‘Vou trabalhar para repassar R$ 100 mi ao Estado’, diz presidente do TJRN

Desembargador Claudio Santos (Foto: Canindé Soares/G1)
Desembargador Claudio Santos
(Foto: Canindé Soares/G1)

O desembargador Cláudio Santos, presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, anunciou nesta segunda-feira (31) que vai ‘trabalhar’ para que a Justiça potiguar repasse R$ 100 milhões para o governo do estado.

A liberação do dinheiro, no entanto, deverá ser condicionada a aplicações nas áreas da saúde e segurança pública. O anúncio foi feito no início da tarde desta segunda-feira (31) ao participar do RN TV 1ª Edição.

“Estou anunciando, em primeira mão, se Deus quiser e com a aprovação dos colegas desembargadores que são sensíveis a essa questão, que nós vamos trabalhar agora para repassar pelo menos R$ 100 milhões ao Poder Executivo. Mas não para o que eles querem. Nós vamos passar condicionado à aplicação no Hospital Walfredo Gurgel, aplicação no hospital Maria Alice Fernandes, aplicação no Hospital da Mulher de Mossoró, que está fechado, aplicação para o pagamento de mais de 1 mil cirurgias que estão represadas na rede publica e também para pagar diárias dos policiais, agora que se avizinha a Operação Verão, e estamos vendo ai a cada dia a segurança pior”, afirmou.

“Se a Polícia Militar só funciona na base de diária, nós vamos disponibilizar o dinheiro. Eu vou tentar usar a minha posição, minha palavra com a opinião pública, com os deputados, para que nós possamos aprovar isso no TJ, mandar para a Assembleia e pedir ao presidente Ezequiel (Ferreira) que designe uma comissão de deputados para acompanhar a aplicação desse dinheiro”, acrescentou Cláudio Santos.

Por fim, ele recordou que no primeiro semestre deste ano o TJ liberou R$ 20 milhões para que o governo estadual construa um presídio para 600 presos e uma APAC. Quanto às providências que deveriam ter sido tomadas pelo Executivo para a construção do presídio, destacou: “Não tem nem projeto”. Observou o maior problema da segurança pública é o sistema penitenciário e o assunto exige urgência.

Do G1RN