‘Sei que foi uma fatalidade’, diz filha de idoso vítima de bala perdida no RN

João Benedito Gomes foi baleado dentro do mercadinho que ele próprio construiu (Foto: Cedida/arquivo da família)
João Benedito Gomes foi baleado dentro do mercadinho que ele próprio construiu (Foto: Cedida/arquivo da família)

“Eu sei que foi uma fatalidade. Mas também é muito difícil saber e aceitar que as pessoas que atiraram ainda estão por aí, soltas, prontas para atirar e matar novamente”. O desabafo é da dona de casa Francisca Benedito da Silva, de 53 anos, ao falar sobre a morte do pai dela, o comerciante João Benedito Gomes, de 83 anos, vítima de uma bala perdida em outubro de 2015 em Macaíba, cidade da Grande Natal. A mulher diz que tem muito medo; já a polícia, poucas pistas dos assassinos.

A Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Norte considera os casos de bala perdida como assassinatos. “Entram nas nossas estatísticas como Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) e são investigados como crimes de homicídio”, afirma a secretária Kalina Leite. “E não pode ser diferente. Quem atira, seja mirando em um alvo ou disparando a esmo, assume o risco de matar”, acrescenta o delegado Normando Feitosa. É ele quem investiga a morte de João.

O crime aconteceu por volta das 21h40 do dia 10 de outubro do ano passado na rua Enock Garcia, no bairro de Lagoa Grande. Segundo as investigações, dois homens numa motocicleta abordaram outros dois homens que passavam pelo local e ordenaram que um deles corresse. O que ficou, Adevaldo Costa Gomes, 29 anos, baiano de Ourolândia, levou cinco tiros e morreu na hora. “Só que os disparos não acertaram só ele. Um dos tiros acabou atingindo a cabeça do idoso, que estava sentado dentro do mercadinho. João ainda foi socorrido, mas chegou morto ao hospital”, relatou Normando.

Ainda de acordo com o delegado, Adevaldo teria matado um desafeto no dia anterior, e por isso foi alvo dos criminosos. “Acreditamos que ela tenha sido morto por vingança”, acrescentou. Contudo, Normando admite que ainda são poucas as pistas sobre os homens que mataram Adevaldo e que também vitimaram João Benedito. “Estamos trabalhando para identificá-los. Cedo ou tarde os prenderemos”, afirmou.

Do Blog: a insegurança segue assombrando todos do Rio Grande do Norte e Brasil a fora. Não há nem uma autoridade preocupada em de fato resolver esse problema, o que é grave. A presidente vai ficar todo o mandato medindo forças com o congresso, e do mesmo jeito, o congresso medindo forças contra o executivo. Todos preocupados apenas em se manter no poder, sem ter solução para o povo brasileiro.