Projeto prevê a construção de calçadão no Centro de Natal

Praça André de Albuquerque seria o ponto final do calçadão — Foto: Igor Jácome/G1
Praça André de Albuquerque seria o ponto final do calçadão — Foto: Igor Jácome/G1

A Prefeitura de Natal estuda a possibilidade de construir um calçadão que ligaria a Catedral Metropolitana à Praça André de Albuquerque, no centro da cidade. A reforma aconteceria na rua João Pessoa, uma das mais movimentadas da região.

A primeira reunião para tratar do projeto já aconteceu. Um novo encontro da Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU) acontece nesta sexta-feira (22). A intenção é de que em 30 dias o projeto esteja no papel para análise e filtro das ideias.

A intenção inicial do projeto é de que o calçadão se enquadre no conceito de “rua compartilhada”, segundo explicou o arquiteto do Departamento de Engenharia de Trânsito da STTU, Carlos Milhor. “Na rua compartilhada, a prioridade é do pedestre, mas existe um espaço determinado para a passagem dos carros. É um uso comum no espaço público, dentro desse conceito”, ressaltou.

Na ideia inicial, toda a rua João Pessoa que liga a Catedral Metropolitana até a Praça André de Albuquerque seria transformada num grande calçadão, com a implantação de praças, com bancos e áreas de convivência. Os carros teriam um espaço, reduzido, para passarem pelo próprio calçadão, onde quem teria a prioridade seria o pedestre. No projeto o objetivo é ter também espaço para estacionamento.

“O motorista vai poder entrar nessa via, mas com com outra dinâmica, porque é um espaço que vai ter canteiros, bancos, praças. Ele vai ter uma restrição do espaço em que passa”, explica Carlos Milhor.

O arquiteto acredita que o espaço pode ajudar também no crescimento da economia da região. “Estimula a economia do espaço através dessa rua compartilhada. E recupera o espaço que perdemos pros carros. Hoje a rua só pertence aos carros. A ideia da rua compartilhada é fazer a cidade para pessoas”, explica ele, que diz que há uma avaliação positiva dos comerciantes da região sobre a ideia. “O bom disso tudo é que os comerciantes estão apoiando essa proposta”, completa.

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