PSDB tem Dória x Eduardo Leite: ‘Não caminhe por linha de golpe’, diz Dória atacando Leite

João Doria discursa em evento no qual anunciou renúncia ao governo de São Paulo para candidatura presidencial / SUAMY BEYDOUN / AGIF – AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA / AGIF – AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA / ESTADÃO CONTEÚD

João Doria, agora ex-governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, admitiu que houve um certo jogo de cena nas informações de que desistiria de concorrer ao Palácio do Planalto. Durante a manhã desta quinta, 31, informações veiculadas na imprensa davam conta de que Doria havia desistido da candidatura. “Não houve desistência, houve sim um planejamento para que pudéssemos ter aquilo que conseguimos, o apoio explícito do PSDB através do seu presidente Bruno Araújo. A carta que ele assinou hoje não deixa nenhuma dúvida. Nem agora nem depois”, disse o político paulista à tarde, ao confirmar que disputará, sim, a eleição presidencial.

Doria ainda mandou um recado a Eduardo Leite, ex-governador do Rio Grande do Sul. Doria e Leite disputaram as prévias do PSDB para a eleição presidencial em novembro de 2021, com vitória do político paulista. Desde então, o gaúcho cogitou ir para outro partido para concorrer ou mesmo ir contra o resultado da votação interna e tentar convencer o PSDB a nomeá-lo candidato. Doria reagiu na entrevista coletiva desta quinta. “Hoje ficou claro, através dessa carta, que não há golpe, não há nenhuma forma de você negar a existência de prévias e do resultado das prévias. Isso seria admitir que o PSDB se tornou um partido golpista. Não há questionamento, não há golpe possível numa democracia, seja ela partidária, seja de um país. Quem faz golpe é ditadura, governos autoritários. Quero lembrar, Eduardo Leite, que hoje é 31 de março, dia do golpe militar. Não caminhe por essa linha, Eduardo”, advertiu o ex-governador paulista, que ainda demonstrou confiança na vitória no pleito de outubro e disse que, agora, quem tem que se preocupar são os outros candidatos como Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL).

Jovem Pan

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