PT se aproxima de ‘dia D’ dividido sobre viabilidade de Haddad para conseguir votos

O candidato a vice-presidente pelo PT, Fernando Haddad, em frente à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde Lula está preso.
O candidato a vice-presidente pelo PT, Fernando Haddad, em frente à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde Lula está preso. HEDESON ALVES EFE

Tudo indica que Haddad, ministro da Educação por seis anos e meio nos governos Lula e Dilma Rousseff e prefeito de São Paulo entre 2013 e 2016, será finalmente ungido candidato do PT à Presidência da República na próxima semana. Na terça-feira (11 de setembro), vence o prazo que a Justiça Eleitoral estabeleceu para que o partido indique o substituto do ex-presidente na disputa pelo Palácio do Planalto.

O PT apresentou recursos ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) pleiteando que a candidatura de Lula —condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, preso em Curitiba e considerado inelegível com base na Lei da Ficha Limpa— seja autorizada. Ainda que tenham poucas possibilidades de resultados práticos, os recursos são considerados importantes para reforçar o discurso de que Lula seria um injustiçado que está disposto a ir às últimas consequências para garantir seu direito de concorrer às eleições. “Não podemos passar em nenhum momento para o eleitor a imagem de que nós jogamos a toalha em relação ao Lula”, afirma um dirigente petista.

 

Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/05/politica/1536150396_602621.html