna. Na justificativa, Ezequiel explica que a quantidade excessiva de lombadas neste setor tem contribuído com a ocorrência de práticas de atos criminosos, com bandidos que se aproveitam da oportunidade para cometer assaltos.

“Além disso, a falta de sinalização e iluminação neste trecho da RN-015 tem acarretado em muitos acidentes de carro. Faz-se necessário que a estrada se encontre em condições adequadas para garantir a segurança dos condutores que transitam pelo referido trecho”, disse o parlamentar.

 

Assessoria